Maratona Sonic: Sonic Spinball (Mega Drive / Master System / Game Gear)

Olá meus caros leitores, como estão?

A Maratona Sonic está de volta! Eu continuo experimentando ou relembrando os jogos da franquia Sonic the Hedgehog tentando seguir a linha do tempo de lançamentos. E hoje trago para vocês mais um Spinball Spin Off da série, Sonic Spin Off Spinball.

Antes de começar a tagarelar sobre o jogo, permitam-se contar uma história que não tem nada a ver com videogame, mas que vai fazer sentido durante a leitura do texto.

Em um passado não muito distante, eu jogava futebol semanalmente com uma turma que era bastante tranquila. Entre as pessoas existia um senhor com uma idade que muitos nem se arriscariam a jogar, mas que participava numa boa e não deixava nada a desejar no meio do pessoal mais novo. E, além de não comprometer a qualidade do jogo, ele ainda nos abastecia com conhecimento e alguns jargões interessantes.

Um desses jargões, que ele dizia sempre que alguém tinha uma ideia muito boa mas a execução não dava certo, era “a intenção foi boa, só faltou acertar”. Eu carrego esta frase na minha vida até os dias atuais, vira e mexe uso ela, e para muitas coisas. Esta frase se aplica muito bem ao jogo que será descrito aqui. Vou explicar, mas primeiro deixa eu contar como foi a concepção do jogo.

Reza a lenda que, lá pelos meados de 1993, a SEGA se deu conta que não conseguiria entregar Sonic the Hedgehog 3 até o Natal daquele ano, o que seria muito ruim para os negócios. Sonic 1 e 2 haviam explodido de vendas nos anos anteriores, algo do ouriço precisava ser lançado para o Mega Drive se manter forte no mundo todo, mas em especial nos Estados Unidos, onde o Sega Technical Institute (também conhecido como Sonic Team) estava instalado e desenvolvendo o terceiro episódio da franquia.

Então Peter Morawiec, um dos desenvolvedores do estúdio, pegou uma informação com o Marketing da empresa que dizia que a Casino Night Zone (Sonic 2) era o estágio mais popular entre os jogadores da época. Então, ele teve uma ideia: criar um game do Sonic com mecânicas de Pinball. Ideia genial! Parecia viável iniciar o desenvolvimento de um game menor com estas ideias e entregar em seis meses enquanto Sonic 3 não era entregue. Para os jogadores também parecia algo muito bom. Parecia…

“Sonic + Pinball? Vamos ficar ricos!”

Lembro-me de quando tive o primeiro contato com o jogo, em alguma revista brasileira da época. Eu vi aquelas imagens e logo associei com a Casino Night Zone (e até com a Spring Yard Zone de Sonic 1), fiquei alucinado querendo jogar Sonic Spinball. Lembro também que demorou uma eternidade pra eu de fato conseguir alugar o cartucho, muito provavelmente joguei Sonic 3 antes. Quando finalmente pude jogar este Spin Off, aquela conhecida decepção causada pelo confronto da Expectativa versus Realidade veio com força total. Acho que está na hora de falar o que penso sobre o jogo e como foi revisitá-lo.

Primeiro de tudo: quando a gente vê um jogo do Sonic, ainda mais em plenos anos 90, o mínimo que a gente espera é aquela física maravilhosa do que foi lançado para o Mega Drive. E de cara a gente percebe que ela não está presente em Sonic Spinball. Pelo contrário, o Sonic parece leve e quica demais nas bordas, como se ele fosse aquelas bolinhas de silicone que pulam alto pra caramba (detalhe inútil: usava elas para aumentar meus reflexos de goleiro nessa época).

“Pareço legal, mas vim aqui só pra decepcionar quem gosta de Sonic e quem gosta de Pinball.”

Tudo bem, eu acho que entendo qual foi a sacada aqui. As mesas de pinball normalmente possuem aquelas borrachas em volta dos elementos, muitas vezes com molas pra impulsionar a bolinha de ferro longe. Aparentemente a mesma premissa foi usada aqui para que de fato ficasse parecendo uma mesa de pinball.

