Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 2

Olá caros leitores, como estão?

Vamos embarcar na segunda parte da lista dos 40 jogos que mais me influenciaram e/ou tiveram grande importância ao longo desses 40 anos de vida?

O quê? Você não sabe do que estou falando? Então clica no link aí de baixo e leia a primeira parte da série de textos em que eu estou comemorando os 40 anos de vida.

40 anos em 40 jogos – Parte 1

Já está por dentro? Ótimo! Vamos nessa com a segunda parte!


11. Sonic the Hedgehog 2 (Mega Drive)

Lembram quando alguns jogos alternativos eram vendidos com fotos da capa original? Esta capa que eu guardo até hoje é uma dessas, é do cartucho que tive na infância. Não jogo fora por nada neste mundo.

No final do mesmo ano em que ganhei o Mega Drive chegou o quarto jogo do console que tive na vida. Os primeiros, como adiantei, foram Mercs e Olympic Gold: Barcelona’ 92, fora o chip “alternativo” de Sonic the Hedgehog que eu ganhei de um amigo que não conseguiu envolver na troca que ele fez do Mega pelo SNES (contei sobre esta heresia história no blog, link aqui). Enfim, o quarto jogo foi Sonic the Hedgehog 2, que havia saído há pouco tempo e que eu tinha visto numa revista como “Bomba!”. Lembro até hoje o quão desesperado fiquei pra jogar depois de ler a revista. Quem acompanha o blog sabe que este é meu jogo do Sonic favorito e está entre os três melhores games que joguei na vida. Como tive o cartucho (alternativo também), joguei incansavelmente. Até que um dia o cartucho pifou, só sobrando a capa que nada mais é que uma foto da caixa japonesa do jogo. Só me dei conta que o cartucho não funcionava mais quando já estava na época de emuladores, então tinha jeito de continuar jogando. Já a história de como ganhei Sonic 2 é, de certa forma, cômica. Envolve a minha mãe bem brava comigo e eu aprendendo a ter noção de certas coisas na vida. Quem estiver curioso pode fazer a leitura do post da Maratona Sonic sobre Sonic 2.

12. Streets of Rage (Mega Drive)

O clássico posando pra foto com seu irmão mais novo!

Desde a época do Master System eu dava um jeito de conhecer novos jogos indo na locadora todo santo sábado de manhã, uma tradição que perdurou para a geração seguinte. Pra quem não sabe ou não se lembra, ir aos sábados, mesmo chegando antes da locadora abrir, fazia com que eu tivesse que alugar quase sempre as sobras. As coisas boas saíam na sexta-feira a noite, sempre foi assim. Só que não tinha muito jeito, meus pais chegavam tarde do trabalho, horário que a locadora já tinha fechado. Pra ajudar, não me deixavam alugar sozinho. Em uma das poucas vezes que eu consegui ir na sexta (algo que não me lembro com tantos detalhes), consegui alugar Streets of Rage, que eu tanto queria jogar depois de ouvir os amigos falarem. E então eu pude ter o primeiro contato com um dos melhores jogos do console, um dos melhores beat’em ups de todos os tempos e uma das trilhas sonoras mais marcantes. Trilha sonora esta que é composta por música eletrônica da melhor qualidade. Diga-se de passagem, começo dos anos 90 foi quando conheci a Dance Music e foi a minha porta de entrada não só para a música eletrônica (que é uma das minhas paixões da vida), mas também para música de uma forma geral, já que eu não me interessava pelo assunto antes disso. Aquele jogo era o casamento perfeito de duas paixões que se tornaram cada vez mais intensas desde daquela época até os dias de hoje. Mesmo que Streets of Rage 2 seja o meu favorito, foi o primeiro que mais me marcou. Lembro até hoje de fazer a escolha “errada” na pergunta que o último chefe, Mr. X, faz para o jogador. E então eu consegui “estragar” a primeira vez que finalmente consegui chegar no último chefe. Claro, tomei Game Over na sequência. Aliás, são inúmeras memórias que não cabem neste post. Quem sabe um dia eu falo sobre o jogo ou a franquia como um todo?

13. World Trophy Soccer (Mega Drive)

O Brasil em branco e preto? Parece suspeito. Acho que alguém “editei” isso aí.

