Memórias: O pai, o tio, o “brother” e o pós 16 bits

Olá amigos leitores, todos bem?

Vou fazer a introdução de sempre: todo dia 05 de Maio eu pretendo usar meu blog para homenagear o meu pai, que faria aniversário mais uma vez nesta data, se o Universo não o tivesse levado em 2015.

A ideia é sempre relacionar com jogos, já que ele de certa forma também gostava deles, embora não com a mesma paixão que eu. Foi o bastante para que eu tivesse diversas memórias e compartilhasse elas aqui com vocês. O tema do blog são os videogames, como bem sabem.

No post do ano passado eu falei sobre a relação dele com a geração dos 8 e 16 bits. Com este post eu pretendo falar do que veio depois de tudo isso. Recomendo a leitura do post anterior para entender melhor o contexto, caso ainda não tenha feito.

Apenas para relembrarmos, anteriormente eu falei sobre a relação dele com DOOM II, Space Cadet 3D e Tetris. Os três jogos fazem parte da história que contarei neste post aqui, mas vou tentar não ser repetitivo quanto a eles.

Preparados? Vamos lá!

Como contei anteriormente, meu primeiro PC chegou em casa em 1994. Era um 486 com MS-DOS e uma versão do Windows 3.1 instalada, além de vários jogos que já vieram instalados juntos também. Um pouco mais tarde teve atualização do processador para um mais poderoso, não lembro se foi de DX para DX2, SX para SX2, sei lá, na época eu não conhecia muita coisa.

Sei que nesse meio tempo vieram mais joguinhos e também a versão 3.11 do Windows (For Workgroups, lembram?). Eu mesmo entrava no Windows mais pra ficar desenhando no Paint e fazendo outras coisas não tão úteis assim, meu pai usava para jogar alguns jogos, especialmente no 3.11. Essa época eu ainda considero que está dentro da geração 8 e 16 Bits, então não vou focar nela.

Lá pro fim dos anos 90, não me lembro se foi 98 ou 99, o PC foi totalmente atualizado para o tal do Am5x86, ou somente 586, que era como a gente chamava na época. Eu não tinha tanta noção, mas diziam que tinha sido criado pela AMD para concorrer com o Pentium da Intel. Engraçado que vendo aqui a respeito, descobri que ele foi descontinuado justamente em 99 e ele era ligeiramente melhor que um Pentium 75. E eu na época acreditei que era concorrente forte do Pentium 100. Quanta inocência. Tudo bem, não estava tão longe assim do rival e rodava o que eu precisava.

Enfim, era esse o PC que eu tinha quando ganhei o primeiro Playstation, no Natal de 99. Eu queria era jogar FIFA 99 nele, pelo menos a princípio. Nem imaginava que seria nele que eu conheceria o meu jogo favorito de todos os tempos, Final Fantasy Tactics. Entre outras preciosidades, mas estou fugindo um pouco do tópico.

Eu ainda era, digamos, o principal usuário do PC. Tudo porque desde o ano anterior (98) fazia faculdade relacionada (Ciências da Computação), comecei a navegar na Internet no mesmo ano (e estava viciando já), vivia fuçando no Windows 95 e logo em seguida 98 (eu sei, o 98SE é melhor), já estava brincando com emuladores e por aí vai. Mas ainda havia uma boa competição por tempo de uso do computador com a minha irmã e principalmente com o meu pai. Minha mãe mal usava, então quando ela se interessava eu dava licença. Para os outros dois, rolava uma discussão.

Depois que o Playstation chegou eu acalmei um pouco. Enquanto eu jogava ele, meu pai ia fazer as coisas dele no PC. Como falei, entre elas estava jogar alguns joguinhos de Windows, e o hábito continuou tanto no 95 quanto no 98. A maioria eram jogos de cartas, mas nem todos. Lembro bastante dele jogando Paciência Spider, Free-Cell e mais um jogo de Truco que eu queria muito lembrar o nome, mas dava uns gritos bem estridentes. Era aquele negócio, né? Ainda estávamos nos habituando ao famoso Kit Multimídia e suas fantásticas caixas de som (que mais tarde serviam para prever o futuro e detectar ligações de celular antes que ele tocasse).

