Caduconvida #01: A Função do Emulador (por Ulisses 8 Bit)

Caduconvida

Nota do Caduco: Bem vindos ao primeiro Caduconvida. Não sabe o que é o Caduconvida? Dá uma olhada lá na página de seções do blog.

No texto de hoje, o Ulisses 8 Bit do blog Controle Principal. Um texto bem informativo e com opiniões bacanas sobre emuladores. Eu curti bastante, espero que gostem também. E não deixem de prestigiar o blog do Ulisses 8 Bit! Ótima leitura a todos e deixem seus comentários!

A Função do Emulador

Discutir se o emulador é melhor ou pior que o console real é o mesmo que discutir num congresso de matemática qual é o número maior, o 3 ou o 7. Ou então organizar um congresso de química para definir qual é o ponto de fusão do número 25. Não faz sentido. Emular é tentar ser o emulado, e o emulado é o ponto final e padrão máximo de todas as comparações. O console real é o limite. Entretanto…

Um emulador simula um console. É um software, que utilizando o hardware do computador ou outro dispositivo, como um PSP ou um Dingoo, tenta recriar o sistema de um console original. O emulador é, para fins gamísticos, como um cover do original.

Dingoo

Dingoo

Assim como uma banda cover nunca será igual a banda original ou um cantor cover não será tão bom quanto aquele artista em que ele se inspira, o emulador também tem suas limitações.

Hoje temos muitos emuladores para várias plataformas e o grau de emulação deles, em geral, é excelente. Muito satisfatório mesmo. Claro que a imagem e o som pode apresentar algumas diferenças em alguns casos,já que um emulador não possui os componentes físicos originais do console, como seu DAC (digital to analog converter) de áudio, por exemplo. Mas no geral, o nível de emulação hoje em dia é excelente.

E quando eu digo que nunca será como o original, eu estou olhando para os detalhes, para a diferença marginal que existe entre o console real e o emulador. Não é um questão de 8 ou 80. Estou apenas ressaltando onde a emulação ainda peca. E neste quesito a limitação mais importante que um emulador oferece é exatamente naquilo que ele não pode emular. O controle de videogame.

“O emulador é,para fins gamísticos,como um cover do original.Embora um cover muito qualificado,diga-se de passagem…

O controle de um videogame é muito mais que um acessório feito para receber nossos comandos. Ele carrega em si,no seu design,formato e disposição dos botões, a forma como a empresa espera que o jogador interaja com os jogos que rodam naquele console. Além disso, existe a resposta tátil que todos nós reconhecemos ao tocar em algo.

Faça o teste. Mesmo de olhos vendados você é capaz de identificar um controle de NES, Mega Drive ou Dreamcast em suas mãos, mesmo sem ver. Agora eu pergunto se você consegue o mesmo feito em relação ao controles genéricos comprados em lojas de informática. Você conseguiria identificar um Multilaser de um Logitech, apenas pegando ele?

O controle possui uma identidade física, tátil, que o remete diretamente ao seu console e tem um peso na forma de sentir o gameplay.

Veja bem. Eu uso um controle de PS3 em meus emuladores. É um controle fantástico, responde muito bem, tem um bom D-Pad, é super responsivo mas… não é o controle do console que eu emulo. E isso vai trazer com certeza uma pequena perda na atmosfera de se recriar o console real e no gameplay também. Não é uma perda dramática,mas ela existe.

O objetivo real de um emulador,do ponto de vista de um jogador que não possui aquele console específico,seja por qual motivo for,é recriar ao máximo possível todas as características do console real.O objetivo de todo e qualquer emulador é chegar a perfeição do console.Uma emulação perfeita.Assim como um cover do Elvis almeja ser o máximo possível reconhecido como o rei do rock.

O emulador, por definição, nunca será o console. Assim como um cover nunca será igual ao original.

Tente jogar em uma tela de touch em emulador de celular e veja o desempenho que terá.

Tente jogar em uma tela de touch em emulador de celular e veja o desempenho que terá.

Mas até que ponto o controle original importa. Isso é muito subjetivo,embora uma questão real. Acredito que depende do jogo,do estilo do jogo e também de características pessoais do jogador, como o tamanho da mão e suas preferências. O controle do Mega Drive 6 botões é ótimo para jogos de luta,já o do Super Nintendo nem tanto. É possível configurar os botões em muitos jogos,mas a disposição do “L” e “R” do Super Nintendo para jogos deste estilo não é a das melhores, mesmo assim é a característica do console.

Provavelmente quando o controle do Super Nintendo foi pensado, os engenheiros e designers da Nintendo deram preferência aos jogos de ação e plataforma, já que este era o estilo mais usado na época,independentemente da influência e sucesso que Street Fighter e Mortal Kombat tiveram,a maioria dos games não eram de luta e o “carro-chefe” sempre foi o Mario. Observe que o NeoGeo faz uma opção diferente,já que seus jogos eram majoritariamente de luta.

O NeoGeo foi pensado para jogos de luta.E seu controle expressa isso.

Filtros

Na emulação os filtros devem ser usados para se aproximar do console real.Principalmente para melhorar serrilhados estranhos que o original não possuía.Usar um “Scanline” artificial de leve é aceitável.Fazer mais do que isso,ficar inventando em cima da imagem,é descaracterizar totalmente a proposta original do jogo.Não faz sentido se seu objetivo é recriar o ambiente do console real.

Resolução

Um emulador pode ser ajustado a resolução nativa do computador em que ele está rodando, às vezes isso não é necessário. Às vezes o emulador é mais antigo e nem oferece a sua resolução. Aí é ficar com a que melhor responde no seu caso concreto. Depende muito de cada máquina e cada emulador. É na tentativa e erro mesmo. Uma ressalva importante é em relação a proporção do vídeo, geralmente conhecida como “aspect ratio“. É fundamental, é imprescindível que se respeite a proporção 4:3, que corresponde a proporção da TV CRT padrão para o qual o jogo foi feito. Usar aquele famoso recurso de “esticar a tela” é detestável, não tem desculpa é vergonhoso. Esticar a tela do jogo é destruir toda proporção e beleza original do game. Um crime gamístico!

Se for games antigos, o Fullscreen deve apresentar essas barras laterais no seu monitor 16:9. Isso garante a proporção real.

Configuração de resolução e filtro existem em alguns emuladores.

Configuração de resolução e filtro existem em alguns emuladores.

Você deve gostar de um console com todos os defeitos e qualidades que ele possui. Não é justo inventar em cima do console. A imagem dos jogos antigos é quadrada e nos monitores atuais é retangular, por isso em fullscreen temos aquelas barra negras laterais, e é assim mesmo. Se você esticar a tela para cobrir o LCD totalmente,a proporção real dos gráficos do jogo vão para a lata de lixo gamístico.. Não faça isso.

“Esticar a tela do jogo é destruir toda proporção e beleza original do game.

Save State

Não entendo esse pensamento de que eu “não vou usar emulador por causa do save sate”, ou pior, “o console é melhor porque não tem Save State”. Isso seria válido se o famigerado Save State fosse automático e obrigatório no software. Então quer dizer que só porque uma opção de trapaça está disponível você é obrigado a usá-la? Isso não faz sentido.

Se o meu propósito com emuladores é resgatar a essência do console real, e vivenciar os jogos em sua plenitude, evitando filtros excessivos ou aspectos de tela desproporcionais, porque é que justamente na hora do gameplay eu iria estragar tudo e usar Save State?

Eu não uso, nunca vou usar e quem usa não está jogando. Quando eu jogo um game, eu quero ter todas as dificuldades, facilidades, problemas e soluções que o game original me propõe. Se eu usar um Save State, estou utilizando um recurso que é fora do contexto do jogo, estou estragando toda a experiência do game. Não existe um meio-termo. Quem usa Save State não está jogando efetivamente.

O uso do Save State é válido para captar uma imagem de determinada fase avançada para fazer um review, ou alguma análise do gênero, mas isso não é gameplay, isso é outra coisa.

Abuso total de Save State aqui.

Abuso total de Save State aqui.

O uso, por exemplo, de memory card´s virtuais, passwords e até mesmo “cheats”, isso mesmo “cheats”, no estilo Konami Code ↑↑↓↓←→←→B A Start, são válidos. Mas como é possível, eu não estou entrando em contradição?

“Se o meu propósito com emuladores é resgatar a essência do console real,e vivenciar os jogos em sua plenitude,evitando filtros excessivos ou aspectos de tela desproporcionais,porque é que justamente na hora do gameplay eu iria estragar tudo e usar Save State?

Não. E digo porque não.

O uso do Save State não tem absolutamente nada a ver com questões de ordem moral. Não é uma defesa do “certinho contra a trapaça”, pessoalmente não uso cheats, geralmente encontrado em revistas da época. Mas não condeno quem faz. A questão chave é a seguinte:

Memory Card, Password, e Cheats são ferramentas disponibilizadas pelas próprias empresas de games, portanto usá-los não fere o princípio de resgate do console original. Muitos de nós usava estes recursos no console original e de forma honesta.

Observe que o famoso “Game Genie” é desaprovado hoje e no passado também, porque ele fere o princípio de resgate da experiência original. Mesmo na época, quem usava “Game Genie” não era um jogador de verdade, ou pelo menos naquele momento não estava jogando e curtindo o game,estava hackeando ele. Isso não é amor por jogos.

Uma defesa questionável dos emuladores

Eu uso emuladores, gosto deles, e sei que meu objetivo com eles é me divertir e para isso eu foco na reconstrução do modelo ideal, o console de videogame. Mas existem alguns argumentos à favor do emulador que para mim não faz muito sentido, por exemplo:

1- O custo de se ter um console

Ora, isso é evidente. Só usa emuladores quem não possui consoles,independente do motivo. O emulador é um meio gratuito de jogar videogame. Logo não é uma escolha, uma preferência, e por isso não pode ser usado em termos de “eu prefiro o emulador porque não custa nada”. Se você não tem dinheiro para ter vários consoles (eu também não tenho) então o emulador é uma solução, não é uma escolha, e portanto não vale como argumento de preferência. É isso ou nada.

