Algozes Gamísticos no Master System

Olá caríssimos, como estão?

Na nossa vida gamística, principalmente quando falamos das gerações mais antigas, é muito normal que a gente seja surrado por alguns jogos até chegar a um ponto que desistimos. Natural, o design de antes era totalmente baseado em comer fichas no Arcade ou aumentar a duração dos jogos nos consoles baseando-se em desafios difíceis de serem superados.

Eu particularmente tenho uma lista grande de jogos que acabei empacando ao longo dos anos. Então resolvi criar uma nova categoria aqui no Gamer Caduco, a de Algozes Gamísticos. Por definição, chamamos de algoz um indivíduo cruel, capaz de praticar atitudes desumanas e cruéis. Acho que posso então usar o termo pros jogos que me surram sem a menor dó, não é verdade? Eu quase não sou dramático mesmo.

Reforçando, basicamente o termo será usado para aqueles jogos que eu me esforcei pelo menos um pouco e mesmo assim não consegui passar de uma determinada parte, ou chefe, ou seja lá o que for. Muita gente deve ter pensado na Turbo Tunnel agora (também conhecida como a fase da motinho) de Battletoads. Sim, Battletoads é um Algoz Gamístico quase que universal, dada a quantidade de gente que tentou e nunca conseguiu finalizar.

Cuidado para não confundirem o termo de Algoz com Pecado Gamístico. Na minha concepção, Pecado é aquele jogo que a gente abandonou por qualquer razão ou nem chegou a jogar, mas que tem ciência que deveria. Eu já publiquei a minha lista aqui, mas ainda pretendo explorar um pouco mais o tema e fazer listas por gerações ou plataformas.

Desculpem pela longa introdução, eu realmente queria deixar claro do que esta nova seção se trata. Pretendo separar meus algozes por plataformas, já que não são poucos jogos que eu acabei largando por incompetência não conseguir finalizar.

No primeiro post vou começar com o primeiro console que me motivou a terminar jogos, o Master System da SEGA, o primeiro console que pude chamar de meu.

Segurem seus controles quadrados com o pior D-Pad da história e se preparem para bater em mim com o fio para me punir pela minha incompetência. Credo, isso soou um pouco sado-masoquista! Nada de vestir roupa de couro! Chega de enrolação e vamos lá!

Choplifter

Desenvolvedor: Dan Gorlin
Publisher: SEGA
Ano: 1986
Gênero: Shoot’em Up (Shmup)
Rápida descrição: Jogo de navinha pra salvar seus amiguinhos que estão presos em pontos estrategicamente localizados para te tirar muitas vidas.

É engraçado como as minhas primeiras memórias com este jogo são de um primo meu jogando ele no Arcade, e eu achando a coisa mais difícil do mundo. Aí eu cresci um pouco, ganhei o console e um certo dia fiz um rolo com outro jogo de Master que tinha (não vou me lembrar qual) porque eu sabia o que era Choplifter. Conclusão: se eu achava que aquele jogo era difícil só de assistir, imaginem jogar?

Confesso não lembrar se a versão de Arcade é mais ou se é menos difícil, mas a do console da SEGA eu tive em casa e, por mais que eu tenha me esforçado, usado truque para seleção de fases e etc, eu simplesmente nunca consegui terminar este jogo.

O jogo é composto praticamente por três fases que se repetem duas vezes. A primeira fase é bem tranquila, depois de pegar o jeito qualquer um passa. A segunda, no alto mar, já tem um certo grau de dificuldade, mas é possível passar. Já a terceira é o inferno na Terra!

Imaginem entrar com um helicóptero em uma caverna. Parece complexo, não? E é! Não podemos encostar nem no teto da caverna e ainda temos que tomar cuidado com muita coisa que tem no chão. Não bastando o cenário destrutivo, ainda surgem inúmeros inimigos doidos pra derrubar você, vem tiro de tudo quanto é lado.

Eu nunca passei esta maldita fase! Eu nunca consegui chegar na segunda repetição. Eu nunca vou conseguir terminar um jogo que precisa passar por este maldito inferno três malditas vezes. Eu tenho uma frustração enorme com este game, está com certeza entre os meus maiores Algozes Gamísticos, considerando número de tentativas. Nem Turbo Tunnel eu tentei tanto na minha vida.