Há algo que deve ser confessado: desde que eu me descobri goleiro eu gosto de futebol. Antes disso acontecer eu detestava o esporte, até ficava bravo quando estava na rua com os amigos e eles queriam jogar. Ia pra casa emburrado, enfiava a cara no videogame e não queria saber de mais nada e ninguém. Esta virada de chave aconteceu quando eu tinha mais ou menos uns 11 anos, quando estava jogando handebol na educação física da escola e em uma aula aconteceu um lance em especial que me fez perceber que ser goleiro era algo interessante pra mim e talvez eu levasse jeito. Com o tempo deixei de ser aquele garoto que era empurrado de um time para o outro porque ninguém queria um cara ruim atrapalhando e aos poucos fui me tornando um cara que podiam escolher pra deixar no gol porque de vez em quando salvava alguma coisa (sem falar que é raro alguém gostar de atuar na posição). Ou seja, deixei de atrapalhar o próprio time para atrapalhar o time dos outros. Ou seja, eu sou bom em atrapalhar. Bem, com o tempo o “pegar gosto pelo esporte” virou paixão e acabei me entregando a outras formas de futebol, como: assistir jogos de profissionais na TV ou escutar no rádio; jogar futebol de botão e/ou Gulliver; e, claro, os jogos do esporte lançados para videogames. World Trophy Soccer com certeza foi o que mais joguei no Mega Drive. Era divertido, os jogadores tinham nome, o jogo tinha faltas e cartão amarelo/vermelho, podíamos fazer substituições. Quase tudo era muito inovador pra época. Além disso tudo ainda permitia a edição de uniformes, o que fazia com que eu viajasse longe e editasse todo um campeonato com uniformes de times brasileiros (e até uns inventados), simulando um campeonato nacional. Eu sou capaz de lembrar até hoje a escalação do Brasil neste jogo, com o grande artilheiro Jose Argot. Quem é Allejo perto de Jose Argot? Quem é Janco Tianno perto de Jose Argot? Brincadeiras a parte, eu guardo muitas memórias deste jogo, jogando com amigos e familiares. A gente ainda jogava com um monte de regras, tipo não valer fazer gol “manjado”. Ou mesmo sozinho, narrando o jogo pra um gravador de fitas cassete. Diversão pura, exatamente como videogame deve ser. E sim, jogos de futebol são sim jogos de videogame também. “De verdade”. Ainda mais quando tem trilha sonora tocando durante a partida. Sobre a influência, acho que ficou evidente: aumentou a paixão pelo esporte (que, confesso, reduziu muito ao longo do tempo) e aguçou bastante a minha criatividade. Embora World Trophy Soccer não tenha um post dedicado no blog, existe um post que fala sobre os jogos do esporte que joguei ao longo da vida. Link pra quem quiser conferir.

14. Street Fighter II (diversas versões para diversas plataformas)

A porrada come solta em várias plataformas.

Se eu montar uma lista dos jogos mais importantes da minha vida e não colocar qualquer versão de Street Fighter II nela, estarei cometendo a maior injustiça da história gamística da humanidade. Lembro até hoje de estar na Praia Grande na primeira vez que vi o jogo, quando entrei num dos fliperamas de lá e vi um amontoado de gente em frente a uma máquina. Mas um amontoado mesmo, mal dava pra ver alguma coisa. Sem falar que eu era baixinho, então pra chegar perto foi bem complicado. Claro que eu nem cheguei perto também de jogar aquela versão na época, mas joguei um bocado na casa de amigos que tinham Super Nintendo na vizinhança o port que foi lançado para o console de 16 Bits. Sonhava com o dia que aquele jogo maravilhoso apareceria no meu amado Mega Drive, até promessa eu fiz pra que acontecesse (juro). E, quando aconteceu com o lançamento da Champion Edition para o console, logo dei um jeito de conseguir um cartucho, junto com um controle de seis botões. No fim, este cartucho acabou se tornando uma das vítimas daqueles empréstimos sem devolução, onde a pessoa (que desconfio) que pegou emprestado me jurou de pés juntos que não tava com ela. É a vida. Em algum momento entre essa época e os dias atuais eu consegui uma cópia pra chamar de minha. De qualquer forma, Street Fighter II foi o responsável por eu me interessar em jogos de luta e confrontos virtuais com amigos, até o dia que eu percebi que eu sou uma piada nos jogos do gênero e parei de jogar eles. Uma piada bem ruim, como as que faço nos meus textos. Mesmo que eu tenha jogado pra caramba. No fim das contas, serviu (e ainda serve) como diversas experiências sociais, a maioria delas positiva. Só queria ser um pouquinho menos patético neste gênero pra conseguir me divertir com os amigos sem ficar frustrado.

15. Tetris (Game Boy)

Muito amor em um cartuchinho tão pequeno.

