Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 1

Olá caros leitores, estão bem?

Conforme a vida da gente vai passando, a gente vai atingindo certos marcos. Alguns são inevitáveis, sendo o maior deles, na minha humilde opinião, a idade.

Exatamente no dia de hoje estou completando meus 40 anos de vida. Alguns de vocês devem estar pensando algumas coisas: que entrei nos famosos “enta” dos quais não escapamos mais; que virei tiozão; que estou velho; que agora é ladeira abaixo; entre tantos outros jargões depreciativos (ou não) que a idade traz. Também valem as outras velhas máximas de que pessoas com 40 anos nos dias de hoje ainda são jovens, etc. Já escutei e li de tudo.

Mesmo que seja apenas um número e não signifique muita coisa, eu resolvi fazer uma série de posts destacando 40 jogos que influenciaram a minha vida até hoje. Acho importante frisar que isto não é um ranking com aqueles que julgo os melhores jogos, tem muito jogo aí que não entraria no meu top 40, se eu tentasse montar um. Spoiler: eu já tentei isso mais de uma vez, mas nunca consigo chegar numa conclusão.

Esperem, deixa eu destacar isso melhor.

ESTE POST NÃO É UM RANKING OU LISTA DOS MEUS JOGOS FAVORITOS!

Talvez não seja o bastante, vou fazer de novo, agora para as pessoas que não fazem a leitura dos posts, mas olham as imagens:

Pronto, agora estou mais tranquilo. Vamos em frente.

A ordem não segue um padrão muito bem definido. Tentei deixar o mais próximo da ordem em que conheci os jogos durante a vida. Com isso, criei uma espécie de linha do tempo que faz com que alguns destes jogos tenham ligações com outros que aparecem mais adiante na lista. Entendam, não é ranking de forma alguma. Nem de qualidade, nem de importância, nem de nada. São apenas 40 jogos que de fato mudaram minha vida em algum aspecto, seja ele qual for. Eu expliquei em cada descrição.

Outro ponto importante: estou colocando o nome do jogo e as plataformas onde joguei. Sei que vários deles saíram para outras plataformas, vou desprezar esse tipo de informação. A ideia aqui é contar a minha história e não a história dos videogames, espero que entendam.

Como eu sei que a lista é grande pra colocar descrições e explicar os motivos da importância de cada um deles, resolvi quebrar em quatro posts, que serão colocados no ar a cada quarta-feira deste maravilhoso mês de Fevereiro. Especialmente porque o meu aniversário cai na primeira quarta do mês. Dá pra aproveitar que não teremos Carnaval este ano e curtir a leitura com calma, se vocês não estiverem por aí jogando alucinadamente. Se estiverem, melhor ainda.

Por mais que quarenta seja um número grande de jogos, posso afirmar com toda certeza que ainda é pouco. Existem vários outros que não estão na lista e também me fizeram chegar onde estou hoje em relação aos videogames. Ainda mais com este blog no ar por quase 10 anos. Aliás, o décimo aniversário deste espaço virtual vai acontecer este ano também. Olha que legal, o blog e eu chegamos em idades “redondas” sempre no mesmo ano. Engraçado que eu me sentia velho quando criei ele (o nome confirma isso), imaginem como me sinto hoje. É, meus caros, crise dos quarenta não é fácil!

Bom, acho que já escrevi demais para uma introdução. Fiquem com a primeira parte da lista Sintam-se a vontade para ler e comentar sobre quais quiserem. Se acharem legal, coloquem a lista de jogos importantes de vocês e o que mais quiserem escrever. O espaço dos comentários é dos leitores. Sempre será!


1. Haunted House (Atari 2600)

O meu primeiro!

Eu não sei ao certo qual foi o primeiro jogo que eu joguei na vida, mas há uma grande chance dele ter sido Haunted House. Quando meu pai ganhou um Atari 2600 numa rifa, este foi o jogo que veio com o console. Contei a história toda no post que fiz sobre o jogo, caso alguém queira mais detalhes. Querendo ou não, é um jogo que tem grande peso na minha vida sim, foi o primeiro que tive. Provavelmente foi também a primeira experiência que tive em um jogo que tinha um objetivo diferente de fazer mais pontos que as outras pessoas. Ou então um jogo que tinha um desfecho diferente de acabar o tempo ou o número de vidas. É importantíssimo que ele encabece esta lista, não poderia ser outro.

2. Frostbite (Atari 2600)

O mesmo cartucho desde a época de moleque.

