Maratona Sonic: Shadow the Hedgehog (GameCube, Xbox, Playstation 2, PSN)

Olá caríssimos leitores! Espero que estejam bem!

A Maratona Sonic continua e, pra alegria de alguns, finalmente eu cheguei em um dos episódios mais infames da série e que aposto que muitos de vocês estavam esperando pra rir da minha cara. Eu faria o mesmo no lugar de vocês, claro.

O título do post não esconde, este texto fala sobre o tão criticado Shadow the Hedgehog. Será que ele é tão ruim assim quanto as pessoas falam? Resposta curta? Provavelmente sim! Resposta longa? Bom, convido vocês a lerem o restante do post.

Lançado em Novembro de 2005 no Ocidente e no mês seguinte no Japão, o game foi desenvolvido pelo Sonic Team e publicado pela SEGA no Playstation 2, GameCube e no primeiro Xbox. Posteriormente ele foi lançado também para Playstation 3 através da Playstation Network, mais precisamente em 2013, porém apenas em países asiáticos.

O time de desenvolvimentoconta com personalidades bastante conhecidas, como o produtor Yuji Naka; o designer Takashi Iizuka (que teve também Shun Miyanaga na equipe); os compositores Jun Senoue e Tomoya Ohtani (e mais Yutaka Minobe e Mariko Nanba); além dos artistas Kazuyuki Hoshino e Hiroshi Nishiyama, que se envolveram com diversos jogos da franquia (e outros muito conhecidos) mesmo antes do lançamento do jogo em questão.

Super time, não? Total condições de criar um produto de qualidade em diversos aspectos e entregar algo memorável para os fãs. Pena que não foi bem isso que aconteceu, porque se algo foi memorável aqui, foi pelos motivos errados.

Contando um pouco da história de desenvolvimento, Iizuka sempre tentou alcançar o público mais jovem com os lançamentos da franquia, e então resolveu que seria a hora de mirar no público adulto, embora em nenhum momento a gente tenha que pagar boletos ou lavar louça no jogo. Mirou tanto que a principal coisa que pensaram em colocar no jogo foi exatamente um monte de armas, transformando o título em um Third-Person Shooter misturado com Plataforma 3D.

Outras coisas que eles pensaram foi a inclusão de um palavreado mais agressivo e um sistema de decisões morais que afetam a história e o caminho que o personagem vai seguir no jogo. Cada fase tem dois ou três finais, sendo eles Dark, Hero e Normal (este último presente apenas nas fases de três finais).

Aí que entra a minha primeira bronca com o jogo. Porque diabos pensaram justamente no Shadow pra um jogo “adulto”? Eu não sei se é um senso comum ou é impressão minha só, mas o Shadow sempre foi um personagem adorado pelas crianças, os únicos adultos que eu vejo que gostam dele são os que eram crianças no lançamento de Sonic Adventure 2 pra frente e cresceram. Tudo bem que isso é muito hipócrita, já que eu quando moleque queria mesmo era arrancar a cabeça dos outros com o Sub-Zero.

Ainda assim, a outra coisa que eu não sei se entendo é que o jogo foi classificado como E10+. Eu não sei se dou risada da cara do Sonic Team por mirar em adultos e receber uma classificação dessas ou se fico preocupado com o sistema de classificação do ESRB. Enfim, vamos deixar isso pra lá, pelo menos por enquanto.

Uma coisa positiva pra vocês não acharem que eu comecei a reclamar antes mesmo de terminar as informações básicas do jogo: foi o primeiro título da franquia a contar com a dublagem dos profissionais que deram vozes aos personagens no anime Sonic X. Eu achei isso bem bacana. Se bem que algumas das vozes estão presentes em Sonic Rush também, mas os dois jogos foram lançados literalmente no mesmo dia, então penso que está correto.

Sobre a minha experiência, eu nunca havia visto nada sobre Shadow the Hedgehog. Não tinha experimentado, não tinha visto vídeos, mal vi fotos e também não li muito sobre ele. Ou seja, eu quase não sabia como o jogo funcionava. Aliás, até 2011 eu nem sabia da existência do jogo, lembrando que eu tive um hiato forte de notícias de videogames durante os anos 2000.

Voltei mesmo a jogar em 2010 e, no ano seguinte, criei o blog e comecei a colecionar Sonic. Naquele ano entrei em uma loja gringa e enquanto fazia buscas de jogos da franquia e encontrei ele por um preço bem baixo. Tentei ler algo a respeito e vi o jogo sendo detonado pelos jogadores. No meio daquele xingamento todo eu vi que o personagem usava armas, foi algo que me deixou perplexo. Então decidi não abrir a carteira. Hoje me arrependo um pouco, o dólar estava baixo nesta época e o jogo não chegava aos 10 dólares.

Mas também, como me julgar neste caso? Não conseguia imaginar como seria misturar Sonic com jogo de tiro. Definitivamente eu não queria jogar isso. Sendo assim, vida que segue. Um dia eu completo a bendita da coleção.

O importante é aqui é que Shadow the Hedgehog foi pra mim um jogo completamente novo. Eu realmente não sabia o que esperar dele, embora eu tivesse baixa expectativa.

Assim que terminei Sonic Heroes, literalmente no mesmo dia, eu coloquei Shadow the Hedgehog de GameCube pra rodar no Wii e fui ver qual era.Em um primeiro momento eu não entendi nada do jogo, percebi que não iria gostar dele e desliguei, pra começar depois com mais calma. Apesar que “calma” não foi bem o termo, comecei o jogo no início de Setembro de 2020, numa época em que a vida estava um tanto quanto complicada pelo fim da pós graduação. Não a toa eu demorei praticamente um mês para terminá-lo, chegando ao final verdadeiro dia 29.

Logo ao começar apareceu o menu para criar o arquivo com os dados do jogo para salvar no Memory Card e, assim que confirmei, escutei um barulho de tiro. No menu a mesma coisa, seleciona 1 Jogador e Novo Jogo, barulho de tiro a cada seleção. Tipo, sério mesmo? O Sonic Team se orgulha de ter colocado armas neste jogo? Já começaram errado! Eu honestamente fico perplexo. Ainda mais que tem todo esse negócio de “ain, eu sou o xédou, sou a forma de vida mais avançada” e ele tem que usar armas pra derrotar os inimigos? Armas? Só pode ser piada!

Armas, armas e mais armas.

Um pequeno disclaimer, embora eu já tenha falado aqui no blog algumas vezes: eu tenho uma antipatia enorme pelo personagem. Já começa o problema daí. Sempre achei ele uma tentativa muito tosca de incluir um Vegeta na história do Sonic, mas no fim saiu um personagem que não fede e não cheira. Muita fala e pouca ação. Ou seja, dispensável.

Enfim, juro que tentei relevar isso enquanto jogava, pra não parecer ser implicância minha, ou preconceito, ou chamem do que quiserem. Entretanto, o próprio jogo não ajuda. Já começando pela história.

O jogo se passa na Terra, tem lá o Presidente, mais o Comandante da G.U.N. (Guardian Units of Nations, tipo um exército mundial especial), outros seres humanos, etc. Só faltou o bobalhão do Chris Thorndyke, pois como falei, até as vozes são as mesmas. Eu gosto de Sonic X, de verdade, mas o moleque irrita muitas vezes durante os episódios.

