Maratona Sonic: Sonic 3D Blast (Mega Drive / Saturn / PC)

Olá caríssimos, todos bem?

Lá em meados do ano de 1996, uma época em que eu dividia as minhas atenções gamísticas entre o Megão e um PC 486 com o saudoso MS-DOS, foi lançado o primeiro jogo 3D da franquia Sonic the Hedgehog. Bem, pelo menos é o que prometia a SEGA no seu lançamento, mas a gente sabe que a coisa não foi bem assim.

Bem, o título do post não esconde: chegou a hora de falar sobre o controverso Sonic 3D Blast, lançado não somente para o Mega Drive, mas também para o Saturn e para PC em Novembro daquele ano. Antes de qualquer outra informação sobre o jogo, gostaria de contar pra vocês um pouco da minha história com o game.

Eu lembro que naquele mesmo ano de 1996 eu joguei pela primeira vez na casa de um amigo de infância o incrível Super Mario 64. Ele havia sido lançado em Junho, e este amigo de infância costumava ter acesso rápido aos consoles e jogos, especialmente quando se tratava da Nintendo. É o mesmo amigo que me deu o chip do primeiro Sonic de Mega Drive, história que contei no post da Maratona Sonic sobre o jogo. Relembrando, ele fez isso quando trocou o Mega pelo Super NES. Que heresia.

Enfim, foi um choque conhecer Super Mario 64 logo no ano de lançamento. Era incrível ver que aquele Super Mario World que eu conhecia tinha se transportado para um mundo totalmente 3D. Naquela época eu já apresentava alguma resistência à jogabilidades em 3 dimensões, algo que eu nunca soube explicar bem o porque. Talvez falta de competência com plataformas com profundidade, ou medo do novo, realmente eu não sei. A verdade é que eu mais assistia ele jogando do que jogava de fato. Engraçado que eu me divertia assistindo e ajudando ele nas tarefas de encontrar as coisas. Hoje em dia não suporto assistir os outros jogando.

Alguns meses mais tarde eu soube, através de alguma revista que agora não consigo me recordar, que um jogo 3D do meu querido ouriço tinha sido lançado para o Mega Drive. Poxa, se Mario era incrível em 3 dimensões, imagina só como seria Sonic! Eu fiquei boquiaberto e alucinado querendo uma cópia do jogo. Engraçado que eu não tentei alugar ou pegar emprestado ele, já fui logo enchendo o saco dos meus pais que queria na primeira oportunidade que eu poderia ganhar um presente na vida.

A esta altura do campeonato a minha mãe já era ninja na arte de encontrar cartuchos baratos menos caros. Não, não eram originais, eram os alternativos que vocês estão imaginando mesmo. Provavelmente vinham do Paraguai ou algo assim, sinceramente não sei. Só sei que ela conseguia encontrar os cartuchos por preços pagáveis. E a gente ligava se o cartucho era original ou não? A gente queria mesmo era jogar! Bons tempos!

Eis que a minha mãe encontrou Sonic 3D Blast em uma loja e/ou locadora do bairro vizinho ao que morávamos. Assim, ganhei o cartucho de presente de aniversário de 1997, logo no começo do ano. Eu tenho este cartucho até hoje, vejam só.

E o mais legal de tudo: com o cartão da loja que vendeu!

Olha, eu tenho que agradecer ao Nivaldo. Não sei quem você é, mas eu realmente tenho que te agradecer! Quem sabe um dia você encontre este post?

Curioso que não foi o último cartucho que ganhei. Naquele mesmo ano eu ganharia International Superstar Deluxe de um amigo. Aliás, o mesmo amigo que tinha o Nintendo 64. Infelizmente, este foi um dos cartuchos que eu emprestei pra alguém depois de alguns anos e depois este mesmo alguém falou que eu nunca emprestei nada pra ele. Quem nunca passou por uma dessas, né? Infelizmente a vida é assim. Já perdi o contato com a pessoa faz anos, então fica só o desabafo pra vocês lembrarem de quando também passaram por este tipo de situação ridícula. Quem sabe um dia a pessoa encontre este post? E coloque a mão na consciência! Enfim.

