Polemicaducas: Troféus usados?

Como estão, caros leitores?

Para dar uma movimentada no blog durante os dias em que não tenho postado nada por não conseguir separar um tempo para me dedicar aos games ou ao estudo deles para fazer posts mais elaborados, decidi reviver e rebatizar uma seção que está adormecida há anos.

A seção anteriormente se chamava “Assuntos err… Polêmicos”, que convenhamos é um nome bem tosco. Tosco por tosco, melhor colocar um trocadilho imbecil com o meu apelido para deixar a tosquice mais personalizada. Surge então a nova/velha seção Polemicaducas.

Não vou entrar muito no detalhe, mas o nome é quase autoexplicativo: vou falar de assuntos que são considerados controversos ou polêmicos de alguma forma. Como sei que este tipo de assunto gera debates que podem fugir do controle e passar o limite do aceitável, então criei umas regrinhas pra tentar fazer o pessoal se comportar. As regras valem pra mim também, claro. Convido todos a clicarem neste link pra dar uma lida antes de soltar o comentário ainda mais polêmico.

Chega de delongas, vamos ao texto.

Outro dia estava pesquisando jogos que tenho interesse de comprar pra jogar, mesmo que eu tenha uma pilha de jogos aqui que não esteja jogando e não seja na melhor fase financeira da minha vida. Coisas de jogadores, vocês também passam por isso e me entendem.

O fato é que durante o processo eu comecei a procurar Sekiro, quando me deparei com um anúncio naquele site amarelado cheio de facadas financeiras e que não patrocina este blog. O anúncio tinha o nome do jogo e “Platina” do lado.

Inocentemente cliquei no link achando que era alguma edição especial ou algo do tipo, mas acabei tendo uma surpresa: era um anúncio para ativar todos os troféus do jogo na sua conta da PSN, dando ele como platinado. Custando o preço de um jogo novo atual, que não é um valor baixo.

Eu tomei um susto enorme. Não sabia da existência desse tipo de coisa, lancei no Twitter a questão e fiquei ainda mais surpreso em saber que as pessoas já sabiam da prática e até responderam de uma forma como se já tratassem isso com certa naturalidade. Não que alguma delas concordasse com a existência, mas passaram a impressão de que isto existe há bastante tempo e é mais normal do que eu imaginava. Bom, vou colocar o post aqui, caso alguém queira ler a thread.

Permitam que eu me pronuncie a respeito.

Primeiro de tudo, o Cyber Woo e o Colonel falaram, de formas diferentes, um ponto que importantíssimo dizer aqui já consolidado: não dá pra condenar pessoas que fazem a venda deste tipo de coisa. A pessoa está oferecendo um serviço e nada mais além disso, pra ela é mais grana pra comprar mais jogos, ela tá mais é certa. Se tem gente comprando, por que não vender?

As grandes questões são referentes a quem compra. Por que compram? Pra quê? Quais são as vantagens? Quem são estas pessoas? Do que se alimentam? Como se reproduzem?

O Ivo também lembrou algo interessante: a prática em si existe há bastante tempo, mas de outras formas. Como a venda de perfis/personagens em jogos como MMORPGs já com nível bem avançado, itens especiais e sabe-se lá mais que tipo de coisa. Não sei se dói na mesma intensidade pensar nisso também, mas é outra prática que eu nunca consegui entender direito. Qual é a graça de já “começar” com nível alto e não ter participado do processo de formação? É como se interessasse apenas o resultado final, não a jornada. Enfim, este é assunto pra outro texto, embora exista uma boa correlação.

Vamos lá. Eu entendo que a comunidade gamer é tóxica, competitiva e que tá cheio de gente achando que é a última bolacha (ou biscoito, pra quem preferir) do pacote porque terminou este ou aquele jogo; ou conseguiu platinar (ou miletar, pra quem preferir) jogos difíceis; ou por ter uma infinidades de platinas (miletadas); ou então porque mais ganha do que perde em partidas online; ou porque é o melhor entre os amigos em determinado jogo; entre tantas outras situações.

Consigo compreender que muita gente se importa com status referente a situações de competição e que se esforçam pra chegar em resultados que são sim surpreendentes. Também sei que tá cheio de gente sem tempo por aí pra se dedicar o bastante aos videogames, e que isso é frustrante na vida das pessoas de certa forma.