Na época do Atari 2600, meus pais tinham costume de jogar videogame de vez em quando. Frostbite era o jogo que mais gerava disputas entre nós. Competíamos pra ver quem ia mais longe e fazia mais pontos. Minha irmã ainda era nova demais, então as disputas eram mais entre meu pai, minha mãe e eu. Sendo que eu, claro, ficava pra trás por não ter idade suficiente. O mais surpreendente é que era difícil alguém vencer a minha mãe neste jogo. Detalhe é que ela nem joga videogame. Só Frostbite e Freeway (famoso jogo da galinha atravessando a estrada), e em ambos ela surrava todo mundo. Depois do Atari ela não jogou mais nada. Ainda bem, senão é capaz que hoje em dia ela estaria nas finais da EVO ou alguma coisa assim. OK, exagerei, mas é engraçado imaginar isso. Enfim, este jogo é sim importante pelo que representou na minha vida familiar num passado que já está se tornando distante.

3. Zillion II: Tri Formation (Master System)

É, eu sei, não precisava de quatro cópias do mesmo jogo…

Outro jogo que teve post dedicado, Zillion II ou Tri Formation foi o responsável por eu pular de geração e pela primeira vez na vida escolher um console. Eu era apaixonado pelo anime Akai Koudan Zillion, que para mim era somente Zillion. Não fazia ideia de que ele tinha sido criado justamente para vender Master System, ou seja, comigo a estratégia deu muito certo. É o grande responsável por eu ter entrado no mundo SEGA, então já dá pra entender o peso deste jogo na minha vida. É impossível mensurar a quantidade de vezes que eu terminei este jogo ao longo desses quarenta anos. Tanto na infância, ou mesmo na época que começaram os emuladores e também depois de velho, basta eu cismar com o Master System que eu já coloco Zillion II pra “dar uma aquecida”. E todas as vezes que eu ligo o jogo, vou até o fim. Raríssimas são as vezes em que isto não acontece. É um jogo que ocupa um espaço enorme no meu coração gamístico, um dos meus maiores xodós.

4. Psycho Fox (Master System)

Este jogo é nostalgia pura pra mim.

Este é o jogo que eu tenho as memórias mais vivas daquele velho e famoso esquema de jogatina em galera (duas pessoas ou mais) que muitos chamam de perdeu, passa o controle, então acredito que foi jogando Psycho Fox que eu aprendi este conceito. O mais legal é que este jogo normalmente atraía não só os meninos, mas as meninas da turma também não sei por qual razão. Isto na época era bastante incomum, pelo menos desde o chaveamento do Atari 2600 para a geração seguinte. Eu provavelmente fui o que menos participou dessas jogatinas na turma em questão, mesmo assim lembro de algumas tardes em que a gente passava jogando até finalizar o jogo. Todo mundo apanhando bastante, lembrando que éramos crianças. Tinha momentos inclusive que a gente nem fazia o rodízio de controles, vira e mexe um só ficava jogando enquanto os outros “descansavam” assistindo e dando palpites. Ou seja, uma experiência completa de terminar um jogo em galera, uma das coisas que mais sinto falta na vida. Psycho Fox não me influenciou apenas neste quesito, já que não me recordo de outro jogo que tenha me mostrado antes o conceito de Warp Zones anteriormente. A primeira vez que vimos ficamos embasbacados. Porque praticamente era um bloco invisível no meio do céu em que esbarramos sem querer, aí percebemos que dava para subir em cima dele e lá ficar. Parecia um bug, até que alguém teve a ideia de bater no bloco invisível e abriu uma rachadura no céu. Continuamos batendo até virar um buraco, entramos nele e pronto, estamos apresentados à nossa primeira Warp Zone. Eu sei que este não foi o primeiro jogo que teve este tipo de segredo, mas foi quem me apresentou. Outra coisa que eu quero contar aqui mesmo que seja uma influência, foi o quanto a gente se divertiu muito quando descobrimos que dava para passar por um trecho de água apenas correndo em direção dela e ver o personagem quicando, batendo a bunda na água e indo em frente. Aquilo é muito cômico, repetimos exaustivamente no dia da descoberta. Este jogo é cheio de surpresas. Eu guardo muito carinho por ele, embora eu não o revisite com frequência. É uma das coisas que eu não sei explicar, mas com toda certeza ele teve uma influência fortíssima na minha vida.

5. Double Dragon (Master System)

Saudades de jogar este jogo em dupla.

