Nostalgia e Videogames

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Como estão, meus caros?

Neste post pretendo falar sobre um assunto que tem tudo a ver com todos os seres humanos: a nostalgia. Pretendo abordar não somente a nostalgia no geral, mas a aplicação dela nos nossos amados videogames.

Ready? Go!

Quem segue o blog e/ou me conhece pelo menos um pouco sabe que sou um jogador muito saudosista e as vezes até um pouco conservador. A verdade é que sou assim com muitas coisas, não só com jogos eletrônicos. E em meio a tantas coisas que aconteceram nos últimos tempos, acabei me apegando ainda mais ao passado, com saudades de uma porção de coisas. Isso tudo me fez pensar que seria um bom tema para trazer para o blog.


Fiquei pensando: nostalgia pode ser considerada uma doença? É natural? Faz as pessoas virarem rabugentas? Faz odiar tudo que é novo? Deixa as pessoas cínicas? Vou tentar responder tudo isso ao longo do texto.

Começando do começo: a palavra nostalgia é formada por dois termos originados do grego: nóstos, que significa reencontro; e álgos, que está relacionada à dor/sofrimento. Acredito que podemos dizer que nostalgia é aquele famoso sentimento de bons tempos que não voltam mais.

Eu me identifico bem com o Buzz Lightyear na imagem!

Eu me identifico bem com o Buzz Lightyear na imagem!

Entre algumas definições do termo que encontrei por aí, duas acredito que estão diretamente ligadas aos gamers mais antigos: saudades de algo específico, ou melhor, a saudade de voltar em situações específicas do passado; e estado melancólico devido a aspirações e desejos nunca realizados.

Existem casos onde a saudade nem sempre é de algo que realmente aconteceu, mas algo idealizado/irreal, uma fantasia preparada pela nossa mente saudosista. De qualquer forma está, na maioria das vezes, associada àquele desejo de voltar ao passado especialmente por estarmos pensando somente na parte boa dessas memórias. Pois é, meus caros, nosso cérebro é bastante traiçoeiro nesse sentido.

O ponto que separa os termos saudade e nostalgia é que a saudade é algo alcançável, ou seja, você consegue superar de alguma maneira. Por exemplo, quando bate aquela saudade enorme de jogar um jogo que você gosta muito, você consegue matá-la se o mesmo estiver disponível. Ou mesmo saudades de alguém que você ainda pode se encontrar, de comer algo que faz tempo que não saboreia, e por aí vai. Claro que é possível sentir saudades de pessoas e coisas que já se foram. Estes exemplos foram mais para diferenciar um termo do outro.

Já a nostalgia está ligada a uma situação que é inalcançável. Seria como a saudade daquele tempo bom que a gente passava o dia todo jogando (mesmo que houvesse a limitação de ficar jogando apenas o mesmo jogo), com todo tempo do mundo, sem nos preocuparmos com responsabilidades e outras coisas. É lembrar de quando os amigos vinham nos visitar e a gente jogava junto, este tipo de coisa.

Normalmente nessas horas poucos conseguem se lembrar que também tinha a parte ruim da mãe brigando para desligar o videogame porque era hora da novela ou porque você não tinha terminado seu dever de casa, ou qualquer outra memória que podemos considerar negativa de alguma forma. Ou mesmo o caso em que você pode tentar reunir alguns amigos do passado para uma jogatina nos dias atuais e as coisas podem sair bem diferentes de como eram antigamente (pessoal vai embora cedo, não tem toda aquela animação, etc). Entenderam o sentido da “saudade idealizada”? O ponto de separação entre a saudade em si e a nostalgia está mais ou menos por aí.

Liga não, Atari 2600, pelo menos você não sofre nostalgia.

Liga não, Atari 2600, pelo menos você não sofre nostalgia.

Pensando em tudo isso, será que as gerações anteriores eram genuinamente melhores que as mais atuais ou será que é pegadinha do nosso cérebro? As gerações em si e todo aquele romantismo que a gente se lembra com tanto carinho fazem a época de fato melhor ou seria mais uma armadilha da nostalgia?

Bem, ao meu ver, isso vai de jogador para jogador. O que realmente vale é o gosto da pessoa. Existem aqueles que gostam de desafio, os que gostam de enredo, os que só querem diversões rápidas e por aí vai. As vezes essas diferenças de perfil até são responsáveis por alguns preconceitos de um grupo com o outro, inclusive já falei sobre diversidade de gostos por aqui.

Logicamente, aqueles que preferem jogos desafiadores vão gostar mais dos jogos da época dos 8 e 16 bits, já que a dificuldade era o fator que prolongava o tempo de vida da maioria destes jogos. Estava no DNA do design do jogo.

Cranky Kong manja dos retrogames, vai brincando!

Cranky Kong manja dos retrogames, vai brincando!

Já os jogadores mais focados em enredo, inovações técnicas, experiência gráfica e sonora vão se interessar sempre pela geração mais atual, já que as plataformas terão cada vez mais capacidade de processamento e as evoluções tecnológicas de desenvolvimento de software são contínuas.

Pensando nisso, quem é que está com a razão para dizer qual geração é ou foi a melhor de todos os tempos? Absolutamente ninguém. Todas gerações possuem suas vantagens e desvantagens. Definitivamente podemos dizer que isso vai de gosto!

O game design, digamos, “base” teve mudanças radicais ao longo das gerações. É algo bem nítido. Se você considera isto como melhoria ou pioria, vai do seu gosto pessoal também. E muito!

Eu particularmente curto todas gerações que surgiram a partir do Atari 2600, mas a melhor para mim foi a dos 16 bits. A explicação disso seria que ela continuou um legado da excelente geração do NES e Master System, onde os jogos passaram a ter algum objetivo que não fosse só aumentar o score, como acontecia anteriormente. Os jogos da era 16 bits mantiveram o desafio e tiveram melhoria na qualidade técnica, sem desmerecer o ótimo trabalho que foi feito nos consoles de 8 bits (que muitas vezes apresentam desafio ainda maior).