Na cutscene inicial, mostra que a Terra está sendo invadida por alienígenas e logo se descobre que eles são os Black Arms, liderados pelo Black Doom. O Shadow tá lá fazendo coisa alguma da vida enquanto pensa em quem ele é, de onde veio, como se reproduz e alimenta e mais toda aquela paranoia dele de sempre, quando percebe a invasão e diz que não vai fazer nada a respeito, que os humanos são patéticos e mimimi. Até que o Black Doom aparece chamando ele pelo nome e pede pelas sete Chaos Emeralds.

O ouriço fica intrigado e resolve procurar pelas benditas das Esmeraldas, tentando descobrir mais sobre ele e seu passado. Já que o tal do Black Doom sabe o nome dele, provavelmente ele tem estas informações.

Passada a cutscene, a primeira coisa que aparece é tipo um mapa com alguns retângulos e lembram muito o mapa de OutRun. No caso, é o mapa de fases do jogo, e aquelas escolhas que eu falei anteriormente (Dark, Hero ou Normal) te movem para cima, para baixo ou reto nele, dependendo da escolha feita.

Logo na primeira fase, Patópolis Westopolis, no meio do caminho encontramos com o Sonic. Ele pede uma ajuda pra se livrar dos alienígenas e logo aparece um contador no lado direito da tela de quantos deles tem na fase e que precisam ser derrotados. O ouriço azul passa a te seguir e até tenta ajudar, de uma forma meio preguiçosa. A inteligência artificial do jogo não é lá essas coisas, mas parece proposital.

Outra grande prova de que a inteligência artificial do jogo é sofrível são os soldados em algumas missões. Depois que você elimina os alienígenas (ou vice-versa), eles passam a atirar no além, falando coisas como se estivessem na maior guerra da história naquele exato momento, correndo e se protegendo. É bem tosco. Podia ser um pouco mais inteligente isso, mas enfim. É um jogo de 2005, eu não vou condenar ele por isso (também).

Vai ter foto da TV sim!

Um pouco mais pra frente aparece um olho voador com tentáculos, chamado de Doom’s Eye. Ele começa a sussurrar que você deve derrotar todos os humanos patéticos e aquele papo todo de vilão. O contador muda para o lado esquerdo e aparece a quantidade de soldados e robôs presentes na fase que precisam ser derrotados.

O Black Doom possui três olhos, e este Doom’s Eye funciona como se fosse um quarto olho, mas de forma que ele funciona apenas uma “câmera” mesmo, não tem poder nenhum, nem nada. Só fica sussurrando coisas na orelha do Shadow enquanto passamos pela fase. Ao apertarmos Start, aparecem as opções que foram apresentadas: derrotar os humanos ou derrotar os aliens. Há uma terceira opção, que é encontrar as Chaos Emeralds. Bem, estão aí as “difíceis” escolhas do jogador, respectivamente o final Hero, Dark e Normal.

As missões são basicamente estas nas fases. A Dark normalmente estamos favorecendo o Black Doom e os Black Arms a atingir os objetivos deles de enfraquecer os terráqueos e dominar o planeta. A Hero normalmente estamos apoiando Sonic ou um dos amiguinhos a cumprirem com algum objetivo que ajude a salvar a Terra dos invasores. E o final Normal basicamente é o “dane-se essa droga toda, faço o que eu quiser”. Num linguajar um pouco mais apimentado, talvez. Sendo que a missão normalmente é passar a fase correndo e chegar até a argola gigante de fim de fase.

Os amiguinhos disponíveis? Bem, além do Sonic, temos (como esperado) Tails, Knuckles, Amy Rose, Rouge e E-123 Omega. Além deles, o trio atrapalhado Chaotix: Vector, Charmy e Espio. Pra completar os sidekicks do jogo, também tem momentos em que somos seguidos por um monitor voador do Dr. Eggman. Mas este não faz nada contra os inimigos, apenas fica groselhando na orelha do ouriço como faz o Doom’s Eye, só que com aquela voz inconfundível e não sussurrando de forma estranha.

Hero na linha de cima, Normal na do meio, Dark na de baixo.

No menu Pause possível escolhermos qual das duas ou três missões queremos seguir e com isso o Doom’s Eye ou o personagem herói passa a seguir o Shadow, dando dicas em determinados pontos das fases. Se escolhermos o Normal, o próprio Shadow faz o monólogo com as dicas.

No final da fase aparece qual foi o final atingido e, como infelizmente é de se esperar, qual o Rank atingido. Já continuou errado. Pelo menos tirar Rank A em tudo não serve de grande coisa, de novo é só pra desbloquear o Expert Mode. Pra mim isso é extra, então que se dane. Principalmente porque é necessário tirar A em todas as missões das fases, ou seja, multiplica as fases aí por dois ou três. É muita coisa!

Na primeira vez que joguei, acabei optando por um caminho quase totalmente reto, ou seja, tentando fazer os finais Normal. Salvo uma fase que sem querer eu acabei fazendo o final Dark, depois na fase seguinte fiz o Hero pra voltar pra trilha do meio do mapa do OutRun. Este mapa desemboca em dez finais diferentes, e temos que passar por todos eles para liberarmos a última fase e o final verdadeiro.

Ao todo é possível fazer 326 caminhos diferentes no jogo, e cada vez que concluímos um diferente, é adicionada uma sequência das cutscenes assistidas no menu Library. Sinceramente não fiz nada disso, dez caminhos para mim foram suficientes.

O que incomoda bastante é a insistência do jogo em ficar trocando a missão que você está seguindo. Demorei pra entender que acontece sempre que passamos pelo personagem que te passa a missão em questão, toda hora é necessário pausar e trocar manualmente se você quiser checar o quanto falta e outras informações. Enche a paciência.

Bem, as primeiras impressões: os controles são estranhos e o Homing Attack é desajustado, vira e mexe a gente acaba morrendo por causa dele. As mortes bobas não acontecem somente assim, mas também em situações em que acertam um tiro quando o personagem está próximo de uma borda, ele dá um pulinho e cai num buraco. Algo que considero muito bobo.

A vida do personagem é medida em argolas. Você vai coletando elas ao longo da fase e não tem vida adicional se pegar mais de cem ou qualquer outra quantidade. Toda vez que o Shadow é atingido, ele perde somente dez argolas, que podem ser recuperadas como em quase qualquer jogo da franquia. Parece tornar as coisas fáceis, mas tem fases que isso não ajuda muito, tamanho é o tiroteio que rola nela.

É de se elogiar a parte gráfica do jogo. Sendo bem sincero, ela é bacana. Pelo menos os personagens são bem feitos pra época, os cenários são bonitos, cheios de efeitos, parece ter acontecido alguma evolução em relação ao Sonic Heroes, jogo anterior da franquia. Uma pena que a maior parte do jogo é meio escura, fases urbanas, cenários completamente diferentes daquela explosão de cores que estamos acostumados desde a saudosa época do Mega Drive.