Era engraçado ver ele jogando. Primeiro porque os próprios gritos do Truco já eram bizarros, segundo que meu pai conversava com o jogo (eu também faço isso), gritava truco antes de clicar no botão pra pedir truco para o computador, ainda tirava sarro quando o computador fugia ou perdia (tipo chamando ele de “bobão” e outras coisas assim, nunca de forma agressiva). Ria quando ganhava, ria quando perdia. Ainda tinha os sons que o jogo fazia quando contabilizava pontos. Cada tento era um som de peido feito com a boca, daquele jeito bem forçado. Este jogo era maluco demais, queria muito lembrar o nome dele. Confesso que não procurei o bastante, prefiro focar na escrita aqui antes que eu me perca no raciocínio.

Enquanto ele fazia esta algazarra toda, eu ficava lá vidrado no console da Sony. Isso se estendeu para 2003, quando comprei o Playstation 2. No começo da vida dele eu ainda tinha algum interesse em jogar jogos, como contei no segundo episódio do Podcast e no post sobre Sonic Advance. Foi a época em que ele ficava lá jogando no PC e eu ficava jogando Chrono Trigger e Final Fantasy VI no PS2. Engraçado, não? Um jogo de SNES portado para PSOne rodando em um PS2. Que loucura!

Eu tenho lembranças de pegar na Internet a informação de quanto de vida tinha o último chefe do Chrono Trigger, pois queria fazer todos os finais que a versão de Playstation tem. Então pegava a calculadora que eu tinha para a faculdade e trabalho e ficava somando todo o dano que o último chefe recebia e subtraia quanto ele se curava, pra saber quanto faltava pra matar ele mais uma vez. E tudo isso com meu pai ali, vidrado no computador e as vezes olhando pra ver o que eu tava fazendo. Lembro dele questionando também que diabos eu fazia com uma calculadora e o controle na mão.

Falando sobre os consoles, no próprio Playstation eu não me lembro dele ter encostado. Também não me recordo dele ficar perguntando coisas sobre ele, como acontecia em gerações anteriores e até posteriores. O PC provavelmente era uma máquina muito mais interessante pra ele.

Aliás, no Playstation 2 também não. Só que eu tenho lembranças dele acompanhando as minhas jogatinas, mesmo de longe. Lembro com clareza dele falando pra minha mãe na cozinha, enquanto eu jogava na sala, a seguinte frase: “o que é esse jogo que o Cadu fica jogando que não para de fazer barulho de sirene e de tiro?”. Conseguem adivinhar o que eu tava jogando no PS2? Quem respondeu GTA: San Andreas, acertou. Foi o único GTA pelo qual me interessei na vida (não gosto muito de jogos de mundo aberto, eu perco o foco e só fico fazendo bobagens). Depois eu lembro dele ir lá ver e eu explicar um pouco do jogo pra ele. Ele riu, falou alguma coisa tipo “que jogo doido” e saiu andando.

O Tetris continuava firme e forte na vida dele, claro. Tanto é que anos mais tarde eu abandonei o GBA para jogar PSP e o malandro simplesmente afanou o meu portátil anterior pra ele ficar jogando o jogo do Game Boy tijolão, já que o aparelho dele parou de funcionar mais uma vez e o GBA é retrocompatível. Não que eu tenha ligado, como falei, estava vidrado no PSP. Ainda assim, eu sempre que achava uma oportunidade pra tirar sarro e fazer um drama sobre o roubo descarado, eu fazia sem dó. Ele ria, sabia que eu não tava falando sério.

Aí veio aquela fase que comentei no podcast 02 e no texto de Sonic Advance. Passei a ter interesse mais em outras coisas do que videogames. Então que diferença fazia emprestar o GBA para quem estava ficando cada vez mais distante dos jogos? Nem todos, alguma coisa mais casual eu ainda jogava. Especialmente os jogos de futebol. E, claro, não posso me esquecer de Space Cadet 3D. Quanto tempo a gente ficou disputando o maior score do jogo. Mas a maior parte do tempo eu tava mesmo era procurando músicas novas pra montar meu case de DJ. Saudades desses tempos.