Mas será que as pessoas esperavam um jogo de pinball fiel às mesas ou esperavam por uma experiência mais fiel à própria Casino Night Zone? Eu me incluo no segundo pelotão e sei que muita gente pensa/pensou assim também. Fico muito incomodado também quando o ouriço não está rolando e está em cima de alguma plataforma, ficando em pé e disponível para ser controlado. Parece que os botões não respondem direito. Não sei que detalhe técnico impedia de tentar usar a mesma engine dos dois primeiros jogos lançados para o Mega, ou pelo menos a física implicada nela. Não duvido que talvez fosse uma melhor ideia.

“Mas Caduco, o jogo tem Spin Dash, o movimento mais legal do Sonic”. Não deixe esta imagem te enganar, nem o Spin Dash funciona como deveria neste jogo. Física original passou longe daqui.

Além da física estranha, o jogo pra mim tem alguns problemas de design. Sei bem que os jogos da época eram bem mais punitivos, vocês não precisam me lembrar disso. Também não precisam me lembrar que a ideia de mesas de pinball era justamente comer o seu dinheiro sem nenhuma dó. Mas Sonic Spinball exagera na dose das punições, ao meu ver. É injusto!

O fato de você perder uma vida e ter que refazer tudo dentro da fase, sem nenhum checkpoint pra auxiliar, é um exagero enorme. Eu também sei que isso era relativamente comum na época. Jogos como Ninja Gaiden faziam coisas do gênero, te mandando lá pro começo da fase quando você morre no chefe. Mas gente, será que em um jogo de pinball isso é necessário? O jogo não conta somente com precisão do jogador, mas com muita sorte também.

Perder uma vida por falta de sorte e ter que fazer tudo de novo em uma mesa cheia de obstáculos é frustrante demais. Tem partes que você fica uma eternidade quicando nas paredes e não atinge o lugar que quer/precisa de jeito nenhum, começa a dar ataque de ansiedade e falta de paciência, a chance de você dar um rage quit é enorme.

Só para explicar o funcionamento do jogo, para quem o desconhece: você precisa coletar um número de Chaos Emeralds pela “mesa” para abrir a área onde está o chefão. Alguns lugares com Esmeraldas precisam ser abertos antes, seja batendo em um certo número de itens espalhados, seja passando por uma parte certo número de vezes e por aí vai. Se você morrer no processo, vai ter que fazer tudo de novo! Inclusive coletar de novo as Esmeraldas. É como se você tivesse acabado de entrar na fase. Legal, né? Só que não.

Abrindo caminho para a primeira Esmeralda do jogo. Aqui o conceito de sete Chaos Emeralds no mundo e Super Sonic foi completamente desprezado, mas a gente releva por ser um bom jogo… OH WAIT!!!

A primeira fase ainda tem um certo alívio, colocando uma plataforma entre os dois flipers para você se salvar antes de cair pra morte certa. Mas a partir da segunda a coisa já fica mais cruel. E o pior de tudo é que o game não tem Continues. Perdeu todas “bolinhas”? Game Over, trouxa! Pra ajudar, você precisa atingir uma pontuação altíssima pra ganhar uma nova vida. É a dificuldade do jeito errado. Para vocês terem uma ideia, cheguei na última fase conseguindo apenas três vidas extras, não acho que um jogo que depende tanto de “sorte” deveria ser tão punitivo. Acho muito injusto. Quem teve paciência de terminar Sonic Spinball no console já pode concorrer ao prêmio de Monge do Século Passado.

Entendo que essas coisas acabam não afetando tanto quem joga mais casualmente, que é como deve ser um pinball. Pra quem tem o cartucho em casa e todo tempo do mundo talvez não seja tão doloroso também tentar chegar ao fim, mas ganha o tal prêmio de Monge que falei. Porque, tá louco, vai lá tentar terminar o jogo com pouco tempo disponível pra escrever um texto pro seu lindo blog para você ver como é bom, vai. A hora que você tiver que repetir a parte chata que você ficou dez minutos tentando você vai surtar.

Uma coisa é você aprender a passar uma coisa em um jogo de ação/aventura/plataforma e repetir, outra coisa é você contar com a sorte de um jogo de pinball, morrer e ter que recomeçar tudo na próxima tentativa na mesa em que já havia coletado boa parte das esmeraldas. As coisas não parecem se misturar muito bem. Ao meu ver erraram um pouco a mão aqui. Os caras deviam ser muito fãs de pinball quando conceberam o jogo, não é possível.

