Desafio Algozes: The Revenge of Shinobi (Mega Drive)

Olá meus caros, todos bem?

Interrompendo mais uma vez o combo Desafio Mega Man e Maratona Sonic, resolvi iniciar hoje uma nova seção que eu nem se vai prosseguir, já que outras criadas acabaram morrendo antes de atingir o segundo post. Porém, mesmo assim quero agora dar uma bifurcada na seção de Desafios e criar uma específica para Algozes Gamísticos meus que finalmente consegui finalizar. Surge então a seção Desafio Algozes. Nome estranho pra diacho, mas a vida tem dessas coisas.

Aproveitei o rodízio que faço de plataformas onde encaro meus jogos para tentar finalizar um que tirou meu sono por tanto tempo, o famoso jogo do ninja Joe Musashi, tão conhecido pelos fãs da SEGA e de jogos antigos.

The Revenge of Shinobi é um dos meus algozes do Mega Drive, jogo que desde a adolescência eu tentava terminar e não conseguia. Entretanto, como já adiantei até no próprio post dos algozes, isso mudou agora em 2018, quando eu finalmente consegui chegar no fim dele. Foi uma alegria imensa.

Agora, olha que curioso: a última vez que eu peguei um algoz meu e falei que iria terminar de qualquer jeito foi lá no Carnaval de 2013, ou seja, pouco mais de 5 anos atrás, onde eu tirei o Mega Drive da caixa e fiquei tentando terminar Shadow Dancer durante 2 dias. Lembram que eu postei um review depois da façanha? Pois é.

Coincidências ou não, outro jogo de ninjas, outro da família Musashi, outro jogo de Mega Drive. Aliás, foi o único review do console de 16 Bits da SEGA que eu fiz no blog desde a criação dele em 2011. Aos leitores que curtem reviews, peço humildes desculpas, mas nos últimos anos eu não consegui ver muito motivo pra falar de jogos que possuem textos aos montes por aí, ao mesmo tempo que não quis investir em jogos mais obscuros.

Bom, se Shadow Dancer eu terminei em 2 dias e rendeu um review, por que não criar um texto contando a experiência com The Revenge of Shinobi depois de 3 dias tentando finalizar ele?

Desta vez, não pretendo transformar a experiência em um review, mas queria dar alguns dados técnicos e fazer algumas considerações antes de seguir com o texto relativo ao desafio.

The Revenge of Shinobi foi lançado no final de 1989, é praticamente um dos primeiros títulos que foram lançados para o Mega Drive, provavelmente um dos primeiros a chamar mais atenção. Isso porque o Megão surgiu no Japão no final de 88 e não fez tanto sucesso por lá, enquanto em Agosto de 89 o console seria lançado em território norte americano e por lá a história seria diferente. Na época do lançamento de The Revenge of Shinobi, o hardware da SEGA ainda não tinha se consolidado no mercado ocidental.

De qualquer forma, é de se impressionar com a qualidade do jogo, lançado praticamente um ano após o aparecimento do console no mundo. Ele já mostra muito do poder do console de 16 bits em relação ao Nintendinho, pela proximidade das experiências que tínhamos nos Arcades. Longe de querer desmerecer o NES, mas era de se surpreender com gráficos e trilha sonora do game, principalmente se considerarmos que as composições das trilhas foram feitas por ninguém menos que Yuzo Koshiro. Inclusive, esta foi a estreia dele no Mega Drive. A trilha é sensacional. Os gráficos também. Aquilo tinha cara de futuro, com todo respeito aos 8 bits que aconteceu em anos talvez ainda mais mágicos.

Neste jogo, o único ponto que me incomoda é a mecânica de pulo duplo. Ele é um pouco travado/duro, tem um timing certo para executar e as vezes parece que não funciona como deveria. Mas com algum tempo de jogo contínuo a gente acaba pegando o jeito e, depois que acostumou, fica mais difícil de errar. Só que até chegar neste ponto tem um pouco de sofrimento. Quantas vezes não caí em buracos por errar o tempo dele.

