Maratona Sonic: Sonic Battle (Game Boy Advance)

Olá caros leitores, estão bem?

Seguindo com a Maratona Sonic aqui no blog, chegou a hora de falarmos mais um spin off da franquia Sonic the Hedgehog, o segundo na sequência aqui, já que acabamos de sair de Sonic Pinball Party.

Sonic Battle é basicamente o segundo jogo de luta envolvendo os personagens da série, embora ele seja completamente diferente de Sonic the Fighters.

Lançado em Dezembro de 2003 no Japão, Janeiro de 2004 na América do Norte e logo no mês seguinte na Europa, o game foi desenvolvido pelo próprio Sonic Team. Ele foi distribuído pela própria SEGA no Japão e pela THQ nas demais localidades.

Sonic Battle passa um pouco a impressão de ser uma espécie de concorrente do Super Smash Bros. da Nintendo, embora também seja diferente dele. Bem diferente. Trata-se de um jogo de batalha em arena, com o cenário todo em 3D e os personagens desenhados e animados com sprites 2D. Ainda assim, é uma batalha em Arena que pode ter de dois a quatro personagens, sendo que eles podem estar agindo individualmente ou em times dois contra dois ou mesmo três contra um.

A primeira sensação que eu tive com o jogo é que ele lembra também beat’em up, talvez até mais que um jogo de luta. Claro, guardadas aqui as devidas proporções. Mas é só a sensação mesmo, já que não temos os comandos especiais estilo Hadouken. Até existem outros, como dois pra frente, ou frente e ataque. Porém, os jogos de beat’em up com mais comandos também possuem isso. No fim das contas, talvez ele seja uma mistura interessante entre os gêneros. Ou pelo menos o gênero pode ter servido para dar algumas inspirações.

Os controles são meio parecidos. Além do botão de ataque, temos um botão de pulo e um de ataque especial. Pressionar o botão de ataque com direcional pra frente, trás ou cima gera um ataque diferente. Não parece com beat’em up? Além destes botões, temos um quarto botão que serve para três coisas: defender (pressionar), curar (segurar) e girar a câmera (segurar e pressionar o direcional). Esse botão com multifunções me dá calafrios, mas tudo bem. Eu relevo isso.

Ficar segurando o botão multifunção também ajuda a preencher a barra de especial. Quando ela está cheia, qualquer ataque especial que atingir um oponente que não esteja bloqueando faz com que ele seja nocauteado automaticamente, não importando a quantidade de vida que ele possui. Ah sim, diferentemente de Smash Bros., aqui temos barra de vida e não uma porcentagem estranha. É, pensando melhor, não tem nada a ver com Smash Bros. Mas tenho certeza que ele surgiu pra competir e/ou serviu como base para a criação do Sonic Team.

A segunda sensação que eu tive é que o jogo é um baita esmaga botões. No sentido Smash (esmagar um botão só) e não Mash (apertar tudo aleatoriamente). Muitas das batalhas podem ser resolvidas com um comando só. Ou talvez dois. Eu falo melhor disso mais pra frente. Enfim, o dedão direito chega a doer em alguns momentos.

Sonic Battle possui um menu com diversas opções, sendo: Story Mode, Battle Mode, Challenge, Training, Mini Games e Battle Records, além das opções (Options) do jogo.

O Battle Mode é uma batalha que você pode configurar o número de personagens e sair na porrada com eles, até que um certo número de nocautes seja atingido. Serve para lutas single e multiplayer.

Challenge é basicamente o modo sobrevivência do jogo. Você escolhe um personagem e vai saindo na porrada com o computador em várias lutas, até uma hora que você cai. Não sei se tem um final, os menus dão a impressão que sim e pelas coisas que li isso meio que se confirma. Mas eu não joguei e nem pretendo.

Training, como o nome já diz, modo treino. O tutorial do jogo. Pode ser ignorado, na minha humilde opinião. Tão útil quanto o menu Options, que não tem nada além de Sound Tests, língua e a opção de apagar o arquivo de Save.

A opção Battle Records mostra as estatísticas do jogador desde a criação do save file. Dados como tempo de jogo, quantidade de nocautes, quantidade de coisas desbloqueadas, e por aí vai.

Agora triste mesmo são os Mini Games. Você tem que passar por boa parte do modo história para desbloqueá-los, aí você descobre que quatro dos cinco mini games disponíveis são multiplayer. OK, isso na época deve ter sido meio que legal, sei lá eu, mas em pleno 2020 me deu foi tristeza. Ainda mais porque o único mini game para um jogador é nada mais e nada menos que: Campo Minado! Aplausos, só que não!