E eu sei que existe macete pra passar a fase, mas me nego a usá-lo.

É triste pensar que vou dessa pra uma melhor sem vencer este algoz. Ai ai…

Space Harrier

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1986
Gênero: Rail Shooter / Third Person Shooter
Rápida descrição: Shooter visto pelas costas onde você perde uma vida a cada 23 piscadas ou menos.

Esse aqui é outro que eu tentei muitas vezes, tanto a versão normal (em emuladores) quanto a 3-D (em cartucho).

Por mais que eu tente decorar como as fases funcionam, sempre acabo deixando alguma coisa passar lá pro meio do jogo. Foram várias as vezes que cheguei longe por pura sorte.

O mais cômico/trágico é que eu tentei este jogo em diversas plataformas: Master System, Game Gear, Mega Drive e Arcade. Inclusive no ano passado eu devo ter ficado mais ou menos um mês jogando esta mesma versão de Arcade que foi portada para o 3DS. No máximo cheguei na penúltima fase, com muita, muita sorte, confesso.

Felizmente eu tenho esperança de conseguir algum dia finalizar este game. Com sorte, claro!

After Burner

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1987
Gênero: Rail Shooter
Rápida descrição: Jogo de nave vista pelas costas que é praticamente igual ao jogo de cima, ou talvez mais complicado.

Joguei mais a versão de Master ao longo da vida, aluguei inúmeras vezes. Este aqui segue do mesmo princípio do Space Harrier, já fui longe uma ou outra vez, só que com sorte. Tá bom, vai, não foi só sorte…

Eu me lembrava que havia um macete para chegar até certa fase sem grandes problemas, coisa que li em revista na época e a Internet me ajudou a lembrar. Dá para chegar na fase 12 sem o menor esforço, só se manter o tempo todo na diagonal. A coisa complica a partir dessas fases, onde fica impossível desviar dos mísseis que se tornam teleguiados. E aí, meus caros, o caldo azedava pro pequeno Caduco.

O curioso é que eu só joguei este durante a infância mesmo, nunca mais tentei depois de velho. Será que se eu tentar pra valer eu chego no fim? Duvido.

R-Type

Desenvolvedora/Publisher: Irem
Ano: 1991
Gênero: Shoot’em Up (Shmup)
Rápida descrição: Aquele jogo de nave horizontal que eu terminei com código de invencibilidade, mas sem ele eu não passo nem da segunda fase direito.

Quando eu era criança eu li numa revista (Supergame, provavelmente) que era possível ficar invencível no jogo. Foi quando eu pude ver ele inteiro como era. Eu fui um cheater sacana maldito, joguei até passando por dentro das paredes e achando tudo o máximo.

Perguntem se lembro de algo. Claro que não, só fiquei passeando pelas fases e matando chefes sem a menor dificuldade! Com certeza é por isso que eu lembro mais dos dois primeiros estágios, não conseguia passar do segundo por nada.

Também não tentei mais depois de velho, talvez eu consiga chegar um pouco mais longe com a experiência atual. Terminar já não sei, provavelmente não. Vale dizer que com o controle original eu vou é acabar parando no hospital de tanta raiva de como ele é ruim não vou chegar nem perto de concluir o jogo, tenho certeza. Não sei como sobrevivia com ele na infância. Falta de referência melhor, talvez.

Astro Warrior

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1986
Gênero: Shoot’em Up (Shmup)
Rápida descrição: Mais um jogo de nave, este vertical, onde ter reflexos e habilidade manual são pré-requisitos.

Esse aqui eu tentei mais em emuladores do que na época do Master.

Eu tenho o cartucho e, sempre que vou dar manutenção nos consoles e jogos, eu tento ver até onde chego sem Continues. Costumo perder um pouco cedo, na segunda ou terceira fase. Nessas horas eu confesso que não jogo tão a sério, mas se jogasse talvez não mudasse muita coisa. Preciso pegar um dia e tentar jogar pra valer e ver no que dá.