É bom eu mencionar uma coisa aqui: pra terminar o jogo, eu usei aquele famoso truque das shurikens infinitas. Lembram dele? A gente entrava na tela de opções e mudava o número de shurikens pra 00. Depois de uns 10 ou 15 segundos, os dois zeros se unem e formam o símbolo do infinito. Sucesso.

Se você é um dos paladinos dos games que terminam Battletoads com meia ficha ou coisas similares, adora esfregar isso na cara do mundo e vão querer dizer que a experiência não foi “pura” (ou qualquer coisa similar), sério, guardem suas pedras ou vão atirá-las na mãe no vizinho de vocês. Eu sinceramente não vejo a menor graça em ficar gerenciando shurikens, ainda mais em um jogo onde elas são consideradas como recurso um tanto quanto importante.

Lance de shurikens infinitas é um cheat? Sim! Eu tenho noção disso? Sim! Eu deveria considerar que não terminei o jogo por usar isso? Não! E vão procurar a turma de vocês antes de querer ditar regras pra mim. Sério, jogue como você quer e eu jogo como eu quero, não precisa ligar no disk denúncia e pedir pra cassarem minha “carteirinha gamer”, tá tudo bem, ninguém precisa perder o precioso tempo enchendo o meu saco. Obrigado. De nada.

De fato eu tenho consciência de que o jogo muda muito com isso. Pulo duplo com chuva de shurikens é um movimento bastante apelativo, que eu garanto a vocês que evitei ao máximo usar para não estragar tanto a brincadeira. Regra idiota da minha cabeça, se você quiser jogar fazendo chover shurikens a cada 3 segundos, não vejo problema algum. Se diverte aí como achar que deve se divertir.

É aquele tal negócio que eu venho pensando nos últimos tempos. O tal do “fodão em single player” simplesmente não existe. Não existe mesmo, desculpa te contar. Esse é o tipo de coisa que está na cabeça e no ego de pessoas que fazem questão de mostrar pros amiguinhos o que conseguem. Enquanto isso, eu só quero provar pra mim mesmo que posso superar desafios impostos por programadores pelo menos uma vez na vida. E, se achar que vale a pena, repito a dose em um futuro distante. Ou não! Subo a dificuldade de alguma forma. Ou não! E por aí vai. Se não for algo que vai me entreter de alguma forma, não vou fazer mesmo. Se essas coisas divertem outras pessoas, bom para elas. Pra mim é muito claro que qualquer pessoa com tempo e paciência o bastante é capaz de terminar qualquer jogo. Pensem nisso.

Agora que eu já armei todos os escudos (e talvez algumas armas também) contra babaquices, vou me concentrar em falar rapidamente da experiência nas fases. Um pouco diferente do Desafio Mega Man, onde eu conto tudo detalhadamente. Só quero dizer as minhas impressões sobre cada fase e seu respectivo chefe.

Vamos lá, primeira coisa que eu preciso dizer é que este jogo tem o mesmo “sintoma” que Shadow Dancer. Ele é muito menos difícil do que parece. Basta um pouco de persistência e algumas repetições e você alcança o final até que com certa tranquilidade.

Jogando em 3 dias e largando na tela de Game Over para tentar novamente no dia seguinte, saí de uma jogatina desastrosa na primeira tentativa para outra que me deu Game Over numa vacilada e enfim consegui chegar no último chefe com mais de 9 vidas extras. Aí ficou tranquilo. Aprender como passar da melhor forma por certas partes foi fundamental para conseguir a façanha.

É legal mencionar que, como terminei no PS3, fui atrás dos troféus que ainda não tinha feito nele. Eram dois. No geral, “platinar” (aspas aqui por ele não possuir nenhum troféu de platina) é talvez até meio bobo, pois tem troféus bem ridículos. Mesmo assim achei bacana ver escrito 100% lá, no final das contas.

Outra coisa que eu queria comentar antes de partir para fases e chefes, um dia no passado eu cheguei no último chefe com muito custo e acabei desistindo porque não conseguia derrotá-lo antes da esposa do Joe Musashi ser esmagada pela armadilha. Depois um amigo me falou como evitar que isso aconteça, vou falar um pouco mais pra frente pra quem não conhece. Foi um grande diferencial, eu me negava a fazer o bad ending e acabei me matando na época.

