Wii: A Nintendo de volta ao topo

Olá meus caros, como estão?

Quem segue o blog há bastante tempo deve se lembrar que já foi colocado no ar um texto sobre o Wii. Talvez alguns repararam que o post acabou saindo do ar. O texto precisava de algumas reformulações e, aproveitando o fato de que consegui um console usado por preço módico recentemente, resolvi fazer as tais reformulações e soltar no ar como um novo post que basicamente é uma adaptação do anterior. Considerem como uma versão Remaster com DLC integrado.

Desde já peço desculpas a todos que comentaram na época. Fiquem a vontade se quiserem falar a respeito disso.

Enfim, vamos ao post!

Anunciado oficialmente na E3 de 2005 como Revolution, o Wii foi lançado em Novembro de 2006 na América do Norte e no mês seguinte no Japão e Europa. O sucesso de vendas foi tão grande que a Nintendo conseguiu ter o console como líder de vendas da geração em 2007, algo que não acontecia há 17 anos.

Sem falar que em números totais ele ficou bastante à frente da concorrência. Claro que uma meia dúzia de hater vai morder os dedos e dizer que o console foi comprado somente por público casual. Bem, primeiro que não é verdade. Segundo que, mesmo que fosse, que diferença faz? O fato dele ter sido o mais popular não faz dele o melhor console da geração, podem parar de estragar a unha de vocês mordendo e fiquem tranquilos quanto a isso.

De qualquer forma, até o fim de 2015 ele foi a plataforma mais vendida da geração, e isso ajudou a Nintendo voltar ao topo depois de patinar nas duas gerações anteriores de consoles de mesa. Isso explica o subtítulo deste post!

Enfim, voltando, a grande sacada do videogame é seu controle, o Wiimote. Na época em que foi lançado o conceito dele era revolucionário, pois ele foge completamente dos padrões dos demais joysticks lançados até o momento. Ele possui formato de controle remoto, não possui fios e o mais importante, ele capta os movimentos do jogador (através de três acelerômetros e uma barra que possui sensor infravermelho).

O Wiimote também possui saída de áudio, o que acabou sendo grande novidade também. Isso junto com a entrada para acessórios extras, como o Nunchuk, guitarras e outras parafernálias (úteis ou não).

Wiimote e Nunchuk

Wiimote e Nunchuk

Outro fator importante é que as primeiras versões do Wii possuem retrocompatibidade total com o console anterior da empresa, o Game Cube. Além de ler seus discos, o videogame possui entrada para quatro controles e dois memory cards de seu antecessor. Tudo isso não está presente na última versão lançada, o Wii Mini.

Outras entradas que o Wii possui são duas para acessórios USB e mais uma entrada para cartões SD.

O console possui, ainda, conexão com a Internet e canais para compra de jogos (inclusive de consoles antigos através do Virtual Console) e aplicativos. Infelizmente, nos dias de hoje os servidores oficiais de jogos do console já encontram-se desligados e só é possível jogar online de forma não oficial. Não vou entrar nesse detalhe.

Inclusive, o funcionamento online do Wii nunca foi dos melhores, a Nintendo nunca se deu muito bem nessa parte. Tanto é que até mesmo seu sucessor, o Wii U, ainda é questionado nesta parte (não só nela), tanto do próprio console, quanto a rede social integrada e até mesmo funcionalidade nos jogos.

No início da vida do console vi empolgação de muitos, desde os jogadores casuais até os mais dedicados (eu não vou usar aquele termo ridículo que vocês amam), considerando todas as faixas etárias. Muita gente hoje esnoba o console e alguns afirmam que nunca gostaram dele, para manter alguma pose perante à comunidade, o que é uma grande besteira.

Console na versão branca.

Console na versão branca.

Concordo que o Wiimote hoje em dia é algo ultrapassado e podemos dizer até sem graça. Qualquer tecnologia atual consegue fazer o que ele faz e até com resultados melhores e mais precisos. Sem falar que é mais comum encontrarmos pessoas que não suportam mais controles de movimento do que gente empolgada para jogar desta maneira. Sempre tem a exceção, é claro.

Há quem reclame da combinação com Nunchuk, eu mesmo já fui um desses. Até perceber que eles podem ser usados de maneira bem mais confortável que os controles clássicos. Jogar esparramado no sofá com cada uma das mãos também largada no sofá de cada lado do corpo, cada uma segurando um dos controles, é bem relaxante.