Se bem me lembro, foram mais ou menos quatro anos meio afastado dos jogos. Começou em meados de 2006 e durou até 2010, quando eu comprei um Playstation 3 e estava voltando aos jogos, mesmo que ainda de forma casual. Inclusive nessa época eu até tentei puxar meu pai de volta para os jogos. Eu até contei no post sobre o PS3, eu juntei grana o bastante pra comprar o console e uma TV moderna da época. O que eu fiz? Botei Final Fantasy XIII pra rodar a abertura logo no primeiro dia, pois foi um dos jogos que eu comprei junto com o console. Curioso que eu nunca joguei ele mais do que 20 minutos. Mas enfim, depois de me impressionar com os gráficos daquela abertura, eis que eu fui correndo chamar meu pai pra ver também. Ele se mostrou impressionado, virou as costas e foi embora. Não, não foi dessa vez.

Algum tempo passou e de repente já não estávamos mais brigando pelo computador. Claro, ele tinha o notebook dele, eu tinha o meu. Não era mais aquele PC único em casa e um monte de gente querendo usar, não era mais a Internet discada que só podia ser usada aos domingos durante o dia ou nos demais dias depois da meia noite, aproveitando o pulso único. Sinal dos tempos. Lembro dele jogando paciência naquele notebook lento que ele tinha com Windows Vista. E eu vivia brigando pra ele atualizar aquela tranqueira, pois sempre que dava problema, adivinha quem era “o menino que fez faculdade de computação” que ia resolver a parada. Bem, antes mesmo da graduação já era assim.

Mais pra frente vieram os smartphones. O tempo estava passando numa velocidade que é difícil de medir. Lembro aqui que até meu aniversário de 30 anos eu não consegui comemorar por ter trabalhado até quase meia noite na data. Não foram tempos fáceis, mas eu de alguma forma sobrevivi e sinto saudades de muitas das coisas boas da época. Meu pai ainda jogava no notebook velho dele, mas o foco maior era o celular parrudo com aquele jogo que ele chamava de “cândi crúxi” (Candy Crush). Claro, o Tetris ele não largava nem nessa época, até então eu nunca mais tinha visto meu GBA.

Ainda assim, lembro também quando eu comprei o volante do Playstation 3 para jogar Gran Turismo 5. Era o Driving Force GT da Logitech, com Force Feedback (a grosso modo: recebe sinais do jogo e se mexe sozinho de acordo) e o escambau. Eu colocava ele numa mesinha de madeira que tinha, uma mesa leve, do tamanho daquelas de bar que normalmente são de ferro. Além disso, usava a cadeira de rodinhas do computador pra sentar pra jogar. Visualizaram? Com um volante que faz força contra o jogador, imaginem o resultado: tudo se mexia, a mesa ia pra frente, pros lados, pra trás. E a cadeira de rodinhas acompanhando. Com o tempo eu fui pegando o jeito e consegui me mexer o mínimo possível e ainda por cima me ajeitava durante a partida para não ficar todo torto.

Um dia eu perguntei pro meu pai se ele tinha de fato desistido dos videogames. Ele disse que não, que jogava Tetris e “cândi crúxi”. Eu então insisti pra que ele experimentasse jogar Gran Turismo 5 no volante e ele prontamente aceitou. Resultou em uma das experiências mais cômicas que eu tive com ele nos jogos. Ele fazia muita barbeirada no jogo e ria alucinadamente, mas ria solto, parecia estar se divertindo muito. E quanto mais ele errava, mais ele ria. No fim, quando ele largou o volante e gritou “chega” de uma forma bem cômica, ele tava praticamente encostado na televisão, que ficava em um rack baixo. Foi empurrando volante, mesa, pedal e cadeira no processo. Foi hilário. Infelizmente é difícil passar toda a imagem só com palavras, eu deveria ter filmado.

Umas duas ou três vezes que relembramos essa história rimos bastante, ele falava que nunca mais ia tentar aquilo de novo e a gente ria mais ainda. Porém, esta foi a última imagem que tenho dele jogando alguma coisa que eu tenho em mente. Algum tempo depois eu saí da casa dos meus pais.