A primeira fase do jogo é bem… primeira fase de jogo! É interessante para te mostrar como as mecânicas do jogo funcionam, alguns inimigos mais simples e até é possível perceber de forma fácil que existem itens escondidos no jogo e que aparecem quando atingimos com um ataque. Isso é mais visível no segundo ato, onde o desafio aumenta um pouquinho e já não dá para passar de alegre sem levar bastante dano de graça.

Já joguei esta fase tantas, mas tantas vezes que não tinha como sentir qualquer tipo de dificuldade nela. Gosto do segundo ato que não é absolutamente uma linha reta, tem que ir até certa parte, abrir outro lado do mapa e voltar até lá. Nada complexo neste sentido também.

O chefe então é outro treinamento com baixa complexidade: esperar ele baixar a guarda e atirar uma shuriken. Também tem como dar dano melee nele (vale um troféu no PS3), mas o jeito mais fácil de derrotá-lo é fazer chover shuriken na jaca dele com pulo duplo quando ele tenta o ataque. Fica moleza. Dele eu passo desde moleque sem grandes dificuldades.

Já a segunda fase eu também tinha o costume de passar com certa tranquilidade, pelo menos até o chefe. Vira e mexe eu perdia uma vida nela, numa bobeira de cair no buraco ao errar o pulo duplo ou ser atingido por uma shuriken de algum dos inimigos sacanas, especialmente os que aparecem voando.

Já caí muito aqui errando o pulo duplo.

Tem uma plataforma com uma bomba que sempre me sacaneava também, mas depois de alguns anos morrendo nela sempre que esquecia, este ano eu a tinha em memória sempre que passava. Ficou marcado, embora não chegue a ser um trauma.

Esta bomba!

O segundo chefe é que me dava um trabalho monumental. Eu só passava ele quando usava uma das ninjutsus (magias), a que cria uma espécie de campo de força que permite ao ninja suportar alguns ataques antes de se desfazer.

Depois peguei o jeito e passou a ficar fácil derrotá-lo até sem levar dano. Basta ter um pouco de paciência e não se desesperar. Só isso.

Em seguida vem a base militar, que era o meu grande algoz nas jogatinas com shurikens contadas. Isso tudo porque nesta fase em particular eu sim costumo abusar das shurikens pra passar. O lance é fazer chover shurikens cada vez que pula pra trás ou pra frente da cerca (pulo duplo).

Talvez com alguma insistência e paciência eu até conseguisse passar de uma forma mais, digamos, digna. Só que, na boa, não era o que eu queria e esta fase foi o grande motivador que me fez apelar para o cheat das shurikens infinitas.

A parte do avião não tem nada de difícil, mas perdi as contas de quantas vezes eu perdi uma vida vendo o ninja ser “sugado” por uma das portas, quando era moleque. Não me esqueço disso. Hoje eu encaro a fase toda com respeito por causa delas e consigo passar a fase até meio rápido.

O chefe é que é um pé no saco de enfrentar. Primeiro porque ele é muito fácil, segundo que é uma luta muito lenta. Queria saber se esse chefe de alguma forma influenciou o chefe da Wing Fortress Zone do Sonic 2. De alguma forma lembra, não?

A próxima fase fica em Detroit, mas eu só sei disso porque vi na Internet. O jogo mesmo não diz nada ou eu sou desligado o bastante para não perceber. Dá pra sacar onde foi que o avião da fase anterior nos deixou. Considerando que uma viagem entre o Japão e os Estados Unidos é demorada, começa a fazer sentido o porque a luta com o chefe anterior tem que ser tão lenta.

Enfim, o ferro velho é relativamente fácil, mas não dá pra sair andando feito maluco, é pedir pra perder vidas.

Na sequência o famoso ninja passa por uma espécie de fábrica. Esta parte é mais trabalhosa se você não apelar para o ninjutsu que aumenta o pulo. Se apelar, corta um caminho enorme. Mas dá para cortar um bom pedaço só usando o pulo duplo. Tem uma certa chance de morrer aqui se vacilar demais.

