Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 3

Olá meus caros, tudo bem com vocês?

Já estou de volta com o terceiro post do Especial dos 40 jogos que me influenciaram e me marcaram ao longo desses 40 anos de existência do blogueiro que vos escreve.

Para quem não acessou o blog nas duas últimas semanas, vou colocar aqui os links das duas primeiras partes. Recomendo a leitura delas antes de prosseguir.

Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 1
Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 2

Preparados para mais dez jogos? Então vamos nessa para a penúltima parte do Especial!


21. Final Fantasy 4 (Super Nintendo)

No PlayStation mesmo!

Lembro até hoje que estava já na faculdade conversando sobre videogames e alguém falou sobre a série Final Fantasy. Minha experiência com RPGs até então se limitava a Phantasy Star, lembrando que ele foi lançado aqui no Brasil em português e isso facilitava bastante as coisas. Depois de encarar o jogo da SEGA durante a infância/adolescência, não joguei mais nada do gênero, pois não tinha paciência de ficar lendo uma língua que eu não entendia (inglês) e precisava disso para prosseguir com o jogo. Durante a conversa mencionei isso e um dos amigos me falou pra arrumar um dicionário e um emulador de Super NES,  que ele me passaria a ROM. Segundo ele, eu precisava conhecer Final Fantasy IV de qualquer jeito, que era um baita jogo, coisa e tal. Estávamos na época da Internet discada, então demorava horas pra baixar alguma coisa e jogos de SNES eram relativamente grandes para a velocidade que a conexão atingia. Fora as quedas de conexão e outros problemas que muitos de vocês devem se lembrar. Bem, no dia seguinte o tal amigo apareceu com um ou dois disquetes com o jogo compactado. É bom mencionar que no primeiro ano da faculdade eu ainda estava saindo da adolescência, já que entrei um ano adiantado. Até tinha uma leve base de inglês fornecida pelos colégios que estudei. Sendo assim, topei a proposta de conhecer a franquia. E não é que o amigo tinha razão? Baita jogo mesmo! Mas o mais legal de tudo isso é que essa foi a minha primeira experiência de jogo com um dicionário de inglês no colo. Pra quem é mais novo essa cena pode parecer surreal, mas é assim que a gente fazia (me senti ainda mais velho dizendo isso). Não tinha celular, muito menos Google Tradutor. Era ler a frase, caçar as palavras e tentar entender que sentido aquilo fazia. Final Fantasy IV não só me ensinou muitas palavras da língua inglesa, mas também abriu o meu apetite para RPGs de videogame de uma forma geral. Depois dele fui conhecer um que mais gosto da franquia, que é o V (adoro o sistema de Jobs) e mais pra frente Chrono Trigger (o meu favorito) e os épicos Final Fantasy VI e VII. Se não fosse essa primeira experiência, talvez eu não tivesse conhecido eles e nem mesmo meu jogo favorito de todos os tempos: Final Fantasy Tactics. Ou seja, tenho muitas razões para crer que este jogo teve influência forte na minha vida. Até umas mais bobas, como o fato de eu ter trocado o nome do personagem principal para Cadu (por não ter gostado de Cecil, para mim parecia Cecília, que é nome de mulher – por favor não problematizem). O efeito disso foi cômico, pois o mesmo amigo que me passou o jogo não conseguia vencer o último chefe. Então eu venci novamente e gravei o Save State também em um disquete para que ele visse o final. Ele no dia seguinte me xingou bastante por ter que assistir as cenas finais “com o grande cavaleiro chamado Cadu” (falando da forma mais irônica/sarcástica possível, nunca me esqueci). Depois disso eu achei melhor nunca mais mudar o nome de um personagem. Ou seja, até neste ponto eu fui influenciado por FFIV. Faz todo sentido ele estar nessa lista.

22. Castlevania: Symphony of the Night (PlayStation)

Um dos poucos jogos “alternativos” que eu mantive com as capinhas. Esse CD aí rodou um bocado no meu PSOne, vocês nem imaginam.