Só não foi de fato a última imagem que tenho dele relacionando com games. Primeiro que no amigo secreto de 2011, uma tradição da família que seguimos desde que me conheço por gente, ele me presenteou com Batman: Arkham City do PS3. Ele sabia que eu queria o jogo e ainda comprou a edição especial que vinha com gibi. Muito bacana!

Já no ano seguinte, em 2012, o processo inverteu e ele era o meu amigo secreto. Dei um Game Boy tijolão de presente para ele, um que estava praticamente novo de tão bem cuidado, na caixa e tudo. Ainda dei com um pacote de pilhas recarregáveis e um carregador. Ele fez uma festa com o console que vocês não fazem ideia. Eu todo preocupado de dar um artigo usado de presente e ele mostrava todo feliz pra família toda. Fico vendo as fotos dele fazendo a maior farra com a caixa na mão e me divirto bastante.

No ano seguinte, em Julho de 2013, ele me deu um Sonic um tanto quanto diferente, artesanal. Foi algo que ele encontrou em algum lugar, eu infelizmente não vou me lembrar onde, mas viu e resolveu comprar e me dar de presente. É uma das coisas que eu tenho maior valor emocional na vida. E essas coisas vocês sabem como funciona: vale mais que qualquer outra coisa dentro da coleção de Sonic que eu tenho.

Aconteceu bem em uma época em que eu tirava fotos com um Sonic de pelúcia que eu tenho me observando fazendo alguma atividade, tipo dormindo, trabalhando, etc. Tudo porque a página do UOL Jogos no Facebook fez um post dizendo “Sonic está de olho no almoço dos gamers”. Eu gostei da ideia e meio que repeti o processo trocando “almoço” pela atividade em questão em alguns posts. O post original:

Alguns dos meus posts bestas imitando a ideia:

Um dia eu pedi para que ele ficasse na minha casa pra acompanhar uma manutenção na parte elétrica, pois eu não poderia faltar no trabalho, já tinha faltado antes pelo mesmo motivo (a foto acima comprova). De repente, na hora do almoço eu pego o celular e vejo uma foto dele no Facebook segurando o Sonic com cara feia dizendo que o Sonic estava de olho no pai dos gamers, mas que ele encarou de volta.

Eu rolei de rir e dou risada sempre que vejo essa foto/post. O post é de Maio de 2013, praticamente um mês antes dele me dar o Sonic de presente. Com certeza ele tirou a ideia daí, sabia que eu gostava do personagem e viu que eu estava me divertindo com o personagem em pelúcia. O cara era muito observador e realmente se importava. Foda demais.

Eu sei, comecei o post indo de acontecimentos mais antigos para mais recentes e comecei a mudar a ordem das coisas no fim do post. É proposital, não estranhem. Queria terminar com esta história. Enfim, em Março de 2013 eu fui visitar meus pais e no meio desta visita meu pai sai do ambiente, volta e diz o seguinte: “Cadu, vou te mostrar um negócio, mas não surte muito”. Eu mandei um “beleza” e fiquei esperando alguma zoeira, mas não, ele me mostrou nada mais nada menos que isso aqui:

Manual com seu respectivo cartucho. Quantas memórias…

Contei a história no post sobre Tetris também, mas é que é uma das memórias mais vivas que eu tenho dessa época. A propósito, acredito que estas sejam as últimas que eu tenho com ele relacionadas à videogames. Filtrando as que eu quis segurar para o post do ano que vem. Tem algumas poucas mais.

Caramba, já faz cinco anos da partida dele. Não parece que passou tudo isso. O tempo passou bem depressa. Já é uma quantidade de tempo considerável que o mundo ficou tão sem graça. Não, não no sentido depressivo da expressão, mas no sentido literal mesmo. Meu pai sempre foi uma pessoa muito agradável e divertida em muitos aspectos. Sei que ninguém pode afirmar o que acontece depois que a gente bate as botas, mas se existe algum lugar para onde vamos depois dessa jornada aqui, a graça toda está por lá. Com toda certeza.