2- O espaço físico

Há! essa é ótima, o espaço físico. Vamos lá.

Se você gosta de algo, a última coisa a se preocupar é aonde vai por essas coisas. Se o videogame é um estorvo para você, então você está priorizando outras coisas ao videogame.

Quem é usuário normal pode ter os principais consoles de todas as gerações em uma estante bem planejada e todos os jogos catalogados em caixas plásticas ou outras estantes também. Afinal você não é um colecionador e por isso não terá tantos jogos assim. Tudo tem um preço, e se o preço de jogar videogame é muito para você (seja ele físico ou monetário), o emulador é uma solução,mas isso não faz dele superior ao console só porque não ocupa espaço.

3- Organização e conforto

Quem ama jogos é um prazer organizar os cartuchos, colocar etiquetas neles, tirar pó, essas coisas. É quase um ritual,nada a ver com nostalgia, tudo a ver com o prazer tátil de possuir aquele CD de Play 1 ou aquele cartucho de master System em suas mãos.

Em relação as fontes de energia e as conexões,isso é um trabalho que você vai fazer apenas uma vez, na hora de instalar uma estante para os consoles, e vai gastar com alguns divisores de sinal e coisas do tipo, mas é uma vez só. Depois é só manter. Acho que a riqueza de poder jogar em vários consoles e ter a história dos videogames em suas mãos vale à pena fazer esse esforço inicial.

Por outro lado, praticidade de escolher a rom num universo de várias roms para jogar é uma vantagem do emulador. Às vezes eu fico só passeando por entre elas e sempre acho alguma pérola esquecida, os clássicos quase sempre apagam o brilho de ótimos jogos que só por emulação a gente acaba conhecendo. Isso sim é uma vantagem que o console não possui.

Para finalizar, o que importa é jogar. Seja no console real ou no emulador. Mas se fizer por emulação, que seja do jeito certo. Respeitando a função básica deste software maravilhoso.

Que é resgatar os jogos do passado.

Pessoal, Gamer Caduco de novo. Espero mesmo que tenham curtido. Se tiverem textos que queiram publicar aqui, mandem para gamercaduco@gmail.com que eu publicarei seguindo a ordem da fila aqui, provavelmente um por mês intercalando com textos meus.

Não esqueçam de deixar um comentário para o Ulisses 8 bit!

Até o próximo post!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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30 respostas para Caduconvida #01: A Função do Emulador (por Ulisses 8 Bit)

  1. Willi Weiss disse:

    Belo texto, tomara que essa série seja fixa, gostei muito!

    Bom, eu nos últimos tempos acabei formando uma opinião diferente à respeito desse assunto “experiência parecida com a do original”. Faz alguns meses que larguei os consoles e passei a jogar no PC, simplesmente por não compactuar com o fato de gastar 200 reais em um lançamento com gráficos capados e performance mediana, quando posso jogar o mesmo game de graça ou então por preços simbólicos com ótima performance e gráficos “all maxed out”. E nessa vida de “PC gamer”, jogando tanto lançamentos atuais quanto games de Super Nintendo e Mega via emulador, concluí que essa história de “experiência do original” é bobagem. Permitam-me explicar melhor.

    Quando a gente é console gamer, nos apegamos muito ao hardware. Ao console, aos cartuchos ou caixinhas de CD/DVD/BD dos jogos, ao controle, à “aparelhagem geral” que um videogame envolve. Aí quando vamos jogar em um emulador, que como o escritor do post bem disse, é uma “solução para o console que não temos”, fazemos de tudo para fantasiar, através do emulador, uma “experiência” que não vamos ter, que é a de jogar o jogo na plataforma original. E eu digo “experiência” entre aspas, porque penso, afinal, o que é jogar na plataforma original? O que significa pra mim ou para você, pegar num cartucho, assoprar e colocar no console? Que “glamour” há em dar uma puxada no controle e o jogo dar pâne e meu progresso ir pro saco? Que “experiência” é essa de colocar um disco em um leitor? Na minha opinião, o jogo vai funcionar do mesmo jeito tanto no console quanto no emulador. O Sonic que o Kega Fusion abre é o mesmo Sonic que o Mega Drive inicia.

    Por essa perspectiva, passei a tratar os consoles apenas como “aparelhos que USAMOS pra jogar aquele jogo”. Usamos eles tanto quanto usamos o PC, mas o jogo ali rodando é o mesmo. Concordo no que diz respeito a trapaças, isso infringe, desrespeita e estraga a ideia original que a desenvolvedora teve quando concebeu o jogo. Mas quanto às demais questões, por que não usar os recursos que estão a nosso favor? Cito um exemplo: Dolphin. Nunca que eu vou comprar um Wii, pra jogar em 480p, jogos que o golfinho azul faz upscalle natural pra 1080p widescreen e coloca por cima filtros e iluminações que fazem os jogos ficarem tão bonitos quanto os de PS3 e 360.

    E tem ainda a questão do controle. Sempre me incomodou alternar entre o controle do SNES e o DualShock. Agora no PC, é tudo com o Xbox 360 Controller. Um joystick só, para tudo. O joystick que EU gosto e que EU acho bom. Na minha opinião, é mais válido EU ter uma experiência que ME agrade, do que eu mesmo me forçar a jogar em um joystick diferente para cada jogo só pra “recriar a experiência original”.

    Em suma, acho que enquanto console gamers, supervalorizamos os consoles, os aparelhos, os acessórios. Ficamos fantasiando em comprar isso e aquilo, e em revitalizar um tempo que já passou, quando na verdade o jogo está ali, na sua frente, rodando perfeitamente, sem problema algum e ainda sujeito a melhorias. Na minha opinião, devemos nos preocupar em jogar O JOGO da melhor maneira possível e na qual NÓS nos sintamos confortáveis, e tratando o hardware que temos, seja PC com emulador ou console original, como meramente um “instrumento” para rodar aquele jogo, sem colocar o aparelho em um pedestal, por assim dizer.

    Claro, essa é a minha opinião, respeito quem pensa diferente. Mas foi uma concepção que veio em minha mente desde que migrei para o PC, onde tudo está a alguns cliques de acesso e livre de problemas que tínhamos a 20 anos atrás.

    Abraços e sucesso à todos!

    • Ulisses 8Bit disse:

      Tudo bem Willi?
      Quem bom que você gostou do texto e eu também quero muito que esta série continue com tudo!kkkkkk

      Vejo que você é um PC Gamer hoje em dia.E na verdade o mercado de PC está muito mais interessante que o abuso dos preços dos consoles,concordo totalmente.Ruim é quando a gente fica babando em um jogo que é exclusivo de algum console,aí é fogo,o preço dos jogos dos consoles é realmente um fator que desanima o setor e estimula o pessoal a migrar para o PC.Super natural.

      Exatamente o Sonic no Kega Fusion é o mesmo que no Mega Drive até gosto pessoalmente e me sinto muito bem de ver e ter o cartucho em mãos,mas não uso isso como argumento na questão emulador vs console.Até porque eu uso muito emuladores eu adoro o Dolphin tbm ^_^.

      O que eu quis destacar é só um ponto.O controle do videogame é muito significativo e importante neste aspecto.Mesmo que o controle do XBOX seja ótimo para você jogar,usar o controle do Super Nintendo nos jogos do mesmo é diferente de jogar no do XBOX.Não sei se é pior ou melhor,não é esta a questão,o ponto é que é diferente.Eu uso o controle do PS3 nos meus emuladores e curto muito he he he.

      Por melhor que seja a emulação ela emula bem a imagem,o som mas não emula o tato.Este é um sentido importante e pouco valorizado,mas que faz diferença na hora de jogar.Se é melhor ou pior isso depende exclusivamente de cada um,mas com certeza é diferente.E só neste aspecto o console(na verdade o controle) deixa de ser apenas um instrumento para se chegar ao jogo mas torna-se parte do próprio jogo,isso porque a “pegada” no controle original oferece sensações únicas.O único jeito de emular isso é instalar um adaptador USB em um controle de Super Nintendo original,por exemplo.

      Se o controle do XBOX funciona bem com vc e vc curte ele,então tá feito,este é o melhor controle,porque o melhor controle é aquele que gostamos mais,e ponto final he he he. Pessoalmente adoro o controle do PS3,e jogo muito com ele,cara jogar Super Nintendo com ele pra mim é demais!Logo,pra mim o melhor controle é do PS3 🙂
      Depende do sentido de cada um.

      Obrigado mesmo pela leitura,é sempre bom debater ideias com amigos que gostam de jogos assim como eu.
      Valeu Willi!

  2. dcnautamarvete disse:

    Parabéns ao Ulisses 8 Bit pela iniciativa de inaugurar o caduconvite. O blog “Controle Principal” já está nos meus favoritos.

    Acho que a galera aqui é amiga e não precisamos concordar com tudo, né? Uma opiniãozinha diferente aqui ou acolá mais enriquece do que chateia (assim espero).

    Eu discordei um pouco da crítica feita aos controles de emulador. Isso porque, atualmente, já há réplicas perfeitas dos controles originais, porém com entrada USB, justamente para plugar o jogar nos emuladores. Eis um exemplo: http://mlb-s1-p.mlstatic.com/controle-usb-pc-snes-super-nintendo-20349-MLB20188874138_102014-F.jpg

    E, quando eu digo todos os consoles, basta ver o link da Stone Age Gamer aqui: http://www.stoneagegamer.com/more/emulation/usb-controllers/

    Pessoalmente, tenho o do SNES e o do Saturn, e mandei formatar um notebook para ser exclusivamente plataforma de emuladores. Acho que vai ser bem legal.