Talvez com a física de Sonic a coisa melhorasse. Ou um sistema de checkpoints que não facilitasse, mas que evitasse frustrações desnecessárias. Entretanto, não são os únicos pontos que me incomodam. A taxa de quadros por segundo dele me pareceu variada, passei por algumas situações de slowdowns. Sem falar que o jogo em si tem baixo framerate, pelo que soube ele roda à 30 fps, e isso frustra. Sem falar em alguns bugs de física que acontecem também.

“Esse Caduco nem é fã de verdade do Sonic. Como ele pode falar mal de um jogo que tem carrinho de exploração de minas? Quackshot e Donkey Kong Country também tem e são jogos incríveis!”

Ainda assim, eu não posso afirmar que o jogo é ruim. Eu não gostar dele não faz dele ruim, da mesma forma que algumas pessoas gostarem dele não fazem dele um jogo bom. O fato é que Sonic Spinball é bem mediano, e é muito visível como ele foi feito às pressas. É medíocre como jogo de pinball e bem sem vergonha para um jogo do Sonic bem no seu auge. Ou seja, em teoria ele não agrada nenhum dos dois públicos que quis agradar.

O Bonus Stage do jogo não me agradou também. Nele aparece uma mesa de pinball, como se o próprio Sonic estivesse jogando, cada mesa com um objetivo específico e que traz alguns bônus para a jogatina. Deveria ser algo bacana, se a física nele e a visualização não fossem coisas tão tortas. Prefiro nem me prolongar nessa parte, ainda bem que são apenas estágios de bônus mesmo.

“Caduco, você não manja nada mesmo. Olha esse Bonus Stage que legal, dá até para salvar o Tails nele.”

Sei que aqui estou misturando gosto pessoal com fatos, mas não dá, eu não consigo aceitar Sonic Spinball como um jogo que merece qualquer tipo de destaque positivo dentro da franquia. Pra mim é muito difícil falar mal de um jogo do Sonic, vocês não fazem ideia. Fora que realmente me incomoda fazer um post negativo dessa forma, eu sinto como se não agregasse nada ao blog aqui, ninguém curte ficar vendo alguém reclamando. Entretanto, ao meu ver isso é tudo que é o que este tapa buraco merece.

Nem a trilha sonora me agrada. Howard Drossin, compositor do jogo, tem trabalhos muito bons tanto na indústria do cinema quanto em videogames. Depois de Spinball, ele trabalhou em ótimas trilhas de jogos como Sonic & Knuckles, Comix Zone e Baldur’s Gate II. Porém, em Sonic Spinball não me agradou. Não as composições sejam ruins, mas eles não parecem ter conseguido extrair muito da placa de som do Mega que já não é essa coisa toda, acabou ficando algo básico demais. É difícil de explicar.

Curioso que este tipo de coisa não aconteceu com os dois primeiros Sonic, não aconteceu com Streets of Rage, e não aconteceu com alguns outros títulos do console que ganharam tanto destaque na trilha sonora. E olha que eu sou muito fã do Mega, é o meu favorito de todos os tempos. Neste jogo aqui ficou faltando alguma coisa no quesito sonoro também. Pode sim ter alguma relação com a frustração do restante do jogo. Mas ruins mesmo são os defeitos sonoros, esses dão até tristeza.

“Talvez o Caduco tenha razão. Vou pegar esse pseudo barco aqui e me mandar desse jogo de uma vez. Fui!”

Sabem qual a única coisa que eu gosto nesse jogo? É o fato de ser um pinball que dá pra controlar a bolinha. Pena que a física não ajuda. É, eu vou bater nessa tecla mais um zilhão de vezes se deixar.

Pelo menos isso tudo quebra um ditado popular que diz: “Sonic bom é Sonic de Mega Drive”. Será que é mesmo? Tenta jogar nos dias de hoje, mas tenta ir até o fim e não use save state. A chance de te frustrar é gigantesca. A não ser que você seja masoquista.
Bem, como já previsto no começo do texto, este jogo ganha o mais novo selo do Gamer Caduco: A intenção foi boa, só faltou acertar! Parabéns a todos envolvidos pela conquista!