E quem é que aparece para nos enfrentar? Arnold XuazChuas… ah, aquele ator lá que eu sei escrever o sobrenome, mas não quis perder a piada. De qualquer forma, Joe Musashi começa a provar a superioridade dos ninjas nipônicos contra as maiores invenções do Ocidente, entre elas o Exterminador do Futuro.

Porém, esta parece ser uma versão do personagem que tem uma certa ligação com o Hulk, já que ele vai ficando verde conforme leva dano (gosto de pensar que ele vai ficando cada vez mais irritado). Diga-se de passagem, é um chefe bem fácil, com ou sem shurikens infinitas. Só me resta vencer ele rapidamente e dizer uma coisa bem clichê: Hasta la vista, baby!

Continuamos em frente e saímos em um prédio cheio de armadilhas. O caldo começa a engrossar um pouco e nesta fase temos que ter um pouquinho de reflexo e agilidade se quisermos passar sem levar muito dano. Ao mesmo tempo, tem que ter paciência para fazer a progressão por ela, pois é muito fácil pularmos em cima de um tiro, granada ou qualquer outra coisa letal proporcionada pelos inimigos. Depois me disseram que dá pra passar fácil usando a magia do pulo alto, mas aí é sacanagem demais.

Tchau, fase!

Assim que atingimos o topo do prédio, o jogo mostra como ele não faz tanto sentido assim em continuidade e o protagonista aparece em um viaduto. Com carros e o escambau. E freiras. Freiras ninjas! Talvez sejam adolescentes, mas provavelmente não são mutantes.

Tem que ter calma aqui pra não ser jogado pra baixo, atropelado pelo carro vermelho que fica passando em loop ou ser atingido por tiros ou granadas em momentos bastante inconvenientes.

Aí vem o segundo chefe mais besta do jogo: o caminhão ou seja lá o que for aquilo. Temos que bater nos troços vermelhos que aparecem, desviar do choque que fica passando continuamente e continuar batendo nos troços vermelhos. Nada de mais, só pra cansar os dedos mesmo.

O caminhão deixa a gente ali em Nova York, mais precisamente na China Town. Legal, fase totalmente estereotipada. Não, eu não estou reclamando, acho esta fase o máximo. Desde a música, até o gráfico, inimigos, tudo. Eu me sinto em altos apuros ali.

Só uma raiva tremenda que tenho dessa fase é que em certa parte é quase pixel perfect pra  atingir o outro lado e continuar em frente. Foi nessa parte, inclusive, que eu decidi pesquisar sobre as magias e descobri o pulo mais alto. Desde então sempre passo ali com magia, pulo duplo milimetrado é o escambau!

E se estamos em Nova York e queremos mudar de área, nada melhor que usarmos o metrô, correto? Só que o ninja do contra faz o quê? Vai por cima do trem! Não é um revoltado? Enfim, ficar desviando de coisas que aparecem meio aleatoriamente é chato se você estiver com pressa de terminar a fase. Mas se você está com pressa, você não possui o verdadeiro espírito dos ninjas.

Saindo do metrô damos de cara com alguém conhecido, um tal de Homem Aranha. Poxa vida, realmente os ninjas japoneses são incríveis, conseguem lidar com super heróis nova iorquinos! Não contente em dar um jeito nele, o ninja ainda tem que lutar contra o Batman. Provavelmente pegamos o trem que sai de Nova York e vai pra Gotham.

Na verdade, é de outro tipo de Homem Morcego que estamos falando, está mais para um monstro humanoide mesmo. Esse aqui sim é um mutante. Reza a lenda que na primeira revisão do jogo, os sprites deste chefe eram totalmente inspirados no herói da DC, mas que a SEGA não conseguiu licença para utilização. Ao contrário do herói da Marvel, que é inclusive referenciado antes da tela de título. Se alguém usar a frase “mais louco que o Batman” pra você, lembre-se que existe um personagem assim: o Daredevil, que luta sem enxergar Joe Musashi!

Depois de derrotarmos os super heróis fakes chegamos a um porto, que eu vi por aí que fica na Florida. O ninja tá tocando o terror nos Estados Unidos mesmo, sem dó. De qualquer forma, essa fase dá um trabalho.