Quero aqui deixar claro que esta é minha opinião pessoal e respeito todo mundo que pense diferente disso. Posso afirmar também que nesse caso eu provavelmente não estou ligado à nostalgia nenhuma para pensar dessa forma. O que eu não posso dizer é que tudo que foi feito depois dessa geração não se passa de porcaria, que a geração 16 bits era melhor e pronto, que o mundo inteiro tá errado em evoluir tecnologicamente e um monte de outras coisas que normalmente as pessoas falam. Apesar que eu iria adorar se a maioria dos novos jogos tivessem conceitos dos 8 e 16 bits, iria rir muito da cara de todo mundo que reclamasse disso e que reclama de jogos difíceis.

Estranho é que neste ponto existe uma espécie de movimento anti nostalgia também, onde pessoas que por alguma razão não gostam das decisões de design antigas e começam a atacar como se estas estivessem erradas e/ou ultrapassadas. É bom lembrar que tem gente que ainda gosta deste tipo de jogo e que videogames devem entreter a todos os gostos. Se isso não fosse verdade, a série Souls da From Software não teria a popularidade que tem hoje.

Cabe ao produtor/desenvolvedor decidir se o game deve ser ou não mais acessível e cabe a nós respeitar esta decisão. Não gostou das decisões? Não jogue, tem inúmeras outras opções por aí.

O mais curioso é que eu já ouvi gente levantando a bandeira anti nostálgica e depois se contradizendo falando de um jogo antigo e como era legal passar por todo aquele desafio imposto. E depois voltam a julgar os jogos antigos comparando com o design dos jogos de hoje. Não faz o menor sentido. As pessoas falam demais e sem pensar, essa é a verdade.

Bem por aí! O que não falta é nego que cresceu e ficou chato. E ainda quer posar de intelectual, mas é só um reclamão insuportável mesmo.

Bem por aí! O que não falta é nego que cresceu e ficou chato. E ainda quer posar de intelectual, mas é só um reclamão insuportável mesmo.

Sinto saudades da época em que aguardar o lançamento de uma revista de jogos na banca gerava uma expectativa enorme. Sentir o cheiro da revista novinha, recém tirada do plástico, lembram? Era o maior barato folheá-las em busca de novas informações, opiniões sobre jogos, dicas, lançamentos, entre outras coisas. Mesmo!

Só que, neste caso, eu vejo que tudo isto está sim muito associado à nostalgia. Algumas das informações das revistas já estavam bastante ultrapassadas no dia que elas chegavam às bancas, fora que sempre tinham um ou outro erro. Pior ainda era quando as informações estavam erradas e ultrapassadas. Vocês devem se lembrar de casos, não foram poucos.

Uma correção em revista era algo custoso. Teria que esperar a próxima edição e anunciar uma errata. Isso quando sabiam que tinham escrito alguma groselha no artigo. E quando não percebiam? E se não se importavam em informar que tinham errado? Crescemos e só depois de velhos aprendemos que acreditávamos em algo que não era verdade. Não aconteceu com vocês? Imagino que sim, mesmo que não se lembrem de algum caso concreto.

Revistas de games? It's super effective! Direto na nostalgia!

Revistas de games? It’s super effective! Direto na nostalgia!

Já a Internet corrige tudo isso de forma rápida e fácil, pelo menos quando o site em questão sabe que divulgou notícia errada. Normalmente sabe, as pessoas costumam informar o engano nos comentários (as vezes de forma educada, as vezes nem tanto). O problema desta era é o excesso de informação, fica difícil acompanhar tudo.

Ao mesmo tempo, muito melhor acompanhar este excesso de informação, basta saber filtrar. Convenhamos, revistas não servem mais para informações sobre novidades sobre videogames. Não significa que elas não valham mais a pena, pois revistas que possuem informações sobre retrô eu acho bem bacanas. É um jeito de reviver as épocas passadas.

Além disso, tudo está de muito fácil acesso. Buscar uma informação na Internet é algo bastante ágil, você chega na informação que quer em questão de segundos. Agora experimenta pegar uma informação em revista. Até achar qual revista é, qual edição, qual página e etc, já sei foi um bom tempo.

Claro que nem tudo é só alegria. Outro caso negativo da época moderna são os vazamentos, que acabam com muitas surpresas que empresas preparam. O que nos faz pensar até se eventos grandes fazem sentido para anúncios (eu acho que sim, mas entendo quem questiona isso).

Fora que este excesso de informações tem deixado todo mundo chato, em um nível que é preferível reclamar da falta de novidades ao invés de se contentar com o que tem sido lançado. A pessoa passa a reclamar de rumores antes mesmo da coisa toda se oficializar, depois quando oficializa não é exatamente o que estavam dizendo e a pessoa fica com aquela cara de bolinho murcho. Como se a culpa fosse de quem está lançando o produto, seja lá o que for. Muitas vezes a empresa não prometeu nada, eram somente rumores de alguém que não tinha nada melhor pra fazer e achou que teve ótimas ideias. Pior que todo mundo já fez isso, inclusive eu mesmo, não sou santo.

Detalhe: a gente nem tem tempo pra jogar de tudo, as vezes nem tem a plataforma onde foi lançado, e ainda assim fica reclamando quando algo cai no esquecimento, ou quando não é anunciado, ou quando algo é adiado mais uma vez, e por aí vai. Pior, é como se a gente tivesse grana pra comprar tudo. Eu sei que não, videogames custam caro no nosso querido país, considerando o bolso do brasileiro.

Save State antigamente gastava uma energia lascada, não?

Save State antigamente gastava uma energia lascada, não?

Pode ser nostalgia, mas eu tenho a impressão que no passado a gente não se preocupava tanto com esse negócio de adiar um jogo ou não sair nada de uma franquia, provavelmente por não ter este acesso fácil e rápido às informações ou mesmo por a gente se contentar com o que tinha disponível no momento.