O pai dos beat’em ups (com profundidade) tem uma importância enorme na minha vida gamer, mais especificamente a versão portada pela SEGA para o Master System. Double Dragon foi a minha primeira experiência cooperativa simultânea dentro dos videogames, algo que foi um bocado inusitado na época e eu lembro até hoje. Estava na casa do meu primo e ele comentou que tava com um jogo que dava pra jogar de dois. Até aí, grande coisa, desde o Atari 2600 a gente competia em jogos de dois jogadores (simultâneos ou não) para ver quem fazia mais pontos, mais gols, etc. Quando fomos jogar que me dei conta: na verdade a gente deveria cooperar para vencer os desafios impostos pelo jogo. Aquilo explodiu minha cabeça! Que incrível poder jogar junto com alguém desta forma, e não competindo ou passando o controle! Desde então eu tomei muito gosto por jogos cooperativos. Curioso só o fato que no final de Double Dragon a gente tenha que disputar para ver quem fica com a mocinha (Marian, eu sei). Além disso, o jogo tem outro aspecto que teve alguma influência, que foi a de truques dentro dos jogos. Eu não lembro se antes eu cheguei a fazer algum, acredito que o primeiro que fiz na vida foi o de Continues infinitos que podemos fazer na última fase, pois ela é a única que não conta com este recurso. Quando soubemos como fazer, imediatamente demos os nossos 20 pulos ali no comecinho e fomos testar. Deu certo! Então finalmente pudemos terminar o jogo juntos pela primeira vez. Engraçado que eu gostava tanto do jogo na época que lembro até de ter um sonho relacionado. Nele, meu primo e eu saíamos na rua para espancar meliantes, exatamente como no jogo. Chegamos até o momento que um cara barbudo nos derrotou com um molho de chaves. Isso mesmo que você leu, sei que não faz sentido. Ele funcionava tipo um bumerangue, voltava pro vilão depois dele atirar na gente. Acordei assustado e, quando voltei a dormir, sonhei com a continuação da luta. Até hoje eu não sei dizer se eu acordei de verdade ou se apenas sonhei que acordei (continuei dormindo). Para mim, a segunda situação tem mais lógica. Mas, vai saber. Vale frisar que Double Dragon continua me influenciando até hoje. Em um mundo online onde as pessoas vivem procurando jogos para se enfrentarem e competir, eu continuo buscando jogos onde pode haver algum tipo de cooperação. De preferência que eu possa estar em contato com amigos que estão jogando junto, seja pessoalmente, seja por voz através de algum aplicativo online. Prefiro e sempre vou continuar preferindo jogar co-op do que ficar competindo seja lá o que for.

6. Phantasy Star (Master System)

Queria o de Master System completo, mas eu ainda não estou nadando no dinheiro… AINDA!

O primeiro RPG a gente nunca esquece. Nem o primeiro jogo em português. Claro, para os jogadores de hoje é até que comum encontrar jogos na nossa língua e/ou com histórias bem elaboradas, mas no final dos anos 80 e começo dos anos 90 isto era muito raro. A primeira vez que vi Phantasy Star eu pirei, paixão a primeira vista. Chegou ao ponto de eu falar tão bem que acabou influenciando pessoas a comprarem o jogo. Foi o game que me fez perceber que havia mais do que pontuação, fases e desafios de habilidade. Haviam mundos para serem explorados, desafios estratégicos (por turnos) e uma história rica em detalhes para prestar atenção. Sem falar em toda interação que eu tinha com os colegas da escola na época para ensinar ou aprender alguma coisa nova dentro do jogo. Experiência similar eu fui ter com Final Fantasy VII na época da faculdade, anos mais tarde. Vira e mexe a gente discutia a história, as coisas que precisavam ser feitas, segredos e até façanhas que cada um atingiu. Phantasy Star já tinha me treinado para essas conversas e fazer delas uma ótima extensão da jogatina. Enfim, ele tem sim muita importância pra minha vida, não somente durante o gameplay, mas também na experiência social que ela gerava em outros ambientes longe dos controles. Ah, o game também teve um post dedicado aqui no blog. Eu não deixaria algo tão importante passar batido por aqui.

7. Sonic the Hedgehog (Master System)

Uma das caixinhas mais bonitas de jogos do Master System.

Também já contei a minha história com este jogo por aqui, um dos episódios da Maratona Sonic. Não poderia ser diferente. Sonic do Master System para mim apresentou uma grande lição: ter uma certa expectativa não preenchida pela realidade (eu esperava jogar algo igual ao Sonic de Mega Drive) e mais pra frente perceber que diferente não significa melhor ou pior. E que, mesmo sendo diferente da expectativa, ele também pode ser incrível. Não a toa hoje eu tenho muito mais carinho por ele do que pela versão de 16 Bits. Afirmo sem peso na consciência prefiro ele, mesmo sabendo não é o principal jogo da franquia e nem teve o peso que Sonic do Mega. Nem perto disso. Ainda assim, um jogo não anula o outro, os dois são incríveis à suas maneiras. Cabe mais uma vez dizer família Koshiro fez um trabalho incrível no Sonic de 8 Bits! De qualquer forma, superar uma grande expectativa e acabar com a primeira impressão equivocada trouxe ensinamento não só para os jogos mas para a vida. Algo que nem sempre eu aplico inconscientemente, mas quando estou “acordado” eu faço questão de relembrar antes de julgar, seja lá o que for.

