Memórias: Doom II: Hell on Earth (PC)

01-Doom_II_-_Logo

Olá meus caros, tudo bem?

Peço por favor para que vocês reparem no título deste post. Repararam?

Pedi a atenção para fazer um pequeno disclaimer que vem logo a seguir.

Enfim, este post não é um review. Muito embora Doom II: Hell on Earth seja um título que merece uma análise completíssima, confesso que faz muito tempo desde que o joguei pela última vez, ou seja, não teria condições de fazer a coisa caprichada.

Ao mesmo tempo, eu quis muito publicar algo sobre o jogo nesta data, então resolvi escrever algo muito mais inspirado nas minhas lembranças de adolescente e jovem do que sobre o jogo em si.

Se este tipo de texto não interessa a você, caro leitor, peço desculpas por isso e espero que esteja de volta no próximo post. Aos que resolverem continuar a jornada de leitura, logo vão entender todo o motivo que levaram a esta escrita, tanto a data quanto o assunto e o formato.

Pois bem, junto com Tetris para Game Boy, que eu tive o imenso prazer de revisar lá no Retroplayers (link aqui), Doom 2 era um dos jogos favoritos do meu velho e querido pai.

Em 06 de Maio de 2015, aquele que foi (junto com a minha mãe) o responsável por todas as minhas qualidades de caráter (os defeitos eu aprendi na rua) acabou, como dizem, partindo desta para uma melhor. E isto ocorreu exatamente um dia após completar 59 anos.

Os meses que antecederam o acontecimento e o próprio ocorrido em si resultaram em uma fase bem difícil, onde fiz de tudo para evitar tocar no assunto e tentei sempre transparecer estar tudo bem, quando na verdade eu estava era corroendo por dentro (e confesso que ainda estou, não é algo trivial).

Dizem por aí que nunca devemos nos expor, que se queremos privacidade não devemos dizer coisas demais porque tem muita gente que funciona de um jeito bem mórbido, esperando os momentos de fragilidade das pessoas para tirar proveitos e/ou se satisfazer de alguma forma. Bizarro, mas existe gente assim. Entretanto, acredito que compartilhar este assunto com o mundo após este período pode me fazer bem, fora que eu acredito que isto é, de certa forma, uma baita quebra de tabu para mim. Até porque envolve outros motivos relacionados (que não serão mencionados).

Entendam que meu pai não era “só” um pai, era um pai brother, como eu sempre gostei de dizer. Eu sei a tradução literal de brother, guardem as observações desnecessárias para si. Refiro-me ao termo de forma metafórica, querendo dizer que ele era muito amigo meu (e de toda família, logicamente). Foi um pai muito presente em todos os momentos, até mesmo nessa minha aventura virtual sobre jogos eletrônicos, onde vira e mexe ele postava comentários e/ou me procurava pessoalmente pra dizer que não tinha entendido nada, mas que tinha lido e gostado. Até quando eu tentei outras coisas na vida ele queria se mostrar presente, como na minha época de pseudo-DJ. Ele vivia dizendo que ia pra alguma balada me ver tocar quando acontecesse. É, vocês leram certo, eu também já ataquei de DJ na vida, podem me julgar.

Outro caso que me recordo de bate pronto foi quando ele não pôde ir ao jogo da Copa Dan’Up Jovem Pan de 1996 (por trabalhar em outra cidade e não chegar a tempo), em que fui goleiro titular do meu colégio e ele ficou acompanhando a rádio (que transmitia alguns jogos e o resultado dos outros) pra depois saber que havíamos sido eliminados nos pênaltis. Entre tantas outras coisas que eu poderia mencionar aqui, só que não quero deixar o texto extenso demais. Quem sabe com o tempo?

Agora que foram contextualizados, entendam a importância deste post. Hoje o velho completaria seus 60 anos, amanhã não seria uma data de luto/tristeza. Não deveria ser. Mas a vida quis levar ele mais cedo, provavelmente precisavam de alguém pra animar a turma no lugar onde a gente vai depois que morre, se é que este lugar existe. Dizem que os bons partem cedo. Ou seja, eu devo durar uns 100 anos ainda, ruim do jeito que sou. Lidem com isso.