Único chato é ter que ficar chacoalhando o Wiimote o tempo todo em alguns jogos simplesmente porque sim. Comandos que poderiam ser associados a um botão. Ainda assim, dependendo do jogo, não chega a ser nenhum grande incômodo. Super Mario Galaxy talvez seja um bom exemplo.

Voltando ao console, o fato de poder contar com diversos títulos retrô via Virtual Console atraiu muitos jogadores antigos. Inclusive os da SEGA. Sempre foi estranho ver coisas da SEGA rodando em plataformas Nintendo, pra quem está na faixa dos 30 anos e acompanha videogames desde criança/adolescente. Porém, é ótimo poder contar com isso de forma oficial.

Caixa do meu atual Wii.

Apesar de tudo, tenho que afirmar: a ideia do controle em formato de controle remoto de TV e mais o sensor de movimentos para os jogos foi genial para a época. Mesmo que eu seja mais adepto dos joysticks do que dos sensores de movimento, não podemos negar que a empresa soube como conquistar um público que até então nem ligava tanto assim para os jogos. Isso pode ter se tornado a porta de entrada para algumas pessoas no mundo dos jogos eletrônicos. Eu defendo muito que exista este tipo de iniciação e/ou porta de entrada.

Alguns jogos eram ótimos para jogar em galera, principalmente os party games. Todos até combinavam com sensores de movimento, já que cada mini game tinha mecânicas diferentes. Rayman Raving Rabbids e WarioWare: Smooth Moves eram os meus favoritos. Gostava de Mario Party 8 também.

Aliás, há quem diga que o Wii é voltado apenas para o público casual. Eu sou obrigado a discordar. A biblioteca de jogos do console possui alguns títulos para os jogadores mais dedicados. Existem jogos para todos os gostos e para diversos perfis de jogador, não consigo entender o porque de tanta rebeldia por parte de alguns.

Os jogos!

Acredito que muita gente se confunde pelo fato da maior parte dos jogos ser baseada em diversão pura, ao invés de uma experiência gráfica e sonora. A Nintendo sempre foi fortíssima neste ponto, eu sempre vi a empresa focada nisto desde sempre.

Agora, tenho que admitir que a esmagadora maioria de títulos é voltada para aqueles que provavelmente hoje jogam em tablets, celulares e/ou redes sociais. Que fique claro, nada contra este tipo de público ou de jogo, eu pelo menos procuro me divertir sempre com ambos, sem preconceitos.

E, provavelmente, todas estas pessoas já venderam o Wii que compraram no passado ou deixaram o console encostado em algum armário ou gaveta. Só que isso não faz do Wii um console totalmente casual, procurem se informar sobre os jogos com mais profundidade do console e façam o favor de jogá-los antes de levantar qualquer crítica negativa vazia ou rasa demais.

Mesmo que a razão do sucesso comercial do console seja seus controles de movimento e diversão casual em games com pouca profundidade, há de se considerar jogos mais complexos que foram lançados para o sistema, como Xenoblade Chronicles, Pandora’s Tower, entre outros.

No fim de 2012, uma versão chamada de Mini do Wii foi lançada. Esta versão não possui conectividade com a Internet e nem pode ler discos de Game Cube.

No fim de 2012, uma versão chamada de Mini do Wii foi lançada. Esta versão não possui conectividade com a Internet e nem pode ler discos de Game Cube.

Os jogadores do mundo online que me perdoem, mas multiplayer legal é multiplayer local. Neste ponto o Wii é insuperável em sua geração. Além dos já citados party games, são muitos os jogos de vários jogadores que fazem com que as pessoas percam a noção do tempo. Experimentem jogar New Super Mario Bros Wii em quatro pessoas e vocês vão entender do que eu estou falando. Uma pena que os jogos tanto da geração do Wii quanto da seguinte para outras marcas não parecem se importar muito com isso e cada vez mais se importam mais com a experiência online. Multiplayer local não pode deixar de existir nunca.

Isso porque jogar em turma é algo incrível. No caso do Wii, o grande problema é o custo que acaba sendo envolvido. Ter quatro pares de controles (Wiimote + Nunchuk) sai terrivelmente caro já que, como muita gente sabe, eles não custam nada baratos mesmo nos dias de hoje. Então pra conseguir juntar tudo, precisamos de tempo, paciência e mais parcelas, já que os controles, digamos, “alternativos” normalmente apresentam algum tipo de problema.