Repararam que tem bastante jogo de nave aqui na lista, né? Pois é, sempre fui uma toupeira no gênero, fui melhorar em jogos do tipo de uns tempos pra cá. Por isso queria tentar de novo todos eles, embora provavelmente precise de mais do que um dia para finalizar a maioria.

Enfim, deixa eu mudar um pouco o disco. Mas só um pouco…

E-Swat (Cyber Police ESWAT)

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1989
Gênero: Scrolling Shooter
Rápida descrição:Robocop da SEGA” que não facilita em nada a vida do jogador.

Mais um jogo que tem tiros, mas esse não tem nave pelo menos. Ou será que tem? Eu não sei, nunca fui muito longe pra saber.

Este game é coisa do capiroto! Com o controle original do Master System então é uma tortura sem igual. Não canso de dizer que o D-pad dele é impreciso demais para este e tantos outros títulos do console. Dá muito ódio tentar andar, apertar pro lado e o personagem abaixar junto, tentar atirar pra cima e não acertar o controle como deveria, entre outros problemas. Quem conseguiu a façanha de terminar este jogo no console sem apelar pra outros tipos de controle merece um prêmio (não meu, vá cobrar da SEGA).

Quando era mais novo não cheguei a ter o jogo, mas cheguei a alugar algumas vezes e só me frustrei. Agora que o tenho, vou ver se algum dia tento com o controle do Mega Drive. Seria um belo prêmio de consolação pro velhinho teimoso aqui.

Rocky

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1987
Gênero: Boxe
Rápida descrição: Jogo de porrada boxe que você não termina nem com Rapid Fire.

Não, sério, vocês já jogaram Rocky? Pensem em algo que funciona de forma totalmente aleatória.

Quando era novo eu peguei emprestado e fiquei um tempão com este jogo. Na época eu tinha um Rapid Fire, aquele acessório que você liga no controle e ele passa a ter botões turbo. Com ele eu conseguia derrotar os dois primeiros oponentes na pura sorte (socando o ar loucamente), passava os estágios de treinamento na boa (claro) e… levava uma surra do Ivan Drago, último chefe!

Diga-se de passagem, não conheço ninguém que tenha terminado este título. E duvido de qualquer um que disser que tenha conseguido e não tiver um vídeo filmando a TV, provando que tá jogando console e sem mutreta, de preferência sem Rapid Fire ligado. Por quê? Porque não tem como, gente, na boa!

Este eu nunca mais pretendo tentar novamente.

Aposto que alguém vai aparecer aqui dizendo que terminou o jogo. Eu não acredito em você, já falei.

Michael Jackson’s Moonwalker

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1990
Gênero: Ação / Plataforma
Rápida descrição: Michael Jackson sem estrelinhas e talvez mais complexo que a versão de 16 bits.

Vejam só que coisa estranha: eu passei mais tempo da minha vida jogando Moonwalker no Master System do que no Mega Drive. Só que eu terminei a versão de 16 bits e a de 8 bits não. Raios múltiplos!

O máximo que chego é até a fase da nave, que… bem, é uma maldita fase de nave! Envolve tiros e eu já falei que sempre fui uma negação nisso. Talvez se eu tentar hoje eu até consiga terminar, só que eu não tenho mais vontade de encarar tudo de novo. A versão é bem limitada se comparada com a de Mega.

Posso descansar em paz sem terminar este, mas não deixou de ser um trauma de infância.

Turma da Mônica em: o Resgate (Wonder Boy III: The Dragon’s Trap)

Desenvolvedora: Westone (hack: TecToy)
Publisher: SEGA (no Brasil: TecToy)
Ano: 1989 (Turma da Mônica: 1993)
Gênero: Plataforma / Aventura
Rápida descrição: Uma turminha do barulho aprontando altas confusões em uma ROM Hack oficial da TecToy.

Outro que não consigo explicar. Terminei o primeiro jogo da Mônica, mas não consegui terminar este no passado. O mais curioso é que eu não consigo lembrar onde eu enrosquei.