    Outro ponto que fiquei meio cabreiro foi com a forte oposição do amigo aos savestates. Bom, particularmente, acho que existe um meio-termo sim: na época 8bits, quem realmente queria terminar Ninja Gaiden sem ser reprovado ou tomar uma surra da mãe, tinha que deixar o console ligado, às vezes de um dia para o outro, com a TV desligada e o botão de pause apertado. O fator tempo ditava isso. Ninguém normal conseguia terminar aquele jogo de uma sentada. O jeito, para continuar vivendo, era apelar para o “pause”.

    Se bem usado, o savestate não passa de um “pause” para quem não pode, por questões familiares e de trabalho, passar muitas horas jogando. Acho que cada um tem sua história de vida e o amor pelos games não vai ser menor por causa de uma necessária distribuição do tempo.

    Eu mesmo tenho alguns consoles antigos, acomodados em um pequeno móvel construído especialmente para eles, mas literalmente prefiro jogar no emulador, inclusive por essa facilidade. Precisei parar de jogar no meio de uma fase? Aperto pause, dou um savestate e, dias depois, quando o tempo deixar, volto do mesmo ponto. E nem falei da absurda comodidade dos portáteis.

    Mas, como falei, opinião é assim mesmo. Cada um tem a sua. Às vezes, até mudamos quando ouvimos pensamentos diferentes. O importante mesmo é a diversão gamística e a oportunidade que a internet nos dá de conhecer gente nova, com os mesmos interesses, mesmo à distância.

    Quero parabenizar pelo texto, com sinceridade, esperando que o amigo não me ache chato demais só por ter um pensamento um pouco diferente. Valeu!

    • Ulisses 8Bit disse:

      Obrigado Dcnauta,é um prazer saber que posso contar com sua leitura por lá,fico muito feliz,valeu mesmo! ^_^

      Então,os links que você passou é um tema que entra totalmente de acordo com meu texto.Eu só não inclui os controles USB no texto porque eu esqueci mesmo.Esses controles imitam a pegada original do console e portanto um PC equipado com eles é na verdade como se fosse o console original,sem dúvidas!Inclusive na minha resposta ao Willi aí em cima eu cito esses controles.Muito bom mesmo.

      Eu lembro dos tempos de Ninja Gaiden,kkkkkkkk,com certeza um pesadelo gamístico delicioso para todos nós.mas aí é que está.Se a pessoa usa o Save State exatamente nos momentos de password,e exatamente nas *****pausas originais***** dos jogos,tudo bem.Mas quando é você que dita aonde o jogo deve ser pausado,então de certa forma vc está quebrando a *****dinâmica***** do game.O desenvolvedor quando pensou no game “rodando” ele não pensou na hipótese do Mario ficar parado entre duas tartarugas e 24h depois o jogador prosseguir com a missão.Imagine um jogo de Atari então,onde é a regra:Ligou/Começou kkkkkkk

      Cada jogo tem sua dinâmica e fluidez próprias que só são interrompidas nos momentos que o próprio jogo disponibiliza.Como no caso de telas de password,continnues e saves internos.Mas essa é a minha visão do gameplay é claro.
      Sobre a coisa de deixar o console ligado e pausado,isso é exatamente uma “gambiarra” totalmente bem vinda e que até enriquece as histórias de cada jogador,mas essa “técnica” também,de certo modo,diminui toda a adrenalina e dinâmica original que Ninja Gaiden propõe.Mas eu confesso,eu já fiz isso kkkkkkkkkkkk

      Chato demais?Que nada,eu adoro quando encontro divergências.Se todo mundo pensar igual a criatividade e beleza da diversidade de ideias vai pra lata de lixo kkkkk
      É legal compartilhar de gostos e pensamentos iguais mas é super produtivo debater ideias divergentes também.É um “jogo” onde todos saem ganhando. 🙂

      Mais uma vez obrigado por comentar e participar do CADUCONVIDA Dcnauta!

  3. Ulisses 8Bit disse:

    Exatamente o Sonic no Kega Fusion é o mesmo que no Mega Drive até gosto pessoalmente e me sinto muito bem de ver e ter o cartucho em mãos,mas não uso isso como argumento na questão emulador vs console.Até porque eu uso muito emuladores eu adoro o Dolphin tbm ^_^.

    O que eu quis destacar é só um ponto.O controle do videogame é muito significativo e importante neste aspecto.Mesmo que o controle do XBOX seja ótimo para você jogar,usar o controle do Super Nintendo nos jogos do mesmo é diferente de jogar no do XBOX.Não sei se é pior ou melhor,não é esta a questão,o ponto é que é diferente.Eu uso o controle do PS3 nos meus emuladores e curto muito he he he.

    Por melhor que seja a emulação ela emula bem a imagem,o som mas não emula o tato.Este é um sentido importante e pouco valorizado,mas que faz diferença na hora de jogar.Se é melhor ou pior isso depende exclusivamente de cada um,mas com certeza é diferente.E só neste aspecto o console(na verdade o controle) deixa de ser apenas um instrumento para se chegar ao jogo mas torna-se parte do próprio jogo,isso porque a “pegada” no controle original oferece sensações únicas.O único jeito de emular isso é instalar um adaptador USB em um controle de Super Nintendo original,por exemplo.

    Se o controle do XBOX funciona bem com vc e vc curte ele,então tá feito,este é o melhor controle,porque o melhor controle é aquele que gostamos mais,e ponto final he he he. Pessoalmente adoro o controle do PS3,e jogo muito com ele,cara jogar Super Nintendo com ele pra mim é demais!Logo,pra mim o melhor controle é do PS3 🙂
    Depende do sentido de cada um.

    Obrigado mesmo pela leitura,é sempre bom debater ideias com amigos que gostam de jogos assim como eu.
    Valeu Willi!

  4. Cara, filtros, save states e afins, são coisas bem vindas…

    E a questão de incompatibilidade de jogos de determinados consoles de região X com consoles de região Y, também é resolucionada com o uso de emuladores…

    E no caso de consoles recentes, emular um PS3 ou X360 via rosetta ajuda a sobrepor a limitação de determinados títulos que só rodam em 720p em seus consoles originais, por conta de limitações de hardware.

    DEPENDENDO DA PLATAFORMA: Emulador é um Cover.

    DEPENDENDO DA PLATAFORMA: Emulador permite rodar um jogo como ele realmente deveria ser executado por padrão.

    Eu realmente gosto muito da idéia de manter as coisas mais próximas das originais possíveis, o que é notado em minhas diversas contribuições para o projeto OpenEMU (principalmente os CG-Filters que andei bolando por lá… Alguns que simulam com precisão o visual de CRT em telas amoled e tudo mais… rssss), porém também é interessante adicionar recursos e comodidades que não eram possíveis nos tempos dos consoles clássicos, como gestão de save-states, gravação integrada de vídeos, multiplayer via internet e afins…

    Emulador na grande maioria não é “Cover” do original, é “uma forma diferente” de se executar um binário, na maioria dos casos, adicionando centenas de recursos focando comodidade.

    Ahh, a questão do controle… A questão do controle é particularmente problemática no caso do Nintendo 64 e Mega Drive, visto que os games foram desenvolvidos para tais layouts de controle completamente fora dos padrões meio que forçados por Sony e Mico$oft, daí para jogar via emuladores de forma decente, é necessário caçar aqueles “Retro 64 USB Controller” e afins… rss

    • Ulisses 8Bit disse:

      Beleza Vilson!
      Estava vendo o projeto OpenEmu,isso é lindo,pena que é pra Mac apenas.Vendo o OpenEmu eu lembrei,não sei se você conhece,do Launch Box para Windows,onde vc pode
      abrir as ROMs diretamente dele e o programa ainda baixa todas as capinhas automaticamente!

      Gostei muito da questão que vc levanta sobre os emuladores resolverem o problema de regiões nos jogos(que é uma questão puramente comercial das developers,sem ligação nenhuma com a produção artística em si do game) e também sobre o desempenho do hardware.Bem lembrado.

      Sobre os Save States a questão é qual o objetivo do Emulador para você naquele momento do jogo.
      Por exemplo.Se vc quer apenas descontrair e conhecer como é o jogo do Sonic sem se ater a tudo o que ele pode te oferecer,vc pode ir progredindo e salvando assim que for necessário,é uma forma de usar o Save State dentro deste seu objetivo.Mas se vc quer realmente conhecer qual é a proposta de desafio que o desenvolvedor quis dar ao jogo,se vc quer realmente conhecer Sonic do jeito que ele é,daí o Save State é inadmissível,porque ele vai gerar quebras(pausas) onde elas não existem originalmente e por isso vai destruir a beleza e a dinâmica original do game.É por isso que neste ponto eu sou bem direto.A única forma de conhecer um jogo é jogando,literalmente,sem artifícios e comodidades.

      O livro pode ter pausas,o filme pode ter pausas,ouvir música pode ter pausas(em alguns casos eu até diria que não,se determinada música mexe de verdade com seus sentimentos)Mas os games tem essa função ativa e não passiva de consumir conteúdo.
      Jogar videogame não é ***ouvir música*** jogar videogame é ***fazer música*** é como se o jogador fosse um pianista lendo e tocando uma partitura.Ele deve obedecer o que está escrito ali,se não a música não sai.O Save State insere distorções,assim como se a bateria ou o violino saíssem do ritmo.

      Quando eu uso o termo Cover,é justamente olhando o todo.Quer dizer,no console tudo já está pronto,é só ligar e no emulador tudo depende das configurações do software e características próprias da máquina que vai rodar o emulador.No texto eu me refiro ao termo *****diferença marginal***** justamente pra mostrar esse ponto.Que os emuladores estão ótimos e existe uma diferença muito pequena entre eles e os consoles.O console não é um mero executor de binários,seu controle também faz parte do jogo,mas isso pode ser resolvido pelos controles USB,e é por isso que eu digo quem pode ter esse arsenal todo chega mais perto do console real,quem não pode tem algumas perdas da experiência primária.

      Não quero de forma alguma desmerecer o trabalho fantástico que vc e o pessoal que trabalha com emulação faz.Eu sou um apaixonado por emuladores e talvez por isso tenha algumas opiniões mais avessas sobre o tema kkkkkk mas é assim mesmo.A gente só se importa de verdade com aquilo que ama.