De qualquer forma, os três consoles da sétima geração tiveram o problema dos acessórios caros, então não dá pra apontar o dedo apenas para o fabricado pela Big N. A gente sempre pode contar com o controle do amigo que vem nos visitar, não é mesmo?

Contando um pouco da minha história com o hardware, conheci o Wii na casa de um amigo e logo de cara me pareceu muito interessante. Aquele negócio de Wii Sports era legal pra caramba. Sempre tive a oportunidade de jogar os jogos do console na casa dos amigos, até fiquei entusiasmado para comprar um, mas algo me impedia. Algo que até hoje não sei bem o que foi. Em certa época, cheguei a cogitar a comprar de um dos meus amigos que havia se cansado do console, mas acabei desistindo no meio do processo.

Depois cheguei a ficar com um em casa por algum tempo, o que me permitiu conhecer uma pequena porção de jogos. Com o Wii U pude aproveitar a retrocompatibilidade e conhecer mais alguns, como os épicos Super Mario Galaxy. O primeiro até teve um Summary Review. Cliquem aqui se quiserem ler.

Como mencionei no começo do texto, recentemente consegui outro Wii praticamente em um rolo que acabei fazendo. O que pode parecer meio que loucura para alguém que já tem um Wii U, mas entendam que eu acabei fazendo a aquisição com outra coisa em mente: emulação.

Olha ele aí!

Eu não sou muito fã de defender pirataria, mas propositadamente fui atrás de um console já desbloqueado e com SD Card com emuladores prontos para serem executados. Maior motivo disso é conhecer jogos de outras plataformas Nintendo, em especial o NES e o SNES. Devo isso a minha vida de jogador. E digo que venho fazendo bom uso da funcionalidade.

A emulação no console é excelente. Ligar numa TV de tubo e reviver (ou mesmo conhecer) clássicos é uma sensação indescritível. Com adaptador de controles de PS2 para funcionarem como o controle Classic do Wii deixa as coisas ainda mais estranhas. Jogar jogo de Mega Drive (SEGA) no Wii (Nintendo) com controle de PS2 (Sony) é o auge da globalização gamística. O cara da perna de pau e olho de vidro fica orgulhoso!

Jogos do Game Cube: viva a retrocompatibilidade!

No fim acabei descolando também um Raspberry Pi 3 para emulação. Acabou que fiquei com duas boas opções para jogatinas de jogos retrô. E eu uso as duas.

Outra grande vantagem que vi em ter o console de volta foi poder contar com jogos de Game Cube. Já devo ter dito isso por aqui, mas eu só joguei o Cube uma única vez na vida, uma disputa de Mario Kart: Double Dash na casa de um amigo. Eu mal lembro da experiência, acreditem. Sei do potencial dos jogos do console, então quero experimentar alguns deles. E até outros da geração que acabei deixando passar, a Maratona Sonic agradece. Continuo achando estranho jogar Sonic na Nintendo, mas faz parte da vida.

Sabe uma coisa que me deixa muito incomodado no Wii? Controles movidos à pilha e não bateria interna recarregável. Sei que pilhas recarregáveis são comuns, mas o que é mais prático: deixar pilhas carregando ou plugar o controle em algum lugar e continuar a jogatina enquanto ele carrega? Vira e mexe você se esquece de carregar as pilhas. E aí, como que fica? É frustrante.

Controle de PS2? Esse é o kit para jogar Game Cube e emuladores.

Uma das coisas que removi do post aqui foi o Top 15. Não acho justo colocar no ar um top alguma coisa sem ter jogado pra valer jogos como Xenoblade Chronicles, Pandora’s Tower, Madworld, Donkey Kong Country Returns, quase tudo de The Legend of Zelda, The Last Story, Resident Evil 4 e por aí vai. Mais pra frente eu, com conhecimento melhor da base de títulos do Wii, crio uma lista de Jogos Imperdíveis. Combinado?

Bom galera, é isso. Espero que tenham gostado do post. Contem também nos comentários a experiência de vocês com o console da Nintendo e o que acham dele e de seus jogos.

Agradeço a todos pela leitura!

Grande abraço!