Não sei se é bem uma vantagem de épocas mais antigas, mas é um ponto a se pensar. Era mais comum a gente ficar impressionado com o que iria sair e sonhar do que ficar resmungando de qualquer coisinha que sai ou deixa de sair. Ficávamos surpresos e entusiasmados por conhecer algo através de locadoras, amigos e/ou revistas que a gente nem tinha ideia que existia. Eram outros tempos.

Por exemplo, quantas pessoas não tem uma infinidade de coisas pra jogar e está lá reclamando do The Legend of Zelda de Wii U que ainda não saiu? Ou que o jogo agora se adequou aos padrões da geração atual (em gráficos e jogabilidade)? Aposto que quando sair a pessoa não jogar e ainda vai ficar reclamando que não saiu nenhum F-Zero ou Metroid pro console. Não sei quanto a vocês, mas quando eu sei que a pessoa curte a série que acabou de sair e nem começou a jogar o jogo novo, isso me incomoda um bocado. Não me recordo de passar por isso na época das revistas. Porém, pode ser uma armadilha da nostalgia da minha mente.

Outro grande problema são artigos que possuem informações demais, ou seja, chegam carregadas de spoilers. Inclusive no título da notícia, afinal, os espertões querem o clique. Isso me dá uma raiva que vocês não fazem ideia. Perde-se o efeito surpresa de muita coisa nessa época de informações em excesso. Curioso que muita gente não liga, vai ver é por isso que vídeos de gameplay fazem tanto sucesso (e eu juro que não entendo o porque, prefiro jogar do que assistir).

Tudo bem que sensibilidade à spoiler é algo pessoal e intransferível, mas não tem como não ficar bastante incomodado com os exageros por parte de quem não liga ou que faz de propósito pra chamar público. São outros tempos, e este tipo de coisa (também) me faz sentir muita falta dos tempos de antigamente.

Cranky Kong é o melhor, na boa!

Cranky Kong é o melhor, na boa!

Meus caros, a nostalgia é um perigo as vezes. Citando um caso não relacionado aos games, eu vivo usando aquelas famosas palavras que usamos ao falar do passado: “bons tempos”. Numa conversa onde usei estas palavras mágicas, antes eu havia dito pra pessoa que esta mesma época tinha sido uma fase bem difícil. Logo que usei as benditas palavras, fui questionado e fiquei com aquela cara de paisagem, pois me quebraram no meio. Ou seja, não eram exatamente bons tempos, mas estava relembrando apenas o que me convinha. Olha aí a armadilha.

Pensando em tudo isso, é lógico que no passado haviam problemas. E, logicamente, o presente também tem. Mas também tem suas vantagens, como tudo na vida. Quantos de vocês não estão contentes por viver em uma nova família, por exemplo? Ou o fato de ter um emprego, ter realizando alguns sonhos que na infância pareciam inatingíveis? A gente reclama muito, meus caros. Em muitos casos, de barriga cheia. Eu então, vocês não fazem ideia (alguns fazem).

As vezes bate aquela saudade de épocas antigas. Depois pensamos um pouco melhor e lembramos que também existiam grandes desvantagens. Não existe nada totalmente bom ou totalmente ruim, tudo é questão de perspectiva. A única coisa que fica de saudades dessa época são as pessoas e coisas que se foram e que não voltam mais. Pena que isso faz parte da vida.

20 anos depois, um único aparelho que substitui todos estes da imagem e ainda cabe no seu bolso. Saudades dessa parte do passado? Acho que não, hein?

20 anos depois, um único aparelho que substitui todos estes da imagem e ainda cabe no seu bolso. Saudades dessa parte do passado? Acho que não, hein?

Voltando aos jogos, outro ponto do passado que tinha suas vantagens e desvantagens era a interação social dos jogadores. Antes, quando distantes, a gente só se comunicava através de telefone, que hoje as pessoas chamam de fixo. Quantas vezes não liguei pedindo ou recebi ligações de pessoas pedindo dicas de como passar em partes ou pra contar que conseguiu passar ou terminou um jogo? O mesmo valia para quando encontrava os amigos na rua ou os colegas na escola. Rolavam altas mentiras, vocês lembram? Pois é, hoje é engraçado, mas na época muita coisa deixava a gente com a pulga atrás da orelha.

Hoje é mais difícil mentir sem encontrar uma contra prova. Além disso, é mais fácil encontrar pessoas do mundo todo querendo conversar online sobre jogos, temos ferramentas pra criar blogs e sites para discutir o assunto, e por aí vai. Em contrapartida, tem um monte de troll e gente que não quer saber de ser sociável, só quer estragar tudo com comentários irritantes e/ou ofensivos ou então com spoilers, aqui criticando os propositais, não os sem querer (sim, tem muita gente que solta spoiler de propósito por ser idiota).

Ainda assim prefiro esta evolução e neste caso eu gosto muito mais dos tempos atuais, pois me ensinaram muita coisa. Quantas dicas boas não tive ao longo dos últimos anos com este blog aqui? É sempre bom bater um papo sobre videogames com o pessoal através da Internet, tirando os “donos da razão” (que não costumam vir aqui, felizmente).

E quanto ao multiplayer? Local sempre foi mais divertido, isso na minha concepção é inquestionável. Mas tem muita gente que prefere o online. As vantagens e desvantagens? Bem, você podia dar um safanão no seu coleguinha se ele começasse a te encher muito o saco (normalmente eu levava os safanões, mas tudo bem).

Entretanto, quando que você poderia jogar com seu amigo de outra cidade/estado? E jogar até tarde da madrugada sem correr riscos na rua enquanto volta pra casa depois? Tive ótimas experiências com jogos cooperativos online e Skype ligado, simulou bem aquelas interações que aconteciam no passado. Vale pra competitivos também, mas eu sempre preferi a cooperação.

Até porque, sempre tem um bando de sem noção que entra só pra xingar os outros. Desvantagens da tecnologia moderna. Faz parte. Não deveria, mas faz parte. Fora aquela eterna briga dos que jogam pra se divertir versus os que entram pra ganhar e querem levar tudo a sério. É bastante conflitante, mas este tipo de coisa sempre aconteceu em esportes coletivos também. Futebol que o diga, aqui no Brasil, quem joga sabe do que estou falando, quantas vezes não vi descambar pra pancadaria por causa disso?