8. Shinobi II: The Silent Fury (Game Gear)

Até hoje guardo o jogo na mesma caixinha, que na verdade é genérica (foi o único que veio loose quando ganhei nos anos 90). Detalhe para o papel com a password que eu guardo até hoje também.

Já contei por aqui que quando eu era mais novo eu não tinha o costume de me esforçar muito para terminar jogos. Eu jogava mais para me divertir. Ou como alguns podem afirmar, mais casualmente. Aliás, não ligo de usar a palavra, mesmo que ela seja vista pela nossa comunidade (tóxica) como pejorativa. Como disse, gostava mesmo era de me divertir jogando até cansar, terminando ou não, e então ia fazer outra coisa. Por mais que eu ame videogames desde pequeno, sempre soube que não era a única coisa boa da vida. Por isso mesmo que eu respeito quando alguém me diz que não tem paciência com jogos difíceis, sei bem como é o sentimento. Também sei o quão gostoso é superar cada desafio e terminar jogos vistos como pedreiras, então também respeito o outro lado. Dito tudo isso, posso afirmar com certeza que Shinobi II: The Silent Fury de Game Gear foi o jogo que despertou em mim a curiosidade de chegar ao fim a qualquer custo. Não a toa foi o primeiro jogo que me fez usar um sistema de passwords pelo que me recordo, anotando pra voltar onde tinha parado mais tarde. Engraçado que lembro até hoje a primeira vez que cheguei no fim dele. Eu vivia jogando quase encostado nas paredes dos lugares por causa da fonte (já que era inviável jogar com pilhas). Em uma viagem que fiz com meus pais, em alguns momentos de tédio fui jogando e anotando as passwords durante os dias, até que finalmente enfrentei o chefão final e o venci. Não que tenha sido um jogo difícil pelos chefes e fases serem desafios, mas pelo fato de ter que explorar as fases, adquirindo habilidades (ou melhor, outros ninjas) para atingir locais que antes não eram acessíveis. Foi uma aventura e tanto pra mim e despertou a curiosidade de sair terminando outros jogos com um pouco mais de empenho, ou seja, influenciou diretamente a minha vida gamer e merece estar na lista com toda certeza. Shinobi II: The Silent Fury também rendeu um texto dedicado, mas postei ele lá no Retroplayers e não está mais no ar. Em breve vou reviver ele aqui no blog, dentro da seção RetroReview.

9. Mercs (Mega Drive)

Infelizmente não tenho mais o jogo. Se o Caduco do passado soubesse, teria guardado o cartucho, mesmo não sendo original.

Em algum momento da vida eu decidi que queria um Mega Drive. Infernizei pai e mãe com essa história, como se dinheiro caísse do céu ou nascesse em árvores. Criança sem noção, sabem como é. Em algum momento a minha mãe concordou em dar um, mas para isso eu deveria abrir mão do meu Master System e todos os jogos para abater no pagamento e isso seria feito em alguma data especial (no caso, meu aniversário). Então fui eu lá com meus pais numa loja do bairro vizinho trocar o Master e uns 10 jogos que tinha, mais a Light Phaser, o Rapid Fire e sabe-se lá mais o que pelo Megão. Tinha uma prateleira cheia de jogos e eu poderia escolher os dois, que era o combinado com a loja. Olhei toda a prateleira e eu não conhecia nada daquilo que estava vendo, por mais que eu conversasse sobre e conhecesse alguns de revistas. Ainda mais que todos os jogos eram, como posso dizer, paralelos. Nem sempre a capa representava o jogo (nem as originais representavam). Foi aquele tal negócio, pega a capa, olha e torce pra ser bom. O primeiro que escolhi foi Mercs. A escolha foi feita de forma totalmente aleatória, não fazia ideia de que jogo era. O bom é que valeu a pena, o jogo é divertido e pelo que me lembro era desafiador o bastante (confesso que nunca mais joguei, estou me baseando totalmente na minha memória). Mas na minha cabeça ele foi o responsável por fazer eu “criar casca” para jogos desafiadores, especialmente aqueles no modelo mais Arcade. Levando em consideração, claro que ele tem importância pra minha vida e até hoje eu tenho um carinho por ele. Mesmo que eu nunca mais tenha jogado e em algum momento da vida eu tenha trocado o cartucho por Hard Drivin’ (este que, diga-se de passagem, foi o primeiro jogo original de Mega que tive na vida e eu guardo o mesmo cartucho até hoje).