Eu cresci tão vidrado pelo mundo SEGA que eu mal dava bola para tudo que saía nos consoles rivais. Não via nem notícia em revistas que falavam destes jogos. E por mais que exista o Bloodlines para o Mega Drive, por muitos anos eu simplesmente não sabia da existência da série Castlevania. Pois é, acreditem, não sabia mesmo. Meu primeiro contato com a série foi justamente foi Symphony of the Night, jogo emblemático que ajudou a nomear todo um gênero, hoje conhecido como Metroidvania (embora ainda tenha gente que tenta refutar o termo e só passa vergonha fazendo isso). Pra chegar neste nível, creio eu que nem preciso discutir importância e qualidade de SotN. Vale mencionar que eu também não fazia ideia da franquia Metroid. Além de conhecer uma nova franquia e um novo gênero, este foi o primeiro jogo que eu usei e abusei de um detonado, no caso o virtual. Por muitas vezes consultei walkthroughs para saber qual era o próximo passo que eu tinha que dar para continuar a história do jogo. Muita gente acha isso feio, eu sei, até eu hoje penso desta forma. Mas, na época, dado que eu estava saindo da adolescência e ainda aprendendo bastante sobre jogos eletrônicos, acabou sendo uma experiência bem legal pra mim. Fiquei tão apaixonado pelo jogo que depois de terminar a primeira vez, eu jogava ele pelo menos uma vez por ano. Foi algo que durou muitos anos. Não me lembro quando e porque parei de fazer isso, mas até versão emulada no PSP eu joguei quando não conseguia mais rodar ele no PSOne. SotN foi um dos jogos que me fez ficar mais interessado pelos videogames de maneira geral, a ponto de tentar entender o que era aquele tal de Castlevania que fãs da Big-N tanto falavam. Acabei me apaixonando pela franquia também, explorando alguns jogos ao longo dos anos como o underrated Lords of Shadows (PS3 e X360), que eu nunca entendi o motivo de tanta bronca por parte da comunidade (sempre vi como o famoso e raso “ain não pódi parexê iguau gódi ófi uór”). Além de suas continuações (o 2 sim com alguns problemas, mas ainda assim interessante). Muito tempo depois tive também a coragem de encarar o primeiro e o terceiro de Nintendinho, ambos bem desafiadores (especialmente o mais antigo). Bem, voltando ao SotN, tudo relacionado ao jogo dispensa quaisquer comentários adicionais a dizer que ele beira a perfeição. Então vou poupá-los de mais caracteres. Acho que vocês já entenderam o tamanho da importância que ele tem na minha vida.

23. Final Fantasy Tactics (PlayStation / PSP)

Postando a foto de olhos fechados, senão vou começar a jogar de novo e só vou lembrar do resto do backlog daqui 8 anos.