Jogos antigamente: colocou cartucho, jogou! Jogos hoje: coloca mídia, espera download de patch, espera mais, mais um pouco, espera instalar, pronto! Pode jogar!

Jogos antigamente: colocou cartucho, jogou! Jogos hoje: coloca mídia, espera download de patch, espera mais, mais um pouco, espera instalar, pronto! Pode jogar!

Vocês devem conhecer um dos maiores dilemas dos jogadores, que é aquela velha história de “preciso trabalhar pra ter dinheiro pra comprar games, mas fico sem tempo para jogá-los”. Quem é que já passou dos 20 e tantos e nunca vivenciou isso? Na infância a gente tinha que se contentar com os mesmos jogos sempre, enquanto depois de velho a gente agradece ao Universo quando a gente consegue tempo pra se dedicar a um jogo. Pensem na parte nostálgica disso, tem muita gente que, feliz da vida, diz que jogava sempre os mesmos jogos, que era legal pra caramba e etc. Só que todo mundo sabe que a vontade era de jogar outros, que via na revista ou o amigo/colega comentou.

Temos que lembrar que na época dos cartuchos até os piratas eram caros. Ficava pesado pra pai e mãe. A locadora aliviava um pouco disso, empréstimos de jogos também. Ou trocas definitivas. Ainda assim, não era sempre que a gente botava as mãos em jogos que queria. Tempos difíceis, mas eu tenho saudades disso também. Ou será nostalgia?

Um ponto que eu vejo muita reclamação nos dias de hoje é a falta de variedade. Pode ser verdade, mas dizer que nas gerações anteriores isso não ocorria é um erro. Quantos clones de Mario não surgiram? Até Sonic foi criado inspirado em Mario, embora tenha virado uma experiência completamente diferente do jogo do encanador. Muito FPS hoje? Muitos esportes? Muito mundo aberto? Na época também tinham as características repetitivas, talvez com uma intensidade bem menor. Porém, lembrem-se disso e não sejam enganados pela nostalgia.

Tinha muito jogo ruim também, é que a gente tem o costume de só lembrar dos bons. Agora que a biblioteca dos consoles antigos já está consolidada, muito mais fácil colocar pra jogar os grandes medalhões ou outros títulos bons que não foram tão populares na época. Até encontrar joias obscuras é, de certa forma, mais fácil. Já com a geração corrente, seja ela qual for, fica mais difícil. Inclusive acho que isso torna muita gente adepta de estar sempre uma ou duas gerações atrás, sem falar no lado financeiro. É uma estratégia excelente, tenho que dizer.

Eu vi em uma série (e não me recordo qual) uma frase que achei muito interessante. Nela foi dito algo do tipo “você nunca mais vai sentir de novo o que você sentiu pela primeira vez”. Muito provavelmente isto está ligado diretamente à nostalgia, pois tentamos jogar outras coisas esperando ter a mesmíssima sensação, o que é inatingível. Para mim fez muito sentido e eu precisava compartilhar isso com vocês. Inclusive isto pode ser a explicação para o cinismo de alguns jogadores mais resistentes e conservadores.

"No meu tempo...": típica frase de velho contador de história, tipo o Caduco aqui.

“No meu tempo…”: típica frase de velho contador de história, tipo o Caduco aqui.

A Nostalgia possui armadilhas tão grandes que as vezes eu paro pra pensar que há 6 anos eu comprei o Playstation 3 e tudo parecia muito mais mágico do que os dias de hoje. Na verdade não era! No fundo eu sei que não era! Ou será que era? Era sim! Talvez não! Quem sabe? Que seja!

Em outra conversa recente me falaram como eu contava experiências do passado com brilhos nos olhos, e da atualidade eu mais reclamava do que elogiava. Eu mesmo tive o insight que daqui 5 anos eu estarei elogiando estes tempos e criticando seja lá o que estiver vivenciando. Ou seja, eu caio na armadilha da nostalgia o tempo todo. Quero evitar isso, mas não é fácil.

Era bem legal, tio Cranky! Mas vamos valorizar a época atual também!

Era bem legal, tio Cranky! Mas vamos valorizar a época atual também!

Repetindo, toda época tem suas vantagens e desvantagens, não adianta sermos irredutíveis que tal época é melhor e ponto final. Eu sou saudosista e prefiro o passado, mas consigo enxergar muitas vantagens do presente, inclusive poder compartilhar estes meus pensamentos com vcs aqui no blog.

Este texto talvez não tenha uma conclusão lógica, provavelmente tem muitos outros pontos a serem discutidos sobre presente versus passado (e até versus futuro), mas eu vou encerrar, pois o texto já está muito longo. Acho que respondi boa parte dos questionamentos que fiz no começo do texto, não? Espero que sim. Podem me cobrar se não.

E se lembrarem de mais coisas memoráveis, coloquem nos comentários. Não esqueçam de respeitar os coleguinhas!

Agradeço pela leitura e pela companhia. Vocês são uns amores!

Grande abraço a todos e até o próximo post!

É, eu sei, eu sou um chato! Mesmo assim vou pedir de novo a atenção de vocês para a pesquisa, devo repetir isso até o fim do ano ou até atingir o número de respostas que idealizei, o que vier primeiro.

Enfim, quem ainda não viu e quiser/puder contribuir com a Pesquisa de Aniversário de 5 anos do blog Gamer Caduco, vou mandar o link mais uma vez.

Novamente agradeço a atenção de vocês e também àqueles que já responderam. Valeu demais, pessoal!