      Valeu Vilson,obrigado mesmo por participar desta série que o Cadu criou,e comentar meu texto,gostei muito da sua resposta. 🙂

    • dcnautamarvete disse:

      Já existe emulador pra ps3 e 360? É esse openemu é pra Mac mesmo? O notebook que mencionei, aquele que mandei formatar só pra emular, é um mac antigo, mas mandei instalar o Windows justamente pra poder emular 😳

      • Ulisses 8Bit disse:

        Eu desconheço emulador funcional de PS3 e XBOX360,mas já existem alguns projetos em andamento neste sentido.Mas eu não tenho certeza se estão funcionando ou está apenas em desenvolvimento.Pelo que eu vi no site o Opememu é só Mac.

        • dcnautamarvete disse:

          Já mandei suspender a formatação. Vou procurar mais informações, quando tiver tempo. Valeu.

  5. Cherry Pie disse:

    Olá Uli, tudo bem contigo?
    Em primeiro lugar, parabéns pelo texto e pela estreia! Achei bastante interessante tudo o que você disse. Seu escrito ficou super bacana! Apenas tenho algumas considerações pessoais e alguns pontos de opiniões divergentes, que gostaria de expor aqui… well,here we go now!
    Bem, como mais algumas coisinhas por aí, o negócio é o seguinte: informática não é o meu forte. Mas até onde sei, entendo que o conceito de emulador é “simular uma plataforma em outra”, ou seja: de fato, a analogia que foi feita aqui, comparando os emuladores com os covers faz sentido, mas, como tudo na vida, não é um absoluto. Veja bem: nenhum cover será tão bom quanto o Elvis, mas infelizmente o Elvis não está mais entre nós pra poder continuar fazendo shows, concorda? Não que não adoraríamos se ele ainda estivesse vivo, mas infelizmente ele não está. Bem, vocês devem estar perguntando o que quero dizer com isso… já esclarecerei. A questão é que: cara, eu adoraria poder dispor de alguns consoles originais em minha coleção (bom, se eu tivesse uma – coisa que ainda pretendo fazer e, com um pouquinho de sorte, creio que realizarei esse sonho algum dia!)… a questão é que muitas vezes, isso é simplesmente impossível (ou, no mínimo, improvável de se obter). Infelizmente, alguns itens somem completamente do mercado depois que saem de linha e, muitas vezes, apenas é possível achá-los tão somente nas mãos de verdadeiros colecionadores, que só Deus sabe o que tiveram de fazer pra ter aquele item raro em suas mãos. Infelizmente, a magia dos consoles antigos já não está disponível tão facilmente pra grande massa em geral. Nem toda a cidade possui alguma loja onde se pode adquirir itens antigos e isso acaba dificultando um pouco a vida dos gamers que residem em regiões mais desfavorecidas. Muitas vezes, a relação de custo-benefício acaba não sendo tão vantajosa para muitos. Daí, acaba entrando a simplicidade e praticidade de nossos queridos emuladores!
    Entendo que você deva estar pensando que “desculpa de aleijado é muleta”, mas, infelizmente, é com pesar que digo que pra muita gente, meio que acaba “não valendo tanto a pena” correr atrás dos consoles originais. Bem, não cabe a nós julgar, pois cada um possui suas próprias razões. Cada gamer sabe até que ponto vale a pena investir; sabe onde seu calo aperta e seu estômago dói. O que quero dizer com isso é o seguinte: creio que o “X” da questão dos consoles/emuladores se resume às necessidades e expectativas que o jogador em questão possui. Vou tentar explicar melhor, com um exemplo…
    Há alguns dias atrás, tive de comprar um celular novo, pois minha família e eu sofremos um assalto e tivemos nossos pertences levados. O celular que eu tinha era antigo, mas um verdadeiro xodó, pois além de ter um teclado embutido, meu irmão tinha dado ele pra mim de presente de Natal (era o cel. antigo dele na vdd). Ele não era mais tão moderno, mas atendia minhas necessidades e tinha ainda o teclado que eu amava. Nunca fui muito fã de smartphones (SeHa Girl Meeega Driii – kkk) e, sinceramente, ODEIO digitar na tela touch. Mas o que eu poderia fazer? Infelizmente, não existe mais o modelo do meu antigo cel. no mercado. Moral da história: tive que comprar um smartphone e me adaptar a ele. A questão é que: meu irmão me sugeriu adquirir um BlackBerry, por causa do teclado. Mas eu considerei o valor dele muito alto pelas minhas necessidades. Eu acabaria pagando um preço elevado por um produto que eu, possivelmente, não iria utilizar nem a metade da capacidade…
    Entende o que quero dizer? Tem gente que não está tão preocupada com “detalhes” que só o console original poderia ofertar. Tudo o que se quer é jogar, não importa onde seja! Admito; não há nada mais lindo que um espaço todo arrumado, cheio de consoles originais muito bem distribuídos além, é claro, do prazer que deve ser poder cuidar de tudo isso com máximo carinho! Mas sejamos francos: infelizmente, apenas uma ínfima parcela da população gamer possui recursos que conspiram para a disposição de um espaço trabalhado e bem arranjado (como manda o figurino) para matar a saudade daqueles jogos que marcaram suas vidas no passado. E, de forma alguma, poderíamos considerar isso como falta de amor pela arte que é jogar videogame! Muitos gamers, aliás, sequer puderam desfrutar disso na própria época em que os consoles estavam no auge de suas gerações! (eu inclusive…) Mas não me considero menos gamer ou uma “gamer de 2ª categoria” por causa disso, se é que me entende. Não creio que acabar optando, em alguns casos, pelo emulador seja motivo para que os outros possam julgar e usar de vilipêndio para com os demais. Afinal, o que importa mais? Jogar o que se gosta com os amigos ou querer ter as coisas apenas pra poder bancar o “Gamer Ostentação”?
    Enfim, não quero mudar sua opinião. Apenas gostaria de manifestar que a questão não é tão simplória quanto parece; mas não julgo nem condeno qualquer um dos lados, sela lá qual for a opção que tenha feito.
    Quanto aos Save States, eu diria que você acabou se manifestando ser “um pouquinho” radical, meu rapaz…
    Bem, confesso que sou um tanto suspeita pra falar. Vou confessar mais ainda! Tem jogo que eu sou RUIM! RUIM DEMAIS! PÉSSIMA, NA VERDADE! Confesso! Tem muitos jogos que eu salvei e só consigo salvar na base do Save State mesmo! (Vou avacalhar de vez agora! O próprio Fantazy Zone, que é um jogo que eu amo de paixão, apenas foi terminado graças aos SS’s. Existe uma possibilidade de que eu ODIARIA esse jogo não fosse essa ferramenta – MENTIRA! Eu gosto demais do Opa-Opa pra detestar FZ, mesmo vendo a tela de Game Over direto… Mas confesso que se não fossem os Saves, eu já teria dado esse game como ‘causa perdida’ e, ainda por cima, não estaria escrevendo esse comentário agora, pois já estaria a sete palmos embaixo da terra por ter tido um enfarto do miocárdio pelo nervoso dos ‘rage quits’ que eu já passei jogando este game do Opa-Opa “honestamente”…) Mas a questão, novamente, é a seguinte: 1) Creio que concordamos que a prática leva à perfeição. Pra quem é bom jogador de verdade, Save States acabam sendo mesmo totalmente dispensáveis. O fato é que: Não é porque eu uso que eu sou dependente deles. Uso eles apenas como um “recurso a mais”. Ok, eu entendo que na época dos consoles não tinha isso. Mas vamos analisar a seguinte situação: “Você jogou por horas. O ‘João Pestana’ está batendo à sua porta. O game está muito legal, mas seus dedos já estão quase no osso e os olhos parecem que estão a ponto de pegar fogo, de tão vermelhos e ardidos que estão”. Todo gamer que se preze já passou por isso. Nos consoles antigos, havia muitas vezes apenas duas opções: ou deixava o videogame ligado noite afora pra não perder o progresso, mas correndo o risco de alguma coisa estragar ou do equipamento queimar por causa da sobrecarga (perdi o Master System assim…), ou a gente desligava tudo e ia dormir chorando por ter perdido a campanha e, ainda mais, sabe-se lá se no dia seguinte conseguiria repetir o mesmo desempenho… Enfim, de forma alguma estou criticando os consoles antigos. Apenas quero dizer, que seja lá o que for, cada opção, seja console ou emulador terá suas vantagens e desvantagens. Que o charme dos consoles é insubstituível, cara, sem dúvidas! Mas temos que concordar que muitos dos problemas que tínhamos no passado com os consoles acabaram sendo remediados pelos emuladores, inclusive, na própria questão dos controles, entre outras coisas…
    Tá certo, concordo que era um charme colocar a fita no console, mas… e quando você está seco pra jogar um certo jogo (E TEM QUE SER AQUELE, POIS NÃO INTERESSA!!! VOCÊ QUER AQUELE, NAQUELE EXATO MINUTO!!!) e a fita teima em não querer pegar, ou então, o controle fica dando mau contato, ou ainda: o cabo de força está frouxo e periga sair da tomada apenas por um suspiro mais profundo… Pois é meus caros. Que gamer nunca passou por alguma dessas situações, não é mesmo? E muitos desses problemas puderam ser ‘solucionados’ graças aos emuladores, pois hoje em dia dificilmente temos esses problemas físicos nos consoles mais recentes.
    2) Até onde eu me conheço, eu ainda não sou uma Gamer Profissional (aliás, assumo que estou muuuito longe de chegar a esse ponto, diga-se de passagem. Não nego minha fraqueza). Não participo de campeonatos nem tampouco jogo videogame por dinheiro. Então, pessoalmente falando, o que interessa pra mim é a experiência que eu vou vivenciar jogando o game. Não nego que é muitíssimo mais bonito vencer tudo “na unha”; mas… se minha capacidade está aquém daquilo que almejo e, se eu não estou prejudicando ninguém ao usar o Save State, eu pergunto: por que não? Como eu disse, às vezes eu nem irei usá-lo de novo; é apenas para um momento difícil, do qual eu não estou vislumbrando disposição para passar ‘legalmente’ algum determinado ponto do game naquele momento. Às vezes, é melhor lançar mão de um Save e seguir em frente do que ficar eternamente frustrado por não vivenciar a experiência daquele jogo até o fim, simplesmente por não ter conseguido passar “honestamente” um trecho complicado. Já acabei abandonando muitos jogos no passado por causa disso e, hoje em dia, consegui resgatar essas experiências, justamente graças ao emulador. Um exemplo disso foi o RC Grand Prix, de Master System. Foi na base do Save State… mas cara!!! Eu dei um berro e um pulo de alegria quando conseguimos terminar! Foi épico! Mesmo com os Saves, foi difícil pra caceta!!! Na época, estávamos jogando meu ex-noivo, meu irmão do meio e eu. A única coisa ruim é que o final foi um pouquinho decepcionante; mas, ao meu ver, usar o SS – neste caso – não desmereceu nem um pouquinho o valor da conquista! Essa foi uma vitória que eu almejava desde a infância!!! E, foi o emulador que tornou este momento possível…
    Finalizando: Por mais que tenhamos amor pelos consoles antigos, não há como discordar que eles tinham, muitas vezes, limitações que acabavam até comprometendo a jogatina. Que atire a primeira pedra o jogador que nunca teve que fazer uma gambiarra pra poder jogar. Claro que isso acaba virando história pra contar além de, é claro, ser uma sensação insubstituível. Mas seria injusto negar e condenar o emulador (e as novidades e facilidades que ele trouxe) simplesmente por não ser o console original. O cover do Elvis nunca será tão bom quanto ele; mas fala sério: um cover bem feito consegue animar muito bem uma festa de sábado à noite, não é mesmo??? Bom, é isso.
    Mais uma vez parabéns e desculpe pelo comentário tão longo. Não tem jeito…quando eu me empolgo pra falar eu não consigo escrever pouco…
    Um grande abraço 8 Bit, e até a próxima!!!
    @-}–