Bônus: meu melhor Wiimote, que na verdade é um porta balas, daquelas achatadas. Legal demais, melhor Wiimote!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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13 respostas para Wii: A Nintendo de volta ao topo

  1. Eu gostei da geração do WII. Foi a mais democrática de todas. Enquanto o líder vendia pra nós e pra pessoas casuais, os outros também vendiam bem. Foi uma geração que todo mundo venceu. O WII vendeu bem e XBOX com PS3 lançaram grandes jogos e estabeleceram o on line nos games de forma definitiva.

    É claro que tem pessoas que consomem videogame de uma forma muito mais intensa que outras, e usar termos como o hardcore eu até acho legal se usado de forma leve e acessória. Mas usar essas classificações como títulos, aí é foda kkkkkkk

    Esse WII preto é lindo. Eu amo o Mega Drive também, esses consoles combinam a cor com o design de uma forma bem linda, aos meus olhos, é claro.

    Eu nunca pensei muito a respeito mas eu considero essa coisa de casual e hardcore como um termo que define a sua entrega a um jogo, e não o jogo em si. Se o cara acorda come e dorme jogando Tetris, então ele é hardcore em Tetris, além de louco, da mesma forma, outra pessoa pode jogar Battlefield só nos finais de semana. E sobre os jogos massive multiplayer on line, aí é outra coisa que não sei definir. Tem muito jogo massivo que é mais parecido com cassino on line do que jogo em si.

    O multiplayer local é mal visto e não é tendência pelas empresas porque não dá dinheiro. Já o multiplayer on line abre as portas do inferno para vender vender e o que mais? ah! vender!

    No caso dos emuladores eu apoio o uso totalmente, dos jogos antigos. Não acho legal o cara desbloquear um console novo da própria geração e comprar jogos piratas, mas não vejo problema em emular uma rom de NES. Eu sei, eu sei, existe uma caralhada de argumentos ótimos para me contradizer mas eu também tenho os meus, e não faz sentido falar disso neste comment, mas uma coisa eu digo Cadu. Emuladores para jogos antigos são fundamentais. E o pessoal que compra jogo original usado no Mercado Livre é tão pirata quanto, afinal, nesta transação a Nintendo, por exemplo, recebe 0,00 reais de um jogo negociado.

    WII mote porta balas? ahuashuahsuahsuahsuhausaa

    Ótimo texto Cadu.

    • Gamer Caduco disse:

      Ahhh eu sou mega (não super) suspeito pra falar da geração do Wii, foi a geração que me trouxe de volta para os videogames depois de ficar a era PS2 “adormecido”. E eu acho que o Wii tem uma certa influência nisso também, claro, embora eu tenha iniciado mesmo no PS3.
      O Wii preto é o mais legal que tem. Videogames podem ser de qualquer cor, desde que sejam pretos! O resto é imitação, não aceite! ahuahuahuahua
      Gosto do seu pensamento sobre casual e o outro termo que eu me nego a escrever, pra mim faz muito mais sentido de que “eu sou o fodão, jogo o jogo da moda/que não é moda/que minha tia não joga/que o Terry Crews joga/que vc nunca jogou/”. Conheço uma galera viciada em Candy Crush e etc que joga mais que muita gente que adora ficar aí berrando pelos quatro cantos do planeta. Aliás, sendo o planeta redondo, ele tem cantos? Enfim… tem os que jogam na mesma quantidade e só jogam um jogo só online contra os outros e se acha o cara dos games, usando o termo ridículo aí. Por isso me nego a utilizá-lo! haha
      Ah, muito verdade sobre o consumo de jogos usados. Teve uma vez que escutei a mesma coisa em um podcast e comecei a rir loucamente. Aí lembrei das vezes que comprei jogos de PSOne originais alegando que estava quitando uma “dívida histórica” comprando original. Que inocente da minha parte! hahahaha
      Valeu Ulisses!

      • Pô Cadu kkkkkkkkk acredita que fui pesquisar os cantos? Fiquei curioso. Tem um site que diz que a expressão surgiu por causa do Norte sul leste oeste, mas isso não é definitivo. Existem outras definições.
        Mas na época do PS1 era complicado eu só via jogo pirata kkkkkkkk mesmo que quisesse eu não achava original. ^_^

        • Gamer Caduco disse:

          Ahhhhh, claro, claro, os 4 cantos agora fazem sentido! Um pouco! Juro que não estou sendo sarcástico aqui! haha
          Original de PSOne na época só o CD de demo que vinha com alguns consoles! rs
          Tempos malucos!