Outro jogo que joguei um bocado na vida, em especial a versão do Game Boy. Para mim, ele é o rei dos puzzles, aquele que foi copiado de diversas formas, sofrendo algum tipo de variação pra tentar conquistar jogadores. Já fiz post sobre o jogo tanto aqui no blog mais focado em histórias pessoais quanto no Retroplayers mais em formato de review (logo este texto será portado para cá também). Tetris do Game Boy era talvez o jogo favorito do meu pai (pelo menos foi o que ele mais jogou na vida com toda certeza) e também foi um grande elo de ligação gamística entre nós dois. Várias disputas pelo maior score, muitos ensinamentos e aprendizados, diversas descobertas e diversão pura o tempo todo. Como não colocar nesta lista? Space Cadet 3D também foi marcante pela questão de disputas, mas Tetris ganha o espaço neste especial do blog porque tem a questão do quanto meu pai me ensinou a jogar isso, algo que depois eu devolvi ensinando ele a jogar DOOM II. Hoje ficam as lembranças e a saudade eterna. Nostalgia pura.

16. Teenage Mutant Ninja Turtles (Arcade)

Agora eu posso jogar em casa sem ficar sem grana para o almoço!

Mais um beat’em up entrando na lista. Era incomum eu ir a Fliperamas/Arcades quando era moleque, minha mãe vetava. Quem viveu a época deve se lembrar que estes lugares nunca foram ambientes pra crianças. Sempre tinha uma galera um pouco mais velha, fumando, falando palavrões e o escambau. Essas e outras coisas que nos dias de hoje daria uma problematização do tamanho do mundo. Enfim, salvo quando eu estava na Praia Grande (e neste caso sempre tinha alguém pra ir comigo), outro lugar que eu podia jogar nos Arcades era o Playcenter, um parque de diversões que existia em São Paulo até alguns anos atrás (2012 se não estiver enganado). Lembro bem o dia que vi o arcade das Tartarugas Ninja lá com quatro controles para jogar cooperativo. Eu pirei, queria muito jogar, mas conseguir um espaço ali era quase impossível. Pra você que nasceu depois pode ser que essa história não faça tanto sentido, já que está acostumado aos seus multiplayer online de mais de 50 pessoas. Na época um negócio desses era de outro mundo, alienígena mesmo. Eu tinha costume de ir ao parque em excursões do colégio, e na segunda vez que eu vi a máquina eu prometi a mim mesmo que gastaria um tempo jogando, já que na primeira eu não tinha conseguido. Fiquei um tempão lá esperando começar uma nova rodada pra entrar junto. Detalhe que para isso eu superei a timidez altíssima que tinha na época (ainda tenho, mas em grau bem menor) e me juntei a três desconhecidos desde a primeira fase até o fim do jogo. Isso era raríssimo, eu nunca era de me arriscar nos jogos de Arcade na frente das pessoas pra não passar vergonha na frente dos que sabiam jogar, jogar simultaneamente com desconhecidos então era ainda mais raro. Desta vez eu precisava experimentar, então acabei vencendo estes tabus. Joguei controlando, é claro, o Michelangelo, meu personagem favorito. Lembro até hoje que gastei um monte de fichas, inclusive saí no meio da jogatina pra comprar mais, pedi muito para que não deixassem ninguém assumir o controle e os caras foram legais comigo. Fomos até o fim e toda esta experiência foi épica demais pro moleque que eu era. Só foi triste depois eu chegar na lanchonete e descobrir que eu tinha gastado todo o dinheiro do almoço no fliperama sem perceber. Lembro até hoje que sSobrou só o suficiente pra tomar um refrigerante. Tive me contentar com isso e que aguentar a barriga vazia até o fim da excursão. Valeu a pena? Demais, eu não faria diferente se soubesse do resultado. Carrego esta experiência até hoje em mente, aprendi (mais ou menos) a controlar melhor o dinheiro que tenho em mãos depois de passar por isso. Fora a experiência social, superar timidez pra poder jogar, pedir algo para desconhecidos, etc. Não dá pra dizer que não foi importante pra minha vida de uma forma geral, não só a gamística. Que saudades de sentir essas coisas tudo de novo, como é raro a gente conseguir sentir algo novo com quatro décadas de vida.

17. Super Mario World (Super Nintendo)

E pensar que eu ainda comprei um label novo pra trocar e não tive coragem de fazer isso.

