Maratona Sonic: Sonic Rivals (PSP)

Olá caros leitores, como estão?

Mais um capítulo da enorme Maratona Sonic no ar! Ainda seguindo a ordem de lançamentos, chegou hora de encarar mais um Spin Off de corrida da franquia do ouriço azul mais amado do planeta. Hora de conhecer mais um jogo exclusivo para portáteis e o primeiro exclusivo do personagem lançado para o PSP. Hora de contar como foi a minha experiência de encarar Sonic Rivals.

Antes de mais nada, alguns dados sobre o jogo.

Sonic Rivals foi lançado em 2006, mesmo ano que aquele jogo lá que não deve ser nomeado. Ele chegou primeiro na América do Norte, dois dias depois do outro jogo citado, na metade de Novembro daquele ano. No Japão e Europa ele chegou somente na primeira quinzena de Dezembro.

O jogo foi desenvolvido em parceria entre a SEGA e uma empresa americana chamada Backbone Entertainment, que até então não tinha desenvolvido nenhum título de grande destaque. Entre jogos que não tenham tanto destaque mas que talvez algumas pessoas conheçam está Death Jr., além de ports de jogos de Arcade antigos para o Xbox 360, como Ultimate Mortal Kombat 3; ou então o port de Age of Empires para DS. A lista pode até ter um ou outro jogo de nome grande, mas são ports apenas (sem desmerecer). Jogo original mesmo, nenhum. Lembrando que estou considerando apenas o que foi lançado antes de Sonic Rivals.

Como já dito, é mais um Spin Off de corrida da franquia, novamente com personagens correndo a pé (nada de veículos). Desta vez as corridas são mano a mano em uma perspectiva 2D. Ou melhor, 2.5D, já que o game conta com gráficos em 3D.

Entre os personagens jogáveis estão o próprio Sonic, o Knuckles, o Shadow e o Silver. Também é possível jogarmos com o Metal Sonic, que é um personagem desbloqueável.

O jogo contém vários modos, sendo o principal deles o Story Mode, que conta a história do jogo e tudo mais. Também tem o Challenge Mode, onde precisamos completar as corridas cumprindo alguns objetivos pré-estabelecidos, como coletar uma quantidade específica de argolas, ou atingir o rival certo número de vezes, entre outros. Além deles, ainda tem o Cup Circuit, que é basicamente um campeonato de corridas.

Também existe um modo multiplayer para que o jogo seja jogado entre duas pessoas conectadas via rede sem fio. Porém, apesar de todos estes modos e tudo mais, este post está focado apenas no Story Mode, que foi basicamente o que joguei para considerar este capítulo da Maratona. Como sempre, vale o alerta que posts desta seção não são reviews, então eu nem sempre vou cobrir tudo que ele possui.

O Story Mode contém quatro histórias, uma para cada personagem jogável. Cada história possui seis zonas, cada uma com dois atos e quase todas elas possui uma batalha contra chefe. A ordem das fases é exatamente a mesma para todos os personagens. O que muda mesmo é a história e quais são os rivais enfrentados.

Na verdade é quase que literalmente só isso mesmo, pois os personagens em si quase nada mudam de um pro outro. Todos eles possuem os mesmos movimentos: o Spin Dash; o Homing Attack; e mais um ataque terrestre que serve para atingir o rival. Como se os outros três personagens fossem apenas skins diferentes do Sonic. Ou seja, habilidades especiais que estes personagens possuem em outros jogos não se aplicam aqui, como por exemplo o Knuckles que não pode planar e nem escalar em Sonic Rivals. Estranho, não?

O jogo contém um sistema de Power Ups que podem ser coletados ao longo das fases. Eles podem ser usados tanto para ataque quanto para defesa, isto depende se o personagem que usar o power up esteja vencendo a corrida no momento ou não. Vale para o jogador e para o computador.

Um dos Power Ups é o especial, sendo esta a única característica que difere os personagens. Cada um deles possui um especial diferente e estes não são afetados pela posição do personagem na corrida. O Sonic por exemplo tem um momento de boost, enquanto o Knuckles pode dar um soco que atinge o rival esteja ele onde estiver. Também é chamado de Signature Move.