Posso então dizer que felizmente Sonic 3D Blast não foi um jogo tão popular? Imagino que sim, já que ninguém tentou pegar ele emprestado pra sempre. E hoje ele fica sendo um item importante da minha coleção de Sonic, muito mais pelo valor sentimental que carrega. Até porque, anos mais tarde, consegui uma versão original americana.

Vale lembrar que o jogo não foi desenvolvido pela SEGA, mas sim pela Traveller’s Tales, estúdio inglês que já havia desenvolvido alguns jogos, talvez o de maior peso até então fosse Mickey Mania: The Timeless Adventures of Mickey Mouse.

Lembro muito bem que a minha primeira impressão do jogo não foi das melhores. Claro, eu tinha visto Mario 64, eu esperava algo similar. Hoje todo mundo sabe que um jogo não tem absolutamente nada a ver com o outro, Sonic 3D Blast possui movimentação que lembra 3D, mas não é um jogo 3D de verdade. Na verdade, trata-se um jogo isométrico. O 3D de verdade aqui passou longe, só no título mesmo. Vale o marketing.

Entretanto, por alguma razão eu gostei do jogo conforme o tempo foi passando, fui me apegando a ele. Se não fosse o Nivaldo, isso não teria acontecido.

Reconheço que se eu não tivesse jogado na época, eu faria duras críticas ao jogo neste post. Diria que a física não ajuda em nada, pois o tempo todo fica a impressão que o Sonic está andando em um piso liso molhado e cheio de sabão de tanto que ele escorrega; diria também que a movimentação em si é esquisita pra caramba e que o objetivo do jogo torna ele altamente repetitivo e enjoativo.

Pra quem nunca jogou e não conhece o título, o objetivo dele é encontrar os Flickies que foram transformados em robôs pelo maléfico Dr. Ivo Robotnik e levá-los de volta para a dimensão deles, algo que eles conseguem fazer através de argolas gigantes. Basicamente são cinco Flickies por argola gigante de cada Ato, normalmente duas.

Se não fosse o fato de ter o jogo na adolescência, talvez eu não reconheceria os bonitos gráficos que o jogo possui. Um dos mais espetaculares do Mega Drive, sem dúvidas. Talvez não reconheceria também uma das melhores trilhas sonoras da franquia que existe. E mesmo que os Special Stages sejam fáceis o suficiente pra pegar todas as Chaos Emeralds nas primeiras tentativas de cada estágio, eles são bem divertidos. Além disso, são bonitos de ver, por alguma razão.

A história do jogo é mostrada em cutscenes ao iniciarmos o jogo apenas no Mega Drive.

Poderia resmungar que o jogo as vezes ataca minha Motion Sickness e que isso é um dos motivos pelo qual eu nunca penso em jogá-lo novamente. Só que quando o meu aparelho de música (velho é o escambau) escolhe aleatoriamente qualquer música deste jogo, eu fico feliz da vida não só pela qualidade da música mas porque fico relembrando ele e a época em que eu jogava. Mesmo que eu tivesse totalmente apegado ao PC na época, este jogo me fazia ligar o Mega Drive de novo. Mais do que International Superstar Soccer Deluxe e seu modo Scenario divertidíssimo. E olha que eu adorava futebol na época.

Ainda sobre as músicas, algo que precisa ser mencionado também é que Sonic 3D Blast manteve a ideia de ter remixes diferentes pra cada ato. E é um remix melhor que o outro das fases, o que torna a experiência ainda mais interessante.

Os méritos da trilha sonora vão para a dupla de compositores Jun Senoue e Tatsuyuki Maeda, que já haviam trabalhado com a franquia, na trilha de Sonic 3 e Sonic & Knuckles. Na minha humilde opinião, foi em Sonic 3D Blast que a dupla atingiu o melhor trabalho. Os outros dois jogos não são tão brilhantes assim na trilha sonora.