  2. Visio disse:

    Cara! Que belo artigo hein Cadu!? Muito foda! Você detalhou muito o Wii e todo o cenário gamer da época, com todos os contextos, muito foda!!!
    A Nintendo foi realmente muito criativa com o lançamento do Wii, mas tem um ponto que eu acho o mais importante de todos no quesito design do produto: Wii Mote!
    Todas as pessoas que tiveram acesso a uma televisão nas ultimas décadas também tiveram contato com um controle remoto. Mesmo que por pouco tempo nos casos extremos. Quando a Nintendo optou pro criar um controle que tivesse um formato, pegada, ergometria, idêntica ao de um controle remoto ela ampliou e muito o alcance do seu mais novo vídeo game. É convidativo. Não é um trambolho é apenas um controle remoto. Até sua avó já usou isso. Quebrou a principal barreira que separa muitos idosos/adultos de jogarem games: complexidade.
    Imagine o Wii com um controle de Nintendo 64, mesmo que com movimentos e o caraleo a 4, não ia vingar. O formato de controle remoto foi perfeito.
    Outra coisa que o Wii acertou: Sensor de movimentos impreciso.
    Como assim Visio? Cara, a melhor coisa foi não deixar os movimentos complexos, reais demais, que te dessem uma imersão incrivelmente maior, mas que afastaria o publico alvo do console. Você chacoalha o wiimote e pronto! Magnifico! Qualquer coisa mais precisa que isso já seria um empecilho!
    Enfim, temos muitos outros pontos para tratar e ficaria aqui digitando cada genialidade do Wii, mas o artigo já faz isso de maneira elogiável!

    • Gamer Caduco disse:

      Muito bem observado, Visio! O design do Wiimote foi talvez a grande sacada da Nintendo com o Wii. Eu lembro que muita gente que até gostava de videogames um dia, mas que não jogava mais por achar que tudo ficou complexo demais (muitas vezes alegando que o controle tinha botões demais), voltou a jogar com o Wii. E não só coisa com sensores de movimento, até uns jogos com um pouco mais de profundidade. O Wiimote é convidativo demais mesmo, mesmo quando está ligado ao Nunchuk. Gostei do termo que usou, faz todo sentido!
      Qualquer coisa com controle de N64 fica meio esquisito, inclusive o próprio N64… ahuhauhuahuahua! Foi mal, não resisti. Eu detesto o controle do 64!
      Sobre os movimentos imprecisos, isso é algo que eu nunca tinha pensado, mas até que faz sentido. Só não sei dizer se eles fizeram imprecisos de propósito ou se não conseguiram fazer algo muito avançado (ou não fizeram pra cortar custos) e isso acabou sendo até vantajoso. De qualquer forma, ajudou sim, não duvido.
      Valeu demais pelo comentário e pelos elogios, Visio!