10. Olympic Gold: Barcelona’ 92 (Mega Drive)

Menus em português! Legal demais. Só tinha que tomar cuidado pra não arrebentar os controles durante a jogatina.

Além de Mercs, outro jogo que peguei na troca do Master pelo Mega (além de um controle adicional) foi Olympic Gold, ou somente Barcelona ’92, como alguns chamavam. Este jogo de Olimpíadas também foi uma das primeiras experiências que tive com jogos em português do Brasil, sendo que aqui ele vinha com a nossa língua entre as opções por padrão. Não foi necessária a tradução feita por empresa brasileira como ocorreu com Phantasy Star. Era legal disputar as coisas em galera ou mesmo sozinho pra aprender e ensinar os outros. Junto com Jogos de Verão (a versão do Master), Olympic Gold: Barcelona’ 92 me fez aprender a ter respeito pelos jogos que hoje são chamados de casuais, aqueles feitos para serem jogados em galera, pura e simplesmente pela diversão através de competição saudável (ou não, vai de cada um). Olha eu mencionando de novo os infames jogos casuais aqui, também conhecidos como “nem é videogame de verdade”. Este tipo de preconceito eu deixo pra quem não sabe o que está falando. Fica aqui a dica aí pra vocês abrirem a mente de vocês, porque quem limita não se diverte. Aprendam isso, assim como eu aprendi já na infância (embora às vezes eu me esqueça e cometa uns deslizes).


É isso, pessoal.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco da história deste velho maluco que daqui dez anos vai rir dessas palavras quando se chamava de velho.

Mais uma vez convido vocês a falarem sobre estes jogos listados, suas experiências com eles e também mencionar a lista dos 10 primeiros jogos que tiveram alguma influência na vida de vocês. Espaço dos comentários está lá brilhante como se fosse um item especial em jogos modernos pra chamar sua atenção. Ou não, não consigo fazer este efeito na versão atual do blog.

Obrigado a todos, semana que vem tem mais dez jogos.

Grande abraço!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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19 respostas a Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 1

  1. 40 anos! Parabéns! Quanto a sua lista de jogo dois me marcaram bastante:

    Phantasy Star: Esse é o meu jogo favorito, e tenho uma história meio engraçada com ele: na época eu era muito noob então empaquei logo de cara com o preço exorbitante de 1 bilhão de mesetas do Myau (a questão do passe, um amigo tinha me contado o truque), então lá fui eu juntar obcessivamente tal quantia e assim fiquei lutando horas e horas, subindo muito de nível no processo até perceber que poderia trocar o Myau pelo pote laconiano (acho que cheguei a alcançar o limite de mesetas do jogo).
    Assim já estava tão poderoso que derrotei o famoso monstro do pesadelo do governador, sem fazer ideia que os desenvolvedores queriam, obviamente, era que perdêssemos.

    Sonic do master: O primeiro jogo que conheci foi o Alex Kidd, achei “legalzinho” e tal, e talvez ficasse por aí mesmo, até que meu amigo enjoou e trocou para o Sonic e foi paixão a primeira vista. Desde então, jogo a franquia até hoje.

    • Opa, valeu Thiago pelos parabéns e pelo comentário todo!
      Sabe que esse monstro do sonho do Phantasy Star eu só consegui derrotar depois de velho, depois de jogar um zilhão de vezes e me preparar pra isso. Que loucura vc ter conseguido de prima assim. Ao mesmo tempo que pra vc deve não foi tão impactante o momento (quem foi derrotado com certeza ficou com o “cd” na mão, eu fiquei, de cara ninguém sabe que é pra perder como mesmo falou), vc tem uma bela história pra deixar um monte de jogador da época boquiaberto… kkkkkkkkk
      É, tipo, eu gosto de Alex Kidd, tenho uma nostalgia por ele e tal… mas comparar com Sonic é quase covardia, o jogo do ouriço para o Master é incrível demais, quase incomparável. Ainda bem que deu tempo de vc conhecer ele antes de desistir! rs
      Valeu Thiago!

  2. Marvox diz:

    Fala Cadu, que esta nova etapa da sua vida traga novas e prósperas experiências! Segue aí os 10 jogos:

    Pitfall
    Enduro
    River Raid
    Snoopy and the Red Baron
    Alex Kidd in Miracle World
    Battle Out Run
    Castle of Illusion
    Ninja Gaiden
    Mônica no Castelo do Dragão
    Sonic 1

    No aguardo da parte 2 \o/

    • Snoopy quase coloquei… esse fica para uma próxima lista. Muito bom este jogo, Marvox.