Por último e mais importante, o Story Mode é auto explicativo. É o modo história do jogo e o modo no qual o restante deste post será focado. Ele é basicamente um Visual Novel intercalado com o modo de batalha do jogo e é dividido em oito episódios, um para cada personagem: Sonic, Tails, Knuckles, Rouge, Amy, Cream (and Cheese), Shadow e Emerl. Existem outros personagens no jogo e que não podem ser controlados no Story Mode, que são o Chaos (aquele mesmo do Sonic Adventure) e o E-102 Gamma.

Emerl é o personagem base do jogo, um Android (Gizoid) que é encontrado logo no começo do jogo e toda a história se desenvolve em função dele e seu relacionamento com os demais personagens da série. Eu não vou explicar muitas coisas sobre ele para não dar spoilers do plot do jogo.

Logo que criamos o save file de Sonic Battle, apenas o episódio do Sonic está disponível para ser jogado. Assim que finalizamos ele, fica disponível o episódio do Tails. Cada vez que terminamos de um, o de outro é liberado. Os episódios contam a história de forma sequencial, em poucos momentos ele conta algum evento paralelo a algo que ocorreu em algum dos episódios anteriores.

O plot em si é bem no estilo de jogos do ouriço. Em suma, a jornada do herói com o poder da amizade. Galera no Japão adora criar histórias assim. Além disso, rola um pouco de “treine seu robô” também, já que o Emerl começa com movimentos totalmente básicos e pode ser customizado com movimentos de outros personagens conforme vai adquirindo cards ao longo do Story Mode. Isso é bem, legal, dá pra deixar o Gizoid bastante apelão. Claro, cada carta tem um custo e existe uma quantidade de pontos que podemos usar para customizá-lo, quantidade essa que também vai incrementando conforme vamos jogando o modo história.

Eu demorei um pouco pra entender o lance da customização. Não sabia até certo ponto do jogo (quase metade, eu diria) que haviam abas diferentes para customizarmos coisas diferentes nele. No inicio customizei apenas as coisas específicas de movimentação, como a movimentação, o dash, o pulo, entre outros. Ainda havia a aba de ataque e mais outra que tem umas frescuras, como pose, cor, etc. Essa eu não mexi nem quando soube da existência.

Dentro do Story Mode, o objetivo de cada batalha muda para não deixar o jogo muito monótono. Não que faça grande diferença, tem horas que enche o saco e você larga pra fazer outra coisa. Em algumas batalhas precisamos derrubar todos adversários até que fiquem sem vidas extras; em outros temos que somar dez nocautes, não importa quem a gente derrube dos inimigos.

Mudam também a quantidade de personagens: temos batalha entre duplas, momentos em que precisamos sozinhos enfrentar dois ou três adversários, batalhas mano a mano. A parte boa é que não tem “fogo amigo” quando estamos em dupla ou trio. A parte ruim é que vale para o computador também.

Graficamente o jogo mantém o padrão de qualidade dos demais jogos da franquia lançados para o GBA. As animações são bem feitas, os cenários são bonitos e os personagens são bem desenhados, dá gosto de ver, mesmo que sejam as versões “Adventure” deles. Só me dá um pouco de ódio ver a cara de triste do Tails durante alguns diálogos, mas dá pra relevar.

Os monólogos de vilã de novela são “ótimos” também.

Por falar nisso, os diálogos são meio bobos, o que já era meio que de esperar. Cada vez mais transformam o Sonic em babaca, o Tails em um medroso/inseguro, o Knuckles em burro, a Amy em maníaca, a Rouge em pilantra, a Cream em “olha como eu sou certinha” e o Shadow em babaca supremo. O Emerl vira uma mistura louca de tudo isso daí. Ou seja, é meio que estereotipado pra caramba. Dá um certo desânimo, mas a gente releva e segue em frente. O que não fazemos pela nossa franquia querida, né?

O que é meio difícil de relevar aqui é a trilha sonora. Ela é, no geral, é bem fraquinha. Algumas músicas são meio distorcidas, como se quisessem que elas pareçam radicais. A da tela de título, por exemplo. Ficou um negócio tão esquisito que dá vontade de arrancar o fone de ouvido e jogar no mudo. Diga-se de passagem, foi o que eu fiz em muitos momentos.

Claro, nem todas as músicas são ruins, algumas se destacam pra positivo, como a da Emerald City e a da Emerald Beach. Esta última inclusive eu conhecia na versão remixada que aparece em Sonic Generations, em alguns dos Challenges que o jogo possui. Olha eu aqui me adiantando na linha do tempo dentro da Maratona de novo.