Depois de velho não me interessei em tentar pra valer. É bem provável que termine, o jogo demanda mais tempo e paciência do que muita habilidade, embora exija alguma, se bem me recordo. Dificuldade mesmo só em pontos isolados (me senti dando a previsão do tempo agora).

Talvez não seja um algoz invencível, mas fica aqui pra completar a lista. Provavelmente eu acabo com esse Algoz no remake que estão fazendo do jogo e que parece que vai ficar incrível.

Battle Out Run

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1989
Gênero: Corrida / Ação
Rápida descrição: Complexo jogo de carro onde precisamos prender bandidos depois de arrebentar com o veículo de cada um deles.

Por falar em jogo que envolve paciência, Battle Out Run é um baita exemplo. Esse aqui é daqueles que enganam bem o jogador. Eu explico.

Você começa achando que é só correr e bater no chefe até acabar a vida dele, que dá pra acabar na habilidade e força bruta de vontade. Mas não, depende de um pouco de estratégia e noções de gerenciamento também!

Isso porque você precisa saber investir o dinheiro em upgrades pro carro que dão condições para vencer os chefes seguintes. Se não configurar do jeito certo, tempo acaba e você se lasca sem chegar perto do bandido que deve ser capturado. Decisões erradas estampam um Game Over bem no meio da sua cara. E não adianta chorar e culpar o jogo, como tantos adoram fazer.

Enfim, o pequeno Caduco nunca soube fazer estes investimentos do jeito certo. Talvez o velho Caduco consiga, com a experiência de quem encarou alguns jogos de estratégia. Alguma coisa eu devo ter aprendido nessa vida.

O fato é que eu adorava o jogo quando criança e tenho aquele receio de jogar e achar ruim nos dias de hoje. O nosso cérebro nos engana bastante. Culpa da nostalgia.

Preciso é descolar o cartucho, bem mais interessante no console do que em emuladores. Aceito ele de presente, pode ser um flashcart do Master também. Obrigado, vocês são uns amores!

Fantasy Zone II: The Tears of Opa-Opa

Desenvolvedora/Publisher: SEGA
Ano: 1987
Gênero: Shoot’em Up (Shmup)
Rápida descrição: Aquele jogo de nave que a estética é fofinha e o desafio pode ser infernal as vezes.

Pra fechar com chave de ouro, mais um de nave. Esperavam algo diferente?

contei que era viciado no anime [Akai Koudan] Zillion quando criança. A primeira vez que eu vi que o Bongo (ou Opa-Opa, no original) era protagonista de um jogo, fiquei alucinado pra alugar. Aluguei, joguei, apanhei. E apanhei muito!

Este jogo é ninja na arte da enganação. Ele é todo coloridinho, fofinho, tem toda carinha de jogo de criança, parece ter uma proposta de design simples e tudo mais. Mas é infernal! E muito infernal!

As coisas acontecem de forma meio aleatória. De uma hora pra outra, uma tela que parecia tranquila se enche de inimigos e você não sabe pra onde ir. Morre, perde power ups, fica irritado, morre de novo porque se irritou, e aí vira o efeito bola de neve que leva ao Game Over. Clássico!

Por ser deliciosamente irritante, é um dos meus jogos favoritos do console!

É isso, esse é o fim da lista. Ficam como bônus outros jogos que vivem me trollando, mas eu talvez nunca tenha levado a sério o suficiente. São eles: Snail Maze (o labirinto da memória do primeiro Master, que eu sempre perco no último estágio), Hang-On (que eu nem sei se tem fim), Paperboy, Enduro Racer e os outros Fantasy Zone.

E vocês? Quais são os jogos do Master que infernizam vocês até hoje? Quiserem compartilhar os que sofreram para vencer também, fiquem a vontade. O espaço dos comentários é de vocês!

Obrigado a todos pela visita e pela leitura!

Grande abraço e até o próximo post!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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13 respostas para Algozes Gamísticos no Master System

  1. ivoornelas disse:

    Fala Cadu! Adorei essa nova sessão do teu blog! “Algozes Gamísticos” Eu me indentifiquei em muitos jogos nessa sua lista e principalmente por ser de Master System.