    • Bela lista, Marvox! Só jogão! Eu sou doido por todos eles, a ponto de ser suspeito pra falar de qualquer um. O que menos joguei foi o do Snoopy, que só consegui jogar uma única vez quando criança pq um amigo alugou. Mas mesmo ele foi algo que me impressionou tanto que quando eu fiquei mais velho eu precisei procurar a ROM pra ver se ele existia mesmo ou se era um delírio meu, pq, caramba, jogo do Snoopy no Atari é quase inacreditável! rs
      Já tô curioso pra ver a segunda parte da sua lista também!
      Valeu pelo comentário e pelos votos!

  3. Cadu. Parabéns, rapaz!
    Que ideia ótima de escrever uma lista de jogos que te influenciaram.
    Hounted House não joguei na época, e confesso que preciso conhecê-lo melhor. A ideia de manter apenas os olhinhos do personagem acesos eu sempre achei fantástica. Frostbite é sensacional. A forma como o esquimó se move, os sons… tudo é bem feito! Legal ter essa relação com sua família. Zillion II te fez escolher o lado azul da força? Vejo que naquela época o conceito de “jogo que faz vender console” já estava a todo vapor. Conheço de vista, mas nunca joguei.

    Nossa que saudades ao ler a parte do Psycho Fox… quantas vezes eu também ficava de boa no sofá da sala da casa de um amigo só assistindo o gameplay dele. E eu com a Videogame ou Ação Games nas mãos… putz. Geralmente a gente fazia o seguinte. Quem se destacasse em jogar melhor determinada fase ou jogo, era o cara que ficava mais com o controle nas mãos! Anotado aqui, Cadu. Um novo Double Dragon trará um chefe barbudo com ataque de… molho de chaves! Sonho doido. Gostei! Pior é que eu imaginei a cena com o barulho das chaves voando pelo ar. Kkkkkk.

    Nunca joguei Phantasy Star mas eu sei que o jogo é quase uma religião para alguns fãs. Exatamente meu caro. Um jogo não anula o outro. Seja qual for seu Sonic preferido, isso não retira o espaço para por outros no seu coração de jogador. Rapaz, o Shinobi de certa forma te moldou um pouco como jogador. Deve ter sido uma experiência incrível mesmo. Não apenas pelo fato de você superar o jogo, mas de certa forma você evoluiu com ele, não é mesmo? Esse sentimento aconteceu comigo ao jogar Mega Man 2 (NES). Sei bem como é. A gente cria uma relação intensa com o jogo.

    Interessante que na época a ideia de trocar um console antigo por um novo era normal. Acho que esse apego aos consoles só me ocorreu muito tempo depois. Tipo, na geração Playstation 1.

    É isso mesmo. Se temos tanta coisa incrível pra conhecer… limitar e criar barreiras é uma bobagem.

    MEUS 10 JOGOS
    ————————————————————————————————————————
    OBS 1:
    Lembrando que NÃO É meu Top List ou coisa do tipo, e NÃO É uma lista dos que mais joguei etc… são jogos que me INFLUENCIARAM de alguma forma)

    OBS 2:
    O nome dos consoles se referem onde joguei e não ao sistema necessariamente.

    OBS 3:
    Eu tenho 42 anos. Portanto esse texto me fisgou forte, Cadu. Bem vindo ao clube dos 40!

    Frogs nad Flies – Atari 2600
    Magic Carpet – Turbo Game CCE
    Two Crude Dudes – Mega Drive
    Super Volley Ball – Mega Drive
    Uniracers – Super Nintendo
    Alex Kidd – Master System
    Double Dragon 2 – Phantom System
    Mega Man 2 – Hi Top Game
    ISS Pro Evolution Soccer – Playstation
    Virtua Fighter – Sega Saturn

    • Ô Giovani, obrigado pelo comentário e pelos parabéns! E pelas boas vindas ao clube tão especial dos quarentões!