Segue o link: Pesquisa de 5 anos do Gamer Caduco

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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20 respostas para Nostalgia e Videogames

  1. Rapaz, que texto completo caduco, muito bom mesmo Cadu. Eu também vejo todas as gerações com seus pontos de altos e baixos, e é normal que por uma questão de gosto mesmo, a gente se envolva mais com um determinado tipo de jogo ou fase de gerações, até com músicas isso ocorre não é mesmo?
    Eu tenho uma opinião meio que reservada sobre a nostálgia. Eu digo isso porque tem muitos canais que adoram esta palavra, esse termo, e o usam até como marca principal. Ok, tudo bem, depende do contexto. Mas em relação aos jogos de videogame, eu prefiro ter uma abordagem bem mais calma em relação ao sentimento da nostalgia. Nostalgia é algo humano, todos estão sujeitos a sentir, até aí tudo bem, perfeito. O problema é quando classificamos os jogos antigos de nostálgicos, o problema é quando o termo retrogames se torna algo fechado como um estilo musical, o problema é quando usamos etiquetas para diferenciar um determinado tipo de jogo de outro só porque existe uma grande diferença de tempo entre um e outro.
    É claro, até mesmo por uma questão óbvia de tecnologia, os jogos se diferenciam durante as gerações, a questão não é essa, isso é óbvio, é fato. O que me incomoda um pouco é a pessoa que automaticamente associa jogos antigos = nostalgia. Isso é problema. E vou dizer porque.
    Eu vejo o videogame como algo coeso e contínuo. Existe jogo bom, jogo chato, jogo curto e jogo longo, mas não existe um jogo nostálgico, isso é bobagem. O que existe é um jogo que é nostálgico para você, mas não um conceito determinado que diz que absolutamente todo jogo antigo é nostálgico e por isso jogamos apenas por nostalgia.
    Jogar apenas por nostalgia é algo deprimente, triste, emburrecedor. Veja bem, eu falo de forma ampla, todos os jogos, por outro lado, jogar determinados jogos por nostalgia porque ele nos remetem a algo que gostaríamos de vivenciar de novo eu não vejo problemas.
    Em resumo, jogar por nostalgia só se for de forma pontual, mas jogar absolutamente tudo só porque é nostálgico, aí eu acho que é um desequilíbrio que deveria ser resolvido com um profissional da área. Um médico.
    Eu jogo um jogo porque ele é bom pra mim, porque eu gosto dele. Se ele foi lançado hoje ou há 20 anos, tanto faz. Se ele tem gráficos belíssimos ou quadradões… tanto faz, tem jogos que eu prefiro ter uma experiência gráfica ao máximo, tem outros que não, depende do jogo.
    Virtua Fighter por exemplo, é um jogo datado e quadradão, eu gosto dele, nada a ver com nostalgia, eu simplesmente gosto dele. Tomb raider com a Lara de peitos triangulares, eu gosto dele, gostaria que a mecânica de movimentos fosse melhor, mas eu gosto dele mesmo assim, quadradão e “feio”. Nada a ver com nostalgia, eu basicamente gosto deles.
    é por isso que eu prefiro entender a nostalgia como algo que é humano, é um sentimento, sempre pode aparecer mas de forma alguma pode tomar uma proporção tamanha que nos faça jogar apenas por… nostalgia.
    Jogo bom e jogo ruim, como você mesmo disse Cadu, existe em todas as geraçãoes. E eu jogo um jogo porque ele é bom, o fator nostalgia para mim é zero! exceto em jogos muito específicos, mas isso é normal, é humano. Talvez, é apenas um chute, apenas uns 2% dos jogos antigos que eu jogo são por nostalgia, é algo muito pequeno, eu jogo todo o resto simplesmente porque são ótimos. Jogo bom não tem prazo de validade. Da primeira a última geração, tudo é válido. É tudo videogame!

    • Só para fechar o raciocínio:
      Não existe jogos nostálgicos (um grupo ou classificação), o que existe é um jogo que é nostálgico para você, ( eu mesmo acho Magic Carpet do NES muito nostálgico para mim) e isso é pessoal, diverso e deve ser com pouca frequência. A nostalgia quando é dominante é assunto para psicólogo resolver.

      • Gamer Caduco disse:

        Peraí, não entendi. O texto tá completo ou tá completamente caduco? Eu não sou tão velho assim, pô! hahahaaha
        O lance de altos e baixos ocorre sim com música também, inclusive com outras mídias de entretenimento. Se bobear quase tudo na vida passa por isso, até alimentos. Lembra daquelas coisas que mudaram a fórmula pra ficar mais saudável só que sacrificou sabor? Talvez possa ser visto desta forma também, embora meio exagerado da minha parte! hahaha!
        Ulisses, se eu pudesse lançar um DLC para este texto, colocaria seu comentário! Perfeito!
        Eu não sei dizer se meu texto ficou claro, mas eu sempre vi nostalgia como sentimento, pq é esse o sentido da palavra mesmo, e vc foi perfeito em deixar isso claro no comentário.
        Durante a produção do texto (me senti importante falando assim) eu não cheguei a pensar nesse lado da palavra nostalgia, nessa, digamos, prostituição da palavra. Essa associação de nostalgia com jogos antigos é bem errado mesmo, vc está absolutamente certo em dizer que “não existe um jogo nostálgico”. De fato o que existe é nostalgia da pessoa com o jogo em questão. Ou até mesmo a pessoa pode sentir nostalgia jogando algo que nunca havia jogado antes por causa de outros fatores, mas o jogo em si não é nostálgico nunca. Eu só discordo de uma coisa que vc disse, que é a parte de nostalgia ser algo “deprimente, triste, emburrecedor”. Eu creio que entendi o que vc quis dizer, pois mesmo quando a gente tem o sentimento “gostoso” de nostalgia, a gente tem aquele fundo de tristeza por ser algo que já passou. Ainda assim eu gosto de dizer que, por mais que seja verdade, a gente ainda fica feliz também por ter vivido seja lá o que for. Por isso disse que discordo, nostalgia vem quase sempre carregada de um mix louco de sentimentos. Enfim, como já disse, eu creio que entendi o que vc quis dizer, foi só um comentário paranóico meu… kkkkk
        Vc falou de jogar o que vc gosta e tal, eu sou bem assim também. Controles, gráficos e/ou conceitos datados? Tô nem aí, se eu gosto, eu jogo! Aquele negócio de “envelheceu mal” não funciona muito bem comigo, até já comecei um texto sobre isso, mas não evoluí, pq eu tenho uma bronca desse termo que vc não faz ideia. Sua frase resume tudo: “Jogo bom não tem prazo de validade”. Vão se lascar os críticos! Pronto, fim da minha rebeldia! hahahaa
        Agora fica a lição de casa: elaborar essa ideia de “jogo versus nostalgia” e transformar em um post (eu sei, tô devendo ler e comentar um monte de coisa lá no seu blog, mas eu peço mesmo assim, sou chato! kkkk).
        Valeu Ulisses!