    Vamos lá!

    Choplifter – Nunca terminei esse jogo no Master System, sempre tentei e tentei e NADA. Era impossível. Ficou na minha memória até que um dia eu tentei fechar ele no emulador e me irritei tanto que resolvi até usar Save State. Queria ver o final desse jogo! Sempre quis! E adivinha? (Você quer que conte? Pq tem Spoiler se te disser!).

    Space Harrier – Esse nunca joguei no Master >…<

    Battle Out Run – Não fechei!? Já te disse que não fechei Praticamente a maioria dos jogos de Master?

    Phantasy Zone II – Não fechei tb!

    E-Swat – Esse cheguei no últim chefe, na raça, na luta, na habilidade, na arte ninja…. e morri faltando 1 tiquinho para fechar o jogo. Triste =(

    Outros que não fechei de Master. Black Belt, Castle Of Ilusion e Shinobi.

    Vale lembra que eu maluco por fechar os jogos e ver os finais. Sempre criança a ideia que tinha algo especial no final dos jogos e por isso era louco para fechar, mas dificilmente fechava algum jogo hahahahaha XD

    • Gamer Caduco disse:

      Pô, demorei pra responder aqui, o papo sobre Choplifter ficou velho por a gente ter conversado fora do blog… mas enfim, vamos tentar ver a maldita tela algum dia! ahuhuahuahua
      Cara, Castle of Illusion e Black Belt são jogos até fáceis de terminar, só dedicar um tempo. E eles valem a pena. Shinobi é um pouco mais complicado, só cuidado pra não morrer de desgosto do final dele! huahuahuahua
      Vc falou de não fechar a maioria dos jogos no Master, comigo foi meio assim. Teve jogo que só fui terminar depois de velho por que fiquei curioso, pq na época mesmo eu só jogava, não jogava pra terminar. É difícil explicar.
      E o negócio de esperar algo especial eu espero até hj. Alguns jogos ainda conseguem surpreender! rs
      Valeu Ivo!

  2. Jeff disse:

    Eita post grande da preula!

  3. Marvox disse:

    kkkk Caraca, muito bom Cadu! Esses Algozes são mesmo uns desgraçados em forma de jogo. Mas olha, nem precisa se sentir mal por não ter zerado esses jogos, nada disso, tirando alguns que eu precisarei comentar por já estarem mais que na hora de você terminar, vai por mim, tem coisa da sua lista que também me assombrou por muitos anos.

    [Choplifter] – Alugava direto, gosto mais pela lembrança de infância. Gostava de jogar essa versão, depois acabei conhecendo a versão do MSX com seu visual simples e dificuldade que faz qualquer um se perguntar: “pra que isso?”.

    Cara, você estava no final do jogo, realmente a fase da caverna é um coringa dos mais ridículos, é pra te foder mesmo, o pior não é a caverna, são as estalactites. Mas olha, tenta de novo, faça jogadas mais lentas e se você dirige, use suas técnicas de manobra e baliza, eu lembro que ficava com o helicóptero na posição “central”, ele olhando pra câmera quase que o tempo todo, certeza que desse Algoz vc vai vencer. É mais fácil no Master, no Arcade os aviões atiram numa frequência bem diferente.

    [Afterburner] – Tenho em cartucho. Tem um lance bem legal que eu faço no Master System II na hora que a abertura aparece e vem aquele barulho da ignição e começa a música, eu aperto o Pause 100 vezes e isso garante créditos infinitos, o jogo é tão maldito que mesmo com muitas vidas vc se cansa de tanto morrer e desiste, depois me ferrei porque no emulador não dá pra fazer esse truque. Acho que é alguma coisa relacionada com o console+jogo, não sei.

    O lance do macete, não é bem macete, acontece que até o level 10 os mísseis inimigos não são teleguiados, e você pode ficar só num ponto da tela e beleza, nada acontecerá. Mas a partir do level 11 ou 12 os mísseis ficam teleguiados e você precisará dar um jeito de enganar esses mísseis sem ficar em um ponto só da tela.

    De duas uma, terminando esse jogo você terá, um coração mais forte ou mais motivos para ter raiva. O final dele é bem interessante. Quando terminar me avisa.