      Vou comentar alguns pontos do seu comentário, primeiro o Haunted House que eu recomendo fortemente, é um jogo bem diferente dos padrões da época. E vc eu já percebi que curte este tipo de coisa, então com certeza a hora que explorar ele bastante vai acabar pirando.
      Zillion II foi sim um system seller pra mim, engraçado isso dar certo no Brasil e não no Japão, eu não me lembro de animes serem populares no nosso país nos anos 80. Tinha Speed Racer e tal, mas está muito longe de ser como é hj. Então sempre fico impressionado quando lembro o quanto Zillion (anime) impressionou algumas crianças da época a ponto de serem fãs até hj (e alguns malucos ainda escolherem videogame por isso, tipo eu).
      Sobre o sonho do Double Dragon, agora que mencionou, acho que tenho mais vívidas as imagens desse sonho, mas os sons não. Vai entender pq.
      Agora o ponto alto do comentário: pare tudo o que estiver fazendo e vá jogar Phantasy Star! É sério, pare de ler este comentário, inclusive! hahahaha
      OK, OK, eu fui meio fanático agora. Mas é um baita jogo sim, se vc curtir RPG, vale conhecer. Se não curtir, melhor deixar pra lá mesmo.
      Cara, Mega Man II é um jogaço, para quem foi criança na época e aprendeu a superar os desafios dele deve ter sido marcante demais, imagino a sua relação forte com ele. Não a toa entrou na sua lista.
      Aliás, que bela lista também, viu? Já quero saber a segunda parte dela! haha
      Desses vou contar que joguei muito Super Volley Ball do Mega e até hj me sinto órfão de não existirem mais jogos do esporte com o mesmo nível de diversão. Eu adorava editar times nesse jogo! rs
      Double Dragon 2 eu joguei depois de velho num churrasco retrô que fizemos, um amigo me convenceu a jogar pq eu relutei, depois eu vi que grande asneira eu quase cometi e agradeci a ele por ter me apresentado. Não esqueço da joelhada que dei como último hit no último chefe até hj, e isso já tem uns bons anos. Entre 5 e 10, não sei ao certo.
      Uniracers e Magic Carpet são jogos que eu não conheci ainda, vou depois experimentar para ver.
      E o ISS do PS1 é o segundo que saiu do console? Acho que conhecia como ISS4. Era isso? Pq eu lembro fortemente de dois, mas não guardei tão bem o nome deles. Ainda mais que vira e mexe os jogos, digamos, “não originais” sofriam umas alterações de nome nas caixinhas e mídias… rs. Enfim, Sei que joguei demais ambos, curtia demais!
      Ufa, acho que é isso!
      Valeu Giovani!

  4. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 2 | Gamer Caduco

  5. smariobr diz:

    Bela lista. Belas histórias.
    A gente percebe que jogos não são só jogos nesses relatos de lembranças de jogar com nossos pais.
    Até hj tenho curiosidade nesse Phantasy Star. Tinha uma super matéria dele , acho que na primeira Videogame que comprei. Primeira vez que ouvi sobre rpg.
    Gostei do chaveiro do controle do Mega com o psp. Eu tive um mas era do controle pro de phantom system, colorido e cheio de chaves turbo e câmera lenta.
    Lindo o velho controle de mega drive com aquela sujeira impossível de limpar do direcional! Ahahahah. E não tô sendo sarcástico!

    • Pô Mario, dá sim pra limpar a sujeira! huauhahuahuahua
      Se desmontar o controle fica fácil. Só precisa lembrar de colocar o direcional de volta antes de fechar. Teve uma vez que eu não fiz, até cheguei a colocar isso em algum post do blog, agora não vou me lembrar qual.
      O Phantasy Star deve ter sido o primeiro RPG (de consoles) de muita gente no Brasil, seja jogado ou seja só de ouvir falar. A maioria dos jogadores da época eram crianças, pouco provável que a galera tenha se aventurado em outros jogos do gênero antes, exceto os de PC.
      Se eu fosse vc eu daria uma chance para ele algum dia, é um clássico. Se jogar lembrando que vc tá jogando um console de 8 Bits, vai se surpreender bastante.
      Eu lembro da versão desse Pro-Controller para o Phantom System. Lembro que não entendia pq tinha ele para outro videogame que não fosse o Mega Drive, aí imaginava mil teorias, coisa de criança. É dose! haahuauhhauhauhuaha
      E sim, os relatos de jogatinas com o pai e quaisquer outras pessoas importantes para as nossas vidas mostram que não são “só joguinhos” como muita gente insiste em dizer. Cria laços, conexões. Coisas que não podem ser diminuídas nunca. Muito bem observado.
      Valeu Mario!

  6. Parabéns pelos 40 anos Cadu, felicidade sempre para ti!
    Excelente lista cara e me surpreendeu você colocar Olympic Gold aê na lista. Eu adorava esse jogo, mas era a versão de MS e alugava na antiga Videogamania (citei ela no meu blog). Ninguém alugava esse jogo na época… NINGUÉM! Mas eu cheguei alugar umas 3 vezes e ficava jogando sozinho e justamente aprendendo a jogar.