Sou um amante confesso do Mega Drive, como vocês já puderam perceber não somente ao longo da existência deste blog quanto neste texto em si. É o meu videogame favorito de todos os tempos. Dito isso, por mais que eu viva fazendo piadinhas com o maior rival dele, é claro que eu tenho total respeito e muito carinho pelo Super Nintendo. Vou além: na época em que ele deu as caras no Brasil, existiu um jogo que me fez sentir inveja dos donos do console. Este jogo é Super Mario World. Não importa o quanto eu ame Sonic, Mario também ocupa um pedação do meu coração gamístico. O que quero deixar claro aqui é que amar uma coisa não anula gostar e ter algum apego pela coisa rival, embora tanta gente da comunidade de videogames não consegue entender isso (depois criticam torcedores de futebol que se comportam da mesma forma, embora mais violenta). Enfim, por mais que eu reconheça a importância e qualidade de Super Mario Bros. 3, o meu jogo favorito do encanador é exatamente Super Mario World. Este jogo foi, inclusive, um dos maiores motivadores pra eu comprar um Game Boy Advance, já que havia um port do jogo para o portátil. Sempre que ia na casa dos amigos eu queria dar um jeito de jogar um pouco dele, apesar que na maioria das vezes não conseguia porque a galera só queria saber de jogar Street Fighter II e outros jogos que dava pra jogar em galera. Gostava também, mas queria era me aventurar por aquele mundo. Só matei a vontade de fazer tudo no GBA mesmo, e mais para frente repeti a dose em emuladores. Na mesma época cheguei a ter uma certa birra de Yoshi’s Island só porque tinha o nome Super Mario World 2 e simplesmente não tem a ver com o primeiro (isso e o fato de eu odiar o choro do bebê Mario também). Só muitos anos depois eu fui entender que é outro jogaço. Mas por tudo que este jogo representou na minha adolescência, ele precisa estar nesta lista. O lance de poder gostar de algo “rival” eu comecei a aprender nesta época, embora tenha associado melhor anos mais tarde. Fora a influência gamística mesmo. Eu queria muito que lançassem um jogo do Sonic que tivesse um mapa igual ao dele, até contei sobre isso em um post. Muitos anos depois eu percebi que não era ideia tão boa assim, que prefiro as fases em sequência mesmo no caso do Sonic e os mapas no caso do Mario. São jogos muito diferentes, embora tenham coisas em comum. As demais ideias ficam melhor em uma ou outra franquia.

18. DOOM II: Hell on Earth (MS-DOS)

Clássico absoluto, roda até em geladeira de rico.

Hoje em dia computadores são extremamente comuns, a gente sabe muito bem disso. Talvez nem tanto os PCs, talvez nem mesmo os notebooks/laptops sejam tão presentes quanto já foram um dia. Mesmo assim, não se esqueçam que aquele trocinho que você carrega no bolso e chama de smartphone também é um computador de uma certa forma. Enfim, até a metade dos anos 90 não era assim, tudo era muito diferente. Então quando tive pela primeira vez um 486 em casa, aquilo foi uma loucura. Da mesma forma que me senti com o arcade de TMNT, de novo me senti controlando algo alienígena, fora do comum. Foram os primeiros passos para eu me tornar, inclusive, um profissional da área de Tecnologia da Informação. Passava horas na frente daquela máquina misteriosa e cheia de coisas bacanas para descobrir. Entre as fuçadas no MS-DOS e desenhos no Paintbrush dentro do Windows 3.1, parava para jogar várias partidas de DOOM II. Como era bom ser moleque e ter todo tempo do mundo pra explorar um mundo cheio de ameaças com um desafio bem elevado. Como era mágico provocar uma briga entre demônios e esperar um deles ser derrotado para depois encher o vencedor de bala na sequência. Mais legal ainda era ver meu pai jogando, usando um monte de cheat sem vergonha nenhuma só porque ele queria “dar uns tiros”, como ele mesmo dizia. Que saudades que eu tenho disso. Pior que na época ainda tinha vez que eu achava ruim, já que alguém tava mexendo no computador e eu tava lá olhando querendo mexer também. Já hoje eu não canso de relembrar. Aliás, esta não é a primeira vez que falo de DOOM II no blog e relaciono com meu velho e querido pai, deixo aqui o link para vocês lerem o post dedicado, caso já não tenham feito. Este jogo é mais do que importante pra minha vida. Se eu fosse rankear por importância, ele estaria entre os primeiros da lista com toda certeza. Saudades demais dessa época onde, de novo, tudo era novidade.

19. Red Baron (MS-DOS)

Deu até saudades do monitor de tubo e os sons do falante do próprio PC.