É engraçado que eu lembro até hoje o dia em que terminei pela primeira vez com todas Chaos Emeralds (algo que faz com que o último chefe do jogo seja desbloqueado). Era um domingo que eu fiquei em casa numa boa e joguei o dia todo, pausando as vezes pra dar uma descansada. Foi um dia épico, muito embora na época eu precisasse estudar pro vestibular. O Caduco adolescente era meio rebelde. Aliás, isso é pleonasmo! Que adolescente não é pelo menos meio revoltado?

Terminei o jogo muitas outras vezes ao longo da vida, mas esta foi a mais marcante. Por alguma razão, o jogo me divertia um bocado na época. Ainda assim, não consigo dizer que o jogo é bom. E também não consigo dizer que é ruim.

Sim, tenho sentimentos mistos em relação ao game. Tanto é que eu acabei não jogando ele até o fim para fazer este post da Maratona. Joguei bem pouco, pra ser totalmente honesto com vocês. Confiei totalmente na minha memória.

No Saturn é mostrado o mapa com o progresso do jogador antes do primeiro ato de cada fase.

Como falei antes, Sonic 3D Blast é um bocado repetitivo, o que tira totalmente a graça pra mim em determinado momento. Ele é bastante enjoativo. Se fosse um jogo com sistema de saves, talvez eu tivesse ido até o final mais uma vez. É, eu sei, também estou me condenando por este comentário.

Não tive vontade ainda de conhecer a versão Director’s Cut que foi lançada num passado nada distante (final de 2017) pelo próprio diretor da Traveller’s Tales na época. A versão traz uma série de melhorias, algumas que atiçam a curiosidade. Ainda assim, preferi deixar pro futuro. Quem sabe não vira um novo post da Maratona?

De qualquer forma, o pouco que joguei acabei fazendo na versão lançada para Saturn e não mais a de Mega que eu tanto conheço. Queria ver quais eram as diferenças entre as versões. Na hora que decidi qual jogaria, acabei me surpreendendo com algo: o jogo estava lacrado. Não, eu não comprei o jogo novo, eu comprei em uma loja dos EUA que sempre relacra jogos usados pra proteger a embalagem (ou o cartucho, no caso de loose). Aí bateu a curiosidade e vi que comprei o jogo em 24/07/2013. Deu quase seis anos no total (abri para jogar em 27/04/2019). Não me condenem, eu comprei o jogo pra Coleção de Sonic que faço e não tinha um Saturn até o ano passado.

No meio das pesquisas sobre as diferenças relembrei que existe uma versão também para PC, versão que sequer encostei na vida e ainda não faço questão até o lançamento deste post.

Alguns efeitos especiais, como a neblina da segunda fase, estão presentes na versão de Saturn, mas não na de Mega Drive.

Lembrei também que eu já havia pesquisado quais eram as diferenças entre as três versões e a única coisa que eu ainda recordava eram os Special Stages. Fiquei realmente surpreso quando vi que os gráficos e a trilha sonora eram diferentes no Saturn.

São melhores? São piores? Difícil dizer, a nostalgia berra na minha cabeça aqui e afeta a comparação. Ainda prefiro a versão de 16 Bits.

Bem, os gráficos conseguem ser melhores, tenho que admitir. Mesmo que ame a versão de Mega neste quesito, as texturas estão mais trabalhadas na versão de CD do jogo e isto faz uma baita diferença.

Fase do gelo mostra bem as diferenças gráficas. Lembrando que a versão de Mega está sempre à esquerda e a de Saturn à direita.

Sobre a trilha sonora, ela é diferente. Simplesmente isso, diferente. A trilha do Mega eu já mencionei lá em cima que é espetacular. A do Saturn também é, embora ela seja numa pegada totalmente diferente.

O responsável por estas músicas é um cara chamado Richard Jacques, que eu já conhecia por causa da trilha sonora de Sonic All Stars Racing Transformed (que eu adoro, diga-se de passagem). Só que mais importante que isso, Jacques também é responsável pela espetacular trilha sonora de Sonic R, jogo que logo menos aparece aqui na Maratona Sonic também. Quem conhece as músicas sabe bem do que estou falando.