“BUÁÁÁ”. Sonic chora com seu primeiro jogo de qualidade questionável.

Mas tio Caduco, e nos 8 bits?

Sim, sim, até agora eu só falei do Mega Drive. Gastei minha barra de especial inteira pra bater nele. Entretanto, como a versão em 8 Bits é quase um port da versão mais poderosa, vou falar dos lançamentos de Master System e Game Gear neste mesmo post, igual fiz com o post da Maratona do outro Spin Off: Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine.

Tela de título no Master System (esquerda) e no Game Gear (direita).

Bom, eu tenho que admitir. A primeira coisa que pensei quando fui começar o jogo foi: “pronto, lá vou eu agora passar um baita nervoso com um demake de um jogo que já é meia boca nos 16-Bits, que é o carro chefe”. Porém, tenho que dizer: eu me diverti jogando a versão 8-Bits! Talvez a baixa expectativa tenha ajudado, não sei dizer.

Não se enganem aqui. O jogo não é bom, ele também é mediano e cheio de problemas. Bugs acontecem toda hora, especialmente quando envolve física e colisão. É impressionante a quantidade de vezes que o Sonic do nada sobe em uma descida, ganha velocidade subindo, não ganha velocidade descendo em uma parede, quica do jeito que não era pra quicar, entre tantas outras coisas bem esquisitas.

Vi inclusive o personagem atravessar barreiras que servem justamente para freá-lo antes que de cumprir determinada tarefa na fase. Mais de cinco vezes! Tudo bem que foram apenas três regiões, mas tem uma na penúltima fase que eu conseguia atravessar o tempo todo.

Pior: tiveram duas partes que eu abri as barreiras e não conseguia passar pelo espaço curto que deixaram aberto. Essas me revoltaram um pouco, mas consegui relevar de alguma forma.

Abrindo caminho para a primeira Chaos Emerald. Bem similar ao do Mega Drive.

As partes que o Sonic está em pé (não em formato de bola) conseguem ser ainda mais bugadas que no Mega Drive, e olha que lá o negócio já não funciona como deveria. E em formato de bolinha o Sonic aqui também parece uma bola de silicone. Ou seja, no fim a física incomoda também.

As fases são as mesmas, mas as mesas sofrem leves modificações para que a coisa funcione (ou pelo menos tente funcionar) em consoles 8-Bits. Então por que diachos eu gostei desta versão e não da mais poderosa?

O primeiro chefe nas três versões (Mega, Master e GG, da esquerda para a direita)

Primeiro de tudo: o jogo sabe que ele não é fácil e tem que seus problemas. Então ele enche o jogador de vidas e Continues. Inclusive a quantidade de Continues pode ser definida no menu de opções. Não que isso seja uma vantagem, pois facilita demais o jogo, algo que eu não vejo tanto com bons olhos, mas condeno menos que a dificuldade injusta que acontece no Mega Drive.

Aliás, no menu de opções é possível definir a dificuldade como Easy, ao invés do padrão que é Normal. Confesso que não tive a curiosidade de testar o que muda no jogo. Também não encontrei nada por aí que explicasse. Mas confiem em mim, vocês não precisam selecionar este nível de dificuldade.

Tela de Opções no Game Gear.

Tem outra coisa que faz uma diferença gritante e que é um dos pontos que mais me revoltaram no Megão: checkpoints! O jogo sabe quando vc obtém uma Esmeralda do Caos. Se você morrer, você mantém esta Esmeralda com você e pode continuar a fase normalmente. Se usar um Continue a situação muda: a fase volta ao seu estado inicial e você precisa refazer tudo. Mas isso é o esperado de um jogo, não? POR… QUE… RAIOS… A… PORCARIA… DA… VERSÃO… DE… MEGA… NÃO… TEM… ESSA… JOÇA… DE… MECÂNICA… IMPLEMENTADA??? CARAMBA!!!

A trilha sonora me incomodou menos que a versão 16-Bits dela. Não sei dizer porque. Tiveram momentos que eu até cantarolava junto enquanto jogava.