Rapaz, como eu joguei isso durante minha pré e adolescência. Imaginem um jogo que se passa na primeira guerra e você tem que escolher um lado, pilotar avião e destruir os inimigos. Até aí nenhuma grande novidade, certo? Só que o jogo é mais do que só pilotar e atirar, você tem toda uma carreira pra seguir. Este provavelmente foi o primeiro jogo com um modo carreira que joguei na vida, me dando noções inclusive de situações como um Game Over realmente definitivo, incluindo a perda de um piloto pra todo sempre por ele ter morrido. Sem falar em tantas outras coisas que o jogo possui, como começar com patente baixa e crescer dentro da corporação, tendo que inicialmente seguir o avião do líder e suas ordens nas missões. Só com o tempo se tornar o tal capitão e dar as ordens. Demorei muito pra entender tudo isso, o jogo me ensinou muito. Por isso afirmo que Red Baron foi quem me ensinou como e quão diferentes os jogos para PC eram nos anos 90, e quais eram as coisas que os tornava únicos e exclusivos. O formato deles destoava bastante do que a gente via nos consoles. Lembro que no começo eu jogava só zoando, explodindo o avião no chão, tentando fazer manobras malucas, passear no mapa procurando coisas, e por aí vai. Aquele lance de querer explorar um mundo aberto, sabem? Mesmo que este jogo não seja de mundo aberto, longe disso. Ou seja, foi uma experiência muito inovadora pra mim. Para quem já tem uma infinidade de gêneros de jogos diferentes por aí isso pode não parecer grande coisa, mas para quem viveu a época e passou a descobrir as coisas diferentes que surgiam, talvez esta história traga algumas memórias parecidas. Isso tudo sem falar que tinha amigos que jogavam o jogo também, então a gente vivia trocando experiências sobre ele. Nunca vou esquecer do termo “o avião já tá ‘pegando fumaça'” que escutei uma vez. Tudo porque o avião pegava fogo e começava a soltar fumaça na traseira quando levava muitos tiros. Hilário. Que saudades dessa época!

[UPDATE (15/03/2021): Como bem observado pelo Giovani lá do Sistema Videogame nos comentários, o jogo se passa na Primeira Grande Guerra e não na Segunda, como eu havia dito. O texto já foi corrigido. Valeu Giovani!]

20. Castle of the Winds (Windows 3.1 / 3.11)

Acho que eu era uma criança criativa. Pena que a vida de adulto acaba com isso…

Joguei Castle of the Winds incansavelmente no Windows. Para mim, aquilo era um mundo completamente novo. Até então eu não estava acostumado a coisas como as que vou descrever a seguir: primeiro os mapas aleatórios e gerados de forma procedural, que proporcionavam um jogo completamente diferente a cada vez que eu iniciava ele; jogo em turnos dentro de um mapa completo, ou seja, a cada clique ou seta pressionada significava executar um turno, inclusive gerando movimentação e ação de cada inimigo na tela, forçando o jogador a planejar muito o que fazer para não morrer de bobeira. Aliás, morte permanente também era algo mais ou menos novo pra mim (vide Red Baron acima, que conheci antes), embora neste jogo fosse possível dar Load e voltar de onde salvou a última vez, dependendo do nível escolhido antes de começar a partida. Ou seja, eu estava experimentando o meu primeiro Roguelike e não sabia. Imaginem um jogo onde tudo são ícones de Windows. Sério, de verdade, extensão .ico e o escambau. Inclusive era possível até criar um para usar de avatar se você soubesse como fazer. Era bem fácil, só ter o programa certo e desenhar os pixels, por alguma razão eu tinha ele instalado, só não me recordo se era nativo do próprio Windows. Enfim, aquilo explodiu tanto a minha mente que eu misturei outra paixão da época com ele: Hero Quest, um jogo de tabuleiro que é, a grosso modo, um RPG de mesa bastante simplificado. Eu peguei todos os personagens que me lembrava de Castle of the Winds e os desenhei (com toda a minha limitação, diga-se de passagem) em uma cartolina de um jeito que eu pudesse reaproveitar a base dos personagens do próprio Hero Quest e usei todo este material para fazer mais missões, criar mais heróis e vilões (com direito a cards com os dados deles), além de armadilhas e outras coisas. Ou seja, basicamente eu criei uma expansão da aventura original de forma geral. De alguma maneira eu aprendi a customizar algo. Engraçado que em Hero Quest eu sempre fazia o papel do Zargon, vilão do jogo (algo como o Dungeon Master também), e nunca achei pessoas que estivessem dispostas a passar do quarto mapa da aventura original. Os poucos que jogaram cansaram antes e não voltaram. Sim, é um trauma de infância meu isso, embora eu esteja rindo ao relembrar esta história. Uma pena que eu nunca cheguei nem perto de testar as customizações que fiz (embora ainda tenha tudo isso guardado, apenas pela nostalgia). De qualquer forma, talvez Castle of the Winds fosse uma forma de superar a frustração de nunca ter ido até o fim da aventura original (mesmo como Zargon), já que eu podia me aventurar em um tabuleirão gigante com o meu herói e desbravar mundos desconhecidos, que eram totalmente diferentes a cada gameplay. Ainda lembro de me aventurar um pouco também pela continuação que foi criada, mas infelizmente eu tinha somente a versão Shareware dele, que só durava até uma certa parte. Ah, que saudades dessa época, poder jogar sem parar por horas e horas, sem grandes responsabilidades e preocupações. Bons tempos, eu provavelmente vou tentar revistar este jogo algum dia, já que desde 1998 ele se tornou um Freeware. Quem sabe não finalizo o II também? Tá aí uma ideia. Inclusive é possível jogar o primeiro diretamente no navegador. Quem quiser experimentar é só clicar neste link. Só lembrem-se de que o jogo é bem antigo e é cheio de limitações. Talvez o fato de ser emulado em navegadores possa trazer algumas limitações extras (não experimentei ainda).