Já a parte sonora, pelo menos pra mim, é completamente esquecível. Insistiram nos rocks mais pesados, quiseram forçar junto com os cenários urbados e escuros uma coisa meio badass, sei lá, e no fim das contas as músicas ficaram um tanto quanto genéricas e sem graça. É aquele show de rock que não tem nada a ver com músicas de videogame, só que dessa vez substituindo a parte “cool” por algo mais “sombrio”. Tipo, “olha mãe como eu sou do mal”. Eu não curti, a única música que me recordo e até gosto é a da primeira fase (Westopolis). O resto eu dispenso. Especialmente as de créditos.

Bugs e câmera problemática também fazem parte do cardápio, mas deixa eu aqui fazer um breve elogio. Tudo melhorou em relação a Sonic Heroes, a câmera fica menos perdida, os bugs acontecem com menos frequência, até os malditos caninhos funcionam melhor e você não morre a toa porque alguma coisa na física deles quebrou. Aliás, a física no geral parece mais sólida, embora isso não signifique muita coisa, já que ela ainda é estranha. Especialmente, como já disse, o Homing Attack.

Aconteceu do personagem atravessar o chão do nada e perder uma vida quando faltava pouca coisa pra cumprir uma missão. E teve uma situação em que o jogo travou na tela de loading, mas esta é outra coisa que não vou condenar, ainda mais que quando eu iniciei de novo, vi que o progresso havia sido salvo.

A câmera em particular costuma quebrar quando a gente começa a correr feito louco e tentar fazer as coisas com pressa. Cedo ou tarde ela fica posicionada em um ângulo nada favorável, especialmente com a cabeçona do protagonista tampando boa parte da visão. Pelo menos neste jogo é possível arrumar a câmera numa posição mais favorável, embora mecanicamente falando isso não seja agradável. Em Sonic Heroes a coisa é bem pior, já que a câmera as vezes tem vontade própria, mesmo você ajeitando ela voltava para onde ela queria e dane-se a escolha do jogador.

Só tem duas ou três partes em uma fase específica que de propósito eles fixaram a câmera num ponto e você tem que passar sem ser detectado. É tão mal feito que dá até tristeza. Ainda mais que você não sabe de onde vem os tiros, etc. Dá pra passar correndo e ser menos triste, mas ainda assim, incomoda.

Mesmo com a melhoria, ainda ocorrem muitas mortes bestas por causa da câmera. Não tem o que fazer, o Sonic Team ainda não tinha aprendido a lidar com ela em ambiente 3D. Se é que um dia aprendeu. Bem, não vamos nos adiantar na Maratona.

As batalhas contra chefes são sem graça, na maioria. Preciso falar de um dos chefes finais, o Egg Dealer. Ele é muito chato. Muito chato mesmo. Mas não porque é uma batalha bem pensada, que você precisa se esforçar ou algo do tipo. Não, o problema é você acertar o Homing Attack três vezes em pontos estratégicos pra que a máquina sofra dano dela mesma. E ainda tem que contar com sorte, pois é basicamente um robô slot machine. A batalha acontece em uma pista quadriculada, sendo que a maioria do restante é buraco. O ponto que precisa ser atingido do robô que fica na parte “aberta” das curvas é bem chato de acertar, parece que a mira nela nunca funciona e o risco de você errar e cair no buraco fora da pista é enorme. Tão grande quanto o personagem ir pro lado que quiser e ser atingido pelo robô, sendo que não era a inteção do jogador.

Outra batalha frustrante é o tal do Diablon, que é a máquina do Comandante da G.U.N. A batalha vem com um Sonic de brinde, precisamos enfrentar os dois ao mesmo tempo. Pra acertar o robô é necessário primeiro fazer um Homing Attack no próprio Sonic, só assim o robô abre a defesa. É muito tosco isso, não tem nada de desafiador, só enche o saco. Ainda mais que cada hit seu tira pouca vida e você tem que ficar lá repetindo a mesma coisa por uma eternidade, com um Homing Attack desajeitado e que vira e mexe falha, o Sonic ali em um momento parado te olhando e no outro tentando bater em você de forma alucinada. Sério, é de qualidade bem duvidável, pra falar o mínimo.

Os chefes que precisam ser vencidos na base do tiro normalmente são fáceis demais. É pegar a arma no cenário e descarregar no chefe em qualquer pequena oportunidade que tiver. Acabam sendo batalhas bem bobas.

As missões nas fases costumam ser muito chatas. Por exemplo na primeira fase, onde tanto a missão Hero quanto Dark são de personagens contados que precisam ser derrotados. Se você for até o fim e não encontrar um ou outro, vai ter que sair procurando. Sem exagero, na primeira fase eu fiquei 15 minutos procurando o último soldado da Black Arms para passar a missão Hero.

Tão frustrado que até tirei foto disso na hora.

Depois descobri que era um maldito passarinho que não ficava exatamente no caminho que eu tava fazendo o tempo todo. Pior que ele é renderizado apenas quando estamos bem próximos dele, então acabei vendo ele por acaso, pois estava estressado e fui descontar em um soldado da G.U.N. que estava por perto. Ao me aproximar, o maldito do passarinho apareceu, derrotei ele e a fase acabou.

Mesmo assim, um pouco relacionado a isso tem outro ponto positivo que eu gostei no jogo e acho importante mencionar, que é o fato de poder se teletransportar entre os checkpoints da fase que você ativou. Isso foi muito inteligente. Em Sonic Heroes foi uma das coisas que mais reclamei, de ter que percorrer a fase toda novamente pra realizar uma missão sendo que o ponto que falta resolver está num lugar longe.

Ter que ser transportado pro começo da fase e andar ela inteira procurando algo era muito chato. Já em Shadow the Hedgehog você pode escolher o ponto que quer voltar e tentar encontrar. Agiliza muito as coisas. Um checkpoint não ativado fica inacessível no menu de teletransporte, e normalmente o que você está procurando está nele. Sendo assim você se transporta para o anterior e sai caçando. Muito mais prático. Acertaram em cheio!

Já as missões de passar as fases correndo até o ponto final, pelo menos em algumas delas chega a divertir. Não é a maioria, pois muitas possuem o level design mais pensado em tiroteio do que desafios de plataforma, então passa a impressão de que falta alguma coisa. Você fica lá correndo alucinadamente por vários minutos desviando de inimigos que não quer enfrentar até chegar no argolão, sem grandes desafios. Ou fases que se jogam sozinhas também, que tira um bocado a graça. Mas tem algumas que passam um pouco a sensação de correr que a gente tinha em jogos 2D clássicos da franquia. Bem pouco, bem pouco mesmo.

Infelizmente existem momentos que não fica claro para onde ir e você fica com uma sensação gigantesca de ter caído em um beco sem saída. Muitas dessas vezes a saída é um lugar meio escondido ou um gimmick besta, tipo uma corda para se pendurar mas que não fica muito evidente que precisamos nos pendurar nela. Ou poste. Ou qualquer outra saída questionável que torna o level design pouco criativo.