Voltando a Doom II, conheci o jogo quando eu tinha lá pelos catorze anos. Considerando que o título foi lançado em 1994 e que foi justamente o ano em que meu pai colocou um PC dentro de casa (com um esforço enorme, diga-se de passagem), acredito que tenha levado cerca de um ano ou um ano e meio para que eu fizesse a primeira atualização no 486 (de SX para DX2, se não me falha a memória, entre outras atualizações de hardware) e tivesse condições de rodar o jogo. Ele foi instalado pelo próprio cara que montava o computador pra gente, que trabalhava com (e se não me engano chegou a ser chefe do) meu pai.

02-Doom_II_-_Spiderdemon

Eu já tinha jogado Wolfenstein 3D , mas nunca havia terminado ele. Com o tempo pulei para Doom II e, por alguma razão, não conheci o primeiro Doom na época. Aliás, nunca o terminei. Terminei Doom II primeiro e creio que isto aumente exponencialmente meu carinho pelo jogo infernal. Depois voltei para o Wolfenstein e fui até o fim.  Eu lembro que achava legal o Wolf3D (como era o diretório do jogo no PC, lembrem-se que o Sistema Operacional era o MS-DOS, em linhas de comando, e não aceitava mais que 8 caracteres), só que não havia me impressionado tanto. Agora com Doom II o negócio foi bem diferente. Aqueles gráficos e aquela ambientação eram bastante impressionantes pra época.

Depois que aprendi a jogar e comecei a fazer isto com frequência (que época boa), meu pai começou a se interessar e ficava assistindo as vezes, sentado na cama e de olho no monitor tubão. Talvez tivesse alguma preocupação quanto à violência do jogo, mas nunca deixou isso claro. O que me sempre deu a impressão que não, que ele sabia que aquilo não me fazia mal e que era apenas uma diversão eletrônica.

03-Doom_II_-_God-ModeUm certo dia ele quis aprender a jogar, ainda mais depois que eu mostrei pra ele que era possível fazer alguns truques no jogo, todos eles digitando códigos específicos. Por exemplo, para ativar o God Mode (invencibilidade), bastava digitar IDDQD. Os olhos do protagonista ficavam amarelos luminosos no HUD e ninguém poderia derrotar o herói do jogo. Moleza!

Para quem não sabe, todos os códigos iniciam em ID, pois Doom II foi desenvolvido pela ID Software, mais precisamente pelos dois famosos Jãos Johns: Carmack e Romero. Dois gênios, um da programação e o outro design de jogos, respectivamente. Dupla consagrada tanto quanto duplas sertanejas de sucesso, duplas de ataque de times de futebol vitoriosos, Batman e Robin e outras duplas marcantes. É, a analogia aqui ficou horrível, mas não vou apagar.

Meu pai adorou saber dos códigos, pois nas primeiras jogatinas ele havia sido massacrado pelos inimigos. Não era culpa dele, Doom II não é um jogo fácil, ainda mais para um jogador casual. Só que, pra alguém que sempre dizia que só “queria dar uns tiros pra aliviar o stress”, muitas mortes seguidas poderiam resultar em mais stress, frustração e, consequentemente, desânimo. Uma coisa era ver o filho adolescente com todo tempo do mundo vidrado jogando e sabendo mais ou menos o que estava fazendo. Outra era meu pai, um adulto com pouco tempo livre disponível para este tipo de coisa. Vocês são adultos hoje e sabem como é isso, não sabem? As prioridades vão mudando na nossa vida sem que a gente se dê conta. Normal. Triste, mas normal.

Depois de aprender os códigos, hora ou outra e ele me tirava do PC pra jogar. Não, ele não chegava de forma tirânica, pelo contrário: sempre pediu gentilmente. De um jeito que só quem conhecia pra imaginar como era. Ele sempre foi uma pessoa doce. Tanto é que ele pedia com jeito até em momentos que ele precisava da máquina para algo importante, não queria me tirar da minha diversão. E eu sempre respeitei, mesmo que as vezes (poucas, juro) achava um porre não poder ficar de boa no quarto sozinho, tendo que “aguentar” ele jogando ou fazendo outras coisas sendo que eu queria ficar no PC. Quem é que gosta de ter que esperar a vez? Já hoje eu daria qualquer coisa para viver só dez minutos disso. Sentimento de nostalgia profundo, ainda mais com esse amigo adulto doido (no melhor sentido possível) que eu tinha, que por acaso também era meu pai.