O que mais pegou pra mim é que eu detestei os Special Stages da versão de Saturn. Detestei com todas as minhas forças. A de Mega Drive é ridiculamente fácil, mas é bem bonita e de certa forma divertida. No Saturn é muito bonito também, mas a física dele deixa a desejar. Imaginem que ele é no mesmo esquema das fases especiais de Sonic 2, o que é ótimo (eu gosto bastante, talvez seja a minha favorita de toda franquia).

Fases especiais no Mega e no Saturn: totalmente diferentes!

O problema é naquele meio tubo cheio de argolas e armadilhas chegando o mínimo que você espera é que os controles respondam adequadamente, o que não acontece. Existe uma espécie de inércia que continua agindo sobre o personagem quando largamos o direcional pra um dos lados, suficiente pra errarmos as argolas e batermos nos obstáculos. Acostumar com isso é caótico demais e me desanimou de querer tentar de novo, me senti de certa forma injustiçado. Aí desanimou de seguir em frente, não queria deixar a batalha contra o último chefe de lado.

Os Special Stages do Saturn ainda contam com uns efeitos malucos, como estes loopings psicodélicos. É pra ativar a epilepsia da galera em nível hard!

Bacana mesmo só a animação que aparece quando estamos para acessar os Special Stages. Não é nada demais comparado aos gráficos de hoje, mas na época deve ter causado um “efeito uau”.

Já nas fases, deu para notar alguns efeitos especiais. Percebi isso deixando o jogo parado e vendo as demonstrações das fases. O que incomoda um bocado são os tempos de loading. No Mega Drive, como é de se esperar, tudo é instantâneo. No Saturn a coisa demora. E demora demais pra um jogo que não parece ser tão pesado.

Aguarde, por favor. O restante do post está sendo carregado…

Aproveitei o Sound Test para ouvir as músicas enquanto fazia outras coisas (basicamente rascunhar este texto). Uma música melhor que a outra. Influencia total de música eletrônica, diversos gêneros e sub-gêneros dela. Eu que sou fã deste tipo de som logo me apaixonei. Faltou pouco pra me convencer a jogar de fato.

Uma coisa extra game que eu achei legal: o manual de instruções do jogo (versão americana), tanto no Mega quanto no Saturn, tem informações sobre as pessoas que trabalharam no jogo. E foram muitas! Achei bacana pelo fato de que videogames como mídia ainda passava por transformações nesta época. Lembrem que alguns anos antes a indústria costumava vetar de mostrar as pessoas envolvidas na produção dos jogos, especialmente na época do Atari. Na geração seguinte costumava mostrar apelidos. Muito legal ver esta mudança acontecendo.

De fato este não é o Sonic que o Saturn merecia, mas era o que tinha para aquela época. Sem problemas, o jogo não é de todo ruim.

A introdução e o final são animados no Saturn. O final tem estar cenas da imagem. No Mega a introdução também é animada, mas de maneira um tanto sofrida.

Já no Mega Drive, era o último jogo do ouriço lançado. A despedida dele no console que o consagrou não foi em grande estilo, mas também não é o fim do mundo.

Em compensação, no Mega Drive aparecem estas cutscenes quando temos todas Chaos Emeralds e vamos entrar na batalha final. No Saturn não aparece nada, simplesmente entra na batalha.

Ah, uma coisa que eu já ia me esquecendo: a tal tela secreta de seleção de níveis.

Era comum eu tentar jogar Sonic 3D Blast com o meu cartucho não original e cair numa suposta secreta tela de seleção de níveis que nada fazia. Isso acontecia assim que eu ligava o console. Tinha que desligar e encaixar de novo até que o jogo saísse desse loop. Lembro até hoje de um churrasco com games antigos e novos que fiz com uma turma de amigos que eu simplesmente não consegui fazer o jogo funcionar. Foi tão ridículo que eu cheguei a tirar uma foto e guardo ela até hoje, vou compartilhar com vocês:

A tremedeira da raiva vai de brinde na foto!