    • Ulisses 8Bit disse:

      Cherry Pie você não imagina o quanto é legal responder um comentário seu.Sempre leio os comentários que vc faz aqui no blog e me divirto muito com eles,as vezes eu os considero meio que complementando o texto(Putz o Cadu vai me matar kkkkkkkkk),mas é por aí mesmo,eu acredito que o texto pronto,ganha uma vida nova,uma forma diferente quando exposto aos comentários e a forma de entender de cada leitor,é quase que uma co-parceria na produção do post.

      Antes de mais nada quero reforçar que eu uso e amo emuladores,talvez meu texto deu a entender que eu fiz uma espécie de ***defesa purista dos consoles contra os emuladores*** e não é isso.Eu apenas quis destacar pontos fracos e fortes também que os emuladores possuem,só isso.

      Quando eu faço analogia aos Covers,é no sentido de que o emulador tem como meta rodar aquela ROM com 100% de eficácia,mas daí eu pergunto,qual hardware faz isso?É o console.Então o foco do emulador é o console.E digo mais,os emuladores de hoje,na maioria,estão excelentes,na há diferença alguma ao console.Sou fã dos emuladores.

      A questão que vc colocou da impossibilidade de ter os consoles,seja pela raridade ou seja pelo preço,vou te contar Cherry,eu estou neste barco também.Não tenho condições de ter todos os consoles que amo,por isso os emuladores vivem ao meu lado kkkkkkkk

      Sobre o incidente com o celular Cherry,espero que vc e seus familiares estejam todos bem.Lendo sobre o “Odeio digitar na Touch” até parece que eu escrevi isso Cherry,eu também não curto smartphones,tanto é que hoje eu estou usando um Nokia 220 preto,põe no Google imagens para vc ver kkkkkkk eu não troco ele por nada,e até foi difícil achar ele hoje em dia onde só tem smart para vender.Eu preciso de botão físico se não,não rola kkkkkkkk

      De fato,é claro que vc não é uma gamer de 2ª categoria ou menos gamer por jogar em emuladores,Cherry,longe disso,até porque eu seria menos gamer também,já que uso bastante os emuladores.O que quis dizer no texto é que o jogo é como uma laranja e o console e o emulador são como espremedores de fruta.E o console sempre vai tirar o máximo de suco da fruta já os emuladores também podem fazer o mesmo,mas isso depende da máquina onde ele roda e das configurações certinhas que é preciso fazer,só isso.Cherry,olha só.para mim GAMER é que gosta,ama e joga jogos.Gamer é uma questão de carinho pelo videogame e também uma atitude de ter este tipo de entretenimento sempre ativo em sua vida.

      SAVE STATES

      Eu sei Cherry,eu peguei bem pesado quando disse:
      “QUEM USA SAVE STATE NÃO ESTÁ JOGANDO DE VERDADE”
      Mas eu quero explicar o que isso quer dizer.
      Jogar de verdade é extrair ao máximo a proposta original do game,extrair aquilo que o desenvolvedor propõe como desafio ao jogador,extrair a obra completa em sua plenitude.Sem pausas artificiais e sem ingerência da minha vontade na obra do autor.
      Mas quem usa save state está também curtindo o game,só não está curtindo ele em sua plenitude.é neste sentido que eu falei.
      Entendo quando diz que não é dependente deles e os usa em momentos difíceis,mas vamos considerar uma pessoa que seja totalmente dependente deles.Essa pessoa imaginária também é um gamer e tbm está jogando e se ela está curtindo jogo assim,bom para ela.Mas o único ponto que eu destaco é que o uso de save state traz uma perda na jogatina,não estou dizendo que é errado,não é esta a questão.Estou apenas afirmando um fato de que o save state é um elemento artificial e que nem o desenvolvedor e nem a empresa que o produziu contava com a presença dele.

      Legal vc citar RC Gran Prix do Master eu não conhecia ele,kkkkk confesso que já dei berros tbm ao terminar jogos estavam me atormentando em determinada fase kkkkkkk e eu acredito quando diz que mesmo com o SS ele foi difícil,em momento algum quero desmerecer sua conquista,mas tenha certeza,o dia que voltar a jogar RC Gran prix e zerá-lo sem nenhum SS vc vai se sentir muito mais prazer do que sentiu quando fechou ele anteriormente,usando este recurso.

      Enfim,Cherry,eu jamais estou condenando e muito menos negando o emulador,longe disso,eu uso eles,o que eu quero dizer é que um emulador nunca será como o console original principalmente pelo fator do controle original.O controle original exerce influência na jogatina e acaba fazendo parte do jogo em si.Mas a diferença que determina um emulador não ser igual ao console é muito pequena,tanto é que eu uso o controle do Playstation 3 em todos os meus emuladores e acho fantástico,digamos que eu não estou 100% original mas estou 99,6% próximo desta experiência. 🙂

      Cherry Pie,de coração mesmo,muito obrigado pelo seu comentário,valeu!

      • Cherry Pie disse:

        Uau! Nossa, muito obrigada pelo elogio! Acho que já ganhei o dia! Aliás, acho que já ganhei o mês inteiro!!! Kkkkkkk
        Ah, ele não te mata não. Afinal, ele gosta também… (quer dizer… eu espero que sim…kkk)
        Mas concordo que é muito legal compartilhar meus pensamentos aqui e ler os dos outros também! Cara, é uma tremenda experiência enriquecedora… (apesar de que, lendo o que os demais postam, confesso que muitas vezes eu acabo me sentindo um pouco singular, por não entender tanto de alguns assuntos que já são ‘praxe’ da galera que comenta aqui – ex: alguns termos técnicos, dentre outras coisas. Sem falar que creio que sou uma das poucas_ou talvez a única_ participante daqui que não possui um blog próprio, ou seja, sou mais do que leiga em muitas das questões apresentadas… – mas considero tudo como aprendizado. E me divirto indescritivelmente com isso!).
        Mas voltando…
        Eu entendo. Talvez eu tenha acabado interpretando mal, sei lá… Apenas não considero legal ficar “brincando de cabo de guerra” no tocante a “quem é melhor, console ou emulador?”, Entende? Cada qual possui suas peculiaridades. Justo. Apenas optei por dar um ponto de vista divergente, tão somente em razão de minha vivência e minhas experiências destoarem um pouco daquilo que foi apresentado no post… Mas nada além disso. Eu gosto muito de consoles! Pra mim, nada substitui o combo TV+console+sofá. Melhor ainda se o programa for na companhia de bons amigos! Não troco isso por nada!
        Até mesmo pra jogar emuladores eu acabo dando preferência pelos que rodam em console. Nada contra os PC gamers. Apenas não consigo me adaptar direito a jogar no computador. Sem falar que, como temos apenas um em casa para todos os usuários, jogar no PC acaba não sendo muito uma boa pra mim. É muito chato ter que parar com a jogatina pra que outra pessoa possa usar o computador. Não é de hoje que estou ‘fazendo planos’ a fim de adquirir um notebook pra esta e outras finalidades; mas infelizmente, pra quem é “um zero à esquerda” em informática, fica difícil achar um equipamento bom, que caiba no orçamento e sem acabar sendo “passada pra trás” ou sacaneada na negociação. Senti isso justamente quando me vi obrigada a comprar o celular novo. Aliás, o pior de tudo é aquela questão que: é imensamente diferente você comprar algo porque ‘deseja comprar’ do que você comprar algo porque ‘se viu obrigado a comprar’… mas isso aí é outra história.
        Ah, a propósito, graças a Deus minha família e eu estamos todos bem. O amargo dessa história toda é o medo, o trauma e a sensação de impunidade que fica, pois apesar de termos passado todas as informações possíveis, parece que a “Puliça” não está nem aí pro cidadão, que no fim, termina ficando apenas com o prejuízo nas mãos e o desgosto atravessado na garganta. Contudo, fico imensamente aliviada por ninguém ter se machucado ou coisa pior. Mas ainda assim, vai levar um tempo até as coisas normalizarem. Talvez eu tenha até que deixar a BGS 2015 de lado, pois estou sem companhia pra ir este ano e não sei se é uma boa me arriscar ir sozinha pra chegar em casa desacompanhada quase à meia-noite. Não quero também me sujeitar a ter que aproveitar o evento apenas pela metade… =(
        De volta ao assunto…
        Agora, uma coisa é certa: jogar videogame em smartphone NÃO DÁ!!! DESCE MAIS QUADRADO QUE BALALAIKA COM DOLLY CITRUS!!!! EU-PRECISO-DE-BOTÕES-REAIS!!! Isso é fato pra mim!!! (huahaha)
        Sobre o jogo ser “laranja” e os consoles/emuladores serem “extratores”, bem, acho que este exemplo acabou fazendo mais sentido que o anterior. Afinal, no tocante aos espremedores, existem desde os manuais até aquele juicer da Philips-Walita, não é mesmo? Hardwares gamísticos, idem.
        Quanto ao prazer de terminar o RC Grand Prix sem a ajuda de Save States, creio que seja uma realização um tanto inalcançável pra mim. Ainda não estou preparada pra esse tipo de desafio. Eu diria até estar meio frígida quanto a isso na verdade. Acredite-me: conseguir esta façanha é praticamente uma “Missão MacGyver” (kkk) Entretanto, devo admitir que com certeza seria algo simplesmente orgástico!!!
        Pra fechar, creio que no fim tudo se resume às experiências boas que temos, quer sejam elas via emuladores, quer sejam elas via consoles.
        Agradeço novamente pelos elogios e por tudo mais. Um grande abraço e até mais ver…
        😀