Só que eu tenho que contar algo: a maior parte das vezes eu achava divertido assisti-lo jogar, pois ele conversava com o game (da mesma forma como sempre fiz e continuo fazendo) e ainda por cima narrava os momentos de cheats dele. Como? Ele falava em voz alta: “I-DÊ-KÁ-ÉFE-A” (assim, pausadamente). Pronto, lá estava ele com todas as chaves, abrindo aquela porta que ele queria atravessar sem ter que procurar tudo e sem ter que apelar para o IDCLIP (truque para atravessar qualquer parede). Era comum eu dizer a ele que não valia seguido de risadas. Ele ria também e dizia que não tava nem aí, só queria matar uns monstros.

04-Doom_II_-_Mancubus

Talvez ter esta visão logo cedo meio que moldou minha tolerância ou compreensão à forma que as outras pessoas jogam. Nem todo mundo se diverte ficando enroscado em uma fase e/ou morrendo toda hora, e eu respeito isso. Quantas vezes não falei isso por aqui no blog? Acho que o ensinamento veio indiretamente do meu velho, que era só um adulto sem tempo querendo descarregar armas nos seres do inferno e compartilhar com seu filho viciado em videogames. Que mal existe nisso? Jogador casual também pode se divertir, não pode? Cada qual com suas preferências.

Creio que tudo isso me tornou um pouco mais eclético que a média, do tipo ter a cabeça aberta para muitas propostas e designs diferentes e de diferentes épocas, embora eu acho que seja muito menos eclético que muitos jogadores. Digo isso porque eu não gosto de nenhum shooter moderno. O meu jogo tipo Doom favorito é Doom II e isso não muda. Pra quem não sabe ou não se lembra, “tipo Doom” era o termo que usávamos antes do surgimento de “First Person Shooter”, ou “FPS”. Saibam que eu tenho saudades até deste termo!

Não importa se os gráficos dos shooters modernos são “realistas”, se as armas existem de verdade, se os jogos são mais frenéticos, se a mira sobe e desce, se tiro na cabeça mata de primeira, etc. Doom II e todas suas características hoje vistas como arcaicas por muitos continuam me cativando: ritmo cadenciado, mira fixa, monstros e não humanos, múltiplos tiros pra matar um único oponente, sem recuperação automática de vida, armadura, chaves, passagens secretas, med-kits, e por aí vai. Aliás, uma coisa que eu acho o máximo é quando duas criaturas resolvem se matar. Melhor ainda é quando você provoca a briga, desviando do tiro inimigo na hora certa e depois fugindo e vendo a carnificina alheia enquanto permanece escondido.

06-Doom_II_-_Archie

Entretanto, o que mais me impressiona mesmo é como a ambientação deste jogo (e do primeiro Doom) funciona tão bem. Sentia como se estivesse no meio do inferno enfrentando as bestas oriundas do lugar profano. Não sei se o fato de ter sido o primeiro jogo em primeira pessoa que joguei pra valer influencia, provavelmente sim. Sei que ficava meio aterrorizado enquanto jogava, sempre alerta, olhando pros lados loucamente e de orelha em pé nos sons. Alguns inimigos deixam o jogador muito tenso, pois sabe que pra morrer enfrentando-os não precisa de muito.

Tem algo importante que não só eu, mas meu pai também fez durante suas jogatinas e que muitos jogadores podem até considerar como pecado: encaramos Doom II sem música nenhuma. Primeiro porque na época em que joguei ainda não existia Kit Multimídia (lembram?) ou então não era popular, ou mesmo não o suficiente para que tivéssemos em casa. E no PC Speaker só saíam os efeitos sonoros. Bem limitados, por sinal. Fui procurar um vídeo que mostrava os sons no speaker do PC e quase tive um derrame, tamanho foi o desgosto. Deveria ter mantido apenas na minha memória. Ou não, valeu a pena relembrar.