E por hoje é só tudo isso!

Espero que estejam curtindo a história. Lembrem-se de deixar um comentário pro tiozão aqui ficar feliz.

Obrigado a todos e até a semana que vem com a terceira parte do especial!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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12 respostas a Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 2

  1. Marvox diz:

    Fala Cadu, quanta lembrança boa. Seguindo mais ou menos o período que você pegou aí sem fugir muito dos sistemas também:

    Alien Storm
    Streets of Rage 1
    Kid Chameleon
    Super Mario Land 2
    Cadillacs and Dinosaurs
    Super Mario World
    F-Zero
    Top Gear
    Street Fighter II: The World Warrior
    Test Drive III: The Passion
    Doom (a 1ª versão com 3 episódios)

    No aguardo da parte 3!

    • Grande lista, Marvox. Só jogão! Alguns eu ainda não debulhei como gostaria, mas pretendo um dia.
      Engraçado como o DOOM foi um jogo que eu deixei passar no passado, mesmo que o II eu tenha jogado incansavelmente.
      Esse ano eu tirei esse pecado da minha lista, também joguei somente os 3 primeiros episódios. Um dia encaro o último.
      Valeu Marvox!

  2. Sabe. É verdade. Eu não tinha pensado nisso. Os anos 90 foi uma febre das dance. Lembra da Pump Up The Jam? Não sei porquê lembrei dela agora. É excêntrica. Mas eu gosto até hoje. Streets of Rage mora no meu coração por diversos motivos. Seria legal você fazer pelo menos um texto sobre suas experiências com ele. Falando de Sonic. O meu xodó ainda é o Sonic inicial porque tem todo uma lance com ele. Eu usava vale transporte escondido da minha mãe para poder jogá-lo por hora… ele e o Crude Buster. Lembranças.

    Rapaz mais ou menos o que você fazia com World Trophy Soccer eu fazia com meu futebol de botão. Eu cheguei a criar um caderno onde eu anotava as partidas e criava times. Era eu contra eu. Vou tentar explicar. Eu jogava pra um time e tentava trocar minha personalidade quando jogava para o outro. Eu não escolhia um time. Eu alternava meu lado a cada sequência de jogadas. É insano. É. Mas eu curtia fazer isso. Eu era os dois e nenhum ao mesmo tempo. Vencia quem por sorte marcava mais gols na “minha vez” de jogar. Esse teu futebol eu curti, vou experimentar.

    Eu joguei primeiro nos arcades o Street Fighter II só que tem um detalhe, foi bem pouco. Logo entrei de cara no Super Nintendo. Essa relação SNES Street II é tão forte e tão marcante pra mim que… eu sei que parece mais uma loucura mas… Pra mim o jogo que representa o console Super Nintendo na minha experiência como jogador é Street Fighter II. Não que eu seja fera nele ou algo assim. Mas é que joguei muito ele neste console. Eu aprendi a usar todos os botões de fato do Super Nintendo jogando Street Fighter, cara, esse jogo tem muita lembrança embutida, além de ser um clássico muito bem portado.

    O meu Tetris é o Brick Game. Nada a declarar. Fui jogar Game Boy a sério só em emuladores. Amo o GB. Amor tardio. Sempre desejei um Game Gear e não um GB, por causa das revistas, e da Tec Toy. Tartarugas te levou a fome, eu passei fome por Final Fight. Cadu. Isso só acontecia antigamente eu acho, a casa de jogos ficava a incríveis 30 passos de um Colégio Estadual!

    Ah! Rapaz. Pra mim é o Super Mario 3 que leva o troféu. 🙂 Mas eu entendo que o Mario World foi de certa forma a consolidação, a obra com requintes de artes visuais, que faz uma homenagem ao 3. Joguei num IBM PC bem velho o Prince of Persia, depois meu amigo ganhou um 486 mas nunca pude jogar. O pai dele não deixava moleques tocarem na coisa. Você sabe muito bem. Computadores naquela época eram item caro e focado em produtividade. Era uma peça tecnológica, não era vista como um item de entretenimento tipo uma TV ou rádio. Isso começou a mudar com o Pentium e as placas multimedia. Antes disso, não.