Posso citar o meu caso. Um dos motivos (mas não o principal) pelo qual eu não jogo online é o fato de não ter tempo (nem vontade) para treinar nestes jogos. Toda vez que tentei jogar algo neste formato eu fui surrado das formas mais humilhantes que possam imaginar, como por exemplo ser atropelado por um helicóptero no Battlefield 3. Rage quitei instantaneamente bem irritado porque nem pilotar o helicóptero eu sabia, enquanto o fulano é capaz de fazer isso, dar um rasante e atropelar alguém. Como poderia eu competir com adolescentes que jogam o dia inteiro o mesmo jogo e estão mais do que treinados? Eu sei, estereotipei um pouco aqui, mas é parte da realidade.

Então eu abandonei isso, já que no pouco tempo que eu tenho disponível eu quero me divertir, me desafiando. De uma forma que pareça justa em algum momento. Fora que eu gosto de trocar de jogos com frequência, gosto de terminar um e partir pro próximo. Gosto de pegar alguns mais casca grossa de vez em quando e me sentir bem comigo mesmo por consegui chegar no fim dele. Faço por mim, não para me aparecer. Mesmo que de vez em quando eu fique empolgado o bastante pra compartilhar a experiência no blog, como fiz com Battletoads. Eu juro que faço isso com a melhor das intenções, que é convidar outras pessoas a se desafiarem também, não dar uma de “observem, mortais, terminei Battletoads, ajoelhem-se perante ao maior Caduco da humanidade”. Fala sério, né?

Não a toa eu sustento online uma lista de jogos terminados. Se alguém tem a curiosidade de entender meu perfil antes (ou depois) de olhar os posts, tem ali uma referência. Ao mesmo tempo, consigo manter um registro de como ando me saindo nos meus desafios pessoais. Inclusive eu tenho uma meta pessoa que é a de terminar 500 jogos na vida. Adoraria bater esta meta e criar uma nova. Mas não quero também sair terminando coisas que em 30 minutos eu termino sem esforço só pra fazer número, eu quero olhar esta lista e me orgulhar.

Querendo ou não, a existência desta lista é algo muito similar com a existência de uma lista de troféus/conquistas nos videogames das últimas gerações. Não deixam de ser duas formas de histórico de orgulho pessoal. Posso citar os Retroachievements também, pra quem não gosta dos jogos atuais. E nem posso criticar, afinal, até perfil lá eu tenho.

Quanto aos troféus (eu jogo em plataformas PlayStation, vou manter o termo por maior costume, sem levantar bandeira), eu só vou atrás da platina dos jogos que me interessam fazer isso. Já fui mais viciado neste tipo de coisa antes, a ponto de jogar alguns jogos até questionáveis somente para acúmulo de troféus. Hoje em dia sou mais moderado. Mas na época até postei sobre o assunto.

Está tudo bem você ser diferente de mim e querer platinar tudo que joga, ou pegar pra jogar os mesmos jogos questionáveis só pra subir seu score online. Se é o que te satisfaz como jogador, se é o que te faz feliz, manda ver e não deixe ninguém te dizer que está errado. Que se dane quem quer ditar regras pra você.

Agora, precisa mesmo comprar troféus/conquistas pra depois ficar mentindo na roda de amigos? Meus caros, pra mim isso daí soa tão absurdo quanto o uso de substâncias ilícitas para melhorar desempenho em esportes de alto rendimento. É como se a compra de platinas fosse o anabolizante dos videogames. É uma trapaça descarada que não tem o menor significado, pois quem se importa com troféus vai sacar rapidamente que você trapaceou.

Como disse o Cyber Woo, é o Cheat do Cartão de Crédito. Eu adorei o termo, ri alto na hora que li. Ao mesmo tempo, fiquei com um sentimento negativo quanto à existência da prática que eu nem sei se consigo descrever aqui. O que leva uma pessoa a chegar a este ponto? Juro que não consigo entender.

Cada um sabe o quanto dinheiro vale pra si, sabe onde e quanto pode e consegue gastar, e por aí vai. Quem sou eu pra julgar isso. Mas comprar troféus? Quem faz isso, ao meu ver, ainda não entendeu o conceito das conquistas e troféus, para que servem, para que foram criados.

Eu sempre entendi que eles estão bastante associados aos desafios que os jogadores criavam para si mesmos dentro dos jogos, como por exemplo terminar Castlevania Symphony of the Night sem usar armas. Ou então terminar Mega Man sem usar E Tank ou armas especiais (além da Mega Buster). Aliás, não foram apenas desafios “inventados” por jogadores, mas contam também os que surgiram nos próprios games, como terminar Metroid em determinado tempo pra desbloquear um final diferente, ou mesmo não perder rounds em Street Fighter 2 no nível mais difícil também para ver um final diferenciado. São inúmeros os exemplos.