Nas fases também podem ser encontradas chaves. Ao todo são cinco por fase e elas ficam com o personagem se ele for atingido ou se morrer e ter passado por um checkpoint antes. Elas são acumulativas apenas dentro da fase e apenas enquanto você estiver jogando nela. Elas servem para abrir portas secretas que também são encontradas nas próprias fases. Pelo que entendi, dentro destas portas há uma série de itens que podem ser utilizados pelo personagem para acelerar as missões. Uma vez aberta a porta, a informação é gravada no jogo e o jogador não precisa mais coletar as cinco chaves novamente na fase em questão. Eu só sei de tudo isso porque li a respeito, já que eu não tive vontade nenhuma de tentar procurar, embora tiveram fases que acabei terminando com três delas. Ainda bem que são apenas extras, que bom que pude deixar passar.

É engraçado dizer isso, mas a minha expectativa com o jogo era tão baixa que no meio do gameplay eu não fiquei tão incomodado como aconteceu com Sonic Heroes. Os problemas que ia encontrando eu xingava vez ou outra, mas em pouco tempo me conformava e só passava a bufar e tentar de novo. Em Sonic Heroes a coisa foi bem mais grave, passei o tempo todo xingando o jogo, especialmente os malditos caninhos. Talvez o fato de não ter eles em excesso em Shadow the Hedgehog e também o fato deles serem mais largos e não bugarem com frequência tenha ajudado a me deixar menos irritado.

Mirar e atirar no jogo se torna uma tarefa árdua na maior parte do tempo. Dependendo da arma utilizada, tem momentos que parece que a mira “trava” em um inimigo e fica fácil demais acertá-lo, em outros momentos você não sabe em quem vai atirar porque não sabe em quem ele travou a mira. Tentar atingir inimigos que estão atrás da câmera e não estão sendo visualizados na tela é impossível, fora que é bugado. Aconteceu muitas vezes comigo de não mexer o personagem, mas mexer a câmera e ver que ela tá certinho na direção de um inimigo (acontece com armas que possuem mira visível, como canhões). Bastou atirar e ele se foi. Sendo que eram inimigos fixos, que não se moviam. Ou seja, não faz sentido. E pior é que eles conseguem te acertar numa boa e você nem sabe de onde vem o tiro. Um tanto quanto injusto. Por ser quebrado, claro.

Não esqueço do sufoco que foi pra atirar em alguns androides clones do Shadow em um elevador em que é necessário derrotá-los pra que ele passe a se mover. Com a bazuca era quase impossível, parecia que estava mirando neles e o tiro passava batido. Pior que isso, o Homing Attack não funciona contra eles. Mais pra frente eu descobri que o Spin Dash funciona, mas acertá-los com este movimento é bem complicado e tem uma chance enorme de perdermos uma vida caindo em buraco enquanto o personagem rola de forma desgovernada.

Um Shadow incomoda muita gente, duzentos Shadows incomodam incomodam incomodam incomodam…

Apesar disso, tiveram momentos em que eu percebi estar me divertindo atirando. Mesmo com a mecânica não sendo nada boa, deu uma certa satisfação atirar em alguns aliens e nos robôs. Especialmente os grandões. Vai entender.

Existem fases que são não lineares no jogo, e elas costumam ser bem longas. Pra quem quer passar correndo e chegar logo no argolão acaba sendo frustrante, ainda mais quando resolvem colocar algum puzzle bobo pra te segurar.

Isso me lembrou que existem duas mecânicas no jogo que são novidades, sendo que uma delas ajuda bastante quem tem pressa. São elas: Chaos Blast e Chaos Control. Existem duas barras na parte de cima da tela, uma para cada uma das habilidades. Conforme vamos derrotando soldados da G.U.N., a barra Dark vai enchendo e quando ela estiver completa podemos liberar o Chaos Blast. Já a outra barra tem a cor azul (Hero) e vai enchendo conforme derrotamos os alienígenas da Black Arms. Ao enchermos a barra, podemos liberar o Chaos Control.

Assim que qualquer uma das barras fica cheia, o personagem dá uma resmungada e começa a tocar um rock pesadão “nossa como eu sou do mal”, ele grita alguma coisa tipo “behold my ultimate power” (em tradução livre “mamãe olha como eu sou fodão” “observem meu maior poder”) e a barra começa a diminuir lentamente. Não tenho certeza, mas acho que  isso garante um tempo de invencibilidade também, pelo menos para tiros e alguns outros ataques de inimigos.

Chaos Blast

Chaos Blast é basicamente uma rajada de energia que destrói tudo que está em volta do Shadow. Ao meu ver, ela é muito mais útil contra os chefes chatos que são difíceis de dar dano (normalmente pelo motivo errado, tipo o fato da batalha ser um quebra-cabeças, tipo o Egg Dealer). Cada utilização diminui um pouco da barra, mais ou menos um terço dela, sendo possível utilizar três vezes seguidas se for rápido o bastante.

Chaos Blast também é nome de dois jogos do ouriço para consoles de 8 bits.

Já o Chaos Control, que é um termo conhecido desde Sonic Adventure 2, faz com que o personagem se movimente voando em alta velocidade pela fase, ignorando todos os quebra-cabeças, inimigos, plataformas, loopings, caninhos (YES!) e quaisquer outras coisas que foram colocadas na fase para atrasar a correria. Conforme ele vai voando, a barra vai esvaziando.

Chaos Control é extremamente útil nas fases chatas que você só quer passar correndo. Então as vezes vale a pena derrotar uns Black Arms no meio do caminho pra ganhar um tempo.

Chaos Control

De qualquer forma, chatas mesmo são as missões onde é necessário destruir um veículo grande durante a progressão da fase. Eu lembro de quatro assim e são todas na mesma pegada, temos que ficar a fase inteira perseguindo o tal veículo e, quando possível, atirar nele feito uns malucos. O problema é que nem sempre o jogo te dá algum feedback de que o veículo em questão está sofrendo dano, não tem uma barra de “vida” dele pra você ter ideia do quanto falta. No máximo em algum momento ele começa a pegar fogo, ou algo explode, ou quem estiver te acompanhando fala algo tipo “acredite, o veículo está tomando dano sim” (sério, é algo bem próximo disso). Eu achei isso muito ruim, não só o fato da missão em si ser chata como o jogo não te dar um retorno de que algo está acontecendo. Péssimo.

Por falar em veículos, também é possível entrarmos em alguns disponibilizados nas fases, como tanques, carros, etc. Aquela velha máxima do “por que fizeram um jogo de corrida de carros do Sonic?” que as pessoas gostam de falar acaba ficando potencializado aqui, embora não seja um jogo de corrida. Ora, por que entrar em veículos se podemos ir mais rápido a pé? Talvez por servir de escudo ou algo assim, mas honestamente não vejo grandes necessidades.

Felizmente não são apenas carros que podem ser pilotados. Existem alguns mechas também, ou não sei bem como chamá-los. Eles servem, por exemplo, para pular mais alto e atingir plataformas que o Shadow por si só não alcançaria mesmo sendo o ultimate life form. Existem alguns veículos que servem apenas como uma metralhadora infinita, e é relativamente útil. Tem também espécies de discos que podem ser usados para navegar em superfícies onde o ouriço leva dano se pisar (ou morre diretamente). Estes últimos fazem algum sentido, pelo menos.