O plot de Sonic Rival é bem simples. Sonic e Tails saem para investigar uma misteriosa ilha chamada Onyx que surgiu do nada e então o Dr. Eggman aparece, mostrando sua nova arma: uma câmera que pode transformar (ou aprisionar) tudo em cartas. Uma grande desculpa para colocar no jogo também um sistema de cartas coletáveis, que a gente vai ganhando conforme vai completando as corridas ou os desafios. Cabe aqui dizer que ignorei quase completamente este sistema. Honestamente eu não sou tão chegado em colecionáveis dentro dos jogos, a não ser que o jogo em si valha demais a pena para que eu continue jogando até completar tudo. Não é o caso de Sonic Rivals, mas enfim.

Bem, voltando para o plot, o Eggman usa o dispositivo para transformar o Tails em carta, motivando Sonic a resgatar seu amigo. Logo em seguida ele faz o mesmo a Master Emerald, fazendo o Knuckles aparecer e querer recuperá-la, como de praxe. Já o Shadow está nessa porque recebeu uma chamada com sinal fraco do Eggman pedindo por socorro. Enquanto o Silver vem do futuro sem revelar o motivo, mas acaba ficando claro ao longo da história.

Como eu sou apressado já vou dar o spoiler aqui. Se quiserem evitar, podem pular este e os próximos dois parágrafos. Na verdade, o Dr. Eggman que está com a tal câmera é o Dr. Eggman Nega, um futuro descendente do cientista que o aprisiona e vai fazer algazarra no tempo de Sonic e seus amigos disfarçado. Vale dizer que ele é o mesmo vilão de Sonic Rush, o que me deixa confuso de novo com a história de que o futuro e outra dimensão (onde se passa o jogo de DS) podem ter alguma relação dentro do universo de Sonic.

Enfim, tudo isso só é revelado nas histórias do Shadow e do Silver. Nas histórias do Sonic e do Knuckles isso não é mencionado, cada um resolve o que precisa resolver e acaba.

O fato é que ele veio pro passado disfarçado de Eggman para apagar da falhas de seu antepassado da existência e reescrever a história de sua família. Bem típico de um membro da família Robotnik, pelo menos nisso eles acertaram. Apesar que é um grande spoiler de que o Eggman nunca vence.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: por que diachos os personagens resolvem apostar corrida se eles possuem um inimigo em comum e poderiam trabalhar em conjunto? Pois é, não faz sentido, mas o jogo sempre deixa claro nos diálogos que cada um quer resolver do seu jeito então eles apostam corrida pra ver quem vai lidar com o vilão e resolver o que precisa resolver primeiro. Motivo besta, na minha humilde opinião, mas fazer o quê? De novo prefiro não questionar lógicas de videogames.

O objetivo nos atos é simplesmente vencer a corrida. Quem chegar primeiro leva. Assim que o primeiro cruzar a linha de chegada, a corrida encerra (não aguarda o outro chegar). No caso dos chefes, ganha quem atingir ele seis vezes primeiro. As batalhas contra chefes são com ambiente 3D, apesar da jogabilidade 2D. Algo parecido com os chefes de Sonic Rush.

Cabe aqui dizer que este não foi o meu primeiro contato com Sonic Rivals. Em 2014 fui com a minha esposa visitar parentes dela em outro estado e resolvi levar o Vita para me acompanhar naquelas horas em que um videogame era necessário. Sabem como é, né?

Eu tenho o UMD do jogo também, mas nunca tirei ele do plástico (mesmo que tenha comprado usado). Mais prático jogar a versão digital no Vita (além da tela melhor, o PSP está com o analógico ruim).

Enfim, se bem me lembro, uma semana antes da viagem rolou uma promoção de jogos do Sonic na PS Store e eu acabei comprando um monte de coisa, já que o dólar ainda não era um assalto com armamento pesado, somente um assalto com canivete. Na real eu não lembro nem se não era promoção de um mega pacote de jogos do ouriço ou se eram vários jogos e expansões com desconto. Eu tenho a impressão que era o primeiro caso, mas não consigo ter certeza.