São desafios que foram criados (oficialmente ou não) pra quem ama jogar determinado jogo e quer prolongar/estender a experiência, sem cair numa repetição monótona. Normalmente quem inventa desafios para si já está tão treinado por ter jogado tantas vezes que acaba querendo um desafio “novo” só pra vivenciar aquele mundo novamente, com algumas regras diferentes para dar uma apimentada na experiência.

No caso das empresas, estes objetivos extras são colocados para que o jogador passe ainda mais tempo dentro do jogo. O que faz todo sentido, já que elas investem tanto tempo no desenvolvimento, enchem o jogo de segredos e desafios, não faz nenhum sentido eles estarem lá e não serem descobertos.

Provavelmente não é apenas isso que define a essência das conquistas, mas acho que a base está relacionada à prolongar a experiência com um jogo. Muito embora nem todas as empresas saibam criar conquistas que sirvam para isso. Não vou entrar no mérito, já fiz isso no texto sobre Troféus/Conquistas.

O que não dá pra entender é que de repente o conceito é absorvido de forma errada. Para você ser aceito na comunidade gamer você precisa ter conseguido todas conquistas do que joga? Precisa ter isso na sua carteirinha gamer ou então você não é “gamer de verdade” (ou qualquer idiotice similar)? Para com isso, você tá passando vergonha!

Já falei por aqui que videogame é entretenimento, não é pura competição. Mesmo que ela exista e desde o começo (lembrem-se dos high scores que existem desde os primeiros Arcades). O intuito é se entreter, não mostrar quem é melhor. A não ser que você pratique e-Sports.

Aliás, também não é forma para você se destacar dos outros em nenhum outro aspecto. Por exemplo, você não é cult por só jogar jogos “artísticos”; ou porque só joga o que te faz chorar; ou mesmo por achar Sonic CD o melhor jogo do ouriço já lançado. Você só tem o perfil similar ao de muitos outros que fazem de tudo pra tentar se diferenciar.

Os jogadores precisam perder essa mania de ficar criando formas de tentar se diferenciar dos outros. Não é a toa que o termo “gamer” virou sinônimo de chacota nos últimos anos. O mais bizarro é ver pessoas que tem este comportamento de querer ser diferente de uma outra maneira e também usam o termo “gamer” como chacota. Não se tocam que estão fazendo praticamente a mesma coisa. Às vezes acontece até numa mesma discussão. Dá vergonha alheia!

Parem com essa mania besta e vão jogar videogame para se divertir, nada mais além disso. Pode ser de forma competitiva, cooperativa, sozinho, multiplayer local ou online, só com amigos, só com desconhecidos, com todo mundo justo e misturado, do jeito que você quiser. Só pare de usar videogames pra tentar ser o diferentão. Sua tia também joga videogames, lide com isso. No celular ou em redes sociais também são videogames. Se você pensa diferente disso você não sabe o que o termo “videogame” significa. Vamos parar com essa mania de “gamer/videogame de verdade” e “hardcore” que isso já encheu o saco e é bastante ridículo e patético.

E parem de comprar troféus, por favor. Ainda mais pagando preço de jogo novo e correndo riscos passando dados de login e senha de conta, como vi por aí.

Não fiquem dando moral pra quem tem comportamento tóxico e te “obriga” a ter algum tipo de status perante a comunidade para ter algum tipo de reconhecimento e fazer parte de um grupo. Isso é coisa de adolescente em ensino médio (que normalmente precisa se identificar com algum grupo). E a maioria de vocês que fazem isso já “tem barba na cara”.

Depois o pessoal fica reclamando quando alguém diz que videogame é coisa de criança. Não, não é mesmo, mas o comportamento de alguns muitas vezes se aproxima muito. A de crianças mimadas e birrentas, diga-se de passagem.

Sobre quem compra os benditos troféus apenas para se exibir, fica o questionamento: você tem consciência? Ela pesa? Tem que ser muito cara de pau mesmo pra exibir algo que não foi você que conseguiu. Existe um termo pra isso, mas eu prefiro não usar.

Sei que fugi um pouco do tópico em alguns momentos, mas foi necessário entrar em assuntos que estão relacionados para tentar entender quem é que compra troféus e porque faz ou se vê forçado a fazer isso. Eu tenho certeza que satisfação pessoal não é o caso, pois ter o troféu por ter não tem valor nenhum. É como entrar numa loja de artigos esportivos, comprar um troféu e colocar na estante da sala dizendo que foi campeão de alguma coisa que nem chegou a jogar. Acho que esta é analogia perfeita para o caso.