Todos veículos possuem “barra de vida” e conforme são atingidos ou vamos trombando na parede, inimigos e etc, esta vida vai diminuindo. Se a vida chegar ao fim, o veículo explode. Nada acontece com o protagonista.

Vou falar um pouco mais sobre missões. Para vocês terem uma ideia melhor dos tipos que aparecem ao longo do gameplay.

Além das já citadas, existem missões para coletar um número X de argolas, ativar switches ou algo similar, e até mesmo apostar corrida com o Sonic aparece. Inclusive esta me deu uma certa raiva, pois tanto a Normal quanto Hero o objetivo era exatamente o mesmo que aparecia no menu Pause, mas não deixava claro qual a diferença entre ambos. Daí que eu descobri que chegar antes do Sonic (na verdade antes de completar cinco minutos na fase) significa final Hero e depois deste tempo significa Normal.

A primeira vez nesta fase eu queria o final Normal e no fim das contas peguei o Hero sem querer, passei a fase rapidamente por não saber do detalhe do tempo. Na segunda vez cheguei com quatro minutos quase cravados e tive que ficar esperando no fim da fase a missão Hero falhar pra conseguir a Normal. Mas só descobri que tinha que fazer isso porque parei para ler a respeito. Não sei se é o tipo de coisa que condena um jogo, mas falta de informação me incomoda um bocado. Mesmo que fosse pouca coisa, em um jogo cheio de pequenos problemas, inclusive conceituais, um a mais é mais um grão pra encher o papo da galinha, se é que me entendem.

Teve fase que eu demorei trinta e oito minutos pra terminar (TREIZOITÃO, que também é uma arma). Tudo isso porque um dos robôs que eu precisava destruir pra concluir a missão fica escondido em uma área que é praticamente um rail shooter (pra quem não sabe, tipo um House of the Dead). O problema é que ele não é lá muito bem feito. Pra ajudar é uma fase cheia desses trechos, o que já incomoda bastante. Nesse dia a minha Motion Sickness gritava, saí do jogo com dor de cabeça, literalmente.

Aliás, nem comentei isso, mas o jogo causa Motion Sickness em quem sofre deste mal, ainda mais com uma câmera que vira e mexe resolve se posicionar sozinha e no meio da correria começa a rodar bastante e em alta velocidade. Em fases como esta do shooter on rails que comentei também afeita, já que a gente passa por um cenário olhando loucamente tudo pra ver se nada ficou pra trás. Pensem que isso durante trinta e oito minutos isso é um grande problema. Claro, não estou condenando o jogo por isso, tem ótimos jogos que me atacam a Motion Sickness também e por este mesmo segundo motivo citado (ficar movimentando a câmera pra procurar algo). É mais um aviso amigo pra quem também tem esta maldição embutida no corpo.

Voltando nas missões de destruir coisas, tem uma delas que tem uma fase totalmente psicodélica e louca, no sentido que ao mesmo tempo que tem trechos que parecem se jogar sozinhos, eles também parecem descontrolados. No final dela você precisa destruir uma coisa que fica depois do Goal Ring (o “argolão” de fim de fase), só que pra chegar nela é praticamente um parto de quadrigêmeos. Altos desafios de plataforma, com o desafio da câmera embutido e mais as loucuras que eu já reclamei (por exemplo, linhas finas para se pendurar e que não deixam muito claro que este é o caminho). Daí você chega lá em cima e tem que atirar pendurado em um cano vertical, ruim de mirar. Ou seja, você precisa de armas pra fazer isso. Experimente chegar nesta parte sem armas ou pouco tiros e você vai ter a infeliz surpresa de ter que descer parte deste caminho pra acumular armas e depois subir de novo. Tipo de desafio nada interessante, na minha nada humilde opinião.

Agora, nada é mais ridículo neste jogo do que a ideia de que ele está o tempo todo tentando ser adulto e ao mesmo tempo faz algumas piadinhas não tão legais, tipo as deste blog que normalmente aparecem riscadas. Ou então tenta fazer algumas frases de efeito que mais parecem ridículas do que qualquer outra coisa. Alguns de vocês deve ter tido aquele amigo que sempre tenta inventar termos novos pra ficar em evidência ou seja lá por qual motivo fazem isso (quem não teve um amigo assim, provavelmente ERA o tal do amigo). Este jogo soa mais ou menos da mesma forma. Já vou explicar.

Começando pelas piadinhas, eu lembro de estar em plena ARK (o satélite em órbita da Terra) e um soldado soltar a seguinte frase: “Mr Yuji Naka is alright”. Tipo, sério? Tão querendo fazer algum tipo de fanservice ou quiseram somente homenagear o produtor do jogo?

Uma das frases “adultinhas” do jogo e que até virou meme é a famosa “Where’s that DAMN fourth Chaos Emerald?” (tradução livre: “Onde está aquela MALDITA quarta Esmeralda do Caos?”). Ele enfatiza com tanto gosto o DAMN que chega a ser ridículo. Não a toa virou meme. Aliás, “DAMN” o personagem também fala sempre que perde uma vida, normalmente seguido de “Not Here”.

A outra coisa que é irritante, todos, mas absolutamente todos os finais do jogo o Shadow solta a famosa frase “this is WHO I AM”, como quem acaba de se descobrir finalmente. Eu entendo que a ideia do jogo é uma jornada pela auto descoberta do personagem e isso é plausível, mas precisa desta frase de efeito? Chega até ao ponto dele falar ela de forma depressiva em um dos finais, onde ele se descobre alguém de quem não se orgulha. Ver ele falando dez vezes por dez motivos diferentes é bem bobo e risível. Até irritante, pra ser sincero.

Outra coisa besta que eu queria mencionar, mas aí é mais no nível da zoeira. O Hyper Emerson lá do The Twosday Code me mandou o tweet abaixo, que prova que na verdade o Shadow não está lutando contra as forças G.U.N., e sim está caçando pessoas chamadas Bob. Eu achei hilário, queria compartilhar com vocês.

 

E aí eu chego no ponto onde eu mais me revoltei quando o assunto é frases toscas. Tanto que eu coloquei três menções sobre isso nas minhas anotações. Na Glyphic Canyon, que é praticamente a segunda fase se você fizer o final Normal na primeira, a missão Dark é ativar cinco joias ao longo da fase. Até aí tudo bem. O que eu não aguento é o Doom’s Eye sussurrando na orelha dele “Touch the Jewels” (“toque as joias”, em tradução livre). Eu passei por esta fase em oito dos dez finais, então escutei muito isso. E depois da quarta ou quinta vez que passei pela fase, comecei a ficar constrangido, pois o negócio parece meio, como eu posso dizer? Pornográfico! Como assim tocar as joias pra você? Sai pra lá, mano! Nem por aquela maldita quarta Esmeralda.

É, eu sei, a maldade está nos olhos de quem vê. Ou nos ouvidos de quem escuta. Enfim, vocês entenderam também. Mas o que eu posso fazer? Ele é um olho. Com tentáculos. Em um jogo japonês! Sussurrando! Deixem pra lá, vai.