        • Ulisses 8Bit disse:

          Mas é bem por aí mesmo Cherry,vc escreve de um jeito descontraído,eu gosto.
          Ter um blog não significa que a pessoa é expert no assunto,videogame é entretenimento,é como música.O legal é quando a gente expressa o carinho e amor por aquilo que gosta.Eu uso meu blog pra isso mesmo.Me expressar tendo o tema videogame como carro-chefe.

          É verdade eu meio que fiz um cabo de guerra no meu texto,tentando jogar a força de um lado para o outro. 🙂

          Cherry,se vc for comprar um note,eu gosto muito da marca Dell e da Asus e não recomendo a Positivo,não quero fazer campanha contra,nem desmerecer a marca.É só minha experiência pessoal.E olha que sou de Curitiba,a cidade sede da positivo kkkkkk.Mas pesquise bem antes de comprar,é sempre bom fazer isso.

          Que bom que está tudo bem com vc e seus familiares,essa é a nossa realidade Cherry.Entendo seu receio em ir a BGS e ter que voltar mais tarde da noite em casa,de fato,ir a um evento legal como a BGS o desejo que fica é de aproveitar ao máximo tudo que tem por lá.

          Ah! os botões físicos,eu já debati muito isso com o pessoal que é fã de games mobile em sites e blogues por aí,mas com todo respeito ao mobile,eu tbm Cherry preciso de botões reais para jogar,é claro,existem controles que é só sincronizar ou conectar ao Smart,mas isso é exceção e foge ao próprio conceito do aparelhinho que é usar a tela touch,então…eu fico com controles de botão mesmo. ^_^

          Sua comparação dos espremedores foi mais profunda que a minha Cherry,kkkkk sem dúvida temos desde o manual como a juicer da Phlips,vários tipos de hardware.Ficou ótimo,tem razão.

          Na verdade é isso mesmo,no final o que fica,o que importa são as experiências de jogo.Mesmo que elas sejam difíceis no estilo “Profissão Perigo” kkkkkkk

          Valeu Cherry,obrigado pelo seu carinho em debater o post.Eu gosto muito de poder fazer isso mesmo,compartilhar ideias com pessoas que curtem games,assim como eu.Gostei muito da sua participação,inclusive vc me ajudou a ampliar minha visão sobre o tema emulação/consoles.Como eu disse no início,os comentários complementam o post,suas ideias e forma de pensar,Cherry,me ajudaram bastante neste quesito.
          Abração!

  6. Olá amigo, primeiro texto que leio de vossa senhoria e muito me agradou mesmo discordando pontalmente de alguns itens.

    Infelizmente para mim, o save state é extremamente necessário, explico…

    Não sei se sai a hora da postagem, mas agora são 00h20. Estou no ônibus voltando da faculdade, tenho 38 anos, acordo as 5h30, chego em casa por volta das 00h30, fim de semana tem atividades diversas com família, religião, amigos, etc.

    Me ajude com o meu raciocínio, como um ser como eu conseguiria terminar um RPG por exemplo usando somente os recursos da época? Eu desistiria na segunda tentativa de chegar a um ponto de salvar. Tem game que não precisa disso, mas imagine, estou no meio de uma dungeon em um RPG, algumas dungeons duram horas e só tem save após sair da caverna, é existe jogo que era bem cruel, kkkk. Sem save state neste caso, eu daria o caso como perdido e deixaria para a minha aposentadoria, se é que eu um dia vou chegar lá.

    Não adianta, toda vez que alguém levanta o tema save state eu discordo sem pestanejar, pois não o uso para tirar algum proveito, não salvo a cada cinco minutos, mas é a única maneira que tenho de saborear um game que não tive oportunidade lá em sua época, algumas mudanças são aceitáveis e esta é uma delas,

    Obrigado pelo texto e achei incrível o nível dos coments, na maioria dos lugares é uma bateção de cabeça, cada um defendendo cegamente sua opinião e ridicularizando quem pensa diferente, parabéns!

    Abraço!

    • Ulisses 8Bit disse:

      E aí William!
      Em primeiro lugar obrigado pelos elogios. :)O público do Gamer Caduco gosta muito de games e gosta de falar sobre eles também.Acredito que isso é o que nivela por cima o site,é uma construção do Cadu,aliada ao pessoal bacana que lê e comenta aqui.

      Rapaz,eu diria que no seu caso o uso do Save State é quase que medicinal,kkkkk vc não tem outra forma viável de curtir um RPG,por exemplo,eu apoio totalmente sua forma de jogar.Eu fico muito feliz que mesmo com a agenda lotada vc tirou um tempinho para ler e comentar aqui do celular mesmo,eu imagino,pô William,de coração,obrigado mesmo!

      Minha crítica ao Save State é basicamente conceitual,isso significa que eu não condeno indiscriminadamente o uso dele,cada caso é um caso,especialmente no seu e sua falta de tempo para jogar,mas defendo que ele traz uma perda ao gameplay.Mesmo que seja uma perda pequena mas ela existe,tem a ver com a dinâmica do jogo.
      Mas eu prefiro mil vezes ver vc jogando e curtindo um RPG com o uso dos Save States do que não usar nada e também não jogar nada.Se divertir é a lei máxima no quesito videogame.Afinal de contas é um entretenimento.
      Usar ou não usar o Save State é uma questão menor se comparado ao que importa de verdade,que é celebrar os grandes jogos do passado,jogando eles.

      Grande abraço William,sempre que puder comente aqui no blog.É muito legal compartilhar ideias com amigos que tem a mesma paixão em comum!

    • dcnautamarvete disse:

      Perdoe-me a intromissão, mas o amigo tem a mesma idade que eu e as situações da vida, claro que contextualizadas, são semelhantes.

      Por morar no interior, não sofro tanto quanto ele com relação a horários de transporte, mas, num dado momento da vida, o tempo que se tem para dedicar aos jogos é ínfimo mesmo.

      E não falo com desgosto ou pesar, pelo contrário. Isso acontece porque somos responsáveis por uma família inteira que tem suas próprias necessidades, as quais, por sinal, passam a ser nossas também. E que bom que temos família. Mas isso implica, obviamente, em menos tempo livre, principalmente nos finais de semana.

      Fora que o trabalho consome muito mais tempo de todos nós e, geralmente, são estressantes. Então os videogames passam a ser válvulas de escape. Precisam, portanto, evitar ao máximo a frustração e entreter na medida certa, sem que o indivíduo tenha que se tornar um “viciado” (como falávamos antigamente :D).

      Recentemente, tive uma experiência muito frustrante. Pela primeira vez, eu estava jogando um Metroid (Zero Mission) na expectativa de zerar. Jogo fantástico, mas a exploração exigia muitas idas e vindas. Até aí tranquilo. Jogava um pouquinho quase todo dia. Ocorre que era um emulador no PSP. Quando a bateria descarregou e eu carreguei novamente, perdi todos os saves. Tanto os do próprio jogo, quanto os do emulador. Nunca mais nem toquei no PSP. Para o velhinho aqui, fazer tudo de novo não dá.

      Claro que meu comentário pode ser detonado com o meu próprio exemplo, porque Metroid é um jogo para se usar save, tanto que tem um próprio no game. Só que o exemplo que citei vale para qualquer outro jogo. É aí que entra o papel fundamental do savestate. Jogar um pouquinho sempre que puder, “pausar” e voltar do mesmo ponto da próxima vez. Sem isso, sem chance para a velharada. É o que penso. Valeu!

      • Fala senhor DC, blz?

        Eu sofro com horário de transporte somente para ir e voltar da faculdade, também moro no interior, no meu caso, de São Paulo, mais especificamente na cidade de Cerquilho, 40 mil habitantes, aqui tudo é muito perto, só a faculdade que não, pois só existem boas instituições nas grandes cidades vizinhas, como Sorocaba, Piracicaba e Campinas. Para ir e voltar do trabalho à pé eu levo 20 minutos de caminhada, estes são alguns dos benefícios do interior!

        Rapaz, tive uma experiência parecida ao pegar o Zelda A lin to the past do snes, perdi um HD com meus saves, que dor no coração, hoje as minhas pastas de saves estão atreladas ao DropBox, é mais uma segurança.

        Abraço!