Enfim, eu ainda estou inconformado com tudo isso, espero que seja algo passageiro e que as pessoas foquem no que é importante quando o assunto é videogame: divertir-se! Seja vencendo um desafio, seja curtindo uma história bem contada em um jogo não tão desafiador, seja chorando com uma narrativa comovente, seja com o que for.

Sinceramente não vejo nada de positivo na compra de troféus. Pensando apenas na compra aqui, não na venda.

É isso que eu tinha para falar. Se alguém discordar, coloque os contrapontos nos comentários e vamos aumentar nosso conhecimento. Com os ânimos controlados, claro. Quem concordar comigo também peço para que esfrie os ânimos antes de sair atacando todo mundo no mesmo espaço, pra não vai virar bagunça.

Obrigado a todos pela leitura e até a próxima polêmica, se eu não for “cancelado” depois deste texto (tá na moda “cancelar” os outros).

Abraços a todos.

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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13 respostas a Polemicaducas: Troféus usados?

  1. helisonbsb diz:

    Nos anos 90 tinha alguns amigos que tinham a mania de anotar nome dos jogos que conseguirarm zerar!!!! Lembro que um dia perguntaram para mim o quanto e quantos jogos tinha detonado…eu humilde, infelizmente dependente de pai e mãe para comprar video game…naquela época era inviável ter video game para mim!!!! Video game naquela época era muito caro, principalmente em lojas de eletrodomésticos e produtos TECTOY, lembro!!!! Ou seja, minha lista de jogos detonado era fraco…dependia mesmo de locadoras e fliperamas!!!! No buteco do Seu Zé joguei muito street fighter 2 champion edition, Mortal kombat e tartaruga ninja 2 the arcade game!!!! Já na época de locadoras…fiquei louco quando joguei pela a primeira vez em um Super Famicom e no poderoso Mega Drive, era um sonho naquela época ter um video game de 16 bits!!!! Em meados de 94…foi quando resolvi fazer um curso de operador de micro, conheci amigos que tinham PC e assim comecei minha jornada nos PCS da vida, ainda não tinha comprado nenhum video game na vida!!!! Foi quando resolvi tentar um trabalho na empresa Jumbo, conhecida como Pão de açúcar…onde trabalhei de empacotador e assim consegui comprar um Top Game VG 9000 da CCE usado!!!! Trabalhei muito com o tempo para comprar video game ,PC e…trabalhar, estudar e jogar video game em um dia só, praticame é impossível fazer essas coisa tudo em um dia!!!! Houve época que jogava mesmo em finais de semana, apenas!!!! Quem nunca precisou trabalhar para comprar video game é um previlegiado, acredito!!!! Quando vc arruma um emprego e ver que o dinheiro não dar para nada…vc pensa que o melhor jeito de ter um video game moderno ou atual, seria Montar um PC aos poucos ou comprar um video game de segunda mão mesmo. Acho que o meu maior troféu mesmo é lembrar do quando e do quanto eu sofri para poder jogar video game hoje em dia e ter internet em casa. Já fui humilhado até por pessoas que se diziam ser amigos e me chamavam de fominha, na verdade eu ficava maravilhado quando via um jogo ou video game da época, era ruin ficar na vontade e sempre sonhando em ter o meu video game de 8 bits da vida!!!! Hoje eu tenho muitos jogos e não tenho tempo para jogar, antigamente tinha tempo e não tinha jogo e video game para jogar…coisas da vida gamer!!!! valeu!!!!

    • Eu também tinha um caderno de jogos zerados. Junto com passwords, rabiscos e afins. Em Mega Man 2 era só fazendo bolinhas com tinta azul. 🙂

      • Caramba, eu respondi sobre o caderno e não tinha visto seu comentário… hahaha!
        Outras pessoas comentaram isso em outros posts, eu acho que vcs tiveram um baita insight pra fazer isso na época.
        No meu caso eram somente as passwords e eu fazia isso em papéis espalhados mesmo. Quando tentei organizar, juntando com dicas que eu recortava de revistas (não me julgue, eu era criança! haha), não levei o projeto até o fim.
        Valeu Giovani!