 

Outra coisa frustrante sobre falas, é que todo fim de fase o Shadow quer dar uma de gostosão. Se ele faz o final Dark, ele solta alguma frase de efeito tipo “preciso ajudar os Black Arms para saber mais sobre o meu passado”; se ele faz o Normal ele solta algo tipo “ninguém me diz o que fazer, eu faço o que quero”; e se faz o Hero, ainda dá uma de “vou salvar todo mundo, sou herói mesmo, se não fosse eu isso aqui estaria perdido”. Tá, no último dos casos relatados eu exagerei um pouco, mas é porque não lembro direito das frase de herói dele. Contudo, elas são nesta pegada mesmo e o que mais me irrita é que ele tem resposta pra tudo sempre, humildade ali passou longe. Ainda se ele fizesse num nível cômico, tudo bem. Mas ele tenta pagar de fodão, chega a soar babaca e ser ridículo. É só pra impressionar criança mesmo. E vocês ainda me perguntam porque que eu não gosto desse traste. Pronto, falei!

Sobre as decisões, durante a campanha de lançamento, a SEGA investiu muito no slogan “Hero or villain? You decide.” (“Herói ou Vilão? Você decide”, em tradução livre).

Desculpem por isto

Eu decido mesmo? Sei não. O verdadeiro final do jogo te obriga a passar por dez diferentes finais, que no fim das contas não são dez totalmente diferentes, existem alguns que são ligeiramente diferentes. Só que são desfechos divergentes, no fim das contas. Isso tudo para chegar em um décimo primeiro em que o Shadow é o herói da coisa toda (evitando palavrão aqui). Quem decidiu o quê?

Além disso, se na verdade eles estavam querendo enfatizar que você pode transformar o Shadow em vilão ou herói baseado em decisões, pra mim também é algo questionável. Eu sei que existem muitos jogos onde as decisões morais são feitas através de diálogos e não ações, e entendo que isso incomoda muitos jogadores. Ainda assim, as missões que influenciam nesta questão de herói ou vilão tornam a coisa toda muito artificial.

Fora que você sabe exatamente o que está fazendo, sabe que está apoiando o lado do vilão ou o lado dos heróis. É diferente de outros jogos onde as coisas as vezes parecem mais em “tons de cinza” do que “preto ou branco”. São jogos onde mesmo situações onde você acha que está fazendo o bem, com o desenrolar descobre que fez algo totalmente ruim. Um bom exemplo disso é The Witcher, mas talvez eu esteja sendo injusto comparando com um jogo mais recente, considerando que eu só joguei o terceiro capítulo. Em minha defesa, Indigo Prophecy saiu alguns meses de Shadow the Hedgehog e possui um sistema melhor. Apenas dizendo, também sabendo que é injusto comparar um jogo onde o foco é exatamente percorrer a história baseado nas decisões contra um jogo que simplesmente tem isso.

Talvez seja ainda mais injusto esperar isso tudo em um jogo da série Sonic the Hedgehog, onde na verdade isso nem deveria chegar perto de existir, mas sim algo mais linear e mais focado em aventura e desafios mesmo. Entretanto, já que tentaram colocar, poderiam ter feito algo melhor. Só ficou sem graça, artificial mesmo.

Pra piorar, os finais são um tanto quanto divergentes e desconexos. Pelo menos as cinco “duplas” de finais. Fica tudo muito confuso, complicado de entender qual dos caminhos que ele de fato fez para chegar na missão final (The Last Story) e se tornar o herói. Não sei dizer se ele fez o 100% Hero ou não, se está ligado com nenhuma daquelas dez histórias ou não.

Tem finais que afetariam a franquia drasticamente, então estes eu sei que posso descartar. Só não sei para que colocar eles então. Enfim, não sei, fiquei confuso, isso tudo me incomodou e eu decidi compartilhar a dor com vocês neste texto gigante.

Tentando entender essa situação toda de múltiplos finais e tudo mais, encontrei um post de 2005 em um fórum que não está relacionado com o assunto, mas que me fez gargalhar. O cara estava muito bravo reclamando. Ele fez um texto que, em suma, o Shadow com uma arma em um jogo não é cool, é ridículo. E eu ri justamente por isso, é exatamente o que ele falou, passar pelo jogo e perceber isso dá vergonha alheia. A SEGA errou feio com Shadow the Hedgehog, não tem muito como não perceber isso. Em todos os aspectos.

Ah, para sacanear um pouco a parte gráfica também, tem uma cutscene que o Sonic aparece deitado como derrotado e tudo mais. Mas a modelagem ficou tão estranha que parece que ele tá lá deitado relaxando com cara de pouco caso, como se pensasse “Tá, perdi, e daí? Grande coisa. Vou tirar um cochilo. Valeu, falou”. Logo em seguida ele aparece mais com aspecto de derrotado e o diálogo serve, mas a primeira impressão me deu um baita susto.

Só de boa deitado relaxando.

Este e quase todos os outros dez finais, na minha humilde opinião (e apenas opinião mesmo) são bem toscos. Não teve um final que eu tenha dito “olha que legal” ou algo assim. Com exceção do desfecho do The Last Story, este sim eu curti. Outra coisa é que eu detestei também todas, absolutamente todas as músicas de créditos. Cada final tem uma diferente. Todas são rockzão do mal fodão ou rockzão do mal sombrio. Todas elas tão memoráveis quanto aquela aula daquela matéria que você não gostava na primeira série.

Bom, já que toquei no assunto, vamos falar de coisa boa: The Last Story. Nela finalmente é contado alguma coisa sobre a história do Shadow, sem ser de forma bagunçada, sem fazer suposições sobre ele ser herói ou vilão, simplesmente a história como ela aconteceu 50 anos antes do momento em que se passa o jogo. A ligação do personagem com o Black Doom, com o Gerald Robotnik (avô do Dr. Eggman), com a Maria e com o Commander da G.U.N., além de contar também o que e como tudo aconteceu na época, concluindo com o porque dele decidir o que decide no fim do jogo. Sem spoilers.

A parte ruim deste capítulo? Algumas cutscenes possuem loading entre elas, mesmo quando elas parecem acontecer no mesmo “ambiente”. O diálogo fica quebrado entre algumas delas, causa uma impressão ruim, quebra qualquer tipo de imersão. É bem ruinzinho. Tecnicamente falando, claro. A história em si é bem razoável, eu gostei dela. E mesmo assim continuo detestando o personagem, não se empolguem.

O que mais posso dizer? Tem sim o Super Shadow que vocês tanto queriam. Pra banalizar de vez o Super, igual acontece em Dragon Ball Z. Eles seguiram esta formula direitinho. OK, OK, tô brincando aqui, eu adoro DBZ. Mas não deixa de ser uma verdade.

Esta história é contida de uma fase (The Last Path) e um chefe final (onde controlamos o Super Shadow).

A fase tem timer pra ser finalizada, mas dá para passar bem de boa, especialmente se ativar o Chaos Control o máximo que puder.