  7. Rafael M. disse:

    Mas e em jogos atuais como League of Legends, é uma boa ideia esticar a tela ou é melhor deixar “quadrada”?
    Aliás eu não recomendo comprar produtos da Multilaser em circunstância nenhuma. Falo isso por experiência própria ^^.

    • Ulisses 8Bit disse:

      Rafael,que bom que tocou no assunto.Eu realmente não conheço League of Legends,é claro eu sei do que se trata,eu conheço de ver,mas não conheço de jogar,sei que alguns colegas gostam tanto de LOL que até o consideram quase como uma religião he he he :),brincadeiras a parte,a questão é que eu não posso falar deste caso específico porque foge da minha experiência.
      Entretanto a questão da tela quadrada é no caso dos jogos antigos onde eles foram feitos para rodar em TV de tubo onde a proporção da tela é 4:3(quadradinha),quando vc roda um jogo de Super Nintendo,por exemplo,numa tela monitor LED 16:9(retangular) e estica o jogo na tela inteira,os personagens e cenários serão esticados também,perdendo a proporção real,mas se vc usa as famosas “faixas pretas” laterais,ativando o “aspec ratio” nos emuladores,aí não tem problema porque a proporção do Super Nintendo será respeitada.Minha TV tem a função 16:9 ou 4:3 como opção,eu acho um saco ficar mexendo nela,mas também seria uma solução para os games antigos rodarem naturalmente.

      Sobre a Multilaser,eu também não tive uma experiência boa com esta empresa.Mas eu evito falar assim porque tem gente que usa alguns produtos dela e está satisfeito.Mas eu,falando apenas por mim,não compro nada da Multilaser também.
      Abração Rafael!

  8. Fala Ulisses! Muito legal seu texto sobre emuladores e você levantou um questão que está bem viva nos fóruns e conversas gamers de hoje. Emuladores X Consoles Originais.
    Tudo que disse é verdade! Existe vantagens para um e vantagens para outros.

    Mas vou colocar minha opinião aqui. Eu prefiro jogar nos consoles!
    Tudo bem que hoje em dia comprar um game retro é absurdamente CARO e digo isso por exemplo os de Super Nintendo que chegam a custa R$ 180.00 ou mais (pelo menos os grandes clássicos) ou o dólar chegando a esses valores absurdos aqui no Brasil.

    Mas o prazer e gosto de jogar um game no console é indiscriminável para mim, mas isso é uma questão de GOSTO. Muita gente vai dizer! Mas IVO você não tá jogando o mesmo jogo no console e no emulador? Mas sabe qual é a realidade? Eu cresci jogando assim cara… é um costume e algo que você GOSTA sabe… detalhes que fazem parte de você. Ter o jogo, caixinha dele, aproveitar ele no controle original, console original e todo aquele envolvimento que existe.

    Outro dia vi um comentário em um fórum que entrava nesse assunto. Vocês querem jogar games retros querem ter a mesma sensação de jogos a 20 anos atrás?! Isso não existe mais, tudo mudou e cia?! Entrando nesse assunto Emuladores X Consoles.

    Acho que não cara! Amor é amor e se algo te faz bem! Faz bem hoje e daqui a 50 anos. Se o cara se sente feliz jogando assim… que faça e fico feliz por isso… mas se sente bem jogando em emuladores que jogue também. É questão de GOSTO.

    Obviamente eu sei de todos os contras de jogar em consoles originais… cabos, preços, arrumar tudo, ligar tudo, desligar tudo, limpar, organizar, dinheiro e cia. Mas digo e repito…
    Ah sim! Estaria mentindo se não jogasse em emulador alguma coisa também, né!? Hoje é impossível eu ter um NEOGEO CD (que tanto queria =_= ) então o jeito é jogar no emulador mesmo e aproveitar na medida do possível! Mas ter um joguinho de Super Nintendo no console é muito mais legalz para mim =)

    Falei pakas >.< Novamente! Grande texto Ulisses!
    Grande Abraço.
    Ivo.

    • Ulisses 8Bit disse:

      Que legal te ver aqui Ivo,super feliz com sua participação!

      Eu gosto muito dos dois,por isso fazer este post não foi algo muito fácil parar mim he he he.Vejo beleza nas duas formas de jogar.

      Eu entendo muito bem sua relação com os consoles.E digo mais.Não é apenas uma questão de costume,eu também cresci jogando nos consoles reais,seja eles meus ou de amigos,e entendo que o grande lance dos consoles é a atmosfera toda que ele proporciona.Como eu disse no texto eu gosto muito de emuladores mas existe um ponto crucial que é a questão dos controles.O controle do videogame possui uma identidade tátil,não é apenas um receptor de comandos.E por isso que eu pessoalmente,acredito que jogar no controle original faz diferença. ^_^

      No caso do controle do SNES,por exemplo,acho que um controle de PS3(que é o meu caso)pode chegar bem perto da sensação original,mas agora me diz,como reconstruir a pegada do controle do N64 ou Game Cube usando um de PS3?Complicado he he he.

      A preferência pelo console reside em partes pela nostalgia e em partes por questões reais físicas mesmo.Eu amo os jogos,é claro,mas tenho um forte apego ao hardware também.E isso é bem subjetivo e emocional.

      Dizem que até para comprar o Neo Geo Cd é mais difícil de achar não sei se procede.Taí outro bom motivo para usar emuladores,quando o console real é de difícil acesso.
      Grande abraço Ivo e estamos sempre juntos,seja emulando ou jogando no console!

  9. Gamer Caduco disse:

    Fala Ulisses!
    Acho que chegou a hora de comentar seu post, né? Esperei a reação da comunidade antes, queria ver como seria, pois já tinha visto o texto e sabia que era bom. Minha previsão não só se concretizou como me surpreendeu, foi além do esperado. Mandou muito bem, desde já fica aqui registrado meus parabéns e o também o agradecimento por ceder um pouco do seu tempo pra publicar algo aqui no meu humilde blog! Espero que isso traga retorno também para o seu, de verdade!
    Aliás, comentar meu próprio blog como leitor soa um tanto quanto estranho, mas vamos lá!
    Eu sou meio xarope com o assunto de emuladores, não gosto muito de utilizar por não ter muito pique pra jogar no PC. Ainda sou dos resistentes que gostam de jogar direto no console, traz um sentimento de nostalgia indescritível. Acho que minha opinião é bem parecida com a do Ivo. Só que, cara, é tenso… tem hora que não dá vontade de tirar a caixa do armário, tirar o console, jogar, pegar tudo de novo e guardar no isopor com todo cuidado do mundo e colocar no armário de volta. Especialmente se for aquele que tá no fundo do armário e é mais difícil de pegar. Aí eu apelo pra emuladores em portáteis. Ultimamente revivi o PSP pra isso, vc deve ter visto no post OFF TOPIC.
    Enfim, creio que não seja só a nostalgia, mas o controle também, que vc muito bem mencionou no post. Existem os usb e tal mas… sei lá, tenho receio deles. Adaptadores são mais bem vindos. Scanlines artificiais também, mas ainda acho que não é a mesma coisa que o tubão ali com cantos arredondados… rs
    O tanto que os emuladores evoluíram ao longo do tempo é inquestionável, quase tudo chegou muito próximo do original. E isso é ótimo! Exceto o caso do SNES que é a coisa mais impossível do mundo de chegar aos 100%! haha
    Isso somado ao espaço físico e falta de dinheiro pesa muito a favor deles contra os consoles, então as vezes é mais viável partirmos para a emulação mesmo. De tapa olho e tudo! Kkk
    Esticar a tela é uma ofensa, isso não tem nem o que falar.
    Save State é relativo. Existem formas e formas de se usar. Eu acho que vc ficar salvando e voltando pq morreu ou não conseguiu o que queria é uma baita sacanagem, vc estraga todo game design. Falta de tempo não é desculpa. Agora vc salvar pq parou naquele ponto pra continuar depois é aceitável. Joguei recentemente Super Mario Bros 3 no Virtual Console do Wii U. E joguei um pouco por dia, não tinha tempo pra terminar “em uma sentada”, como diria um amigo. O próprio VC se encarregava de salvar onde parei assim que eu fechava o jogo, abrindo exatamente na mesma tela quando o reabria. Esse tipo de Save State eu acho válido, não interfere em nada na proposta do jogo. Não é “roubalheira”.
    E sinceramente não me incomodo de outros usarem para conhecer o jogo de cabo a rabo. O que me incomoda é nego fazer isso e depois se vangloriar que terminou o jogo. Não, não terminou. Apesar que eu fiz isso com um jogo aí chamado Sonic 3… kkk. Vou contar a história na Maratona Sonic.
    Putz, acho que é só tudo isso mesmo! Rs
    Mais uma vez parabéns pelo texto e comentários que alcançou e obrigado pela força aqui no Gamer Caduco!
    Valeu demais Ulisses!

    • Ulisses 8Bit disse:

      Cadu se para você é estranho comentar no próprio blog,por outro lado,é igualmente estranho e maravilhoso ao mesmo tempo,responder ao Gamer Caduco na condição de autor do post,e não como leitor.Antes de tudo.Muito obrigado pelo espaço.De coração mesmo.

      O meu objetivo no fundo,no fundo é mostrar para as pessoas como os videogames antigos são bonitos e interessantíssimos,tanto quanto os atuais.Quem vai decidir o jogo do coração ou qual estilo é o melhor,ou a melhor fase,isso depende de cada um.Game é uma expressão artística,assim como a música,e todos nós temos aquela canção que faz a gente arrepiar.é subjetivo,é intenso e merece ser visto.