        • Vários erros Cadu, eu estou acostumado com o Disqus que dá para editar kkkkkkk na verdade o “caduco” não era para sair, eu troquei por Cadu… mas ficou os dois. 🙂

          Se eu lembro?
          Danoninho ficou horrível se comparado ao dos anos 90, que era bem mais doce, até a cor mudou!
          Biscoito recheado sempre muda pra pior…
          E por aí vai.
          Exatamente, isso também eu não cheguei a falar. Sobre a gente ter nostalgia por algo que não viveu! Bem lembrado Cadu!

          O lance do deprimente, triste e emburrecedor Cadu é em relação as pessoas que se sentem nostálgicas em relação a todos os jogos, no atacado, quer dizer, não é aquela nostalgia gostosa que ocorre com alguns jogos devido a lembranças específicas, mas não, eu falo da nostalgia plena e constante para todo um conjunto de jogos do passado.
          Um exemplo:
          Se o cara se sente nostálgico ao ver um Atari, tudo bem
          Se sente nostálgico ao jogar alguns jogos do console, tudo bem
          Mas se tudo, absolutamente tudo ao que se refere ao Atari ele morre de nostalgia, então isso é doença.
          É deprimente porque é como se ele não tivesse um presente feliz
          É triste porque é uma tristeza plena a todos os jogos antigos
          E é emburrecedor, porque o cara não aproveita o game pelo o que ele é, mas pelo o que ele representa sentimentalmente apenas.
          Foi neste sentido que eu disse. Em resumo, é uma crítica ao atacado, não ao varejo. Kkkkkkkk

          É um bom tema realmente! Pode ser que eu escreva algo a respeito, valeu Cadu!

          • Gamer Caduco disse:

            Pô, entendi o que quis dizer, realmente no atacado é complicado. Mas fã é fã, coisas feita com fanatismo nem sempre escapam de serem vistas como deprimente pelos olhos “de fora”. Sentimento é complicado, é algo difícil de julgar. Só quem está sentindo sabe o que tá acontecendo. Concordo que é triste mesmo, mas se a pessoa for feliz desse jeito, quem somos nós para julgar, não é mesmo? Pelo menos a gente tem, na maior parte do tempo, consciência de que toda essa limitação só faz mal e evitamos fazer isso conosco.
            Putz, esse assunto vai longe se deixar… ahahahaha!
            Valeu Ulisses!

  2. Jeff disse:

    Prometo que volto pra lê a outra metade…Gostando do texto, sério. Mas minha pequena quer jogar Mario 3D World e tá a qui há 10 min, buzinando em meu ouvido…hehehe

    • Gamer Caduco disse:

      E agora? Leu tudo?
      Agora leu?
      E agora?
      Já leu?
      Cadê meu comentário, sr Jeff?
      auhahuahuauhauha
      Zueira, criança é prioridade sempre! Depois estes momentos virarão nostalgia pra ela, super bacana! 😀

      Valeu Jeff, a hora que tiver lido e quiser me xingar pelo tamanho do texto ou bobagem que eu tenha dito, serei todo olhos! huahuahua

  3. Ska disse:

    Realmente, é muito facil atribuir um valor nostálgico a games e esquecer dos problemas. Grande parte dos problemas descritos acabam sendo consequências da idade, e não dos jogos em si. Basta pensar nos adultos que jogvam naquela época (poucos mas existiam) e já tinham que lidar com probremas como a falta de tempo.

    Acredito que hoje vivemos a melhor época pra jogar agora. O acesso a games éassustador: em poucos cliques e em uns 2 minutos você pode jogar praticamente qualquer coisa. É engraçado como tu pode jogar games raros que o cartucho vale mais que uma entrada HDMI sem pagr nada, seja no emulador ou no flashcart.

    O que considero uma das vantagens dos games hoje são os indies. Sem a distribuição digital você precisava de grana pra ter seu jogo publicado e vendido na loja, hoje qualquer um pode botar suas ideias pra todo mundo, ser flexível com preço, formato e isso afetou positivamente os jogos AAA

    • Gamer Caduco disse:

      Todos os problemas serem consequências da idade serve pros dois lados, né Gui? Não vem só xingar os velhos aqui não, seu maledetto! hauhuahuahuahaua
      Falando sério, sim, o lance de falta de tempo é coisa da vida de adulto, até coloquei o famoso dilema no meio do texto. Da mesma forma que antigamente tinha a falta de opção de jogo.
      E aí complemento a resposta com o que vc mesmo falou: hj em dia tá tudo de acesso tão mais fácil que não tem mais como resmungar de falta de opção. Outra excelente evolução dos tempos que é mutio benéfica é justamente essa facilidade, bem lembrado, isso faltou no texto com certeza! A ascenção dos jogos independentes, vendas digitais e mais uma porção de coisas que são muito vantajosas em relação ao passado (muito embora os tios chatos tipo eu adorem colecionar caixinhas). Também vejo que afetou positivamente os AAA.
      Uma possível desvantagem? Excesso de jogos iguais/parecidos. Mas isso em toda geração existiu, não dá pra sair batendo nessa tecla sem pensar. O filtro pra achar coisa bacana é complicado, mas acaba virando um meta game. E quem tem preguiça pode ficar com os AAA numa boa. Não?
      Valeu Gui!