Existe uma progressão de dificuldade durante o Story Mode, mas ela não é tão evidente quanto a diferença gritante que existe quando estamos controlando um personagem ou outro. Por exemplo, jogar com o Sonic é bem fácil. Com o Tails também é tranquilo, embora menos. Daí a gente se vê obrigado a controlar o Knuckles, que é péssimo. É muito difícil encaixar um combo com ele, pois ele sempre vai um pouco pra frente conforme vai atacando. Muitas vezes ele passa o oponente e acabamos dando socos no ar. Sem falar que ele é lento demais. Então, se um oponente bloquear um ataque, é bem capaz que você vai sofrer um combo quase sempre fatal na sequência.

Em um determinado momento eu fiquei preso dentro de uma batalha do Knuckles contra dois clones do Emerl, perdendo o tempo todo. Foram muitas derrotas mesmo. Pior é que mesmo pausando e dando Quit ele voltava para a tela de diálogo dizendo que a batalha voltaria. Quase estragou o jogo completamente pra mim, faltou pouco pra eu largar. Daí que eu descobri que a batalha era opcional, fiquei mais irritado ainda. Mas passou. Tudo passa nessa vida, então o echidna está perdoado desta vez. Desta vez.

Para complementar o raciocínio sobre o personagem influenciar e não a progressão do desafio, o Shadow é o penúltimo personagem a ser controlado nos episódios e é fácil demais jogar com ele. Deixaram o personagem muito apelativo. Acho que os desenvolvedores perceberam o quão desbalanceado ficou, pois a gente não controla ele nem em metade do episódio dedicado a ele, fica muito mais focado em jogar com o Emerl. Tanto que a maior parte das cards do Shadow para customizar o Emerl custam muitos pontos. Quase que eu comecei a gostar do personagem, mas não consigo fazer isso e acho que isso não vai mudar tão cedo.

Devido à progressão, como já deixei a entender, mais pro final tem umas batalhas bem difíceis. Só que dá para pegar o jeito e sair vitorioso, normalmente você só precisa encontrar o padrão de defesa dos oponentes. As vezes eles ficam vulneráveis a apenas um tipo de ataque e este tipo muda quando ele é nocauteado. Descobrindo qual é fica fácil, mas se demorar muito, provavelmente quem vai cair nocauteado será você. Tem que ter um pouco de paciência.

Tails triste… 😦

Uma coisa que me incomodou é que o modo história é longo demais. Eu levei mais de dez horas pra chegar no fim, levou muito mais tempo do que eu gostaria que levasse. Fora que o final é tão dramático que pode muito bem fazer parte daqueles seriados médicos que passam na TV a cabo.

Ou seja, eu ainda não sei se gostei do jogo no geral. Ele é relativamente divertido pra passar o tempo, bom de jogar em sessões curtas pra não ficar com dor no dedão. Mas é basicamente isso. Valeu sim pra conhecer, só que eu não volto pra ele nunca mais.

Como não tenho este jogo na minha coleção ainda, não joguei ele no próprio portátil da Nintendo. Não que eu tenha feito isso com os anteriores. Como podem já estar imaginando, mais uma vez joguei emulado no meu PSP.

Digam o que quiserem, para mim é extremamente estranho ver um jogo de porrada do Sonic. Sonic the Fighters já me causava algum estranhamento, mas o jogo mesmo não se leva a sério e é cheio de humor cartunesco. Já Sonic Battle se leva a sério demais, daí fica a caminho do ridículo, embora não chegue a tanto. Eles quiseram criar toda uma atmosfera para um personagem que eu sinceramente não dei a mínima, então sei lá, preferia ter jogado o jogo de luta do Pelé. Tá bom, vai, não é pra tanto. De qualquer forma, não dá pra defender muito este jogo. Não que eu faça este tipo de coisa, vocês sabem bem que eu não fico puxando o saco só porque é jogo do Sonic. Isso eu deixo para outras pessoas em outros lugares da Internet fazerem.

O quarto da Amy é uma mansão por si só.

Bom, é basicamente isso que tenho para compartilhar neste episódio da Maratona Sonic. O próximo deve demorar um pouco mais. Seguindo a ordem cronológica de lançamentos, vou voltar a encarar um jogo de longa duração. Não sei se consigo dedicar muito tempo aos games nos próximos dias, tomara que sim.

Obrigado mais uma vez pela leitura. Nos vemos no próximo post!

Abraços!

Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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Uma resposta para Maratona Sonic: Sonic Battle (Game Boy Advance)

  1. aki é rock disse:

    Me parece ser bem maneiro esse jogo me lembro de ver algum youtuber jogar Sonic Battle não fazia ideia que tinha saído.

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