Tempos mais tarde, com placa e caixinhas de som instalados, continuamos sem música. Não fazia sentido pra gente. E aposto que isso também ajudou na ambientação. Eu sei, eu sei, trilha sonora animal, com músicas que lembram o tal do Heavy Metal que tantos gamers amam de paixão. Concordo com a qualidade da trilha, mas pra mim ela não remete nostalgia nenhuma. Pode parecer estranho, mas é a verdade.

Lembrando aqui outras histórias, quantas vezes eu não peguei o jogo e o compartilhei com amigos. Vocês se lembram quantos disquetes o jogo ocupava quando era arjeado? Isso mesmo, cinco disquetes! O quê? Você não sabe o que é arjeado? Pô, jovem, muito antes do ZIP havia o ARJ, onde compactávamos as coisas em linha de comando. Curioso que fiz tantas vezes que lembro o comando de cabeça: arj a -rva a:\doom2.arj. Não lembro o de descompactar, devo ter usado poucas vezes. Curioso que fui buscar na Internet pra ver se o comando que tinha de memória fazia algum sentido e descobri que realmente faz todo. Só que não vou explicar tudo por aqui, senão vocês dormem. Espero que disquetes vocês sabem o que sejam, ou o tiozão aqui vai entrar em depressão.

05-Doom_II_-_Romero-Head

Começar a fase, andar, lutar, morrer, tentar de novo. Como já dito, Doom II não é nada fácil. Lembro que morri tantas vezes na última fase que resolvi usar alguns truques nela porque não sabia o que tinha que fazer. Numa dessas, lembro de ter usado o IDCLIP para atravessar paredes, atravessei aquela espécie de porta estranha (o último chefe em si) para ver o que tinha dentro dela e… surpresa! Havia uma cabeça espetada em uma estaca! Imaginem o susto que tomei, lembrem-se que eu tinha no máximo quinze ou dezesseis anos. Foi muito louco! Depois de velho que soube que aquela era a cabeça de John Romero. Esses caras são malucos. Gênios! Quando eu fizer meu jogo também quero deixar um Easter Egg sinistro assim.

Diga-se de passagem, tenho uma baita vontade de ler o Masters of Doom, livro que (explicando a grosso modo) conta a história de desenvolvimento da franquia. Deve valer demais a pena. Esses dois Johns formaram uma dupla e tanto, os dois possuem muito pra ensinar pra todo mundo que gosta de videogames seja da forma que for.

Quem sabe se eu ler os livros eu não aprendo o nome dos inimigos? Porque até hoje eu não sei de todos. Aliás, são poucos os fãs que conheço que sabem. E quem é fã dos dois primeiros jogos da franquia Doom, com certeza está em um outro nível no quesito gostar de jogos eletrônicos. Com certeza percebe coisas de design e programação que o jogador médio não enxerga. Não é o meu caso, infelizmente, mas eu conheço duas pessoas que são assim. E devem ter muito mais.

Outra boa memória que tenho com Doom II era a época em que era estagiário e deixaram a gente instalar alguns jogos nos PCs, com a condição que só os executaríamos após o expediente e não podia atrapalhar ninguém que estivesse trabalhando. A turma de estagiários no geral instalou Worms e Counter Strike, sendo o segundo mais popular nas jogatinas.

Só que eu e mais um amigo um instalamos o Doom II utilizando como engine a Legacy e colocamos alguns mods de renderizar alguns elementos em 3D pelo que consigo puxar da memória. Objetivo era jogar em co-op no nível mais insano. Obviamente não terminamos. Mas era divertido, muito divertido, ainda mais que sentava um de costas pro outro e isso gerava todo tipo de reação cômica após falhas épicas e outras situações engraçadas.

Hoje existem por aí outras tantas engines, add-ons, mods, músicas e tantas coisas mais, que modernizam a franquia, aumentam a dificuldade, inserem novos elementos de gameplay e tudo mais. Não vou me aprofundar, não é a minha intenção com o post e nem tenho conhecimento necessário pra isso.

Uma pena que a versão de PS3 (que vem no Doom 3 BFG Edition) tem tantos problemas de rede. Tentamos reviver a época de estágio jogando online, mas não parava de travar. O Netcode do jogo ficou muito ruim. Uma pena mesmo. O engraçado é que há duas semanas resolvemos tentar usando a engine Doomsday, e conseguimos por alguns momentos (até que problemas de rede nos sacanearam). Curioso que eu já estava com este post mais ou menos rascunhado quando tivemos a ideia. Pena que não deu muito certo, mas a gente ainda vai conseguir fazer uma campanha co-op. Se quiserem participar também, sintam-se convidados.