    Cadu. Só uma pequena correção. Red Baron se passa na 1ª Guerra. Eu nunca vi este jogo antes mas como eu joguei bastante o Snoopy and Red Baron do Atari, eu me habituei em associar uma coisa a outra. Castle of the Winds parece um processador de textos. Gostei da proposta. Lembrou vagamente Adventure do Atari. Essa lista Cadu, foi bem mais clássica. Gostei muito. Você trouxe novidades também. Eu vou postar mais 10 jogos que tiveram alguma influência pra mim. Vai lá:

    11- Boxing – Joguei muito no Dactar. Só trocando as chavinhas!
    12- Cosmic Ark – Conheci num almoço com parentes. No mesmo dia. Assisti O Grande Dragão Branco pela primeira vez, em VHS, claro.
    13- B Wings – Turbo Game um navinha maravilhoso. Fazia parte de uma fitinha clone amarela que eu tinha. 42 in 1.
    14- Expect No Mercy – Windows 95 muito ruim mas foi o primeiro jogo no PC que joguei com imagens reais.
    15- Crazy Creatures – Hi Top Game um puzzle bem divertido.
    16- Jetpack – DOS. Joguei muito. Veio num CD junto com meu Windows 95. Rodava pelo DOS.
    17- Beethoven – Super Nintendo. Sabe quando a gente vai na locadora e precisa voltar com algo? Mesmo quando tá tudo alugado? É nisso que dá. 😦
    18- Legendary Axe – PC Engine. Foi o primeiro jogo que emu… digo, joguei no “PC Engine”.
    19- Need For Speed – 3DO. Cara. Ver e poder jogar um pouquinho 3DO naquela época de transição de mídias. Noooosa. Foi inesquecível.
    20- Ghost in the Shell – Playstation. É excelente mas larguei de raiva. Tem partes por tempo. Nunca mais voltei nele. Hoje, quem sabe, com a internet e o Youtube, eu volte e aprenda a jogar. O jogo é incrível mas teve esse lance.

    • Orra se lembro de Pump Up The Jam, Giovani. Está entre as minhas músicas favoritas da época com toda certeza!
      Um dia eu pretendo escrever sim sobre Streets of Rage. Ele tá naquela lista que eu morro de vontade de falar mas tenho receio de fazer um post que não fique a altura ou então eu acabe esquecendo alguma história que considero bacana de relembrar com o jogo. Essa lista não é grande, mas é “pesada”, se é que me entende! rs
      Tetris dos Brick Games eu passei a não gostar por influência do meu pai, ele detestava e eu fui no embalo. Engraçado isso. Pior que várias outras versões vira e mexe eu jogo e não fico tão empolgado quanto com a de GB. Vai entender.
      Fome com Final Fight? É justo! Guardar a grana da merenda da escola para jogar este baita jogo é mais do que justo. As crianças de hj NUNCA saberão o que é isso. Infelizmente e ao mesmo tempo felizmente.
      Super Mario 3 é incrível, os caras fizeram milagre em um hardware que não era pra aguentar aquilo tudo. É um dos jogos que se alguém vira para mim e diz que é o melhor de todos os tempos eu aplaudo e concordo, pq merece este título e vai me mostrar que a pessoa é de bom gosto. Ainda assim, o World é o que mora no meu coração, eu não consigo jogar contra isso… rs.
      Ahhhh, caraca, tem razão. O Red Baron é na Primeira Guerra. Eu até corrigi o texto, valeu pela dica!
      Agora a cereja do bolo do seu comentário foi o campeonato de futebol de botão vc contra vc mesmo. Posso falar? Eu fazia o mesmo! huahuahua
      Mas eu jogava meio que “normal”, com a diferença que por alguma razão mística os meus times preferidos sempre venciam. Baita coincidência! huahuauhauhahua
      E eu ainda narrava os jogos e gravava em fitas k7. Putz, eu me diverti na infância, viu? kkkkk
      Sobre a sua lista, eu não conheço B Wings, Expect No Mercy e Legendary Axe. Aliás, sobre o terceiro, PC Engine eu acho que só joguei uma vez na vida toda, na exposição do Museu do Videogame. Já jogar “PC Engine” (usando seu termo emprestado… haha) eu sempre postergo, não sei pq. Precisava dar uma chance para o emul… console.
      Dos demais jogos fica o destaque para a “briga de caranguejos” do Atari, Boxing. Um dos melhores jogos do sistema, com toda certeza!
      Valeu Giovani!