  3. Mario Luiz disse:

    Pô cara, vc demorou mas fez não apenas um ótimo post, mas um ótimo post sobre um videogame que eu tenho e acho muito legal. Me considero nintendista, mas não por ser hater da Sega, mas simplesmente por ter tido mais experiências com consoles da Nintendo em minha infância, e isso me marcou. Nintendista no melhor e mais sadio sentido do termo “ista”. Sou fã da Nintendo, do Mario, do Donkey Kong e demais franquias que hoje são multi-plataforma, mas tiveram história nos consoles da Nintendo, como Megaman, Street Fighter e Contra. Na infância tive um atari 2600, um phantom system e depois um snes. Depois de velho, um ps1, ps2 e por último um wii. Detalhe que por questões financeiras, em todos os casos adquiri estes consoles no final de suas vidas, quando a geração seguinte já estava lá atropelando. E eu estava ansiosíssimo pra ter um wii e pôr minhas mãos em jogos do Mario e Cia. E foi sensacional! Comprei ele usado de um parente, desbloqueado e com um HD com 200 jogos e mais um monte de acessórios genéricos pra usar com o wiimote e nunchuk. Foi muito bom poder jogar jogos então “inéditos” do Mario e Donkey Kong após tantos anos.
    Não concordo com a fama de casual do wii. O “casual” é relativo. Por isso concordo com a opinião do Ulisses e gostei do que ele disse: O casual ou hardcore define sua entrega ao jogo. Na época de meu ps1 EU era mais hardcore . Zerei os jogos a e b de Resident Evil 2, joguei de trás pra frente, Final fantasy, Metal Gear e etc. Depois de velho, o trabalho me cansou e me estressou e perdi a paciência pra ficar quebrando a cabeça em quebra-cabeças e histórias mirabolantes. Acabei jogando mais em meu ps2, God of War (que tem uns puzzles bem mais ou menos) e vários Need for Speed. Porém, os Need for Speed eu jogava igual um condenado pra destravar carros , itens e etc. No próprio wii, comecei a jogar New Super Mario Bros com a patroa, mas depois comecei um jogo sozinho só pra poder explorar e descobrir tudo! Portanto fui harcore neste supostos jogos casuais.. Não sosseguei até descobrir tudo no jogo.
    Falei algo parecido lá no Retroplayers, nos comentários do post do Ultra Street Fighter do Swich (olha lá :D): O problema do wii não é a falta de games “hardcore”, mas sim de determinados tipos de jogos, com uma jogabilidade normal e sem o uso o então revolucionário controle do wii. É maneiríssimo jogar Wario Smooth Moves, Mario Kart com o volante no wii e House of the Dead com a pistola Wii Zapper genérica que tenho aqui. Mas (ao menos pra mim) chegou uma hora que cansei de ficar sacolejando controle. Eu queria apenas segurar o wiimote como um controle de nes e dar um bom e simples hadouken. No wii faltam bons jogos de luta old school e de corrida. Faltam jogos tipo Street Fighter ou Fatal Fury. Quanto aos de corrida, o wii tem o exclusivo NFS Nitro…não gostei muito desse. Os demais de corrida (ao menos os que eu tinha) tinha que usar wiimote e nunchuk juntos. Direcional numa mão e acelerador e freio em outra. Não curto. Preferiria controles normais. Em minha humilde opinião, veja bem.
    Você tocou em um ponto importantíssimo e que tem me deixado muito feliz ultimamente: a emulação no wii. Ele é perfeito pra isso. Eu já tinha instalado uns emuladores há um ano, mas como na época a cps1(que era então meu foco) não rodou direito, larguei de mão. A umas semanas instalei novamente os emuladores e rodou tudo com perfeição! Nes, snes, cps1 e 2, mega drive…tudo rodando perfeitamente. Muito bom poder aproveitar emuladores no sofá da sala, com uma tv grande e uum som potente! Comecei até a fazer como vocês e fazer um “Pecados Gamísticos”. Começando por Megaman 1…eh jogo lazarento de difícil…o que é aquele chefe Yellow Devil? É mais difícil que o Dr Willy! Mas zerei e com uso bastante moderado de save state. Apenas entre as fases como password(que não havia) ou como check point no meio das últimas fases, pq como já disse, não tenho mais paciência pra fica voltando lá pra ponte que caiu. Agora tô jogando Megaman 2…bem mais fácil, até estranhei.
    Também joguei um pouco de Ninja Gainden I. Percebi\lembrei que ele é difícil, não pq é realmente difícil, mas pq é mal feito. Têm um respawn loko de inimigos! Soldados, cachoros, tigres e aves reaparecem ao darmos um passo, saem da parede como se fosse um portal! É irritante.
    O melhor é poder usar uma penca de controles. O wiimote lembra bastante o controle do nes. Comprei um Wii classic pro recarregável que lembra o do snes, mas ele só carregava no wii e perdi o cabo USB…
    Também uso um adaptador de controle de ps1\ps2 pra wii. É ótimo…principalmente hoje que encontrei um controle original de ps1 no armário! Só alegria!
    Cara, multiplayer de verdade é local! Seja cooperativo ou versus. Joguei muitos jogos de luta com um amigo em várias plataformas: MK3, Killer Instinct, Kof 98 , Soul Edge , Street Fighter piratão no Phantom System, Fatal Fury e a famosa batalha das 48 partidas no Street Fighter II Turbo onde empatou, 24 a 24, e depois passei mal. Sem contar Mario Kart e International Super Star Soccer!
    Cooperativo também é uma experiência ótima. Foi muito legal jogar New Super Mario Bros com minha esposa assim que compramos o wii. A gente se atrapalha, pega o item do outro, se mata e se xinga. Jogos de tiro tipo rail shooters (onde a tela anda sozinha) são ótimos em coop. Jogamos House of the Dead 3 e Overkill. Fiquei admirado com o sangue e as cabeças explodindo em câmera lenta daquela forma num console da conservadora Nintendo. Jogamos aqui com a família o Dance Dance Revolution…é de passar mal de rir com as performances!
    No passado, eu e meu amigo zeramos vários juntos: Super Contra, Contra 3, Power Rangers Movie (a gente ainda fazia ping pong com uns chefes, dando o gancho fazendo ele mudar de plano eheheh), Turtles in Time e até os rpg’s Secret of Mana e Secret of Evermore que eram multiplayer. A melhor coisa é ter alguém, uma cabeça pensante ao seu lado para bolar estratégias e planos de ataque aos bosses. Ou então um analisar o outro no caso de um versus.
    O Wii é um videogame excelente! Tem muitos jogos ótimos e originais. Seu post até me animou em tomar vergonha e voltar a jogar os jogos do console. Preciso voltar a jogar DKC Returns (que é não apenas retro como gosto, mas uma homenagem à série), Super Mario Galaxy e assim como vc, os Zeldas. Mas primeiro tenho que jogar o do Snes.
    Cara parabéns, como sempre um ótimo e nostálgico post!. Só me desculpe por duas coisas: escrever demais(me empolguei oh novidade) e por perder o foco ás vezes. É que um assunto puxa pro outro e acabo escrevendo eloquentemente como se estivesse conversando numa mesa de bar. É que meus amigos da época não estão mais por perto, então realmente não falo muito sobre esses assuntos com ninguém! Tenho até um amigo que é mais novo, ele fica me mostrando gameplay de jogos de ps4 pra mostrar os gráficos e eu fico mostrando gameplay de Megaman , Contra e outros pra ele sacar o que é jogo difícil!
    Cadu, graaande abraço! No aguardo do próximo post! Até mais!