De toda forma, na compra vieram Sonic Adventure 2, Sonic the Fighters e um monte de DLCs de Sonic Unleashed, todos eles para o PlayStation 3; e para o PSP vieram os dois Sonic Rivals. Baixei eles no Vita, já que este possui o esquema de retrocompatibilidade e levei na tal viagem, as contas são sincronizadas e tal. Meu último contato com o jogo foi em 22/11/2014 e eu havia feito 70% da história do Sonic, somente.

Em pleno 2021 eu preferi apagar o Save e recomeçar o jogo. Afinal de contas, eu não me lembrava de absolutamente nada. Eram quase sete anos, poxa. Muito tempo. Aliás, caraca, me assusta pensar que 2014 já faz tudo isso de tempo. Este blog até já existia!

Permitam que eu comece a fazer as minhas considerações sobre o jogo.

Minha primeira impressão foi que Sonic Rivals tenta imitar o modo multiplayer que surgiu em Sonic the Hedgehog 2 e também foi colocado em outros jogos da franquia, como no sucessor Sonic the Hedgehog 3.

Logo de cara a gente percebe que a física está muito longe de ser aquela física espetacular dos jogos de Mega Drive. Pior, ela é bem esquisita, diga-se de passagem. O Spin Dash é estranho, às vezes o personagem parece perder velocidade do nada, entre outras maluquices. Isso já tira um bocado do ânimo de encarar o jogo, mas a gente tenta relevar e seguir em frente.

Aí com o tempo vamos percebendo que o design das fases é bem fraco. Ficou um tanto quanto genérico, sem graça, sem vida. Pra piorar, um dos principais pontos do jogo são alguns obstáculos que o personagem meio que passa meio que devagar em cima e temos que pressionar um botão para sermos arremessados pra cima ou pra frente. Quase um Quick Time Event, só que bem tosco.

Gente, Quick Time Event em um jogo do Sonic, dá para acreditar? Pior que serve para definirmos caminhos, como por exemplo se vamos por uma camada mais alta da fase ou não. Só que a forma como foi implementado quebra um bocado o ritmo do jogo até que nos acostumamos. Mas mesmo quando isto ocorre, acaba se tornando uma mecânica chata pra quem tinha a expectativa de apostar corrida como no Megão.

A parte sonora deixa muito a desejar. As trilhas são completamente esquecíveis, com a exceção da penúltima fase que tem uma guitarra tão chata que parece um pernilongo robótico bêbado de madrugada na rua querendo arrumar briga em frente a um megafone. A música acaba sendo marcante, só que pelo motivo errado. Cheguei a jogar a fase no mudo algumas vezes pra fugir dela. Todas as outras músicas eu não consegui lembrar nem pra cantarolar enquanto jogava o jogo.

Os gráficos são bonitos, coloridos e tudo mais. Porém, de nada adianta a gente tentar admirar os cenários ou algo assim, já que as fases são basicamente corridas desenfreadas onde não dá pra ficar perdendo tempo explorando ou olhando background ou qualquer coisa do tipo. Temos que correr, correr, e correr pra chegar na frente.

Infelizmente, as corridas em si não são divertidas. É muito comum perdermos a corrida na primeira tentativa que fazemos dela por não conhecer a fase e o computador saber jogar nela com facilidade. O lance de ficar repetindo as fases com a tal trilha sonora genérica, level design fraco e física estranha é um tanto quanto desmotivador, vira e mexe eu parava de jogar porque enchia a paciência. Isso porque durante a jogatina da Maratona eu estava num lugar onde estava com algum tempo de sobra. Tinha hora que eu preferia ficar entediado do que jogar Sonic Rivals, pra vocês entenderem o tamanho do desânimo.

No fim das contas a gente se depara com um jogo completamente diferente de tudo que vimos até então. Ele não é clássico como no Mega Drive; não é um desafio de plataforma inteligente como boa parte dos jogos do ouriço no Master System e/ou Game Gear; também não tem relação com nenhum Advance, seja o primeiro que é mais plataforma e exploração ou os dois seguintes mais de correria; ou mesmo o Rush, que também é correria, embora com algumas coisas diferentes dos Advance 2 e 3.