Com toda certeza o meu jogo favorito de todos os tempos provavelmente tem que estar na lista e imagino que ele já era esperado por quem me conhece. O que? Você achava que meu favorito era um jogo do Sonic? Nada disso! Final Fantasy Tactics me conquistou de uma tal maneira que eu não posso sequer pensar em começar uma partida nele que eu acabo cedendo e ficando “preso” nele por semanas ou meses. Em determinado momento eu tive que me proibir de fazer isso pra começar a dar vazão no backlog infinito que já vem de gerações. Pra vocês terem uma ideia, tenho mais horas de jogo nele do que em qualquer outro jogo, talvez até mais que a franquia Sonic inteira, sem exagero. Talvez a Maratona Sonic tenha equilibrado um pouco as coisas, é difícil de mensurar, mas acho que mesmo assim o jogo da SquareSoft ganha. Joguei Final Fantasy Tactics por muitos anos, e “quebrei” o relógio do jogo pelo menos nove vezes (número de vezes que vi os créditos dele). O “quebrar” tem a ver com o limite máximo dele, que é de 100 horas (99:59:59 para ser mais preciso). Em todas estas nove vezes eu continuei jogando bastante depois que atingi este limite, ou seja, podem ter certeza que pelo menos umas 1000 horas de jogo eu tenho, tranquilamente. Inventei fazer de tudo nele além de jogar normalmente, como: pegar todos personagens, focar em pegar tudo que tem na Deep Dungeon, fazer 100%, colocar todos os personagens com nível máximo (99), deixar todos os personagens como Master em todos os Jobs, não contratar/usar personagens especiais nas batalhas e finalizar, jogar só de Magos, e por aí vai. Já fiz muita maluquice jogando. E mesmo quando não fazia, ficava dias só jogando batalhas aleatórias pra me divertir, testar estratégias e por aí vai. Nunca enjoei. E tem como enjoar? Com aquele sistema incrível? Com aquela trilha sonora fantástica? De jeito nenhum! O jogo que mais amo e mais joguei tem sim um peso fundamental na minha vida e tem que estar nesta lista. Só não falo mais sobre ele porque já existe um review do jogo no blog, então fica o convite para a leitura de quem quiser mais detalhes. Só clicar neste link.

24. Chrono Trigger (PlayStation)

A versão para PSOne, que eu jogava no PS2 (o meu pifou o leitor) e mais a versão para DS com menos destaque. Eu ainda não joguei ela e não sei dizer o motivo.

Não estranhem o título. Eu sei que Chrono Trigger foi lançado originalmente para o Super Nintendo, porém, foi no PlayStation que eu finalmente fui conhecer este grande clássico. Aquela versão com cenas extras e tudo mais. A situação vai um pouco além disso, pois joguei a versão do PSOne no PlayStation 2. Ou seja, imaginem o quanto eu demorei para conhecer esta obra prima, criada pelo chamado time dos sonhos. Foi depois de conhecer Final Fantasy IV e V que eu resolvi investir tempo nele. Eu me recordo de vários momentos jogando, inclusive eu fazia isso enquanto meu pai dominava o PC para fazer as coisas dele, seja trabalho ou seja jogar alguma coisa. Lembro que eu descobri quanto o último chefe tinha de vida na Internet (o que hoje é comum, mas na época era sensacional) e usei isso pra fazer todos os finais. Como? Bem, a cada vez que eu chegava nele, eu pegava uma calculadora e ficava somando todo dano que ele sofria e descontando quando ele se curava, pra saber quanto faltava pra ele ser derrotado. As vezes eu fico imaginando o que é que se passava pela cabeça do meu pai nessas horas. Com certeza ele devia achar que eu era maluco. Enfim, o que é que posso dizer do jogo? Ele beira a perfeição, como poucos títulos da indústria. Tem uma das histórias mais marcantes e um grupo de personagens mais carismáticos dos RPGs, sem falar na trilha sonora impecável, gráficos lindos e batalhas muito divertidas, entre tantas outras coisas mais que estou me esquecendo. Não tem como ele não ter influenciado a minha vida de gamer. Subiu muito a régua de um dos meus gêneros favoritos. O fato de ter conhecido ele tardiamente me faz pensar que ele teve influência, junto com os jogos da série Final Fantasy que mencionei, em sempre dar atenção às coisas do passado que acabei deixando passar. É algo que eu faço até os dias de hoje, tentando mesclar com jogos mais recentes, pra dar aquele equilíbrio bacana.

25. Dance Dance Revolution (PlayStation)

Tanta história aqui. Os vários CDs e DVDs que eu encontrei e ainda tenho (muitos se perderam com o tempo). A madrugada que eu fui tirar as fotos e fiquei um tempão jogando no controle relembrando. E mais uma foto de 2009 numa noite que estava jogando com amigos. Bons tempos.