      Eu tento nos meus textos quebrar o gelo da datação,quer dizer,o juízo de valor que jovens e também experimentados às vezes atribuem aos games,apenas por serem de épocas diferentes.Videogame é algo coeso,é uma coisa só,é paixão.Dividimos em gerações apenas por questões didáticas.Eu tento somar,juntar os pedacinhos,para que o fã de PS3 possa conhecer e quem sabe,amar o Atari 2600, e o fã de MSX reconheça a beleza do XBOX One ou dos jogos do PC.Mas como eu não posso abraçar todos os consoles,por questões de tempo e dinheiro,eu decidi no Controle Principal pegar “no colo” os consoles da 6ª geração para traz.E este é meu caminho.Fazer do blog parte celebração dos games antigos e parte compartilhar experiências próprias de gameplay.

      E em especial neste texto sobre Emuladores vs Consoles eu tentei mostrar a beleza das duas formas de jogar,mesmo que em determinados momentos,eu confesso,fui bem severo e rígido.Mas mesmo assim é tudo um ponto de vista apenas,o meu jeito de ver o tema,e sempre,sem exceção,eu afirmo,que o mais importante é curtir os jogos,e celebrar esta forma de entretenimento fantástica que é o videogame.

      É verdade Cadu,as vezes o simples fato de ligar um Mega Drive pode ser uma operação de guerra se você não tem previamente uma instalação dos cabos e tudo esta guardadinho na caixa.Nem fale do PSP,eu amo este console,não só pelos jogos obviamente mas tbm pelo potencial incrível de emulação que o mesmo proporciona.Lembro que a primeira vez que fiz rodar nele os jogos CPS1 e CPS2 meu queixo foi ao chão.A emulação é linda!

      A TV de tubo ainda é uma rainha no quesito jogos antigos,só quem usou ela sabe do que estamos falando.Não sinto falta daquele peso,e espaço exagerados que elas possuem,é bem verdade,mas no quesito rodar games antigos elas são incríveis mesmo.

      O uso do save state é muito subjetivo,e foi o que eu respondi para a Cherry Pie,o dia que você zerar um game sem ele vai descobrir um prazer ainda maior do que quando fez usando o artifício.Eu não condeno o uso,apenas reforço que toda atitude “artificial” gera alguma perda,mesmo que pequena.Save state quanto menos melhor.

      Gostei muito dos comentários de todos aqui até o momento em que escrevo esta resposta,aprendi muito com cada um deles,sem exceção.Eu reafirmo Cadu.Quando a gente comenta um texto ele ganha vida nova,e todo mundo que discute as ideias dele cresce junto também em relação aquele tema.

      Espero ver mais amigos participando deste espaço,com certeza eu vou adorar ler e comentar todo e qualquer tipo de assunto.

      Obrigado por tudo Cadu e muito obrigado a todo mundo que discutiu comigo e tbm gastou um tempinho lendo meu post.
      🙂

      • Gamer Caduco disse:

        Eu vou responder mais a última parte aqui, com certeza a discussão nos comentários, quando saudável (claro), é a melhor parte de publicar um texto. É como se vc jogasse um jogo e de repente surgisse um DLC gratuito ou uma fase secreta pra vc reviver aquilo de um jeito diferente, numa outra perspectiva. E só tem a enriquecer todas as partes envolvidas.

        Por isso defendo a continuidade dos blogs e sites de games. A gente sabe com que paixão a gente conversa sobre. Está acima de qualquer bandeira/marca, de qualquer resolução, de qualquer geração.

        Valeu demais, Ulisses!

    • Cherry Pie disse:

      Cadu, eu espero que vc não tenha ficado zangado/ chateado/desapontado comigo por ter descoberto que eu só consegui fechar o Fantasy Zone na base da “roubança”… Não foi por falta de tentar que eu não consegui fecha-lo honestamente! Dou minha palavra! Aliás, se isto serve de consolo, saiba que na época que eu estava mais quente nele, quanto mais eu jogava, menos save states eu precisava usar. Mas não nego que nunca consegui a façanha de terminar o jogo “limpo”. Sei que meio que só estou “enganando a mim mesma” assim… Mas é que eu não aguentava mais ver o coitado do Opa Opa virando purpurina toda hora…kkk
      sinto muito se em algum momento te passei a falsa impressão de ser boa no game. Mesmo gostando muito, sei que não sou. Aliás, na minha opinião, quem fecha esse game na unha mereceria ganhar uma medalha de honra ao mérito, além de ter as digitais dos polegares gravadas pra sempre na calçada gamer da fama! Quando disse que arrasaria no comentário que escreveria sobre FZ (1), eu estava me referindo ao entusiasmo com o qual eu o escreveria; pois o faria de todo coração. Já o FZ2, bem, não há o que ser dito de minha parte, uma vez que nunca terminei ele, nem com SS nem sem. Mas nunca me vangloriei disso e, se o fiz, tenha plena certeza de que foi apenas de brincadeira. Na vdd, acho que nem na vida eu sei sequer fazer algo que seja excepcional. Que dirá no vídeogame. Sou uma pessoa muito comum na realidade…
      Ou seja, em suma, não tenho NADA de que me vangloriar. Fica apenas a experiência pessoal. Até porque, não é pq eu não sou boa no FZ que ele não seja bom pra mim…
      desculpe. Só queria que vc soubesse disso. Este peso ja estava me sufocando. Bem, agora que já disse isso, já posso voltar a dormir em paz. Obrigada é boa noite.
      Bjs.
      😊

      • Gamer Caduco disse:

        Nunca mais falo com vc pq vc roubou no Fantasy Zone… hunf!
        kkkkkkkkkkkkkkkkkk
        Zueira. Cada um sabe como deve encarar um jogo, mas que essa roubalheira te traz perdas (como bem observou o Ulisses), com certeza traz. Por exemplo, vc poderia nessas tentativas e erros descobrir novas formas de jogar que te fariam observar como passar as partes sem morrer e etc. Apesar que Fantasy Zone é um jogo caótico e aleatório, então não sei até que ponto o treino ajudaria, mais no reflexo mesmo.
        E eu ri alto sobre “ter as digitais dos polegares gravadas pra sempre na calçada gamer da fama”. A gente precisa criar uma calçada gamer da fama!

  10. Pingback: Maratona Sonic: Sonic the Hedgehog 2 (Master System / Game Gear) | Gamer Caduco

  11. Tchulanguero disse:

    Olha eu aqui, só alguns meses atrasado 😛
    Não vou ler todos os comentários, então me perdoem se repetir algo que já foi discutido.

    Bom, eu acho que faltou incluir uma questão aí nessa história: emuladores “alternativos” e emuladores oficiais. Eu, por exemplo, não utilizo muito emuladores alternativos, dentre outras coisas, por conta do saco que as vezes é configurar algo, especialmente quando se fala em gerações pós-16bits. Mas coisas oficiais, como Virtual Console, eu utilizo de boa. Eu sou colecionador e curto ter tudo original, mas acho que embora você perca a questão ritualística da coisa, a essência do jogo nem se perde tanto assim.

    Acho que isso infere em outra questão também, esse pensamento de que “ah, é jogo velho, então não tem problema”, mas sendo que as empresas detentoras dos direitos dos jogos os comercializam até hoje. Eu entendo que é muito mais uma questão legal do que moral, mas acho meio tosco quando as pessoas simplesmente desprezam esse ponto ou utilizam argumentos como “ah, mas os caras estão cobrando um absurdo em um jogo velho, vou jogar é no emulador mesmo”.

    Sobre os save state, eu penso bem diferente. Claro que existem certos abusos que estragam a experiência, mas tem coisas que eu definitivamente não quero reviver, do tipo, ter que começar um jogo do zero, só porque eu perdi todas as vidas no chefão final, que inclusive é algo que me atrapalha em muito jogo antigo. Eu não sinto necessidade de provar habilidade para ninguém e não acho que esse tipo de coisa necessariamente acrescente algo ao jogo, na maioria das vezes só me sinto perdendo tempo. É muito lindo querer resgatar a nostalgia de quando podíamos ficar dias tentando zerar um jogo, mas o tempo que tínhamos para isso não é emulado junto.

    No mais, ótimo texto 😀

    Abraço!

    • Rafael, isso é muito doido. Eu escrevo no mês 09, você responde cinco meses depois no mês 02, e eu só vejo sua resposta totalmente por acaso… hoje. Por causa do MeMe 2016 eu tava dando uma olhada no blog e achei sua resposta. Eu deveria ter deixado sinalizado o “avise me sobre novos comentários por email”. Acabou passando batido.

      Cara, 10 meses depois!!! Isso é no mínimo engraçado kkkkkkkkkk
      Ok, vamos lá. 🙂

      Eu deveria ter feito esta distinção entre os emuladores, o senso comum remete automaticamente aos não oficiais, mas mesmo assim, quase toda argumentação que fiz vale para os dois. Eu esqueci completamente dos emuladores oficiais. Bem lembrado.

      Em nenhum momento eu entrei na questão de direitos autorais justamente porque sei que é um tema espinhoso e mereceria um texto exclusivo para discutir a questão. Não teria como incluir aqui porque ficaria muito extenso, e você sabe que textos longos na internet são mais difíceis de ler. Não temos o mesmo conforto que um e-book ou livro.

      No caso do save state não é uma questão de provar habilidade para outras pessoas, aliás nem para você mesmo, a coisa é outra. Se você não está disposto e recomeçar tudo de novo quando o jogo te impõe isso, tudo bem, não tem problema nenhum. Mas toda escolha tem seu contra ponto. Você simplesmente não está querendo jogar o game na sua forma integral, respeitando o que ele tem de bom e ruim, você está pegando atalhos… e isso não é ruim nem bom, cada um joga do jeito que preferir. Mas isso não vai esconder a fria realidade. Você está trapaceando.

      Nós é que devemos dar um jeito de se adaptar ao jogo e não o oposto. Imagine se todo mundo usasse esse argumento do tempo de criança vs tempo de adulto em tudo? Ninguém iria mais ao cinema, assistiria séries em série no NetFlix ou pegaria um livro com mais de 150 páginas. Só ia ler resumos. Quando a pessoa realmente quer, dá um jeito. Se realmente você não tem tempo para um jogo longo, pega um mais curto, ou pega um mais fácil. O que não vale é comer o biscoito e jogar o recheio fora.

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