  3. smariobr diz:

    Streets of rage 1 é um jogo do capeta. Os chefes tem um padrão do nível do Megaman! Não é só sair socando! Até os inimigos das fases são diferentes, te rodeiam , armam arapucas, te tacam em buracos! Desgraça esse jogo. Pretendo um dia zerá-lo.
    Um dos meus amigos do colégio trocou o Sega Cd dele por um Super Nintendo! Ele reclamava que quase não tinha jogo e o Snes ainda tava bombando na época!
    Joguei esse das Tartarugas Ninja num fliperama numa excursão do colégio à um parque também! Possivelmente o Playcenter também! Eu já jogava a versão de Nes no meu Phantom System, mas o arcade pra 4 players era sensacional! Fora que tinha mais cores, melhores gráficos!
    Street Fighter 2 Champiom Edition de Mega…foi a primeira versão de console que joguei, na casa de um primo! Foi legal que fui passar uns dias lá, fomos numa locadora enorme e enquanto ele escolhia os jogos eu fiquei estranhamente curioso com as capinhas dos filmes…da parte adulta…o que era aquilo…? Err…enfim, pq falei isso? Acho que foi marcante! hahahahaha.
    Enfim, meu primo alugou Street Fighter e Streets of Rage 3. Só jogasso! Jogamos eu, ele e um amigo , o dia todo. Me amarrei em jogar com o Zan! Aí no dia seguinte acordamos e meu primo queria me levar pra igreja, aquela parada de grupo jovem e tal,,,eu não quis ir! Hahaha! Quis ficar em casa jogando! Ele achou um absurdo, mas a mae dele deixou. Fiquei a manhã inteira jogando sozinho e perdendo! Nunca tinha jogado Street Fighter daquele jeito, só o piratão de nes! Joguei muito e nem sabia dar hadouken! Fiquei só nas voadoras e tal!

    • Mario, é bem isso mesmo SoR: os chefes são casca grossa, especialmente as “Blazes de verde”. Tem que dedicar um tempo pra terminar, com toda certeza. Mas ele é tão bom que vale o replay depois do Game Over, mesmo que seja no dia seguinte, semana seguinte, etc.
      Seu amigo foi esperto em trocar o SEGA CD pelo SNES, eu não sei se faria isso na época, mas com certeza foi uma ótima jogada na época.
      Demorei muito, muito mesmo, pra poder ver o TMNT II do NES. Acho que foi final dos anos 90 ou começo dos 2000 em emuladores, antes disso não rolou. A turma que eu tinha na infância era tudo Master System! haha
      Caraca, que história boa essa do Street Fighter! Fugiu da ida à igreja para se batizar nos jogos de luta, acho bastante válido… kkkkk
      Agora curioso mesmo foi vc fazer a estreia do jogo no Mega, que saiu tanto tempo depois do que a versão de SNES. Acho que é a primeira vez que vejo uma história assim, a esmagadora maioria das pessoas começou no console da Nintendo ou nos Arcades. Que da hora, valeu por compartilhar!
      Valeu Mario!

  4. aki é rock diz:

    Bela lista essa de 40 anos Caduco ficou muito boa contando suas experiências do seu passado quando mais novo. Eu tenho várias memórias desses tempos viu que não voltam saudades só de pensar me dá aquela nostalgia de quando era apenas uma criança.

    • Eu também tenho uma nostalgia gigantesca da infância. A época tinha vários problemas também, mas nem se compara com os problemas de adulto. Acho que a infância era mais vantajosa, mas há quem discorda fortemente disso. Sempre desisto de entrar nesses embates! hahaha
      Valeu Rock!

  5. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 3 | Gamer Caduco

  6. helisonbsb diz:

    Olá!!!! Essa fase 16 bits da vida…passei mais tempo em locadoras e fliperamas, lembro!!!! Nunca tive o poderoso Mega Drive ou Super Nintendo, tenho boas lembranças das locadoras e de quando jogava em casa de amigos!!!! Na era PC Windows 386 a Pentium 100…também tenho boas lembranças do Windows em suas vertentes e versões ao longo dos anos 90!!!! Bons tempos em que jogava Bare Knuckle no poderoso Mega Drive e jogava muito DOOM no windows 95!!!! valeu galera gamer!!!!

    • Rapaz, jogar Bare Knuckle no Mega e depois DOOM no PC só pode trazer memórias felizes mesmo, dois baita jogos, duas baita plataformas. Saudades de ter tempo de jogar tudo isso assim, né?
      Mesmo que vc tenha jogado o 16 bits, digamos, “fora de época”, com certeza vc deve ter se divertido bastante. Essa geração é uma das que não envelhecem, embora eu deteste o termo e discorde plenamente de que jogos envelhecem, seja bem ou mal. Quem envelhece é o jogador.
      Enfim, valeu Helison!

  7. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 4 | Gamer Caduco

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