Hoje fica a saudade, o sentimento que poderia ter sido um filho melhor, várias coisas que eu acho que poderia ter feito e não fiz, várias outras que fiz e me arrependo, várias coisas que gostaria de dizer e não soube como, várias outras que falei demais e deveria ter guardado para mim. Não tem jeito, é como a vida é, talvez isso faça parte do aprendizado. Espero que a gente use esse aprendizado para alguma coisa em algum momento. Será que a vida tem New Game+? Seria ótimo se tivesse.

Bem, é isso que eu queria compartilhar com vocês dessa vez. Espero que tenham gostado de ler da mesma forma que gostei de relembrar as histórias e de escrevê-las aqui.

Obrigado a todos mais uma vez pela leitura!

Grande abraço e até o próximo post!

Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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5 respostas para Memórias: O pai, o tio, o “brother” e o pós 16 bits

  1. Luciano disse:

    Emocionantes esses relatos do seu pai. A foto dele encarando o Sonic foi demais! Dá pra perceber que ele era um exemplo de dedicação à família e de bom humor.

    Depois da leitura fiquei relembrando os momentos relacionados com meu pai e os vídeo games. Me recordo dele, quando eu era bem garoto, se aproveitando da minha concentração em algum jogo no Master System pra me fazer comer alguma coisa que eu não queria, e dava certo! Me lembrei das tardes jogando com ele Sonic, Homem Aranha, Gang’s Fighter, Dr. Robotinik Mean Bean Machine, Mortal Kombat (ele amava ficar dando ganchos e me zuando), Mônica no Castelo do Dragão, Deep Duck Trouble… Eu achava engraçado que toda vez que a gente encarava algum chefe ele sempre cantava “Santa Pelonga da perna cabeluda…”. Nem sei de onde ele tirou isso Hahaha. E que saudades do ritual de alugar fitas as sextas pra devolver nas segundas.
    Hoje em dia ele está mais afastado dos jogos, mas dei pra ele um Master System daqueles que é só um controle ligado a TV, que ele usa pra brincar com os netos.

    Parabéns pela homenagem de todos os anos. Curto muito o seu blog.

    Abraço!

    • Gamer Caduco disse:

      Pô Luciano, muito obrigado pelas palavras!
      Meu pai era sim bastante dedicado à família e o humor dele era excepcional. E não é aquele papo de santificar a pessoa que já partiu, isso sempre foi um consenso. O bom humor dele até irritava as vezes! hahahahaha
      Muito bacana a sua história com seu pai, o pouco que vc compartilhou com a gente já mostra que vc tem também um parceirão desde os tempos de moleque. Esse lance de fazer filho comer por estar concentrado em outra atividade funciona mesmo, comigo diziam meus pais que era a TV que estimulava… rs.
      Nunca ouvi esse termo da “Santa Pelonga da perna cabeluda”. Vou tentar lembrar disso no próximo desafio pesado que encontrar nos videogames! hehehe
      Sei qual é o Master System que vc deu pra ele de presente. Ele joga bastante com os netos? Aliás, deve ser mais difícil convencer os netos de jogar jogos antigos do que trazer ele de volta para os videogames, não?
      Valeu demais, Luciano! Pelos comentário todo, tanto pelos elogios quanto pelas histórias. Bacana demais!

  2. aki é rock disse:

    Belo post Caduco fiquei bem emocionado com o seu texto bastante legal essa homenagem viu ao seu pai kra. Lendo esse post me lembrei de um amigo com estudei que faleceu a alguns anos é uma pessoa que sempre lembro com o maior carinho também que faz falta. Continue assim com o ótimo trabalho kra.

    • Gamer Caduco disse:

      Poxa Rock, meus sentimentos pelo amigo. Sei que não é nada fácil perder alguém querido, mas felizmente a gente tem essas boas memórias para recordar destas pessoas que partiram. Melhor ainda quando podemos associar aos videogames, ou qualquer outra atividade que a gente gosta tanto. Ajuda bastante na nostalgia, vários gatilhos para que as memórias venham nos melhores momentos possíveis.
      Valeu demais pelos elogios e pelo comentário, Rock!

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