    • Gamer Caduco disse:

      Rapaz, que belo relato! Tô quase pedindo autorização pra usar como post na seção Caduconvida aqui! hahaha
      Legal que deu pra saber mais da sua história com os jogos, fica mais fácil de falar sobre depois disso! 😀
      Sei bem como é esse negócio de nintendista por gostar mais da Nintendo como marca e não necessariamente sendo um hater de rivais, eu também sou assim, embora já tenha sido meio hater da Nintendo no passado. Coisa de adolescente, sabe? huahuhuaa
      Sabe que o lance de adquirir console no fim da vida dele é um baita negócio, né? Acho que vc sabe isso bem melhor que eu. Biblioteca consolidada, versão melhor de hardware, entre um monte de vantagens de se pegar quando tá saindo, digamos, da moda. Sem falar na parte financeira, né? Impressionante como dá pra pegar coisas usadas com preço consideravelmente baixo. Perde-se o hype dos lançamentos e tudo mais. Mas sinceramente? Besteira jogar as coisas por hype, tenho me dado conta disso cada vez mais.
      Também acho que o casual e o outro termo que odeio tem a ver com dedicação e entrega, duro que a maior parte dos “entendidos” de videogame não concorda com essa abordagem. Simplesmente pq querem manter a pose, né? Besteira. Mas é a vida. Vou dar uma lida no comentário sobre o USFII. 🙂
      Que o Wii carece de uns jogos bons de luta e corrida eu concordo, mas se vc tem o console desbloqueado, isso talvez não seja um grande problema. Emulação salva! Se bem que vc mesmo falou que usa bastante, né? hehe
      Eu gosto da combinação do wiimote com nunchuk, acho muito confortável pra jogar esparramado no sofá. Pra mim o que pesa mais são os sensores de movimento obrigatórios em alguns jogos, eu preferia que tivesse a opção de desabilitar. Isso em jogos mais tradicionais, os pensados em movimento não faz o menor sentido, tipo o WarioWare que mencionei no post e vc no comentário.
      Ah eu não te julgo pelos save states no Mega Man 1 não viu, única vez que cheguei no Yellow Devil eu fiz isso também. Mas não passei dele. Depois passei a jogar mais próximo da experiência original a partir do III, eu tenho feito um diário de bordo da franquia, caso interesse depois dá uma olhada. É bem patético pq eu comecei muito ruim nos jogos! hahuahua… exceto os posts do II, que eu achei bem fácil também! hehe
      Falando nos coop, mais precisamente dos rail shooters, vcs chegaram a jogar os Resident Evil que são nesse gênero também? Eu joguei um pouco e achei legal. A única coisa que me irrita neles é a mira ficar aparecendo na tela, saudades da época de Light Phaser no Master System que não tinha essa boiada (pode ser Zapper/Super Scope no seu caso! rs).
      Dance Dance Revolution eu joguei muito pouco o do Wii, mas joguei alucinadamente de PS1 e PS2, então sou muito suspeito pra falar sobre! haha
      Cuidado para não se pressionar muito a jogar os jogos clássicos antes das continuações mais modernas. Vc mencionou Zelda (além do caso do Mega Man que falou antes) e eu vi que vc faz que nem eu sempre quis fazer também. No fim desencanei e não joguei nada clássico do “duende loiro” (desculpa, não resisti! kkkkk), mas comecei esse novo que saiu recentemente pq parecia que ia gostar, aí fico lá trocando experiências (de leve pra não dar spoilers para nenhum lado) com o Sabat que é viciado na franquia! kkk… ainda assim, também queria jogar o de SNES, só me falta paciência de começar.
      Cara, valeu pelo mega comentário! Não peça desculpas por isso pq eu gosto é de comentário assim. Eu é que devo desculpas por demorar a responder, ultimamente tenho ficado em correria enorme e o tempo livre que sobra eu tento dedicar pra videogame mesmo, tô me virando pra não deixar o blog aqui abandonado, tá cruel! rs
      Ah, e eu tô doido pra fazer vídeos jogando Mega Man… vou ver se consigo fazer isso! rs
      Valeu Mario!