07-Doom_II_-_Final-Boss

Sei que faz sete parágrafos que não menciono meu pai, quem motivou a escrever o texto. Mas quis deixar claro que as memórias com o jogo envolveram outras pessoas e épocas, que também me trazem boa nostalgia. Mas voltando a falar sobre, é claro que ele terminou Doom II, ele jogava em God Mode. Não vale, ele roubava! Ou será que vale? Ele sempre recomeçava o jogo e continuava se divertindo. E também me divertia. E eu tenho saudades. Muitas. Queria muito ter agradecido por tudo que ele foi, fez e representou na minha vidinha medíocre, mas agora é um tanto quanto tarde. O sentimento de gratidão fica. Sentimento puro mesmo, não a utilização vazia da palavra que algumas pessoas fazem em redes sociais achando que sabem o que estão fazendo ou dizendo.

Como puderam observar, este texto realmente esteve longe de ser um review ou ter qualquer tipo de intenção informativa sobre o jogo. Começou com uma grande homenagem ao meu herói gordinho favorito (desculpa aí, Sonic) e terminou com memórias de outra era de ouro que já tem mais de 10 anos. Como o tempo passa, não? A gente sente muito mais o efeito do tempo conforme vamos envelhecendo. Como andei comentando nos últimos dias, daqui a pouco já fará 30 anos que começaram os Anos 90. Assustador. Como faz pra dar Load State destas épocas?

Se gostarem deste tipo de post de leitura mais leve, posso oficializar a seção e escrever mais memórias que tenho do passado com os jogos sem me aprofundar neles. Se preferirem reviews e informações, o tipo de post não oficializa e este aqui fica apenas como a singela homenagem ao passado mesmo. Conto com a opinião de vocês!

E agora que venha o novo Doom. Assim que tiver um PS4 jogarei (aceito doações), e espero sentir de novo aquela sensação aterrorizante que a franquia consegue passar, independentemente de quaisquer artifícios e/ou picuinhas que as pessoas possam usar pra criticar negativamente. O que vale é a experiência, não a frieza de pontos específicos. É algo que tem muita gente precisando aprender também.

Caçarola, como é que eu volto naquele save dos anos 90?

Até a próxima, senhoritas, senhoras e senhores!

Agradeço muito pela leitura!

Abração a todos!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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16 respostas para Memórias: Doom II: Hell on Earth (PC)

  1. Melissa disse:

    A palavra que resume seu texto para mim é saudade. Saudade de uma época em que tudo era novidade, que as pequenas coisas eram passos enormes.
    Essa relação de pc e jogos com família é algo que fez e faz parte dessa nova relação entre pais e filhos. Lembro-me do meu pai jogando Lemmings alucinado, anotando milhões de códigos para cada nova fase conquistada. De jogar o Wolfenstein e morrer de medo durante a noite. Depois veio o Doom, aí eu descobri o que era medo de verdade! Nesses jogos geralmente não tinha a companhia do meu pai, mas lembro dele me mandando ir dormir durante a madrugada. Senão o fizesse, eu virava a noite nos joguinhos.
    Não vou fingir saber qual o sentimento de perder um dos pais, os meus dois ainda estão por aqui. Mas, ao ler seu texto senti o afeto e a cumplicidade da relação que vocês tinham, e que você, com certeza, levará para a vida toda.
    O amor que carregamos é eterno, e a saudade também.