Sonic Rivals é sim um jogo de reflexos e pouca estratégia, onde boa parte do tempo não sabemos muito bem o que estamos fazendo por não dar tempo de ficar pensando nisso. Acabou se tornando um título repetitivo demais, sem emoção, sem grandes desafios e caótico demais. No pior sentido possível.

É algo diferente e, infelizmente, sem graça. É um jogo onde quase não soltamos o direcional para a direita para coisa nenhuma. Tudo isso com desculpas esfarrapadas no plot só para provocar as corridas e disputas entre os personagens. Desanimador.

Depois de jogar comecei a pesquisar sobre o jogo e vi que inicialmente a ideia era que ele fosse um jogo convencional de plataforma, mas no meio do caminho resolveram transformar em um jogo de corrida. Não sei se foi uma boa ideia, mas também, se fizessem um jogo tradicional com essa física, penso que o jogo seria duramente criticado como aconteceu com jogos futuros da franquia que também possuem a mesma perspectiva e a física não ajuda muito. Não vou entrar no mérito do level design, pois eu imagino que as fases seriam diferentes se o esquema de jogo fosse outro.

Reza a lenda que foi quando o Takashi Iizuka se envolveu com o jogo que ele mudou a direção para um jogo de corrida. Talvez o design das fases já estava pronto e ele não curtiu, então resolveu mudar o design do jogo para não ter um resultado final tão ruim. Ou então talvez ele tenha feito os caras da Backbone mudar tudo de última hora por ele querer um jogo de corrida. Tudo achismo da minha parte, pois não sei e não encontrei nada a respeito. E talvez pouco importe agora que o produto já está pronto e lançado há bastante tempo no mercado.

Antes que eu me esqueça, digo que este jogo tem aquela coisa irritante que surgiu no Sonic Adventure 2 e se espalhou como uma praga pelos demais jogos do ouriço, o sistema de rankeamento. Pra um jogo de corrida faz algum sentido e ao mesmo tempo não faz nenhum, pois não está claro para que serve este sistema senão para alimentar o ego do jogador. Acho que é só pra isso mesmo. Talvez sirva para desbloquear mais cartas. Eu realmente não me importo. Ainda mais porque é mais um daqueles sistemas de colecionáveis que no fim das contas não mudam nada no jogo. Mais uma vez é puro ego do jogador, então eu ignorei isso completamente e não sinto nem um pingo de remorso por isso.

Outra coisa que me incomodou bastante é o fato dos personagens terem Homing Attack. Primeiro porque um jogo 2D não precisa deste tipo de ataque, mesmo que ele seja útil para atingir o rival durante a corrida e até para ganhar um mini boost ao longo da jogatina. Sinceramente isso é muito “pegar na mão do jogador”, se é que me entendem. Não me vejo gostando de Homing Attack em nenhum jogo 2D do personagem. E outro motivo pelo qual eu me incomodo é: Knuckles e Silver com Homing Attack? Não faz o menor sentido.

Como falei anteriormente, na esmagadora maioria das vezes a gente perde a primeira tentativa em uma fase, passando quase todas as vezes na segunda tentativa. Isso porque o level design é quebrado, cheio de surpresas baratas demais pra quem está correndo desesperado sem analisar o que está acontecendo no cenário. Enquanto isso a Inteligência Artificial do jogo está lá totalmente plena acertando tudo porque raramente erra e cai em algum buraco ou desvio que possa atrasar o personagem controlado pela máquina. Isso sem falar que mesmo que a gente abra uma distância enorme para o computador, vira e mexe ele se aproxima muito rapidamente, de uma forma que não parece natural.

Acabou a rivalidade, todo mundo agora é amiguinho. A dúvida é: de quem o Sonic ganhou?

Somente os dois atos da última fase são fases mais “colaborativas” e não “competitivas”. Não há um rival, sua corrida é contra o tempo em uma fase cheia de desafios de plataforma. São até mais bacanas que as corridas em si, mas ainda assim sem graça. Pensem que morrer nessas fases não muda nada, só te faz perder algum tempo entre a cena curta de vida perdida e o personagem aparecendo e fazendo aquela pose de quem vai sair correndo numa prova de atletismo. Ou seja, tanto faz se você errar ou não, importante é chegar a tempo. O que torna a coisa toda em algo bastante sem graça também. Menos que as demais fases de corrida, mas ainda sem graça.