Diferente do que aconteceu no Mega Drive, no Master System eu consegui terminar. Depois joguei um pouco a versão de Game Gear e não consegui notar nenhuma diferença significativa, a não ser a já esperada mudança de resolução que o jogo sofre para caber na telinha do portátil comedor de pilhas da SEGA. O que torna o jogo um pouco mais difícil, pelo menos para os que não conhecem as fases.

Como disse, não é um mero demake, mas tem partes que são bem semelhantes. Por um lado é bom, mantem um certo padrão e uma certa essência.

Nesta versão muda um pouco a forma como jogamos os Bonus Stages. São como se fossem fases de jogos tradicionais do Sonic, mas com aquela física estranha presente no jogo. Neles temos que atingir determinada plataforma e tentar destruir urnas/baús/etc que revelam alguns bônus na jogatina, como argolas, pontos e até vidas extras. O jogador aqui tem um tempo pré determinado para tentar pegar tudo. O maior desafio é a física estranha mesmo. Não gostei nem desgostei disso.

Bonus Stages no Master e Game Gear.

Como disse, no fim acabei curtindo mais esta versão. Ou pelo menos não a odiei como no Mega Drive. Ao meu ver, o ideal mesmo era fazer um balanceamento entre as versões 8 e 16 Bits, com checkpoints e Continues que derrubam estes checkpoints. E, de preferência, com a física do Sonic original (numerado) do Mega.

Ao meu ver, seria o mundo perfeito! Teria um potencial enorme, teria feito um baita sucesso, não tenho a menor dúvida disso. O post aqui seria outro. Eles tiveram uma boa intenção para fazer estes jogos, mas faltou acertar. Uma pena. Quem sabe algum fã não tenta algo assim algum dia? Porque esperar da SEGA não rola, de verdade, eles não vão fazer. Não adianta sonhar.

Final no Master System. Piscadela do Sonic é o charme!

Gente, detesto fazer texto que soa negativo, fica parecendo reclamação gratuita (tipo “xingar no Twitter”), mas as vezes não tem como. Eu quero seguir com a Maratona e quero passar por tudo do ouriço que foi lançado. Passar por um jogo mediano foi um pouco irritante, quero só ver quando chegar nos realmente ruins (Labyrinth, estou de olho em você).

Espero que tenham tirado algo de positivo de tantas reclamações. Mais uma vez agradeço a todos pela companhia e pela leitura, vocês é que mantém o negócio aqui respirando!

Grande abraço a todos e até o próximo resmungo post.

Goodbye, Robotnik! Goodbye, Sonic Spinball! ‘Té nunca mais!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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11 respostas para Maratona Sonic: Sonic Spinball (Mega Drive / Master System / Game Gear)

  1. Doc Cocamonga disse:

    Eu acho que o grande problema foi o estilão ocidentalizado tirado das revistas americanas e do desenho, a ambientação é muito apagada, você não entende bulhufas do que tá rolando na tela. O jogo se prendeu demais na fidelidade dos pinballs do que o universo do Sonic. Até a quantidade de fases é esdruxula, mas fico imaginando o tormento de zerar isso caso tivesse mais níveis. Na Nação Cucamonga tem um review do jogo assim como o do 3D Blast, um outro patinho feio da série.

    • Gamer Caduco disse:

      Tudo que vc falou é verdade, bem mencionada a ambientação apagada, mania dos americanos de se apegar ao desenho que, convenhamos, não é bom! Os fãs que me desculpem…
      O 3D Blast pelo menos é “terminável”, eu tenho ele desde moleque, joguei bastante… mas é um patinho feio mesmo também! kkkkkk
      Depois vou dar uma lida nos reviews, confesso que não lembro se já fiz isso! rs
      Valeu Doc!

  2. Hyper Emerson disse:

    A Sega chamava esse jogo de AMERICANO FUNKY ACTION no comercial japonês. Sei lá, esse chavão grudou na cabeça quando o ouvi há alguns anos…
    O Spinball de Mega Drive foi um dos poucos jogos alugados que eu não consegui terminar na época porque é extremamente difícil mesmo.
    Um detalhe curioso sobre o jogo é que o background da primeira fase usa gráficos da Hidden Palace cortada do Sonic 2, e a terceira fase usa gráficos e conceitos da Genocide City/Cyber City, que acabou se tornando o terceiro ato da Metropolis.