  4. Doc Cocamonga disse:

    Achar os conceitos e esmero em determinadas coisas de uma época melhores é um lance. Outra é idolatrar a vivência de um tempo que foi uma merda pra maioria. Se tu não tivesse grana na época as chances de desfrutar algo eram baixas, fora a escassa informação. Hoje você pode achar coisas mais restritas e tem formas de pagamento mais acessíveis. Critico a falta de ousadia atual, a tentativa de trazerem coisas novas ao invés dos trocentos remakes, pressa, exagero em criar uma linha de produtos para que tu torre tudo (livros que nunca acabam, séries, hqs, jogos). Acho também que a maioria ficou estagnada pela tecnologia, não se aperfeiçoam ou usam ela pra chegar a um patamar maior. Mas tudo é uma droga? Não, tem que garimpar, tem coisas bem feitas.

    • Gamer Caduco disse:

      Então Doc, não sei bem se foi uma “merda” a época, pq a gente tinha como aliviar certas coisas. Com locadoras, empréstimos e trocas definitivas que rolavam em lojas/locadoras ou até mesmo com amigos. Se é que estamos falando da mesma época! hahahaha
      Idolatrar? Bem, sei lá, aí cada louco com a sua loucura, eu já vi gente idolatrando cada barbaridade… rs
      A falta de ousadia é até justificável: em um mundo difícil de sobreviver pelo excesso de concorrência, natural que as empresas vão arriscar menos. Até pq tem aquele negócio: se a inovação dá certo, todo mundo chama de gênio. Se dá errado, todo mundo fala coisas do tipo “como é que essas antas acharam que isso ia dar certo?”. Tudo isso depois que a ideia vingou ou deu errado, a hora fácil de julgar. Ainda assim, sinto muita falta de uma época mais inovadora em conceitos, tô totalmente de acordo contigo. Negócio de linha de produtos é irritante, as empresas estão agindo famintas por grana, agindo de forma muito mais capitalista do que artística, eu particularmente não curto. É uma era horrível nesse sentido. Apesar que há quem goste, né? A gente lamenta, mas respeita, fazer o quê?
      Felizmente, como vc mesmo disse, ainda tem umas jóias ótimas pra garimpar. Cada descoberta é uma alegria inexplicável!
      Valeu Doc!

  5. Luana disse:

    Bateu uma nostalgia caduca aqui.

  6. Sabat Santos disse:

    Puta queu pariu Cadu, olha o tamanho desse texto!! Crendeuspaitodopoderoso!!!
    Mano, eu concordo com quase tudo XD Asterisco (ou asterístico, como eu falava na escola… bons tempos… ahuahuhua) para a parte das gerações, qual é melhor e coisa e tal… Mano, eu não acho de maneira alguma que um cara que tenha nascido para jogar a geração ps3 por exemplo, vá ter muita coisa para se lembrar no futuro em termos de nostalgia. A coisa ficou muito genérica, é capás do cara se lembrar de quantas décadas Last Guardiam demorou pra ser lançado, e de como era bom jogar jogo de tiro online sendo que ele nem vai lembrar quais eram os jogos que ele jogava de tão iguais e genéricos que são. A coisa desde o PSx, foi gradativamente se tornando descartável, esquecível, e a partir do final da geração PS2, pouca coisa se salva em termos de potencial nostálgico. Quer um exemplo? Red Dead Redenption: a quanto tempo vc não escutava este nome? De repente, anunciam a continuação e vira o jogo do momento, mas a verdade é que ele estava esquecido em meio a tantos outros games do mesmo nicho. Se você fizer uma força, vai se lembrar aí de um monte de títulos mais novos que fizeram um puta dum alarde e já sumiram, ninguém mais fala nada, ninguém mais lembra.
    No passado era diferente justamente pela questão da necessidade de se estender a vida útil do jogo, tanto por parte dos programadores que faziam isso por meio da dificuldade, tanto pela nossa que após terminar e fazer festa por mais uma pedreira vencida, jogava de novo, e de novo, e de novo mais uma vez atrás de segredos, mãnhas, tática, aperfeiçoamento… No final, muitas e muita vezes aquilo se tornava inesquecível a ponto de gerar a sensação nostálgica que temos hoje. É como uma criança que cresceu brincando na rua de pula cela, pega pega e esconde esconde, e uma que cresceu com o celular na cara. Ambas vão defender que suas infâncias foram as melhores, mas qual verdadeiramente vai olhar pro passado e derrubar uma lágrima de nostalgia?

    Para mim, os jogadores de hoje estão apenas condicionados a achar que o que lhes é mostrado é melhor simplesmente pq eles tendem a defender a época em que vivem, algo natural do ser humano. Resta a nós mostrar que não, QUE A NOSSA ÉPOCA É QUE ELA BOA, MEGA DLIVE POLA!! SAVE STATE MEU OVO!!

    Obs. finais:
    Cherry se sentiu cutucada
    Visio pensou algum trocadilho erótico com isso
    Gui não concorda comigo
    TH curtiu
    Cadu vibrou com o nome Mega Drive
    Senps elogiou a Cherry
    Jeff imitou o Senps e elogiou a Cherry
    Ivo não respondeu pq ta ocupado

    • Gamer Caduco disse:

      Ah que beleza, chegou a sua vingança… depois de anos e mais anos de comentários gigantes no RP, vc vem aqui e solta um dos maiores comentários da história do blog (só perde pros da Cherry)! kkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Olha, eu vou começar a resposta dando uma de advogado do diabo, pq eu concordo com vc, mas pensei em um ponto e logo em seguida em um contra-ponto do meu próprio argumento! hahahaha
      Na época do Atari 2600 a gente tinha uma cacetada de jogos genéricos que eram cópias ruins de grandes jogos, tal como é hoje em dia. Então muito provavelmente a gurizada de hj em dia vai se lembrar de uma porçãozinha de jogos legais, um número bem mais baixo que os que relembramos da terceira e quarta geração, que dá até briga de fã por causa de tanta coisa boa que saiu.
      Agora os contrapontos: primeiro que o Atari tinha os genéricos, mas todos os jogos podiam ser jogados em poucos minutos pra matar saudades, o que definitivamente não tem como fazer num jogo das duas últimas gerações. Pra eu matar saudades de Zillion II, por exemplo, levo em média 45 minutos pra TERMINAR o jogo. Alguém que vá jogar algo dessas gerações recentes pra matar saudades vai levar 45 minutos pra passar a apresentação e os tutoriais. Horrível. Mas sei lá, só aguardando o momento pra ver como vai ser.
      O outro contraponto é que muitas das ideias chupinhadas são coisas de gerações passadas, principalmente PS2. Então grande coisa, melhor ver o nascimento desses conceitos uma ou mais gerações pra trás.
      Enfim, eu achei um ótimo argumento, não pensei em tudo isso pra criação deste post! Daria uma bela crônica, eu diria!
      Eu nem ligo pra Red Dead Redepmtion, só pra constar… huahuahuahuahua!
      Eu sei, eu sei, foi um exemplo. O curioso é que pouca coisa que surgiu desde o segundo Playstation realmente importa, não? Independentemente de gosto, vou tentar pensar aqui: God of War, … ééé… bem, não lembro de mais nada. Diria GTA, mas GTA é mais antigo, é que ele estourou mesmo no PS2 e tal. Realmente é tudo descartável. Mas a geração tem suas vantagens. Quais? Sei lá, eu prefiro as antigas, deixa alguém vir aqui e argumentar isso! kkkkkkkkkkkkkk
      Mega Drive é a melhor época mesmo! Save State é o caceta! hahuahuahuauha
      Essa foi só pra confirmar suas observações finais… rs
      Valeu Sabat!

  7. Willi Weiss disse:

    Olha o nível desse texto, Cadu! Estou vindo de dois dias de ENEM, e seu texto ainda me empolgou em ler por completo já de primeira e ainda comentar! Gostei demais, cara.

    Essa questão é realmente interessante. Você vê como a nossa mente “arma” umas pra nós, às vezes esquecemos dos pontos negativos, só lembramos do que havia de bom, e de repente aquela época de antigamente se torna mágica “demais”.

    Eu estive pensando agora. Que saco era marcar algo com os amigos pelo telefone fixo! Hahaha, a praticidade de um grupo de WhatsApp é sem igual. Tudo bem que tem seus probleminhas, como galera que não lê, pessoal que dá um vácuo, ou os “esquecidos” que mesmo com um mês de agendamento estão sempre pedindo quando vai ser o encontro. Mas ao mesmo tempo, a ideia de estar sempre conectado com os amigos, compartilhando em tempo real notícias, opiniões e a indispensável zuera, fazem a coisa ser legal. E este é só um exemplo.

    Meu pai sempre comenta que a gente deve curtir demasiadamente o momento presente. Dá pra lembrar com carinho do passado, dá, dá pra planejar o futuro, dá também, mas não dá pra deixar que isso se sobreponha ao desfrutar do agora. Tomo como exemplo a vida adulta do gamer: tem seus empecilhos de tempo, tem. Mas esse mesmo emprego “que nos tira dos jogos” também abre portas pra várias outras realizações na nossa vida (não só profissionais), e o salário nos dá acesso a outras diversões e coisas que sempre queríamos fazer quando menores e nunca pudemos. Tem coisa melhor do que fazer uma viagem longa por conta própria?

    Cada época da vida tem seus altos e baixos, e como você bem disse no texto, é tudo questão de perspectiva. De como encaramos as coisas. Era muito bom só se preocupar com a escola e com o chefão do Lion King há 15 anos. Mas se hoje eu tivesse nessa mesma condição, acharia chato e enjoativo só fazer isso. O mundo anda e temos que andar junto. É pra frente que se rema. Isso não significa abandonar nada que gostemos de fazer, apenas ir adaptando as novos tempos. E o maior chefão a ser vencido somos nós mesmos, pois ver algo pelo lado bom ao invés de reclamar é uma tarefa que poucos conseguem.

    Vou fechar meu comentário já aqui, preferi falar mais de vida, afinal coisas de games e entretenimento você já exemplificou muito bem durante o texto. Abração!

    • Gamer Caduco disse:

      Cacilda, você leu essa Bíblia gigante cheia de resmungos do velho aqui depois do ENEM? Rapaz, tenho que te agradecer duplamente… triplamente… quadruplamente… essas palavras existem? Pelo que vi aqui, sim. Enfim…
      Nossa mente é total”mente” (desculpe pelo trocadilho) traiçoeira no sentido da saudade e nostalgia. Acontece com tudo, até com seres que nos deixaram. Tipo aquele bicho de estimação que tivemos, a gente lembra das coisas boas e se diverte, mas não lembra que ele era um teimoso que fazia xixi em tudo e estragava um monte de coisa na casa. Normal do ser humano.
      Seu pai está absolutamente (sem trocadilho) correto! A gente tem que curtir sim o presente, a droga é que nosso cérebro vive nos preocupando com futuro e relembrando o passado, fora quando vc fica no mundo da lua e nem percebe, isso comigo é MUITO frequente, eu sempre pareço que tô em outro planeta e acabo não aproveitando o que tenho a minha volta. É dificílimo corrigir isso, muito mais fácil dizermos que precisamos, alertar os outros, mas no fim a gente acaba a maior parte do tempo com a mente longe, no irreal, no passado e/ou no futuro. É uma praga! Daí quando a gente menos espera, nos sentimos velhos e parece que mal aproveitamos. E aí a gente passa ainda mais tempo pensando nisso e perdendo mais do nosso presente. Ou seja, efeito bola de neve. É complicado…
      Enfim, vc entendeu o espírito da coisa, onde eu queria chegar e tal. Percebeu os altos e baixos. Se isso tudo serve de conselho, aproveita que vc é jovem ainda jovem ainda jovem ainda e tenta evitar o efeito bola de neve, pois amanhã velho será velho será velho será e vai acabar que nem eu resmungando de ser nostálgico demais e viver pensando demais… kkkkk
      Valeu Willi!

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