Já o chefe, bem, eu detestei ele. É praticamente um jogo de tiro com aquela mira horrível e aquela velha mecânica das argolas se esvaírem uma por segundo. Eu morri muitas vezes, muitas mesmo. Quase larguei. Mas em algum momento percebi o que tinha que fazer e consegui passar, com apenas duas argolas faltando no último hit.

O engraçado é que depois da mini cutscene do chefe sendo derrotado, volta para a tela de jogo com as argolas diminuindo e, logo em seguida, mostra a tela de fim de fase. Chegou a bater zero argolas neste momento e eu achei que o jogo bugaria ou que eu perderia uma vida e teria que tentar de novo. Felizmente, no fim das contas, tudo deu certo. Felizmente mesmo, porque eu não iria aguentar outra batalha contra ele.

O final é dramático, pra variar. Mas eu gostei dele. Sem spoilers, de novo.

Onde está aquele MALDITO resumo?

OK, eu gastei este monte de caracteres aqui e este jogo nem merecia tudo isso, mas eu tinha tanta anotação feita e tanto pra falar que isto foi o mais resumido que consegui. Esta é a droga de ser uma pessoa detalhista, quer entrar nos mínimos detalhes até do que não gostou. Talvez com mais vontade nestes casos. Mas enfim, vou fazer o resumão de novo, como fiz no post sobre Sonic Heroes. Porém, desta vez sem link direto pra quem não quer ler tudo.

A estrutura de Shadow the Hedgehog é bem parecida com a de Sonic Heroes, meio que com missões, meio que com fases para serem passadas na correria. A data de lançamento é próxima e a Engine é a mesma (RenderWare), além das mesmas plataformas de lançamento. Não tem como não comparar. Novamente cito aqui que Shadow the Hedgehog mais evoluído tecnicamente falando, pelo fato de ter menos bugs, os gráficos parecem mais otimizados (apesar dos ambientes escuros demais), a câmera estar um pouco melhor, os caninhos não te matam o tempo todo, etc.

Mesmo assim, ele também tem problemas, e não são poucos: a câmera se perde as vezes e é um pouco ruim de controlar, o Homing Attack é desajustado e causa mortes bestas,  mirar com as armas não é um processo tão natural e é cheio de pequenos problemas, os demais casos de mortes que acontecem, e o level design que normalmente não é desafiador ou é frustrante porque é desafiador demais pelo motivo errado. Aliás, no quesito level design, Sonic Heroes vence por goleada.

Resultado do meu primeiro gameplay.

Questão de opinião aqui conta também, já que o blog é pessoal. A trilha sonora deste jogo, como falei, é muito sem graça e fácil de esquecer. Este é outro ponto onde Sonic Heroes ganha de goleada do jogo solo do anti-herói da franquia. Não, não foi um trocadilho (ou será que foi?).

Não gosto também da ambientação do jogo, começando pelo fato de ocorrer na Terra e ter toda aquela interação com humanos, passando pela história cheia de forçadas de barra de “nossa como o Shadow é badass, ele é brabo mesmo”. Tentaram deixar o jogo sério demais e este tipo de coisa tornou ele mais risível do que cult ou sei lá qual seria o termo que as pessoas usam quando tentam usar entretenimento para avaliações artísticas abstratas demais. O resultado dessa pseudo seriedade foi algo bem esquisito.

Também vale mencionar que o jogo falha em algumas questões conceituais também, não somente técnicas, como a presença de armas, o fato de tentar ser um jogo adulto e não chegar nem perto disso, as decisões morais muito artificiais, as confusões das histórias e algumas missões irritantes.

Além de toda aquela baboseira do Shadow ser o “ultimate life form”, algo que é repetido a exaustão no jogo (e em outros jogos da franquia também), e mesmo assim o personagem precisa usar armas pra derrotar seus inimigos. Eu acho isso um tanto quanto tosco, ainda mais comparando ele ao protagonista da franquia, que é o seu rival direto.

Tá bom, Shadow, tá bom…

Ou seja, o jogo é bem safado. Ainda assim, não é o desastre que eu imaginava. Já tinha um preconceito enorme dele pelas coisas que li a respeito ao longo do tempo, daí passei por Sonic Heroes e tive aquela decepção enorme que já foi mencionada no post sobre ele.

Claro que já imaginei uma coisa horrível, “injogável”, intragável, inenarraiver, extremamente irritante e tudo mais. No fim das contas, só é um game ruim em vários aspectos, mas não chega no meu ranking com os dez piores jogos que joguei na vida. Talvez não chegue nem perto disso, não sei. Amaldiçoei ele muito pouco durante o gameplay, bati muito mais forte em Sonic Heroes enquanto jogava, mas aí pode ser também a questão da expectativa. Sem falar que se tiver que escolher de morrer entre a cruz e a espada, fico com Heroes.

Ainda assim, talvez Shadow the Hedgehog seja sim um dos piores jogos da franquia, mas eu preciso pensar melhor. Vocês podem me cobrar quando eu alcançar o título mais recente dela, seja qual for.

Aqui de boas atacando os badniks com Homing Atttack e… O QUÊ???

Se por acaso esquecermos que ele é um spin off da franquia Sonic the Hedgehog, dá pra afirmar que se trata de um jogo muito meia boca. Mas, quando a gente lembra o universo onde ele está inserido, aí a coisa dói bastante.

O jogo até tem umas ideias boas, como o teleporte por checkpoints já alcançados. Contudo, irrita muito ter que fazer dez finais diferentes passando por algumas fases um monte de vezes e outras passando uma ou duas vezes e olhe lá.

Entendo todo o lance de jornada pela auto descoberta do Shadow, respeito isso. Só que não fizeram da melhor forma possível. Se o Sonic Team se importa tanto com o personagem, não deixaria ele fazer papel de palhaço como nos finais mais Dark, onde até risada de vilã de novela acaba acontecendo.

Também acredito que o time não deixaria os finais serem tão confusos e acontecerem coisas que afetariam e muito a franquia se realmente tivessem acontecido. Sem grandes spoilers. Fiquei bastante incomodado com tudo isso, e olha que, como já falei mais de uma vez no post, eu não dou a mínima para o personagem, ou melhor, até desgosto dele.

Aprovado para trabalhar nas novelas daquela emissora que não patrocina este blog.

Não a toa a recepção deste jogo foi tão ruim tanto por parte dos jogadores quanto da crítica. Se olharmos para as notas da maioria dos principais veículos da mídia especializada da época, veremos notas que normalmente variam entre 45% a 50% do valor total. Ou seja, a grande maioria considerou o jogo ruim ou no máximo mediano.

Tiveram notas positivas também, como a Nintendo Power que deu para o jogo uma nota 8.0/10.0. Não só isso, os leitores da revista deram ao jogo o título de Melhor Plataforma do Ano. Honestamente eu nem sei o que dizer sobre isso.

Entre as maiores reclamações estão os controles, sendo que a maioria reclama do Homing Attack que causa mortes inesperadas. Eles mencionaram, entre outras coisas, que tem momentos em que você acha que tá tudo bem e de repente percebe que o movimento não deu certo, o personagem vai parar no buraco no meio do nada e resulta em uma morte besta. Basicamente o que eu também reclamei neste post.