Tem alguns “momentos de inspiração em Mega Man” (ou seria Ninja Gaiden?), onde você pula um buraco e vem um inimigo e te acerta, fazendo você cair no mesmo buraco que estava pulando e, consequentemente, perder uma de suas preciosas vidas. Esses programadores/designers são uns sacanas!

Em seguida vem outra fábrica ou algo similar. Esta fase foi meu grande algoz nos dois primeiros dias que joguei. O ato anterior também roubou algumas vidas, mas o Game Over definitivo eu tomava aqui. Outra daquelas fases que a gente tem que progredir com uma calma imensa ou morremos facilmente.

O próximo chefe que enfrentamos é o… não, peraí, a gente não estava nos Estados Unidos? O que o Godzilla está fazendo aqui então? E outra, já não basta a Neo Zeed criar versões de super heróis e robôs americanos? Resolveram fazer um clone do Godzilla? Eu hein!

Uma coisa é certa: a galera que criou os chefes desse jogo tem uma ousadia enorme. O Godzilla foi relativamente fácil de vencer, eu matei na segunda ou terceira vida que usei, tinha chegado com bastante na vez que terminei de fato o jogo.

Aí finalmente chegamos na base dos canalhas que raptaram a esposa do ninja mais encrenqueiro de todos os tempos. O primeiro ato é um pouco trabalhoso, embora dê pra passar numa boa se tiver atenção o tempo todo.

E aí vem a desgraça suprema: a última fase, o último ato do jogo, que é um labirinto chato demais. Imaginem uma fase cheia de portas, e cada uma leva a outra em outra parte da fase. Inclusive umas te levam de volta pro começo. É muito fácil entrar na porta errada e se perder. Eu fiquei mais de 10 minutos tentando passar a fase porque tinha esquecido de testar uma bendita de uma porta. O que eu achei interessante é que a última fase dos dois GG Shinobi de Game Gear são assim também, mas bem menos “doloridas” de passar.

Como já adiante, o que me frustrou na única vez que passei pela fase toda é que eu literalmente esqueci de testar uma única porta, justamente a que leva pra parte final dela. Aí imaginem vocês eu vagando minutos sem fazer nada porque já tinha derrotado tudo quanto era inimigo? Sim, isso foi chato. Provavelmente há uma lógica por trás das portas e tal, mas eu não quis saber de entender.

Acho que é o único ponto que me incomodou um pouco na ótima experiência que tive com The Revenge of Shinobi, mas não o suficiente pra eu não gostar do jogo. Vale dizer que a fase em si não é nada fácil, meio vacilo aqui, meio vacilo ali e lá se vai mais uma vida. Como deveriam ser todas as últimas fases dos jogos, pena que “a indústria ‘evoluiu’ nos últimos tempos”.

Pronto, cheguei no último chefe, o Metaleiro Cabeludo Headbanger maluco. Eu já tinha em mente aquela dica que recebi de um amigo e mencionei antes no texto, que é encher de shurikens os cantos da tela, onde tem um buraco. Fazemos isso para retardar a descida da armadilha preparada para esmagar a senhora Musashi.

Apesar de eu ter perdido umas três vidas nele, logo percebi que ele é bem fácil de ser vencido. Ainda bem que cheguei com o arsenal de vidas cheio, fica mais fácil perceber padrões quando repetimos logo em seguida de uma derrota.

Chefe derrotado e finalmente pude apreciar o final feliz do jogo. O pequeno Caduco criança/adolescente de alguma forma vibrou dentro de mim (hey, não pensem besteira, sei que pensaram). Caiu mais um toba tabu na minha vida gamer ridícula. E mesmo que para tantos não seja uma conquista tão grande, pra mim foi tirar um peso dos ombros.

Troféu pipocando bem na hora!

Vou contar uma história besta pra fechar o post: no primeiro dia em que fui jogar, deixei parado na tela de Continue num determinado momento. Depois de alguns segundos, o jogo emitiu aquela risada bem horrível processada pela placa de som do Mega Drive (que nunca foi muito capaz de processar voz). Meu cachorro estava do meu lado, ouviu aquilo e olhou pra tela com a maior cara de ódio da história e deu uma rosnada bem alta. Arrancou uma gargalhada minha, não estava esperando. Quase acordei os vizinhos, tava jogando de madrugada. Contando assim não parece, mas na hora foi epicamente cômico, queria deixar registrado aqui pra depois quando quiser relembrar este post. Queria ter filmado para mostrar pra vocês.