    [R-Type] Sempre alugava com maior vontade, depois de algumas horas me perguntava, por que a vida é injusta? Sou apaixonado pela música do Stage 1, nunca passava da 2ª fase. R-Type é doido, a gente gosta mas ele é completamente punitivo. Muita decoreba, um absurdo de decoreba. Quer morrer? Pergunte para a Irem, como faz.

    [E-Swat] – Aluguei poucas vezes, lembro de achar interessante. Depois vi que me dou melhor com a versão Arcade.

    [Moonwalker] – Caraca você estava quase para zerar, tenta de novo, essa parte tem muita pegadinha, mísseis teleguiados mas é tudo na base da posição que sua nave se encontra. Deve ter algum bug naquilo porque alguns canhões não abrem totalmente as janelinhas, mas na sorte dá para acertar. Tenho ele no cartucho.

    [Turma da Mônica: O Resgate] – Esse foi um algoz que permaneceu invicto por décadas, é chato você ganhar um jogo olhar pra ele e ter a certeza que não consegue fazer mais do que já tentou, ele não é mais ou menos difícil que Mônica no Castelo do Dragão, mas a culpa dele ficado aparentemente difícil é porque as revistas de games da época não fizeram muita cobertura sobre esse 2º jogo. Aí tem quem fale: 1993, você acha que vão dar preferência para Master System sendo que o 16-bit estava fervendo e quase falando em CD?

    Não se culpe carinha, mas quando conseguir terminar acredito que vá curtir mais ainda. Castelo do Dragão ainda teve detonado na revista Videogame, e isso foi em 91 quando o Sonic apareceu, agora esse aê, é como se tivessem dito “se vira”. Então tá, sempre acabava me lembrando dele e ligava o Master ou jogava no emulador, e nisso passaram 20 anos até conseguir terminar.

    [Battle Out Run] – Cara, esse foi um dos primeiros jogos que tive no Master System II, então jogava ele ou Alex Kidd haha e tava bem feliz viu. Até entender que a brincadeira era pegar o rival e bater nele, demorou viu. E os carros na estraga que andam em zigue-zague, meu é um absurdo. Quando jogo ele me lembro do filme Mad Max cara, gosto demais das músicas e da ideia do jogo. Lá no meu blog cara tem um detonado dele com a estratégia para comprar os equipamentos. Depois te passo pelo whats. Falow, Cadu!

    • Gamer Caduco disse:

      Cara, é difícil não se sentir mal, ainda mais quando vc bota na cabeça que vc quer terminar pelo menos 500 jogos antes, digamos, do Game Over definitivo! rs
      Esses aí que coloquei são minhas grandes frustrações no Master, ainda tem outros por vir de outras plataformas.
      Nunca vi o Choplifter do MSX, deve ser bacana também! Na verdade só conheço no Master e Arcade mesmo. Lembro sim dos tiros dos aviões, eram desgraçados demais! kkkkkkk
      É esse mesmo o lance do After Burner, depois que os tiros ficam teleguiados, lasca tudo! Um dia eu vou tentar terminar, sem o cheat do pause! huahuahua
      A música do primeiro estágio do R-Type é incrível! Uma das melodias que me marcaram na vida gamer, deveria entrar em uma edição de post musical!
      Nunca joguei E-Swat no Arcade, vou anotar aqui pra conhecer algum dia!
      Moonwalker do Master eu cheguei bem perto quando moleque, depois desisti de tentar outras vezes. Fiquei com raiva! huauahua. Deve ser esse negócio das janelinhas que me irritou, não lembro. Curioso que no Mega eu terminava numa boa, terminei mais de uma vez.
      Acho que meu problema com o Turma da Mônica foi o mesmo das revistas, eu migrei pro Mega quando ele saiu e depois não tive paciência de jogar até o fim depois de velho. Na época eu terminei no Castelo do Dragão depois de ficar um bom tempo com o cartucho emprestado, nem foi detonado que usei nesse caso! Embora possa ter usado uma dica ou outra lida em revista… haha
      Battle Out Run eu tô na dúvida se jogo e leio seu detonado ou o contrário. Queria tentar terminar sem ajuda, a princípio! rs
      Valeu Marvox