    • Gamer Caduco disse:

      Olha só quem apareceu aqui. Se for a primeira visita, seja bem vinda, sra. Chabelly! rs
      Sim, vc atingiu o coração do post, a palavra que resume de fato é saudade! Saudades da época passada em que tudo era novidade talvez seja a base de todos os posts em que cito o passado, saudades de quando tudo era mais simples e ao mesmo tempo “complicado” (as aspas pq se vc pensar hj não tinha nada de complicado). A impressão que tenho é que quanto mais velho eu fico, mais chato eu me torno por causa dessa falta de novidades e simplicidade! kkkkk
      Jogar a madrugada toda é divertido pacas, se eu tivesse forças pra isso, faria toda noite, mas hj em dia não consigo fazer nem de fds, o cansaço chega antes! rs
      Mas legal que seu pai também jogava, ele ainda joga? Lemmings é divertidíssimo, pelo visto ele gosta ou gostava de um bom quebra cabeças pra queimar a cuca!
      E vc começou e fechou o comentário com chave de ouro, de fato o amor e saudades será eterno. Ou pelo menos a saudade dura até a próxima fase, se é que ela existe. Ninguém pode afirmar com toda certeza que sim nem que não, né?
      Valeu Mel!

  2. drac0nian disse:

    Viva,

    Aqui, do outro lado do Atântico, estas linhas foram muito bem vindas!
    Força aí com a criação dessa nova série de artigos “load state” de suas memórias 🙂

    abraço

    • Gamer Caduco disse:

      Fala drac0nian, blz?
      Curioso que “load state” foi um dos nomes que eu pensei para esta seção, caso ela realmente seja criada, inclusive está entre os favoritos! rs
      Fico contente que as palavras tenham sido boas, achei que este post seria meio que desprezado por eu não estar focado em avaliar o jogo, ainda mais um medalhão desses que tem tantos fãs das antigas.
      Pelo visto estava enganado! hehe!
      Valeu!

  3. Marvox disse:

    Cadu, que texto fantástico meu amigo! Como essas lembranças acabam fazendo parte do DNA, informações que realmente transportam para as situações do texto. Acredite, quando fui apresentado para o Doom, no meu caso para o primeiro Doom, também joguei sem musica nem efeitos sonoros, totalmente mudo. Sim, porque para configurar a Sound Blaster também era necessário saber fazer, e eu não sabia. Mesmo assim foi amor a primeira vista. Eu posso dizer que, não importa quantos anos eu tenha, eu sempre vou jogar Doom, qualquer um, porque eu sou apaixonado pelo jogo, pela história seja enredo ou a história da própria id Software, pow Carmack e Romero tinham praticamente 20 anos quando fizeram Doom.

    O Masters of Doom é muito legal de ler, eu tenho ele em Ebook, mas quero comprar a versão física mesmo, e na Saraiva não tá caro, eu vi por R$68,90. Pede online e manda entregar na sua casa.

    Outro livro que é importante ler, quem gosta de Doom, é o livro Doom Bible – A Bíblia do Doom. Este traz informações técnicas ao extremo de conteúdos que existiriam e os criadores deixaram de lado (eu prefiro ler como “ainda não foi o momento de inserir”), informações que abrem margens para futuras ideias sobre o que ainda poderá aparecer dentro de um jogo da franquia. O livro é de 1992, foi a 1ª publicação com revelações da produção antes do lançamento do 1º Doom e foi todo escrito pelo Tom Hall, diretor criativo do Wolf3D e o próprio Doom. E aí você vê, o Diretor que dirigiu todo o projeto desses jogos escrevendo um livro como se fosse um diário de bordo. É muito legal!

    Cadu, sua história com o seu pai, é muito parecida com a minha. Minhas jogatinas durante infância/adolescência muitas vezes tiveram a companhia dos olhos do meu pai, sentado na cama falando “meu, como você consegue ficar tanto tempo aí?”.

    Coisas que não dá para esquecer.

    • Gamer Caduco disse:

      Pô Marvox, tá aí um treco que eu não lembrava: como era chato configurar a Sound Blaster para os jogos de DOS. No ambiente Windows era tranquilo, mas eu lembro que no caso do Doom, precisava entrar em um executável diferente. Não era assim? Ou eu tô viajando? Eu tenho quase certeza que era fora do game que a gente tinha que configurar. De fato faz todo sentido do mundo vc ter jogado o jogo mudo. Ainda bem que, mesmo assim, vc também teve essa paixão enorme pelo jogo. Aliás, tinha como não se apaixonar? Era algo muito foda pra época e, por mais que muito tenha evoluído de lá pra cá, este jogo nunca perdeu e nunca vai perder o charme. Sempre vai continuar foda.
      Eu já tô me preparando aqui pra ler o ebook do Doom Bible, mas ainda penso em ler o Masters antes. Vou colocar pra monitorar o preço dele, quando chegar num certo preço aqui eu faço a compra com certeza pra ler no busão, só preciso terminar o Shantae antes no 3DS! kkkkkkk
      De qualquer forma, valeu pela dica, esse iria acabar passando batido! Tenho certeza que um diário de bordo de construção do Doom tem muito pra acrescentar na vida da gente que curte tanto games.
      Essa frase que vc citou do seu pai com o lance de “ficar muito tempo” lembra muito meu pai sacaneando quando eu ficava jogando Street Fighter 2. Vou guardar esta história pra um post, nunca tinha pensado em escrever ela, pelo visto eu vou acabar oficializando a seção! huahuahuahuahuahua
      Valeu demais, Marvox!

      • Marvox disse:

        Isso mesmo carinha, tinha que procurar a palavrinha mágica – Setup, SetSound, dependia muito da desenvolvedora, tinha que saber IRQ, DMA, tudo uns números para que o som fosse configurado corretamente hahaha

  4. Doc Cocamonga disse:

    Meus pêsames, cara! O importante são essas boas memórias que ficaram e dão uma injeção de ânimo nos momentos mais difíceis da vida. Esse jogo eu tava cogitando zerar, pois tinha fechado a pouco o Wolfenstein e o primeiro Doom, jogos que não tinha zerado no passado por conta dos computadores sucatas que eu tinha. Qual é a melhor versão que tu recomenda? A primeirona mesmo? Foi um bom texto, deve ter sido difícil pra você escrevê-lo.

    • Gamer Caduco disse:

      Opa, obrigado, Doc! É o tipo de situação que a gente espera que vá acontecer um dia, só acho que veio cedo demais. Mas, como vc mesmo disse, ficam as memórias. E estas ficam vivas pra prolongar um pouco mais esse “cedo”.
      Te digo que foi gostoso escrever o texto, justamente pq eu lembro dessas coisas e me divirto, pq foram épocas inesquecíveis mesmo. Só tenho a agradecer por tê-las vivido.
      Sobre os jogos, eu não sei se entendi a pergunta. Vc quer dizer qual versão do Doom 2? Eu jogaria a clássica mesmo, se for ligar algum tipo de filtro e/ou mod, talvez seja legal colocar alguns projéteis 3D e poucas coisas que afetem o jogo diretamente. Eu particularmente manteria até a música original (e olha que eu não joguei com música… rs). Acho que depois de encarar a versão clássica já dá pra pensar em ligar um monte de coisa pra imaginar como seria o jogo nos dias de hj, colocar uma trilha mais pesada, etc.
      Valeu Doc.

  5. Bela homenagem ao seu pai, mas sinto muito pela sua perda! 😦

    Eu também tive essa fase PC, só que eu peguei um pouquinho mais para frente, por volta de 1998, e eu já tinha Windows 98, então não peguei essa fase mais hardcore de “arjear” o jogo em disquetes! rsrs..

    Eu não cheguei a jogar Doom II, joguei muito pouco o primeiro só, mas acho que nem foi no PC, foi no SNES se eu não me engano, não me interessei muito por ele na época. Mas meu primeiro “tipo Doom” no PC foi Blood.. Esse eu lembro que joguei bastante e até cheguei à terminar! Depois disso, acho que o próximo FPS só fui jogar no PS1, com Medal of Honor..

    Sobre o post, gostei do formato! É sempre recordar de boas lembranças!

    Abraço Cadu!

    • Gamer Caduco disse:

      Obrigado Felipe! A homenagem tinha que ser feita, não tinha outro jeito! rs
      Cara, em 98 eu começava meu faniquito de trocar PC pelo Playstation, mas só fui conseguir isso no Natal de 99. Curioso que foi o último console que ganhei de presente dos meus pais, e foi uma campanha enorme do meu pai pra convencer minha mãe a me dar… huauhahua.
      O Blood eu conheço, mas nem cheguei a jogar. Sei que é um jogo bem bacana. Mas se eu fosse vc, tentaria dar uma chance pelo menos pro Doom II, se vc curte FPS, com certeza vc vai curtir este jogo. Só tem que ter um pouco de paciência… kkkk
      Ah, agradeço também pelo feedback do formato, pelo que senti dos comentários, acho que preciso oficializar mesmo a seção! rs
      Valeu Felipe!