Meus caros, não tem muito o que concluir aqui. Acho que tudo que penso sobre o game eu deixei claro na introdução e durante a descrição de fases e chefes.

Quero é saber de vocês se já terminaram, como foi terminar a primeira vez, se gostam do jogo, etc e tal. Contem suas experiências! Espaço dos comentários é sempre de vocês e eu juro que vou tentar responder com menos delay a partir de agora.

Se puderem também dar um feedback do que acharam do formato desse Desafio, um pouco menos descritivo e mais opinativo que o Desafio Mega Man, agradeço muito!

Por falar em agradecer, muito obrigado a todos por mais uma leitora e nos falaremos mais no próximo post!

Grande abraço!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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5 respostas para Desafio Algozes: The Revenge of Shinobi (Mega Drive)

  1. VZWilly disse:

    Muito legal esse post/artigo. É o primeiro que leio no blog e gostei muito. Acredito que mais que detalhes técnicos, é bom expor os sentimentos e as coisas que possamos e cada fase de um jogo. Como eu disse, esse foi o primeiro post, mas com certeza verei os outros pra comparar. Mas gostei muito mesmo.
    Adorei a parte que o cachorro latiu pra tela… Dei risada pra caramba, pois pude imaginar como foi a cena.
    Muito obrigado pelo post, pra ele me incentivou a jogar e tentar também fechar os Shinobi s de Mega. Todos eles.
    Ah! Uma coisa importante que vc citou. Qualquer pessoa com tempo e disposição fecha qualquer jogo. Mas normalmente queremos nos divertir e é por isso que certos jogos deixamos de lado, pois chega uma hora que não é mais diversão… É qualquer coisa, menos diversão. E o que importa mesmo é nos divertirmos.
    Grande abraço.
    Até a próxima!

  2. VZWilly disse:

    Muito legal esse post/artigo. É o primeiro que leio no blog e gostei muito. Acredito que mais que detalhes técnicos, é bom expor os sentimentos e as coisas que passamos e cada fase de um jogo. Como eu disse, esse foi o primeiro post, mas com certeza verei os outros pra comparar. Mas gostei muito mesmo.
    Adorei a parte que o cachorro latiu pra tela… Dei risada pra caramba, pois pude imaginar como foi a cena.
    Muito obrigado pelo post, pra ele me incentivou a jogar e tentar também fechar os Shinobi s de Mega. Todos eles.
    Ah! Uma coisa importante que vc citou. Qualquer pessoa com tempo e disposição fecha qualquer jogo. Mas normalmente queremos nos divertir e é por isso que certos jogos deixamos de lado, pois chega uma hora que não é mais diversão… É qualquer coisa, menos diversão. E o que importa mesmo é nos divertirmos.
    Grande abraço.
    Até a próxima!

    • Mano, se vc tá dizendo que qualquer pessoa com tempo e disposição fecha qualquer jogo, é pq não deve ter jogado Phantasy Star 2 (aqueles labirintos são coisa do capiroto, na verdade foi o estagiário que fez, mas essa história fica pra depois). Só zoando. kkkkk
      Mas realmente, com dedicação vc zera, o problema é o tempo mesmo, cada vez mais escasso quando estamos ficando caducos.

  3. Gostei muito desse formato!! Fica mais leve de ler. E o texto está excelente!
    Nunca fui muito fã de Shinobi, Shadow Dancer, Ninja Gaiden e afins, mas pretendo finalizar um deles (acho q vou de Revenge of the Shinobi msm, com as shoriukens infinitas, ouviu puristas?!).
    Um abraço!

  4. aki é rock disse:

    Eu joguei esse jogo no Mega CDX na casa de um amigo e me lembro de ter chegado na quinta fase e de não conseguir passar esse game tem uma trilha sonora muito boa que por sinal eu tenho umas delas no meu psp que deixo um cartão de memoria só para ouvir trilhas de games que curto muito.

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