  4. Mario disse:

    Ótimo post! Dá muita raiva quando o jogo é difícil e empacante assim. É ruim e bom ao mesmo tempo! Jogos oriundos do arcade nos anos 80 principalmente, eram absurda e irritantemente difíceis. Vide Final Fight 1…chega uma hora que vem gente te batendo por todos os lados! Vc recebe um soco e antes que seu personagem possa reagir outro cara já te acerta outro por trás e fica “agarrado” nesse ciclo da irritância até morrer. Eu não tenho paciência pra Final Fight 1!
    Maximum Carnage e Contra 3 do Snes são exemplos de jogos dificílimos porém jogáveis (ao contrário do Final Fight e outros de arcade). Lembro que penei no Maximum Carnage. Teve uma vez que estava indo super bem, já longe e cheio de vidas. Mas minha mãe mandou desligar por que queria usar aquela tomada…justo a que estava ligado meu videogame!
    Contra 3 também é outra desgraça de difícil! E pra ver o final completo tinha que zerar no “very hard”…desumano! Sorte que o cartucho era emprestado, então pude jogar e rejogar a vontade até pegar o jeito. Jogos da Konami sempre tinham uma dificuldade elevada.
    Mas empaquei mesmo na 3ª fase do mundo do gelo do Donley Kong Country 1. E o meu cartucho estava sem a bateria, não salvava o jogo. Tive que fazer aquele macete baixo + y na abertura pra pegar vidas numa fase bônus. Peguei umas 100 vidas , mais as que ganhei jogando, cheguei na fase com umas 130 vidas embora o contador só marque 99 vidas. Morri tanto nessa fase lazarenta que começou a contar com menos de 99….me senti muito mer*. Mas a fase era difícil mesmo, barris te tacando pra todos os lados + um monte de abelhas + piso escorregadio + vento! PÔ!
    Mas o esforço vale a pena. Depois de passar por fases difíceis assim ou mesmo zerar o jogo, a gente se sente o fodão! O Fera! O piloto da revista de videogame!
    Como não tive videogames da Sega, aguardo as próximas postagens dos algozes do Nes e Snes!
    Até mais! Abração!

    • Gamer Caduco disse:

      Rapaz, vc falou uma verdade sobre Final Fight. Não a toa eu terminei depois de velho com “fichas” infinitas (créditos na verdade), numa BGS diga-se de passagem. O jogo foi feito pra vc gastar dinheiro mesmo, chega a ser bem injusto em alguns momentos como vc bem falou.
      Que mancada o lance do Maximum Carnage, mãe nunca entende que tem coisa que não se faz com uma criança encarando um baita desafio em videogames! rs
      O Contra 3 eu não lembro se joguei, mas para mim qualquer Contra é impossível. O que me faz adiantar algo na resposta aqui: minha lista de algozes no NES (e SNES também, mas principalmente o NES) eu adianto que é a mais clichê possível, tipo Ninja Gaiden, Contra, Battletoads, Castlevania e outras jóias que a gente só termina se investe bastante tempo. E como eu nunca tive um NES (e SNES tenho faz pouco tempo, depois da uma lida no post que fiz recentemente sobre ele), nunca investi tanto tempo nesses jogos, terminei só um ou outro. O que é um pecado gigantesco da minha parte, eu tenho plena consciência.
      O mundo do gelo do DKC é bem complicado, lembro que voltei pra pegar vidas também! hahaha! Mas o cartucho que tenho em casa tem save, esse jogo em uma sentada é bem difícil.
      Essa sensação gratificante de quando a gente supera um baita desafio é uma das melhores coisas em videogames retrô, uma pena que pouquíssimos jogos recentes conseguem passar essa sensação ainda.
      Valeu Mario! Logo tento preparar algo dos consoles que citou! 🙂

  5. Doc Cocamonga disse:

    Caduco Returns? Tu andou sumido por bastante tempo, bom saber que voltou com uns temas legais. E pensar que boa parte desses programadores não são calejados em seus produtos, morrem ainda nos primeiros níveis. Enxergo que é um misto de roubalheira de ficha, maneira de esticar o jogo e vender revistinhas revelando os grandes segredos, Wonder Boy e suas portas invisíveis que o diga. A gente tenta fechar rápido esses arcades mas percebe a necessidade de treinamento que eles cobram capazes de levar meses ou até anos para vencê-los e caso pare de ficar jogando, terá que reaprender boa parte dos truques.