  6. kanonclint disse:

    Saudações Cadu.

    Respondendo a pergunta no fim do post, cara é esse tipo de texto que me atrai, principalmente aqui no blog, e na retro esfera de modo geral.
    As historias vividas naquela época, o contexto, as experiencias que nos forjaram como gamers, e principalmente como pessoas.
    Honestamente, acho um porre review de jogo antigo. Principalmente quando é um jogo famoso.
    Esse tipo de abordagem é uma verdadeira viajem no tempo. Você vai lendo o texto, e é como se sua mente construísse todo o ” background” daquela época ……… Fantástico. E isso porque eu nem sou muito fã de Doom.

    Sinto muito pelo seu pai. Lendo seu relato me lembrei a todo momento do meu sogro, que faleceu ano passado também, à três dias do dia dos pais.
    A exemplo do seu velho, o sogrão era um cara super amigo dos filhos, e do mesmo modo dos “agregados”, o termo que ele brincava comigo e com as esposas dos meu cunhados. Era um cara de resenha, sempre disposto a ouvir e argumentar, um cara que estava sempre disposto a ajudar.

    Já o meu pai, é um pouco diferente.
    Meu pai é um grande homem, integro , honesto, trabalhador, aliás trabalhador até demais na minha opinião.
    Não houve nada material que o meu pai não pudesse me dar. O velho sempre se preocupou em dar tudo do bom e do melhor. Agradeço muito a Deus , e a ele por essa dedicação comigo e com meus irmãos. A verdade, é que meu pai é muito mais pai do que um amigo.
    Francamente, não consigo falar dele de forma ” efusiva”, e o “pior” para muitos é que não sinto falta alguma disso.
    Mas isso não é uma critica à ele, tenho o maior orgulho de ser seu filho, e principalmente de seu caráter e comprometimento com todos nós.

    Por fim, adorei o texto, pode ir arrumando um nome pra essa sessão ai.

    Grande abraço

    • Gamer Caduco disse:

      Fala Kanon, blz?
      Rapaz, não sabia que vc tinha esse ódio todo de review de jogo antigo! kkkkkkkkkk
      Mas pensando bem, foi justamente o tipo de história que contei neste post que me fez começar a acompanhar blogs retrô e criar o meu próprio (os primeiros posts que fiz não me deixam mentir sozinho), não sei em que momento do tempo eu acabei me perdendo e tentando deixar aqui mais “técnico” (não achei termo melhor). Vou oficializar a seção com certeza, vários feedbacks positivos sobre o formato. Vou tentar inclusive deixar os posts sobre jogos, consoles e outros temas mais nostálgicos também. Recuperar a essência é… essencial! Já tenho umas ideias de nome de seção por aqui, resta saber qual é a mais clichê pra eu escolher de uma vez… huahuauhahua.
      Enfim… com medalhões da indústria, de fato é um porre, a gente já sabe tudo aquilo que tá sendo dito… rs.
      Mas… peraí… como assim não é fã de Doom? Porqueeeeeeeeeeeee?
      Cara, de fato seu sogro devia ser muito parecido com meu pai. Ele também usava o termo e era cheio de gozações com os relacionamentos que minha irmã e eu tivemos ao longo da vida toda (falando assim parece até que eu tive vários, mas não, é o inverso! huauha). E com os amigos também. Muita gente o via como um pai também, de tanto que ele gostava de se envolver. Sinto muito pelo seu sogro também, tenho certeza que não somente os filhos dele sentiram a perda, mas também os “agregados”.
      Entendi seu relato sobre seu pai também, são características bem diferente do meu, mas não deixa de ser também um baita pai! Pq pra mim o importante é isso, é o pai responsável, disposto a criar e cuidar dos seus filhos, independentemente se ele é do jeito mais reservado ou mais amigo. Essa característica de responsabilidade é outra coisa da qual sempre me orgulhei do meu pai também, então eu posso afirmar com certeza que sei muito bem do que vc está falando! 🙂
      Valeu Kanon!

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