Eu sei que você está me julgando neste momento. Sim, eu fui extremamente viciado em Dance Dance Revolution, ou simplesmente DDR. Por muitos e muitos anos. Lembro até hoje o dia em que fui na Galeria Pagé no centro de São Paulo e comprei os dois primeiros jogos da franquia. No começo eu jogava no controle mesmo e achava bem divertido. O tapete (ou pad) para mim era algo impensável, primeiro porque era caro e segundo porque eu achava que não iria saber jogar aquilo, não tinha coordenação motora suficiente. Um certo dia fui na mesma galeria e acabei comprando o tal tapete, depois de um amigo fazer a maior propaganda do quão legal era. Era a mesma pessoa que tinha me indicado os jogos, então botei fé. E quem diria, o cara que nunca aprendeu a dançar na vida estava lá jogando um jogo de dança no tapete. Se bem que aquilo é tudo, menos dançar, né? Mas aprendi a movimentar o corpo da forma correta pra pisar naquelas setas no ritmo correto, inclusive no nível mais avançado, inclusive as músicas mais difíceis. No fim das contas eu joguei praticamente todos os jogos que saíram para o primeiro PlayStation (inclusive a porcaria do OHA Star Mix) e quase todos os que saíram para PlayStation 2. Ainda cheguei a jogar o que saiu para o PlayStation 3 também, inclusive com o PS Move ao mesmo tempo que o tapete. Usei muito estes jogos para queimar calorias. Sempre fazia um “treino” de uma hora e funcionava, ficava bem pra jogar futebol e fazer outras atividades físicas. Mas o primeiro DDR foi a porta de entrada para um gênero que gosto muito até hoje, o de Ritmo. Infelizmente hoje eu não posso sair jogando qualquer jogo que tenha muito impacto porque desenvolvi um pequeno problema na lombar. Sabem como é, a idade chega, as lesões começam a aparecer e a gente tem que sossegar. Faz parte. Aliás, não sei nem se esse problema nas costas pode ter alguma relação com o excesso de vezes em que joguei DDR e outros jogos similares. De qualquer forma, tem outro detalhe em que este jogo teve forte influência. Ele potencializou o meu gosto por música eletrônica de forma geral, mesmo os Eurodance que eram bastante frequentes no jogo e estavam totalmente relacionados com as primeiras músicas que eu gostei na vida. Eram basicamente do mesmo gênero. Mesmo que eu tenha começado a ouvir próximo da metade dos anos 90 e DDR eu tenha começado a jogar em 2001. Ou seja, por mais que muita gente torça o nariz para este tipo de jogo mais casual, ele também tem grande influência sobre a minha vida pessoal e a vida gamer. Mais uma vez eu preciso repetir: que saudades dessa época!

26. Mario Kart Super Circuit (Game Boy Advance)

O cartucho não é o mesmo da época, mas o portátil é. Que saudades dos combates no almoço (do SFA3 também, mas não tenho saudades de ficar perdendo sempre, né?)

Sabem aquela invejinha que dá quando a gente acha que a grama do vizinho tem umas áreas mais verdes? Pois é, eu posso fazer uma analogia dessas com Super Mario Kart de Super NES, comparando diretamente com o Mega Drive que eu ainda amo acima de todos os outros. Na época eu via este jogo rodando no console do vizinho e achava ele incrível. Vivia me enfiando na casa dele pra jogar. Não me conformava que o Megão não tinha um jogo desses. Só fui saciar a minha vontade de ter o meu próprio Mario Kart em casa quando comprei o Game Boy Advance e junto veio (entre outros jogos) o Mario Kart: Super Circuit. Fiquei num nível tão grande de vício que eu jogava todo santo dia pelo menos uma corrida, me apaixonei ainda mais pela série e considerei esta versão o melhor Mario Kart por muitos anos. Ele e Street Fighter Alpha 3 eram os jogos que eu mais jogava em multiplayer no começo dos anos 2000. No jogo de luta eu era humilhado, já contei essa história aqui, nunca venci o meu amigo, o TH. Mas descontava justamente no jogo de corrida, onde eu ganhava a maioria esmagadora das corridas. Relembramos estas e outras histórias da época no segundo episódio do podcast do blog, link pra quem quiser escutar. Embora eu possa também colocar o jogo de luta como influenciador pela mesma experiência social que Mario Kart, foi com o segundo que eu passei a dar mais importância para outros fatores dentro de um jogo competitivo, como por exemplo o improviso em meio ao caos. Talvez eu não saiba explicar, mas no começo da minha “carreira de jogador” eu era muito movido pelo caos mesmo, sem pensar no que estava fazendo. Depois fui formulando estratégias eu me deixaram meio robótico e previsível. Especialmente em jogos de luta. Com Mario Kart: Super Circuit isso mudou, sendo que eu usava as estratégias mais “quadradas” quando tudo estava sob controle e improvisava com uma série de táticas malucas pra fugir de situações imprevistas. Acredito que foi o jogo que me fez atingir este nível de consciência e até hoje eu consigo me adaptar à uma boa parte de jogos caóticos justamente por esta e outras experiências com a franquia. Ou seja, tem uma enorme influência na minha vida gamística.