    • Gamer Caduco disse:

      Pois é Doc, andei meio afastado, meio sem tempo. Aí olhei o meu arquivo de rascunhos e vi que tinha um bazilhão de coisas “semi-terminada”. Resolvi desengavetar tudo, editar e vamos ver até quando eu consigo manter o troço aqui ativo! rs
      Cara, esse negócio de vender detonado eu acredito muito também, certeza que tinha jogo que a galera fazia de um jeito complexo de passar/descobrir de propósito pra vender os benditos detonados e/ou guias oficiais. A parte de comer ficha eu nem preciso dizer mais nada! haha
      Nossa Wonder Boy é uma desgraça nessa parte de portas invisíveis. Tinha o lance do caminho também, que dentro do castelo vc fica repetindo tela infinitamente se não fizer o caminho correto. Puta sacanagem! hahaha
      Valeu Doc!

  6. Gostei muito dessa ideia Cadu, compartilhar seus pesadelos nos games.

    A minha dúvida Cadu é o seguinte. Se por qualquer motivo você rejogar um algoz e de fato vencê-lo, algo viável já que você disse que Turma da Mõnica é provável que termine, este algoz sai da lista negra ou fica por uma questão de “direitos adquiridos”?

    Eu me identifiquei com você pelo estilo dos jogos e não pelos jogos em si já que eu não joguei todos os citados, como Moonwaker de Master ou Rocky. Eu tenho problemas com games estilo Space Harrier ou games que tenham uma mira solta na tela e temos que movimentá-la para atingir oponentes.

    A introdução foi necessária Cadu, pode ter gente que confunda pecado com algoz, coisas diferentes.

    Mas em geral jogos de navinha são meus algozes por “default”. Por isso me identifiquei com os navinhas do seu texto.

    Na parte “Dificuldade mesmo só em pontos isolados “ ficou parecido mesmo, só faltou você acrescentar falando de uma massa de jogos difíceis ou uma instabilidade de continues ao anoitecer kkkkk, claro, sempre em mente que a umidade relativa da dificuldade pode aumentar…

    Lembrei de um algoz meu… Line of Fire do Master System, o jogo não é difícil não mas fiquei no último chefe, provavelmente eu termino ele se insistir mais, mas… no momento estou devendo fechar ele, e na época eu tentei bastante.

    Ótimo texto Cadu!

    • Gamer Caduco disse:

      Então Ulisses, acho que o melhor jeito de te explicar o que vai acontecer com Algozes derrotados é te pedir pra dar uma olhada no post de Pecados Gamísticos:
      https://gamercaduco.com/2012/09/18/pecados-gamisticos/
      Tem vários que eu atualizei lá quando foram terminados. Tirando que eu esqueci alguns e preciso atualizar, a ideia é basicamente essa. Riscar e dizer quando foram vencidos! Posts de jogos jogados no ano (aka Meme do Marvox) vão anunciar jogos terminados, pode ter certeza! rs
      Pelo visto temos problemas com os mesmos tipos de jogos, não? Navinha e esses shooters on rails em terceira pessoa dos anos 80/90! haha
      Com instabilidades de Continues a umidade aparece nos controles, de tanto suar as mãos! kkkkkkkkkk… curti a continuação da previsão do “tenso”.
      Line of Fire eu precisei pesquisar pra lembrar que jogo que era. Juro que não me recordava, mas aluguei no passado. Outro de “navinha”, embora não seja efetivamente uma nave! huauhahu
      Insiste nele que vc termina, certeza. Agora fique longe de Rocky e se for jogar Moonwalker, jogue o de Mega mesmo! rs
      Valeu Ulisses!

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