    • kemiestro diz:

      Eu também ficava com fama de fominha 😅

      • helisonbsb diz:

        a verdade é que eu sonhava ter determinado video game e amigos compravam com facilidade por ter dinheiro e eu não…se não fosse os fliperamas e locadoras, seria triste para mim e eu não gostava muito de ir a casa de amigos para incomodá-los em sua jogatina. Me chamavam de fominha porque sempre me viam em fliperama e locadoras…na verdade foi até bom, porque fiz amizades e tenho boas lembranças da época, Hoje em dia a galera fica em casa jogando e de olho nas redes sociais, KD a galera da geração atual???? valeu!!!!

    • Já apareceram algumas pessoas aqui no blog contando que anotavam em um caderno os jogos que haviam terminado desde criança, inclusive teve quem relatou ainda ter o tal caderno. Achei o máximo! Eu nunca pensei em fazer isso pq eu nunca fui muito de jogar até terminar, meu negócio era jogar até cansar e ir brincar de outra coisa, jogar bola, etc. Só depois de velho que eu cismei com isso, foi difícil inclusive fazer o levantamento de quais jogos eu havia terminado pra criar a página aqui do blog que tem essa lista. Nos primeiros anos de blog eu mudei esta página algumas vezes acrescentando alguns que havia esquecido e tirando outros que eu achava que tinha terminado, mas tinha coisa nenhuma! Era a minha memória me pregando peça… kkkkk. Depois de bastante tempo consegui chegar na lista final.
      Eu também dependia de locadoras, mas para os jogos. Os consoles eu tive, sempre comemorei muito isso e agradeço imensamente meus pais por isso. Fliperamas menos pq minha mãe não deixava… hahahaha! Outra coisa que ajudava era aquelas trocas temporárias, que a gente emprestava um cartucho pra alguém e pegava outro em troca. Ou trocar em definitivo mesmo, fiz bastante ao longo da adolescência. Agora que história bacana a sua, tipo, foi suado e tudo mais, mas vc deve ter aprendido muito nessa época, especialmente a dar valor às coisas. Que é algo que a grande maioria dos jovens de hj em dia não fazem. Puta papo de véio, mas é verdade! E pior que na época a gente escutava a mesma coisa dos pais e avós, mas é a vida… rs!
      Ou seja, fica ainda mais tenso o lance de compra de troféus. Galera poderia estar aproveitando a oportunidade que tem nos dias de hj pra investir em algo que realmente tenha valor, não algo virtual que só serve pra dar algum tipo de status ou algo assim.
      Enfim, sua história me fez pensar ainda mais em tudo isso, acabou contribuindo bastante para o post! Valeu demais por compartilhar com a gente, Helison!

      • helisonbsb diz:

        Comecei a trabalhar bem cedo…tenho boas lembranças das épocas de locadora!!!! A verdade é que na época…chegou um tempo que eu não pensava em ter vídeo game e sim estar ali no dia seguinte na locadora e fliperama!!!! Sinto falta das amizades da época!!!! valeu

        • Pior que essas coisas fazem falta mesmo, a interação entre as pessoas.
          Online não é a mesma coisa, a galera fica nessa de ficar xingando só e nada mais.
          Sinal dos tempos, infelizmente…
          Valeu Helison!

  2. A pessoa que faz isso está com problemas. Sem dúvida. Não é apenas uma questão de “eu gasto o meu dinheiro com o que eu quiser”. O ato em si já é um diagnóstico. A pessoa está enfraquecendo a sua personalidade. Esse pode ser um dos efeitos. Eu acho que se isso é feito por adolescentes. É menos pior. Sabemos que nesta fase existe uma busca por ídolos e afirmação pessoal. Mas o triste é se isso é praticado por gente adulta. Homens e mulheres. Não importa. É lamentável. E a propósito. Sensacional seu post sobre Battletoads. Impecável.

    • Exatamente, Giovani!
      Eu concordo com tudo que disse, a gente aceita quando adolescentes passam por este tipo de coisa, é uma fase onde todo mundo é bastante inseguro e precisa levantar algumas bandeiras pra demonstrar personalidade perante a outros da mesma idade. Agora adulto é complicado ver fazer este tipo de coisa.
      Valeu pelo comentário e pelo elogio ao post do Battletoads também. Tem uns jogos que dão muita vontade de contar a saga, não? rs
      Valeu Giovani!

  3. kemiestro diz:

    Tem gente por aí com mais dinheiro do que é capaz de gastar ¯\_(ツ)_/¯

  4. Pingback: Polemicaducas e os Ditadores de Regras | Gamer Caduco

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