27. Pump it Up (Arcade)

Acreditem, este magrelo cabeludo era eu em 2003, nesta época eu ainda estava amadurecendo no Double. O tamanho da saudade que dá ao ver estas fotos é imensurável.

Quando falei lá em cima sobre DDR, falei da influência dele sobre jogos de ritmo. Pump it Up ajudou a consolidar esta influência, mas além disso ele teve um peso ainda maior quando o assunto é jogatina social. Especialmente com desconhecidos. Foi o jogo que marcou a minha entrada de fato no mundo dos Arcades, já que na infância eu não podia frequentar estes ambientes o tempo todo. Perto de casa somente os bares possuíam máquinas e minha mãe era severa no castigo se soubesse que eu tinha ido a algum. A “Era Pump” foi a época em que eu mais joguei em máquinas na vida, já estava trabalhando e não tinha muito mais como me segurar. Foram anos e anos jogando, pelo menos quatro anos de jogatina muito ativa e mais alguns não tão frequentes assim, mas ainda frequentes. Na minha época de estagiário, a gente aproveitava o horário de almoço pra jogar. Tinha vez que a gente nem almoçava, só jogava. Foram tempos mágicos, inesquecíveis. Mesmo os problemas da época não eram tão pesados como são hoje em dia, com mais idade e mais responsabilidade. Era muito bom jogar nos lugares e sempre ver as mesmas pessoas, fazer amizade com algumas delas, lançar aquele olhar meio torto para outras que formavam um grupo que era meio que rival. Lembro de conhecer pessoas que ostentavam título Paulista ou Brasileiro do jogo, em categorias diferentes. Um deles eu cheguei até a impressionar, quando coloquei a máquina em Double (usando os dois pads) e em Random (com setas vindo no mesmo ritmo, mas em posições aleatórias). Em alguns momentos vinham setas nas duas extremidades da máquina ao mesmo tempo, e eu tinha que me esticar todo pra conseguir acertar (ainda bem que tenho as pernas compridas, meu pai dizia que eu parecia uma saracura). O cara ficou tão animado ao ver isso que tentou fazer o mesmo, passamos uns bons minutos jogando, rindo e trocando ideia sobre a experiência. Claro que esse cara me surpreendeu mais, a ponto de virar de ponta cabeça, acertar o botão do meio com Perfect usando a cabeça e ficar girando acertando todas as setas com as mãos. Nunca vou esquecer quando vi isso. Não a toa ele era campeão e eu só um qualquer que tava lá pra ficar babando apenas. Lembro também das provocações que sofri por vezes que não fui bem, daqueles que eu enxergava como o grupinho rival (e provavelmente me enxergavam da mesma forma, senão não provocariam). Lembro das pessoas desconhecidas rindo quando eu ou alguém fazia alguma palhaçada jogando. Lembro das tretas porque cada um reservava que era o “próximo” de um jeito, e daí dava confusão em quem de fato iria jogar na sequência. Não sei como nunca caí numa situação em que as pessoas partiram para vias de fato. Talvez porque eu nunca fui disso, sempre levava as provocações na esportiva e tentava levar na conversa no caso das demais confusões. Ou seja, os jogos da série Pump it Up trouxeram para mim uma experiência social diferente da que tive na infância e adolescência. Foi uma época que aprendi muito como conviver, pelo menos um início disso na minha vida. Ou seja, foi de forte influência e precisa estar na lista, junto com o rival direto criado pela Konami.