    • Gamer Caduco disse:

      Cara… que bem lembrado! AMERICANO FUNKY ACTION! O pior é que a propaganda que dizia isso fazia o jogo parecer muito melhor do que ele é, ainda bem que só assisti ele depois de velho! hahahaha! Efeito bem mais pesado que o das revistas que enalteciam o jogo.
      Nunca tinha reparado no background ser o da Hidden Palace e nem os lances da Genocide, agora que vi, vc tem total razão! Que louco! Curti!
      Valeu Emerson!

  3. Visio disse:

    Velho! Eu nunca zerei a versão de Mega Drive e fiquei sabendo hoje que havia uma versão 8bits.
    Eu curtia Sonic Spinball, mas tipo, era aquela opção pra jogar 5 minutos antes de sair, quando você já está todo pronto e tá só esperando seu pai chamar pra desligar o game e tchau. Joguei muito a primeira fase e sentia um ódio mortal por não conseguir evoluir no jogo, por mais que eu curtisse sonic e curtisse pinball… seria como misturarem cerveja com games e eu dizer que não gostei do resultado final. Eu nunca falaria isso, mas como Sonic Spinball rolou esse sentimento…

    • Gamer Caduco disse:

      Dá uma olhada na versão de Master depois, Visio! Esse vale mais a pena se vc quiser aumentar a sua lista de jogos terminados. A outra versão vc já bem sabe que é praticamente inviável, ou vc se torna um monge tibetano dos jogos.
      O de Mega eu lembro que a primeira vez que joguei eu gostei, justamente pq joguei de forma mais casual. Tentar jogar ele a sério dá esse efeito de frustração que vc falou e eu também já havia comentado no post.
      Seguindo sua analogia, se inventassem uma junção de cerveja e videogames, Sonic Spinball seria algo que não relaxaria nem divertiria, apenas daria barriga, zoaria o fígado e deixaria dor nos dedos! kkkkkkkkkkkkkkkkk
      Tipo, praticamente a reunião do pior dos dois mundos.
      Enfim, acho que é isso! huahua
      Valeu Visio!

  4. Pingback: Maratona Sonic: SEGA Sonic the Hedgehog (Arcade) | Gamer Caduco

  5. ivoornelas disse:

    Meu comentário não foi aqui 2x hahaha! Bora escreve de novo!
    Excelente post Cadu! O Sonic Spinball eu conheci através da revista Ação Games, essa aqui: https://www.datassette.org/revistas/acao-games/acao-games-no-39
    Vou te falar que na época fiquei decepcionado com esse jogo, apesar de ser possuidor de Snes na época, sempre olhava e queria jogar os lançamentos do Sonic (eu queria ter tido um Mega na época tb!) e quando vi que o lançamento era um jogo de Pinball meio que virei a cara, mas mesmo assim era Sonic. Mas isso até perceber que esse jogo ficava encalhado nas locadoras sempre e você sabe que nosso termômetro para saber se jogo era bom ou não na época era revistas e locadoras… e esse jogo sempre ficava na locadora até nos sábados. Com isso imaginei que ninguém curtiu jogar Sonic de pinball.
    Com o tempo eu arrisquei jogar ele no emulador, mas admito que não consegui jogar mais de 2 minutos por tamanho preconceito que tive em ver Sonic como Pinball, mas vou dar uma chance para conhecer melhor essa pérola. Não sabia desse história dele ser lançado no hiato do Sonic 3 e também de ter esse jogo para Master System. Caramba! Não sabia mesmo! Fiquei por fora de Master System pq comprei o Snes muito cedo, com isso perdi muita coisa de Master System no final da sua vida.
    Excelente post Cadu! Parabéns! Continue a Maratona!