Eu nunca entendi direito o porque disso acontecer, achava que era problema do cartucho pirata mesmo, alguma coisa que tinha sido mal feita ou algum tipo de trava de segurança. Quanta inocência, mal sabia eu que era uma malandragem da Traveller’s Tales para que o jogo passasse pelo processo de certificação que a SEGA exigia dos desenvolvedores. A mensagem aparece sempre que ocorre algum problema no jogo. Fui saber disso em 2017, enquanto lia este artigo aqui do Meio Bit. Deve ter sido uns 10 anos depois do tal churrasco, sem falar que foi mais de 20 anos de começar a jogar Sonic 3D Blast em casa. Nem sei como me sentir em relação a isso, só consigo rir agora.

Pra fechar, outro dia vi que eu tinha dito na minha antiga conta de Twitter que não gostava de Sonic 3D Blast. Alguns anos depois eu reconsidero estas palavras. Eu acredito que isso meio que comprove, pelo menos pra mim mesmo, os tais sentimentos mistos que tenho sobre ele. É um jogo todo estranho, cansativo, com vários pontos positivos e que eu não me atrevo a encostar de novo pra não estragar a nostalgia e o carinho que sinto por ele. Ainda assim, reconheço que não é um grande jogo.

Com isso, encerro este post. E não só isso, encerro também a era clássica da Maratona Sonic! Os próximos jogos da lista seguindo a ordem cronológica de lançamento aponta para os jogos de Saturn, que eu já considero fazerem parte da era moderna do ouriço. Uma era cheia de tropeços e algumas coisas positivas. Vocês saberão as minhas opiniões ao longo das postagens.

No mais, agradeço a todos que acompanharam a saga até aqui. Está durando alguns anos, eu sei, vai durar mais alguns. Vai valer a pena olhar o resultado no fim e ver tudo que trilhei ao longo deste período.

Valeu galera, até a próxima!

Abraços!

Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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15 respostas para Maratona Sonic: Sonic 3D Blast (Mega Drive / Saturn / PC)

  1. Esse jogo eu gosto, a trilha sonora compensa o ser repetitivo.

  2. Luís F. disse:

    Demorei a conhecer este jogo, só fui vê-lo numa coletânea oficial de Sonic(s) para PS2, achei ele bizarro, com jogabilidade estranha assim como essa visão isométrica, que pelo que entendi é o que justifica o “3D” do nome, até porque quando queremos dar certa profundidade ou dimensões diferentes em qualquer arte gráfica, sempre concebemos tendo uma perspectiva semelhante. Nos teus elogios vejo o que a nostalgia sempre nos apronta: fazer pensarmos que produtos de outrora são melhores do que realmente são [rs.]. A leitura de teu texto foi muito mais divertida do que conhecer tal jogo, Valeu!

    • Gamer Caduco disse:

      Não sei se foi só a nostalgia, a trilha sonora e outros fatores, digamos, “extra jogabilidade” colaboram pra que eu goste dele. Mas o design cansativo e a jogabilidade “marromeno” são bem tristes mesmo.
      Mas jogar ele na era do PS2 em coletânea deve ter sido ainda mais dolorido, com certeza!
      Valeu Luís!

  3. Luís F. disse:

    Demorei a conhecer este jogo, só fui vê-lo numa coletânea oficial de Sonic(s) para PS2, achei ele bizarro, com jogabilidade estranha assim como essa visão isométrica, que pelo que entendi é o que justifica o “3D” do nome, até porque quando queremos dar certa profundidade ou dimensões diferentes em qualquer arte gráfica, sempre concebemos tendo uma perspectiva semelhante. Nos teus elogios vejo o que a nostalgia sempre nos apronta: fazer pensarmos que produtos de outrora são melhores do que realmente são [rs.]. A leitura de teu texto foi muito mais divertida do que conhecer tal jogo, Valeu!

  4. aki é rock disse:

    Post bem interessante Caduco eu não joguei muito jogos da franquia Sonic mas gosto bastante do ouriço azul mas vou dar uma conferida nesse título do Mega. Só joguei algumas versões como a do Master do Game Gear e também a do Nintendo Ds.