    Adorei os seus relatos. É que sempre digo, os consoles vão embora, os jogos vão embora, mas as histórias que marcaram em nossas vidas ficam para sempre. Eu prefiro ser um colecionar de histórias de games que propriamente um colecionador de games.

    É isso Cadu.
    Abração e Feliz Aniversário!

    • Opa Ivo, muito obrigado pelos parabéns e tudo mais.
      Eu adoraria ser colecionador dos dois, viu? Memórias e games. Mas como eu não sou nenhum ricaço nem nada assim, vou colecionar Sonic e muitas memórias, enquanto a cabeça ainda estiver boa (deve ter aí mais uns 40 anos de lucidez… haha).
      Olympic Gold é um dos jogos que eu tenho muito carinho pq passei muito tempo jogando, imagina que as vezes eu alugava alguma coisa porcaria na locadora e não queria ficar jogando, alternava com ele que garantia umas jogatinas mais pontuais. E fora as jogatinas com amigos, muito embora os amigos não se empolgassem em jogar ele. Acho que nós dois e mais uma meia dúzia de gato pingado que gostamos do jogo, viu? hahaha
      Ainda assim, a versão do Master eu acho que nunca joguei. Tá aí uma ideia: botar pra conhecer. Farei isso com certeza.
      Valeu Ivo!

  7. helisonbsb diz:

    Parabéns!!!! Muitos Games de vida!!!!
    A era TECTOY e Atari marcaram muito em minha vida!!!! Era uma época em que pertubava na casa de vizinhos onde lá eles tinham Um VG 3000 da CCE e o Master System 2 na época…vendo as imagens acima, no qual me trazem boas lembranças e saudades das amizades da época!!!!
    Zilion é um jogo que marcou muito para mim…lembro do desenho animado e dos comerciais da pistola Zilion!!!! Lembrei que peguei um game gear emprestado na época para jogar um soccer…não lembro do jogo, também vi uma partida de futebol!!!! Phantasy star está no save já tem uns 3 anos, acredito…fato é que os jogos citados acima são de grande importância para mim, principalmente em termos de lembranças, época em que meu pai ainda estava aqui entre nós e as coisas era melhores em termos de saúde global, momento chato em que vivemos…infelizmente algumas pessoas da minha família estão com suspeita de corona, é muito triste isso!!!! Espero melhoras e poder estar aqui novamente para falar de coisas boas!!!! valeu galera!!!!

    • Opa Helison, muito obrigado pelos parabéns e pelos votos de muitos games de vida, juro que tô me esforçando para este termo ser realidade… rs.
      Eu acabei demorando um pouco pra responder, mas espero que esteja tudo bem com a sua família e que tenha sido apenas suspeita, sem sofrimento e nem nada mais grave.
      Tectoy e Atari foram marcantes para muitos de nós brasileiros, né? Assistir futebol no GG eu não cheguei a fazer, mas morria de vontade de ter aquele adaptador pra ver TV. Que legal que vc pôde conferir na época. Hj em dia nem funciona mais por causa do sinal digital, então nem adianta sair procurando. Fora que deve custar uma fortuna! rs
      Valeu Helison!

  8. helisonbsb diz:

    Parabéns!!!! Muitos Games de vida!!!!

  9. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 3 | Gamer Caduco

  10. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 4 | Gamer Caduco

  11. Sensacional amigo, gostei da ideia de uma lista de jogos importantes nas nossas vidas, melhor dos que os repetitivos top alguma coisa… se me permitir, gostaria de usar a ideia e fazer minha lista em forma de video no meu canal.
    Quanto aos seus primeiros jogos, joguei poucos destes, outros não conheço porque acabei indo pelo caminho da Nintendo, mas acho massa que muitos outros jogos que nao conhecemos podem marcar outras pessoas tanto quanto os jogos mais famosos.

    • Orra, como assim “permitir”? Eu não tenho essa moral toda pra sair permitindo ou negando coisas! huahuahuahua! Fico feliz que tenha curtido a ideia, manda bala no vídeo e me avisa quando fizer que eu quero ver.
      Se vc seguiu o mundo Nintendo, aposto que vai curtir mais os últimos jogos da lista dos 40. Depois dá uma olhada e acho que vc vai se identificar de alguma forma. Cedo ou tarde eu acabei conhecendo bastante deste mundo também.
      E o que vc falou de marcar é bem isso mesmo. Por isso acho legal ter essa troca de figurinha entre os jogadores, vira e mexe a gente pega umas dicas excelentes de plataformas que a gente não dedicou tempo ainda. Pena que a comunidade muitas vezes é meio desunida e essas diferenças geram mais treta do que troca de experiências. Ainda tenho fé de que um dia isso vai mudar.
      Valeu GamerRoots!

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