      • Mario Luiz disse:

        Pô obrigado por essa consideração ao meu comentário! Fico tão feliz quando me respondem quanto vcs quando alguém comenta um post! Se quiser usar o texto, fique à vontade! Seria um baita lisonjeio ter uma participação dessa no blog!
        Abração!

  4. Doc Cocamonga disse:

    Wii teve bons jogos, principalmente se você garimpar. O Wii e o DS tinham jogos interessantes para os seus recursos originais. Acho que você vai passar um bom tempo entretido, por outro lado teve uma avalanche de jogos e ports medíocres, talvez isso tenha desmerecido um pouco o aparelho. Também podia ter um hardware mais robusto para competir melhor com a concorrência na época.

    • Gamer Caduco disse:

      Putz, pior é que tem mesmo viu! huahuauha
      Eu lembro quando tive o primeiro Wii, que não era bem meu, mas basicamente eu que dava “manutenção” na lista de jogos dele. E eu peguei uma pá de jogo pra testar e eu tinha vontade de me matar com cada pérola horrível que acabava jogando… kkkkkk
      Mas o bom é que tem bastante coisa que se salva mesmo.
      Lance do hardware eu concordo, mas quase sempre a ideia da Nintendo era baratear custo e fazer hardware menos parrudo pra tentar vender mais. Pena que neste caso meio que matou o console prematuramente, já que as principais franquias não eram lançadas nele, né? Mesmo assim eu ainda acho que em um balanço geral o Wii não decepcionou.
      Valeu Doc!

  5. Fala Cadu, excelente texto! Joguei muita pouco de WiiU e tudo ficou mais focado no MK que joguei muitooooo, mas tenho que dizer que foi um grande console e com o pessoal disse aqui… se garimpar você acha muta coisa legal. Eu adorei o DK, mas infelizmente aquele controle de movimento não me agradava em jogar. Você vai ficar muito tempo jogando ele, tenho certeza! Mas tem muito jogo lixo também viuz! Muito LIXO mesmo! O único porém desse console não foi ter um hardware um pouco mais forte para competir um pouco melhor com a concorrência.

    • Gamer Caduco disse:

      Pô Ivo, vc me deixou confuso. Vc disse “WiiU” em um post sobre o “Wii”, mas o seu comentário se aplica aos dois videogames facilmente. De qual vc tava falando? huauhahuahuahuahuahu
      Tá, eu sei que foi do Wii, por causa do controle de movimento do DK. Eu não cheguei a jogar este, mas dependendo do que era ativado com movimento, não parece ser tão ruim assim. Se for algo tipo New Super Mario Bros, por exemplo. Único ruim é vc jogar no Wii e depois jogar no 3DS e chacoalhar o portátil, dá desespero (fiz isso algumas vezes).
      Sobre a enxurrada de jogos lixo, acabei de responder pro Doc sobre… tive umas experiências péssimas num passado não recente nem distante, era complicado achar alguma coisa realmente legal de se jogar nele! rs
      Valeu Ivo!

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