    • Gamer Caduco disse:

      Sério que os comentários não apareceram aqui? Não caiu nada na caixa de Spam nem nada assim, eu acho que deve ter dado algum erro nesse WordPress maluco. Faz o esquema de comentar em um arquivo de texto antes, pelo menos poupa o trabalho de reescrever (já me ferrei muito com isso).
      Aaahhhh eu me lembro dessa Ação Games aí! Eu acho que tive ou algum amigo de infância teve! Inclusive deve ter sido aí que tive o primeiro contato com essa atrocidade… digo… esse jogo!
      A versão de Master eu acho que pouca gente jogou, mesmo quem ainda jogava o console não deve ter se empolgado a ter o jogo. Eu pelo menos não o via nem em locadoras. Já o de Mega tava sempre lá, exatamente da forma como vc descreveu! huahuahuauha!
      A Maratona SEGA segue…
      Valeu Ivo!

  6. A intenção foi boa só faltou acertar, interessante Cadu, mas em geral jogos assim a gente dá um desconto… o problema é que é um “sonic”.

    Puxa vida Cadu, sério isso da física? A física de Sonic é parte indissolúvel da característica dele, o Mário possui várias físicas diferentes, como no primeiro Mario Bros de arcade que difere de Super Mario que difere de Mario Galaxy, mas eu acho que Sonic é muito mais puro e ao mesmo tempo dependente desta marca física de movimentos. Sonic é movimento!

    Puta merda! Cadu! Desculpe… pode falar mer… por aqui? É que eu não aguentei. Saudades destas bolinhas de silicone! Eu jogava com tudo no chão e elas subiam os 4 andares de um prédio onde eu morava quando criança.

    Cara você é corajoso, se uma daquelas batesse em você em áreas que também possuem esferas com certeza ia doer muito. Ser goleiro é tenso, eu jogava no gol quando adolescente. O foda de ser goleiro é que eu sentia que toda derrota era mais doída em mim do que no atacante que “perdeu vários gols por um mal dia”. O goleiro sempre se ferra mais.

    Perfeito. Essa é a questão. Eu prefiro um sonic com cara de pinball e não um pinball com física real mascarado de Sonic. É claro que a física do bicho tinha que prevalecer sobre a física da mesa.

    E outra, quase nenhum jogo pinball tem uma física boa. Em pinballs eu faço o seguinte. Eu estaciono a bolinha em um dos braços, a bola deve ficar em repouso, certo? mas na maioria dos games ela tem vida e não fica em repouso, ela se mexe e se sacode sozinha… logo física furada. O único jogo que eu realmente curtia de Pinball era o do Windows 95, aquele era ótimo.

    O que eu não gosto a princípio em pinballs é que a gente não está 100% no controle da coisa. Você cita Ninja Gaiden, mas pelo menos nele eu sei que eu fui o culpado em não me antecipar as constantes armadilhas do jogo, sim, o jogo é tenso mas eu posso prever essas coisas com treino. Não existe “treino” em pinball, como você pode treinar o aleatório? Se fosse possível era só treinar na Mega Sena por anos que com certeza depois de uns 3 anos você acertava em cheio… pô, 3 anos de cartões para pegar alguns milhões de reais no final? Valeria a pena.

    Aqui você diz exatamente o que eu falei no lance do Ninja Gaiden! É que eu vou lendo e comentado ao mesmo tempo, tipo eu cheguei na sua conclusão só que antecipadamente. É bem isso mesmo Cadu. Em plataformas a gente pode treinar mas ao que parece em Pinball só para monges…

    Como assim ninguém curte ficar lendo alguém reclamando? Eu estou me divertindo com seu surto Cadu! E outra, se o jogo é ruim você não vai sentar a lenha só porque é um texto mais “apimentado”? que nada Cadu, eu também gosto de textos assim, na verdade gosto da verdade, se você não gostou, tem que se expressar mesmo, seria muito chato e falso se fosse o contrário… tipo um texto cheio de palavras selecionadas só para não ferir os engomadinhos que também curtem o Sonic. É um texto de utilidade pública!!! kkkkkkk

    Olha, o estilo do Angry Video Game Nerd por exemplo… em vídeo fica engraçado mas se o James Rolfe, acho que é esse o nome dele não lembro direito, se ele colocasse isso em texto, ficaria muito ruim, porque o estilo dele é a zuera o humor… e daquele jeito é preciso exagerar em coisas que nem são tão ruins assim, ia ficar uma reclamação sem argumento ou suporte. Não é o que acontece no seu caso. Você fala o que não gostou e mostra o porquê.