O último chefe é uma mini fase onde temos que percorrer um corredor cheio de obstáculos até chegar em uma máquina que está atirando para atrasar o herói escolhido. Temos que dar duas pancadas nela (a primeira te joga de novo no começo do corredor) e então somos jogados para o próximo trecho, num total de quatro trechos. Tudo isso com o Metal Sonic tentando te atrapalhar, além dos obstáculos já mencionados. O triste é que dá pra resolver tudo na força bruta, dando Homing Attack aleatoriamente até chegar na tal máquina e atacá-la. O que torna até isso sem graça. Pelo menos para mim. Estratégia zero!

Nas minhas anotações eu coloquei muitas vezes que me cansava depois da segunda ou terceira fase, lembrando que aí eram praticamente quatro a seis tentativas. Chega num ponto que não dá aquela empolgação de continuar, de pensar “vem logo próxima fase, quero ver como ela é”. Sabem como é? Ou então aquele pensamento de “o que será que vai acontecer agora na história, hein?”. Ao contrário, sempre espero pra ver qual vai ser a desculpinha para os personagens mimados se estranharem e quais serão os pontos da fase que merecem alguma atenção especial para deixar o computador pra trás.

E o fato dos personagens serem todos iguais em jogabilidade também tira totalmente a graça do jogo, já que meio que tanto faz quem escolher. Não muda praticamente nada, só perfumaria.

Assim, que fique claro uma coisa. Não é que o jogo seja ruim, ele só é sem graça mesmo. Tipo, se você não é fã de Sonic, pode deixar passar sem nenhuma dor na consciência. Se você é fanboy de Sonic, você vai amar. Porque este é o seu modus operandi, então eu apenas estou dizendo o óbvio aqui.

A sensação que dá é que você fica lá um tempo jogando. Daí resolve parar e meio que pensa que poderia ter usado este tempo pra fazer alguma atividade sem graça que esteja na sua lista de afazeres. Neste nível mesmo.

No meu caso eu posso até dizer que valeu a experiência, mas tenho certeza que em alguns meses eu já vou ter esquecido de tudo. Provavelmente quando este texto entrar no ar eu já vou ter esquecido. Ainda bem que o modo Story dele é um bem curto. Aliás, isso é ótimo.

Na boa, se você quer mesmo um jogo de corrida a pé do Sonic que seja curto e incrível, vá de Sonic R. Este sim é um jogaço! Embora ainda exista alguma polêmica em torno dele, como disse no post da Maratona sobre o game.

Talvez este jogo receba aquele selo “a intenção foi boa, só faltou acertar”, inaugurado na Maratona Sonic pelo Sonic Spinball, depois seguido pelo Labyrinth e pelo Shuffle. Este é o quarto jogo com o selo carimbado pelo Gamer Caduco. OHHHH QUE IMPORTANTE, HEIN? Só que não!

Spinball a ideia era genial. Um jogo inspirado por Casino Night Zone e outras fases similares, mas erraram na implementação. Labyrinth era bem intencionado em dar uma experiência de exploração aos jogadores, mas acabou colocando ideias malucas demais e o jogo hoje é odiado por muitos (embora eu mesmo tenha gostado dele). Shuffle tinha tudo para ser o Mario Party da SEGA, mas conseguiram fazer uma IA completamente roubada que te trucida ao longo do jogo e não há nada que você possa fazer para vencê-la jogando naturalmente. E por fim vem Rivals, um jogo que imita as corridas 2D do Mega Drive, mas que no fim ficou com esta física esquisita, Homing Attack desnecessário, level design meia boca e trilha sonora pouco inspirada.

Ah, como disse antes, eu mal experimentei o modo Challenge. Joguei uma fase apenas no Easy, fiz quase todos os desafios dela, vi aparecer no resumo do jogo que tem nas telas de opções, vi que serviu para desbloquear algumas cartas e falei pra mim mesmo que aquilo ali eu não continuaria. Não vi a menor graça.