A mira das armas também foi bastante criticada, sendo que é complicado de mirar manualmente e a trava de mira é confusa. Outros pontos que eu também mencionei no texto. Aliás, como era de se esperar, a presença de armas foi outro ponto criticado, o fato de precisar usá-las ao invés dos ataques convencionais do personagem nos jogos da série.

Análise saiu na edição 199 da Nintendo Power. Não consegui encontrar imagens da matéria.

Embora a Nintendo Power tenha gostado do tema adulto do jogo, a maioria dos veículos acabaram criticando este ponto.

O level design também sofreu duras críticas, sendo que alguns níveis foram considerados “extremamente frustrantes” e também foi mencionado que as fases mais velozes possuem um design muito pobre.

Por fim, houve quem falou que o sistema de escolhas morais do jogo passa a impressão de ser muito artificial. E aqui cabe uma confissão minha: eu mudei o meu texto para usar o mesmo termo (artificial) depois de ter lido isso, porque na maioria das vezes eu não sabia explicar porque achei o sistema de escolhas do jogo tão sem graça.

Entre os elogios está o fator replay do jogo. As escolhas morais permitem que você possa passar por múltiplos caminhos e isto passa a impressão de que não está jogando o mesmo jogo em todo momento.

Eu entendo este ponto, mas não sei se concordo. Talvez se o restante do jogo ajudasse as minhas impressões seriam diferentes, mas a sensação que me passava toda vez que eu iria recomeçar o jogo para um jogo final era “que saco, lá vamos nós de novo, e ainda tem que fazer aquela missão chata naquela fase insuportável”. Digamos que eu não recomeçava com prazer, parecia que eu tava ali me preparando pra entrar no pior emprego do mundo e que fazia isso porque precisava, e não porque queria.

Resultado depois de fazer todos os dez finais.

Sei lá, a esta altura do campeonato a gente já tinha um Super Mario 64 mais que consolidado (foi lançado quase dez anos antes), várias ideias que surgiram a partir dele, vários jogos com física, mecânicas e câmera que funcionam perfeitamente. Enquanto o Sonic Team vem com Shadow the Hedgehog, cheio de problemas técnicos e também conceituais, não canso de dizer. Não dá para achar que jogar o jogo dez vezes pra ver o final verdadeiro é algo positivo.

Contudo, o estranho mesmo é que este jogo teve foi considerado como um sucesso comercial, dado o elevado número de vendas. Foi vendido algo em torno de 2 milhões de unidades em praticamente 1 ano e 3 meses. Fã de Sonic é um público ímpar, definitivamente.

Enfim, Shadow the Hedgehog é um jogo dispensável, até mesmo pela base de fãs. Eu falo isso com uma certa ressalva, principalmente porque a fanbase é cheia de fãs incondicionais que não conseguem enxergar defeitos nos jogos da franquia e para eles tudo é lindo e perfeito no mundo de Green Hill Zone em que vivem. Ainda mais quando fala do Shadow, que eu sei lá que graça a galera que é fã dos Adventure vê nele. Enfim, gosto é gosto, é algo que não se discute. Mas vocês sabem, vocês usam a Internet e falam com essas pessoas, é um tipo de figura muito comum em fóruns e redes sociais. Mencionei eles em Abril de 2012, de uma outra forma. Eles já são conhecidos desde muito antes disso. Duro que eles fazem bastante barulho, diga-se de passagem.

Mesmo assim não me intimidam. O que eu posso dizer pra essa galera? Vão jogar um Super Mario Galaxy e tentem entender o que é uma física que funciona de verdade. Tentem prestar atenção na trilha sonora e nas nuances do jogo, especialmente design do jogo e das fases, vocês vão perceber como até chega a se ridículo comparar os dois jogos. Provavelmente isso se aplica ao tal do Sonic Heroes também, com exceção à trilha sonora, que é muito boa.

As coisas muito bem polidas que foram entregues neste e em outros jogos incríveis em 3D do encanador bigodudo e até de outros personagens não estão presentes nos jogos desta fase de jogos do ouriço, não adianta tentar defendê-los.

Então sim, se é que alguém se perguntou isso e quer a minha opinião, Shadow the Hedgehog é um dos piores jogos da franquia, não deve ser jogado e tudo mais que vocês já devem ter lido e assistido por aí. Passem longe.

Se resolverem contrariar e forem jogar mesmo assim, optem pela versão de GameCube ou Xbox.

A versão de Playstation 2, pelo que dizem, é toda problemática. No console da Sony o jogo roda cheio de glitches e quedas bruscas de framerate.

A única “desvantagem” da versão do console da Nintendo é que não existe opção de mudança de língua e nem a utilização de línguas diferentes para áudio e legendas. A versão Oriental é toda em japonês e a versão Ocidental é toda em inglês. E é isso! Sei que tem gente que se importa com este tipo de coisa, então acho importante mencionar.

Já a versão para o console da Microsoft não tem a opção de jogar o modo principal usando o segundo controle para ajudar o primeiro jogador nas missões. Quem pretende jogar sozinho e quer o áudio em japonês, por exemplo, tem aí a melhor opção disponível.

Pra finalizar o texto, a minha grande tristeza é que eu ainda estou frustrado com Sonic Heroes. Ver Shadow the Hedgehog com algumas questões corrigidas, embora ainda tenham sobrado muitos bugs, confirma a minha teoria de que com mais polimento o jogo anterior teria sido menos decepcionante. Mas não sei, é o tipo de coisa que não dá pra saber, já que é algo como uma realidade alternativa.

Chega de falar do passado, vamos em frente com a Maratona Sonic. Felizmente o próximo capítulo vai trazer um Spin Off que eu nunca experimentei, mas tenho uma certa curiosidade. Trata-se de Sonic Riders. Espero não me decepcionar, pois depois dele chega o episódio que eu mais temo na franquia toda: o infame Sonic the Hedgehog de 2006.

É isso, galera! Espero que tenham gostado mais do texto sobre Credow Shadow the Hedgehog do que eu gostei do jogo.

Lembrando que o vilão deste jogo é composto pelos nomes de dois jogos de tiro: Black e Doom. Será que é por isso que deram armas para o Shadow? Ou será que escolheram o nome do vilão por causa disso? Ou será que não tem nada a ver e o jogo fritou os meus neurônios?

Enfim, vou deixar vocês aí com esta teoria da conspiração bem sem sentido e vou me mandar.

Desculpem o textão, não deveria gastar tantos caracteres com um jogo que não merece tanta atenção, mas this is WHO I AM.

Obrigado a todos pela leitura e até o próximo post!

Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
Esse post foi publicado em Game Cube, Jogos, Maratona Sonic, Playstation 2, Playstation 3, SEGA, Sonic, Xbox e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Maratona Sonic: Shadow the Hedgehog (GameCube, Xbox, Playstation 2, PSN)

  1. Gostei da montagem do “você decide”, acho que o jogo merece kkkkkkkk

    • Gamer Caduco disse:

      Pelo visto a montagem ficou bem ruim, da forma que vc falou… kkkkkkkkkkkkkkkk
      Mas sim, ele merece qualquer tipo de zoeira sem o menor pudor. Infelizmente…
      Valeu Thiago!

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