28. Winning Eleven 10 (PlayStation 2)

Eu tive que gravar duas cópias do WE10 na época. A primeira ficou zoada de tanto que eu jogava. O restante dos jogos na imagem vão de brinde na imagem para ativar a nostalgia de vocês também (espero).

Já falei no começo da lista algo parecido e repito agora: não escondo de ninguém que sempre joguei futebol no videogame, frequentemente pelo menos até 2011. Tentei retornar em 2013 com PES2014, mas não me empolguei tanto. Contei no post que fiz sobre jogos de futebol. Ano passado até passei um mês jogando FIFA 20, mas com o tempo a empolgação passou e acabei largando. Já Winning Eleven 10 foi provavelmente o jogo futebolístico que mais joguei na vida (é ele ou é PES2010). Foi este jogo que trouxe de volta muitos momentos nostálgicos, já que eu jogava bastante a Master League, salvava meu time no Memory Card e vira e mexe levava na casa do meu primo para relembrar os embates que a gente tinha em outros jogos do gênero da época do Mega Drive. Era o meu time da ML versus o dele. Normalmente o duelo era bem equilibrado, os dois estavam sempre jogando single player e atualizando os times. Ou seja, este foi mais um jogo que me rendeu boas experiências sozinho e em parceria, uma das poucas coisas que eu gostava de jogar competitivamente na vida gamística. Normalmente eu prefiro os cooperativos. Inclusive em outra versão do jogo da Konami eu cheguei a jogar a Master League em coop também, mas não era algo que acontecia com tanta frequência. Não dá pra ficar todo dia na casa do amigo e vice-versa, né? Podiam permitir jogatina online cooperativa em Master League (ou Modo Carreira) nos jogos atuais, talvez eu tentasse voltar a jogar. Se bem que eu vivo prometendo jogar coisas cooperativas com a galera online e nunca faço. Acabo me enganando e enganando as pessoas de tabela. Que chata que é essa vida de adulto, não?

29. Crisis Core: Final Fantasy VII (PSP)

Jogaço! Um dos que eu vivo me cobrando pra jogar de novo, pena que o backlog infinito não deixa.

Durante a geração do PlayStation 2 eu jogava futebol quase o tempo todo e esporadicamente pegava alguma outra coisa para jogar. Além de Final Fantasy Tactics (no PSP), claro. Lembro que entre estes estavam alguns populares, como os dois God of War e Final Fantasy X. Foram jogos que eu encarei entre 2003 e meados de 2007 ou mais tardar 2008. Em 2010 eu resolvi voltar a jogar mais coisas, parei de jogar FFT e jogar outro jogo da franquia da Square, também no portátil: Crisis Core. Foi uma experiência fantástica para mim, baita jogo, com uma belíssima trilha sonora e uma história bem elaborada. Mesmo que já soubesse o que acontece no final, até ele foi muito marcante. No fim das contas ele fez o investimento no portátil valer ainda mais, mesmo que cinco anos após ter comprado ele. Até então ele era basicamente uma máquina de jogar o Final Fantasy Tactics. Quase a mesma tática do meu pai com Game Boy e Tetris, com a diferença que eu ainda jogava coisa ou outra no portátil da Sony. Pelo que me recordo, comecei o jogo em Janeiro e sei que terminei em Abril (obrigado, redes sociais). A experiência toda me deu um clique na cabeça: eu queria voltar a jogar videogame com mais frequência. Na época estava rolando a briga intensa entre Xbox 360 e Playstation 3, além do Wii vendendo que nem água no deserto. Comecei então uma campanha para juntar dinheiro para comprar um deles e uma TV moderna. Ou seja, Crisis Core me influenciou a voltar a jogar pra valer e a comprar um PS3, que me influenciou a jogar ainda mais e até ajudou a influenciar a criar este blog aqui, quase um ano depois. Sendo assim, jogo importantíssimo pra minha vida gamística. Inclusive tenho vontade de revisitá-lo algum dia. O backlog é que não deixa.