Se este jogo fosse lançado em um console de mesa e não em um portátil, com certeza seria massacrado pela crítica e pelos jogadores. Primeiro porque muito mais pessoas teriam contato com ele, pensando que muita gente não dá a mínima para videogames portáteis. Segundo que um jogo que você cansa rápido em uma plataforma de mesa seria um desastre. No portátil funciona porque é uma plataforma para jogatinas mais curtas mesmo, então é até bom que canse rápido pra você largar logo e ir fazer outra coisa da vida.

Aliás, por falar em crítica, a mídia especializada deu notas medianas para o jogo. Agregadores de notas acabaram resultando em uma média de 65% da nota máxima, o que na minha humilde opinião é ainda mais do que o jogo merece. Eu daria algo em torno de 55% a 60%. Teve veículo grande aí que chegou a dar 74% da nota máxima. Depois eu que sou o chato que pega no pé deste veículo por ser bonzinho demais com as notas.

Entre as coisas destacadas positivamente estão os gráficos (concordo) e a sensação de velocidade que o jogo passa (concordo parcialmente). Eles também falaram muito bem do modo multiplayer, que eu não sou capaz de opinar.

Já os pontos criticados negativamente foram os controles (concordo plenamente) e o level design (o que é esperado). Só não entendo como alguém dá mais de 70% pra um jogo que tem estes tipos de problemas, que é quase o “coração” de um jogo de videogame. Enfim.

Vou dar destaque para o que escreveu o Gamespot, dizendo que o jogo é “rápido e divertido”, porém não gostaram no gameplay baseado em “tentativa e erro”, especialmente por conta do level design. Eu assino embaixo dessas críticas negativas. Das positivas nem tanto.

Para um Spin Off não é o fim do mundo. Mas a SEGA poderia ter sido mais ambiciosa com este projeto e lançar algo marcante. De repente acabaria criando uma “perna” na franquia, como A Nintendo fez com o Mario em jogos de Kart, Tennis, Golf, entre outros. No fim das contas se tentaram algo assim, falharam miseravelmente.

Ou pode ser que eu é que tenha jogado o jogo da forma errada, já que ele parece muito mais um jogo para se jogar contra os amigos. Isso aqui no Brasil com certeza não funcionou nem no auge do PSP, mas talvez no Japão tenha funcionado por algum tempo, lembrando que o portátil sempre fez muito sucesso por lá.

Ainda não joguei o Sonic Rivals 2, mas se corrigir algumas coisinhas, tem tudo para ser um bom jogo. As ideias são sim boas, só faltou mesmo alguns ajustes técnicos e de design (game e level). Acho a ideia tão interessante que eu ficaria empolgado se anunciassem um Sonic Rivals 3 algum dia.

É isso, gente. Não vou me prolongar ainda mais.

Obrigado a todos pela leitura e nos vemos no próximo post. Se vocês me alcançarem nessa corrida, pois sou eeeeeuuuuu que vou enfrentar o Eggman.

Abraços

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
Esta entrada foi publicada em Jogos, Maratona Sonic, Portátil, PSP, SEGA, Sonic com as etiquetas , , , , , , . ligação permanente.

10 respostas a Maratona Sonic: Sonic Rivals (PSP)

  1. Thiago Lopes Rodrigues diz:

    O mais engraçado é que teve uma continuação, sendo que é um jogo obscuro que ninguém se importa (eu pelo mesmo nunca tive vontade de jogar). Estranho também eles não terem colocado a Dimps para fazer o jogo.

    • Pois é, Thiago… eu sei que tem a continuação e já tô frustrado antes de pensar em chegar nela. O 2 eu não me lembro de ter tentado, mas comprei junto com o 1 na mesma baciada digital.
      O lance da Dimps deve ter relação com algum outro jogo. Pelo menos o Sonic Rivals 2 eu sei que o desenvolvimento tava correndo em paralelo com o Sonic Rush Adventure, mas o primeiro acabei não vendo nada a respeito.
      Valeu Thiago!

  2. Desde pequeno sou fã do Sonic. Saudoso Mega Drive

    • Olha aí mais um fã desde a infância!
      É um personagem e franquia muito queridos mesmo, a gente consegue continuar apaixonado mesmo quando saem alguns jogos “questionáveis”, não é mesmo? rs
      Valeu fefilosofia88!