    Putz… a versão 8 bits tá parecendo um jogo bugado hein? mas parece que eles fizeram uma bagunça e facilitaram nas opções… pelo menos isso.

    Uma coisa é certa eu nunca joguei e nun… espera aí. Cadu, estou escrevendo num .TXT aqui… eu vou dar uma olhada neste jogo e já volto.

    Loading……………………………..

    Cadu, voltei. Ainda bem que eu tinha a rom comigo. Olha só joguei um pouco só. Mas eu fiquei perdido, eu derrubei tanques de óleo, desentupi o reservatório da gema e fiquei fazendo pontos mas… quando é efetivamente que passamos de fase? fiquei sem orientação neste jogo? Outra coisa percebi os erros de física que você falou mas também percebi que não é apenas os 3 botões que atuam no Sonic quando ele está como bolinha. Se a gente apertar para a esquerda a queda tende a ser para este lado… e as subidas também. Não sei se é estupidez a minha dúvida mas… você sabia disso certo? tipo, movimentamos o sonic no ar quase da mesma forma que nos jogos normais, só que de um jeito mais sutil… porém continua ruim assim mesmo.

    Sobre a música da primeira fase eu achei pobre e sem graça. Longe da franquia inicial e do legado do Sonic.

    Sério Cadu, nem vou tentar a versão de 8 Bits.

    Abração!

    • Gamer Caduco disse:

      É bem isso, Ulisses… Sonic é movimento!
      Tudo bem fazerem uma física diferente, mas o problema é que precisariam acertar pro negócio ficar interessante, né? Do jeito que fizeram neste jogo e nos modernos que andam produzindo a coisa fica totalmente desinteressante na maior parte dos casos. Bom, acho que tô dando spoiler do resto da Maratona aqui, melhor eu não me aprofundar! kkkkkkkk
      Ah, sim, palavrões tão liberados aqui, claro! Pode falar palavrão pra caralho pq eu tô acostumado, é foda, minha família é boca suja pra cacete! huahuahuahuahua
      O que eu achei mais engraçado é que vc comentou sobre o Pinball do Win95 justamente NO DIA que eu havia programado para o WordPress publicar meu post sobre O MESMO FUCKING JOGO! kkkkkkkkkkkkkkkk… eu tava de férias, vi o comentário pipocando e resolvi ler no celular, eu ri alto na hora que vi a coincidência!
      Sim, a física dele é coisa de outro mundo. A do Sonic ficou no meio termo esquisito. Difícil de conseguir curtir isso. Mas tem quem curte. A gente respeita… não concorda, não se conforma, mas respeita! kkk
      Que bom que posso fazer posts apimentados aqui, cedo ou tarde eu chego no Sonic 2006 e no Boom, né? Vc acha que eu vou pegar leve com estes jogos? Vou nada! hahahaha
      Só não vou chegar no nível do AVGN, aquele cara é muito bom! Tá em outro patamar. Inclusive o vídeo dele sobre o Sonic 2006 é espetacular, eu chorei de rir com ele! huahuauha
      Eu ri também do Loading do seu comentário! kkkk
      Sim, um dos grandes problemas (e talvez eu tenha falhado em não dizer isso no texto) é que AMBAS as versões tem esse lance de orientação. Demora MUITO pra vc se tocar o que tem que fazer pra seguir na fase. O foda é que nessas vc acaba morrendo zilhares de vezes e tem que rejogar tudo… principalmente no Mega… e puta merda, como isso é frustrante, irritante, deprimente, etc! ARGH PQ EU JOGUEI ESSA JOÇA?????? Foi mal te fazer jogar também, maldita curiosidade!
      A música dos 8 bits é menos triste, o jogo também. Mas não precisa tentar não, pode ficar assim que vc tá mais saudável! hahaha
      E, claro, sobre futebol, ser goleiro é uma desgraça. Pode passar um jogo inteiro como herói e levar um frango, só vão lembrar do raio do frango. É sempre o cara que leva a culpa pela derrota e normalmente é o que mais se mata pelo time. É bem ingrato, mas fazer o quê? Eu sempre gostei. Sou masoquista… bom, sendo seguista e fã de Sonic, acho que isso tava meio claro já, não? kkkkkkk
      Valeu Ulisses!

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