30. Mega Man III (NES)

A história não é novidade pra quem acompanha o blog há tempos, mas há muito tempo eu tentei encarar o primeiro Mega Man e mal chegava no Yellow Devil. Nas duas vezes que cheguei, enrosquei nele. Joguei a versão Powered Up que saiu para PSP e consegui terminar o jogo na dificuldade Normal, que é muito mais fácil que o jogo original. O problema é que sempre tive a mania incrível que querer jogar os jogos na sequência, especialmente das franquias que eu não encarei ainda. Mega Man III foi o responsável por me fazer quebrar esse paradigma dentro da minha cabeça. Não por méritos meus, mas sim do meu amigo TH, que lançou o desafio de que eu terminasse todos os jogos de NES da franquia do robozinho azul, em uma ordem proposta por ele (3, 4, 2, 1, 5, 6). E este desafio virou uma seção do blog, com um nome nada criativo: Desafio Mega Man. Começar pelo terceiro jogo da franquia abriu minha mente e me apresentou uma porção de jogos incríveis. Não só isso, me fez retomar o gosto pelos jogos desafiadores e no fim eu resolvi terminar não somente os 6 jogos da série clássica para o NES (eu sei, estou devendo o post do sexto jogo), mas também encarar diversos jogos do console que muitos consideram como dificílimos ou próximos do impossível. Não só da plataforma, mas de outros consoles também. Um dos jogos da lista e que está no próximo post (olha eu criando suspense) prova isso. Sem falar que eu comecei a jogar Mega Man em outras plataformas também, como o ótimo Wily Wars de Mega Drive. Então dizer que este jogo não tem influência nenhuma sobre a minha vida gamer seria uma grande mentira, ele é importantíssimo, me colocou num caminho que parece não ter mais volta. Cada vez mais eu quero jogos que me façam querer esmagar o controle até sair suco. Claro, intercalando com jogos mais tranquilos, desde que não sejam monótonos demais. Mega Man III se tornou meu jogo favorito do robozinho azul, mesmo admitindo que em termos técnicos o sucessor dele talvez seja o ápice da franquia. E o terceiro episódio foi responsável por me fazer virar fã desse mascote tão carismático, quase no mesmo nível que eu gosto de Sonic. Será que preciso de mais argumentos ainda pra provar o tamanho da importância? Entendo que não.


E aí, o que acharam?

Semana que vem tem mais, com a última parte desta extensa e ao mesmo tempo curta lista de quarenta jogos que possuem grande importância e influência não só para a minha vida gamística, mas também de certa forma para a vida de forma geral.

Comentem aí sobre os jogos ou o que acharem viável comentar. Tio Caduco agradece!

Obrigado a todos mais uma vez pela leitura e nos vemos na semana que vem com a parte final do Especial.