  3. A Sega fez toda essa furada de que a Blaze e o Eggman Nega são simultaneamente do futuro e de outra dimensão, mas se perguntar dizem que os personagens tem amnesia como se pedissem pra fingir que o Sonic 2006 não existe… mas o 2006 é canônico no Generations. Pra quem gosta de historinha bem amarrada a série Sonic não tem sido lá grande coisa.

    • Então, é isso que me deixa frustrado.
      De verdade eu tento não ligar pra história, mas dado que estou envolvido em jogos que fazem questão de me apresentarem algo nesse sentido, me vejo na obrigação de prestar atenção, tentar linkar as coisas e, claro, comentar nos posts da Maratona.
      No fim das contas eu fico super confuso e, como falei, frustrado.
      Tem séries que ainda tentam consertar os furos de linha do tempo e tal com jogos futuros, mas Sonic parece que faz questão de deixar tudo cada vez mais difícil de entender. Ou simplesmente não se importam com o passado e criam algo novo a cada lançamento.
      Enfim, quanto mais eu penso nisso, mais eu gosto de Sonic Mania… kkkkk.
      Isso pq até ele inventaram moda e botaram na história… do Forces… que horror!
      Valeu Emerson!

  4. Rapaz a lógica dos videogames é outra lógica. Nem sempre é fácil colar gameplay com enredo. kkkkk
    Distâncias de tempo de 5 ou 7 anos parece que encurta com a idade. Putz. A gente acaba tendo jogos, revistas ou consoles que são mais velhos que nossos leitores as vezes!!!
    De certa forma esse jogo me lembrou os games genéricos de Android da Google Play. Com fases repetitivas e quick times sem razão de ser. Rapaz, que neura! É a primeira vez que vejo alguém jogando no MUDO pra fugir da música!!! Nem quero saber de conferir essa pérola. Vai que a “melodia” não sai da minha cabeça? 🙂 Parece que o jogo é de fato desanimador. Às vezes um jogo ruim pode ser mais divertido do que um mediano sem graça. Eu sei que não faz sentido mas… se você estivesse escrevendo sobre um jogo terrível, com certeza a gente iria rir muito mais de suas analogias e decepções do que deste Sonic. E pensar que o PSP tem jogos, versões de outros consoles, compilados e clássicos fantásticos. Mas não deu sorte com Sonic.

    • Infelizmente vc tem razão, Giovani. O que me mata é que tem jogo aí com história de arrebentar e gameplay marromeno, a galera dos dias de hoje endeusam esses jogos. Enquanto isso eu feliz da vida com jogos que são prazeirosos de jogar mas que tem história que não se encaixa ou que são questionáveis por uma série de motivos. Claro, não é o caso dessa tranqueira do Sonic Rivals… kkkk.
      Que bom que vc seguiu a dica e não escutou a música que falei no post. A droga é que eu ainda me lembro da pior parte dela, felizmente é só essa parte mesmo. Daqui a pouco ela tá na cabe… putz, já tá na cabeça… uma hora passa.
      E que bom também que vcs gostam de rir da minha cara quando jogo as “pérolas” (ao contrário) de Sonic e posto aqui revoltado feito o Pato Donald no auge do stress… hahaahahahaha! Infelizmente vcs ainda vão se divertir um pouco às minhas custas pelo menos. Mas eu acho que também prefiro jogar as podreiras do que jogar um jogo que é só sem graça mesmo. Acabam sendo marcantes, tanto quanto as verdadeiras joias, e isso me faz sentir vivo. Os sem graça eu simplesmente esqueço, ou seja, tempo perdido. Loucura, né?
      Valeu Giovani!

  5. Só joguei uma vez esse jogo e achei uma bosta, justamente por conta dos controles, que como você mesmo disse, é o “coração” do jogo. Um dia jogarei até o final, quem sabe…

    • kkkkkkkkkkkk
      Adorei a honestidade, Titio Evans!
      Olha, o dia que tiver coragem de encarar ele até o fim, esteja com a paciência zerada, pq o lance de tentativa e erro é bastante desanimador.
      A parte boa é que é curtinho, então não vai ser tão frustrante.
      Valeu Titio Evans!

Deixe seu comentário sobre este post!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s