  5. Garoto Maravilha disse:

    Conheci esse jogo numa debulhação feita dele no Stargame (versão para Saturn). Em 97, ganhei a versão para o Mega Drive, a qual tenho até hoje. Nessa época, eu era um pirralho que abusava de códigos de trapaças e seleção de fases para jogar e zerar os games.
    A curiosidade que eu queria contar é que joguei esse jogo pelo retroachievemens e peguei quase todas as conquistas. Só faltou as de pegar uma certa quantidade grande de anéis nos act 2 das três últimas fases.
    Nessa brincadeira toda, foi a primeira vez que zerei esse game na raça, com todas as esmeraldas, sem usar save states e seleção de fases! =D
    Essa história de achievements tem um poder de fascínio que merece até ser estudado! hehehehe

    • Garoto Maravilha disse:

      Detalhe que esqueci de mencionar: foi em março deste ano (2019) que peguei essas conquistas no retroachievements! XD

      • Gamer Caduco disse:

        Ah cara, na infância é mais do que natural a gente pelo menos experimentar códigos de trapaça e outros artifícios, eu usei bastante também. Poucas pessoas que conheço genuinamente detestavam este tipo de coisa. A maioria só diz que não fazia! kkkk
        Retroachievements é uma bênção, eu voltei a jogar algumas coisas só pra tentar alguns troféus. E é ótimo fazer eles no hardcore mode só pra esfregar na cara dos amiguinhos xaropes que ficam lançando desafios pra gente… hahahahaha!
        Sobre o Sonic 3D Blast, eu não cheguei a ver os achievements, mas que legal que vc terminou ele 100% de uma vez só. É bem legal a primeira vez que fazemos isso! \o/
        Valeu Wonder Boy!

  6. Hyper Emerson disse:

    Conheci o Sonic 3D Blast numa viagem com a família em Maceió. Eu tinha 53 reais de mesada quando vi o cartucho num supermercado mas ele custava 54 e meus pais não quiseram comprar pra mim. Só que depois, em outro lugar, me deram uma raspadinha e saiu 1 real nela. Tive que espernear para encontrarem o supermercado de novo antes do fim da viagem.

    Eu acho o jogo divertido, embora a jogabilidade seja mesmo imprecisa e as fases mais avançadas sejam cansativas. Eu curtia muito explorar tudo de cabo a rabo, encontrando o Tails, o Knuckles, as paredes destrutíveis e os ícones de continue que só podem ser pegos com 5 flickies seguindo o ouriço. A trilha também é 10/10, tanto que eu deixava o jogo parado no sound test só pra ouvi-la. Também tive a surpresa de descobrir a tela de seleção de fases, embora cutucar o cartucho para acessá-la provavelmente não seja saudável para ele…

    A versão Director’s Cut realmente deixa a jogabilidade mais suave e tira o comportamento único dos 4 tipos de flickies, mas só deixa pegar uma Esmeralda por fase e isso estraga o fato de que o cara implementou o Super Sonic no patch…

    No mais, valeu por mais esta resenha, Caduco.

    • Gamer Caduco disse:

      Num passado distante eu também adorava fazer isso tudo, era ótimo ter tempo disponível! hahahaa!
      Nem lembrei de mencionar os continues que dependem dos flickies, malditas molas!
      Quanto a tela, eu nunca cutucava o cartucho pra habilitar, ela aparecia de brinde em sequencias intermináveis de desliga, assopra, encaixa, liga, tela de seleção, repete… hahaha! Cartucho pirata com chip de má qualidade, provavelmente.
      A Director’s Cut eu ainda não joguei, mesmo. Sacanagem o esquema das esmeraldas, o Saturn é assim também se não tô enganado. E gostei da notícia dos Flickies, não lembro o comportamento de todos, mas tem um (acho que era o verde) que me dava raiva pq parecia que sempre estava fugindo do Sonic. Naquele chão cheio de sabão era um pé no saco! kkk
      Deixei o melhor pro final da resposta: que baita história a sua. Pô, que sacanagem, 1 real! Bom, o karma foi quase instantâneo (durou uma viagem pelo menos) e seus pais tiveram que caçar o supermercado. Naquela época, sem GPS, cidade longe de cara… deve ter sido épico mesmo! haha! Que da hora, curti muito a história!
      Valeu Emerson!

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