Grande abraço a todos!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
Esse post foi publicado em Arcade, GameBoy Advance, Jogos, NES, Outros, Playstation, Playstation 2, PSP, SNES e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 3

  1. smariobr disse:

    Não sei se acho legal ou heresia mudar Cecil pra Cadu! Hahahaha.
    Uma vez aluguei Secret of Evermore,  e aquele amigo que não sabia dar Hadouken e quebrou meu controle Aquapad, colocou o nome dos protagonistas (um garoto e o cachorro) para….Tiririca e Chupa P**. Foda era ver “Chupa P** level up!” e coisas do tipo. Adolescentes…
    Ah…tb joguei Evermore com o dicionário do lado , ao menos no início. ! Demorava horas pra avançar,  principalmente quando estava em uma vila ou cidade…
    Sotn é um clássico pecado gamístico meu. Esse tá na lista pra jogar. Não sei qual foi primeiro Castlevania , Dracula XX do Snes ou Bloodlines. Joguei o do Mega por causa de uma matéria na Videogame. E joguei com o cara da lança pq disseram que era melhor, tinha maior alcançe e tal!
    Tenho curiosidade no FF Tatics. Quem sabe qd me aposentar eheheh. Sei que seu backlog é enorme, mas já jogou Suikoden 2 de ps1? Também é rpg tático com mais se 100 personagens, história séria e com vários plot twists e rolou até uma morte inesperada à la Aeris…depois te mando a abertura para ver.
    Tu jogou Chrono Trigger no ps2? Maluco…
    Calculadora? Maluuuuuco…
    Quanto tempo perdido! É um jogo maravilhoso!  Não vou nem falar nada , que é chover no molhado!
    Cadu magrelo jogando num ambiente insalubre? Aaaaaaaaa!
    Pulei ou outros por [modo gloria pires on] não poder opinar a respeito [modo gloria pires off].
    E Megaman é uma desgraça linda que ainda pretendo jogar na raça. Dark Souls , Bloodborne e Nioh juntos são mais faceis!
    Abração Cadu!

  2. Cecil até que parece com Cadu não pelo som mas pela grafia. Boa troca. Trazer junto um dicionário de bolso é uma experiência só daqueles tempos mesmo. Uma internet só de texto e imagem. e claro… os MIDIS! Não acho feio usar walktroughs se você está genuinamente buscando aprender a passar de fase e não apenas usando aquilo como muleta. Haja vista que hoje o youtube salva a gente muitas vezes. Eu ás vezes vejo detonados até sanar minha dúvida, principalmente em pontos que travo. Rapaz esse seu carinho e dedicação por Final Fantasy Tactics deu gosto de ver. Nunca cheguei perto de manter uma carga horária assim. Incrível!

    Essa foto da TV Sharp com Crono Trigger dá uma saudade imensa das minhas TV’s de tubo que não tenho mais. Putz, jogos estilo DDR foram uma febre por aqui. Todo shopping tinha. E sempre tinha um pessoal viciado que praticamente dava nós com as pernas. Isso vale claro para o Pum It Up. Eu nunca decorei o nome destes arcades. Eu jamais conseguiria fazer aquilo. 🙂 MK (get over here?!) preciso jogar do GB. Eu conheço só de olhada. Ele parece ser mais agitado (se é que isso é possível) que no SNES. Talvez seja impressão minha.

    Joguei muito futebol, isso desde os tempos do Brasileirão pirata lá do Nintendinho. Eu falava WiniEléven. Falo assim até hoje. Deste gênero joguei mais no Pla1. Uau, Crisis Core é mega influenciador. Meio que trouxe o Cadu adormecido ao mundo dos videogames outra vez. Comigo foram os emuladores que reavivaram minha vontade de rejogar… mas nunca um jogo foi tão decisivo assim pra mim.

    A franquia Mega Man é tão clássica que eu considero ele o mais importante plataforma de todos os tempos. Mais que Mário. Principalmente falando das mecânicas, soluções de level design e criatividade de personagens. Só jogaço, Cadu!

    Rapaz, a minha lista fechou no post passado. Se eu for falar de games agora seriam apenas os beeeem nostálgicos ou meus preferidos/odiados. Mas isso é assunto pra outro post. Ótimo texto. E no aguardo da parte 4!

  3. Pingback: Especial: 40 anos em 40 jogos – Parte 4 | Gamer Caduco

Deixe seu comentário sobre este post!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s