RetroReview: Shinobi II – The Silent Fury (Game Gear)

Olá caríssimos! Tudo bem com vocês?

Hora de relembrar outro post feito para o Retroplayers, este sobre um dos meus jogos mais queridos, que é Shinobi II: The Silent Fury do Game Gear. Confiram a história logo abaixo.

Lembrando que o texto original foi publicado em 27/08/2013 e este post contém tudo que foi escrito na íntegra.

Ótima leitura!


Olá amigos retroaventureiros, como estão? Espero que todos bem.
Estou de volta com mais um texto sobre um jogo do passado. Checklist rápido:

É da SEGA? SIM!
É de 8 bits? SIM!
É de portátil? SIM!
É do Game Gear? SIM!

Pois é, meus caros, um pouco previsível, mas garanto pra vocês que vale a pena, pois estarei falando sobre aquele que considero o melhor jogo do portátil devorador de pilhas da SEGA, Shinobi II: The Silent Fury. Mas antes, como de costume, vou contar uma história rápida.

Na minha infância eu não era tão preocupado em terminar jogos como passei a ser a partir da adolescência. Não que eu não os terminasse, mas se eu sentia muita dificuldade ou cansava durante a jogatina, acabava largando e fazendo outra coisa, ou mesmo jogando outro jogo. Mesmo assim, lembro bem do dia em que terminei este jogo a primeira vez, numa viagem que fiz com minha família. Meus pais querendo que eu fosse interagir com outras crianças e eu, anti-social que era na época, fazendo um esforço para vencer todos os desafios do game e ainda querendo mostrar pra eles que eu consegui terminar. Creio que eles não ficaram tão orgulhosos quanto eu esperava, mas tudo bem.

Nesse momento alguns de vocês devem estar pensando que, se eu fui capaz de terminar esse jogo, então a dificuldade dele não é tão alta assim. Porém, não é totalmente verdade, o jogo possui sim um certo desafio, especialmente pra quem tá encarando a aventura pela primeira vez. Nada que vá te deixar muito irritado ou algo assim, digamos que é alguma coisa pra não te deixar bocejando durante o gameplay, como acontece com muitos jogos da geração atual. Na verdade, puxando pela memória ele parecia mais fácil, mas as fases exigem um pouco de decoreba, e nos chefes a gente precisa, além disso, saber qual ninja utilizar para derrotá-los mais facilmente. Ninjas? Calma, vocês já vão entender.

Também conhecido como G.G. Shinobi II (G.G. de Game Gear, logicamente), este é um jogo de ação plataforma 2D e foi lançado no ano de 1992, desenvolvido e publicado pela própria SEGA.

O protagonista do jogo é ele, o famoso Joe Musashi. Porém, aqui ele anda equipado apenas com uma espada, e não atira shurikens como nos jogos lançados para os consoles de mesa da SEGA e nos Arcades. Apesar disso, não vá pensando que o jogo é acelerado como um Ninja Gaiden. Não, o ritmo do jogo lembra bastante o Shinobi do Master System, ou seja, é mais cadenciado, mas isso não faz do jogo melhor ou pior que o título da Tecmo, o faz apenas diferente.

Joe Musashi conta com a ajuda de quatro ninjas aliados,  ou melhor, ele é quem tem que ajudar os ninjas inicialmente, para depois ser ajudado. Cada ninja está preso em uma das fases iniciais do jogo. Quando um ninja aliado é resgatado, ele pode ser utilizado pelo jogador através do menu, pressionando o botão Start. Mas acalmem-se, meus caros: no Game Gear não temos que levantar correndo do sofá com o risco de apertar o Reset no lugar do Pause, como acontece no Master System, só pra acessar um menu. Aqui é mais fácil, é só dar aquela esticada no polegar, pressionar o botão azul e tudo está resolvido.

Através do menu é possível selecionar também as magias, que são itens consumíveis que podem ser obtidos ao longo das fases. Cada um dos ninjas possui sua própria magia, mas todos compartilham do mesmo item. Aliás, a barra de vida dos ninjas também é compartilhada, e o número de vidas também, ou seja, a mudança de um ninja para o outro é a cor dos detalhes da roupa (já que todos se vestem de branco), a arma que eles possuem, e algumas habilidades especiais que também são únicas. Será que a SEGA roubou a idéia da Capcom com a troca de poderes do Mega Man?

Por falar nisso, há outra semelhança com a franquia do Blue Bomber: você pode jogar as quatro fases iniciais na ordem que quiser. Essas características de gameplay também estão presentes no primeiro Shinobi lançado para o portátil. Mas não vou comparar muito os dois, já que o primeiro eu não joguei tanto. Fico devendo para um post futuro.

Algumas fases precisam ser jogadas duas vezes, uma para resgatar o ninja aliado que está preso nela e outra para recuperar o cristal elemental que está nela. Este é o principal objetivo da aventura. Porém, o jogo sempre exige que o jogador tenha um ninja específico disponível para alcançar a localização dos cristais e nem sempre isso é possível. Entretanto, uma vez vencido o chefe de fase, ele não precisa ser enfrentado novamente. E, claro, é possível sim jogar as fases apenas uma vez recuperando tanto o Cristal e resgatando quanto o Ninja aliado, mas é necessário ter resgatado antes o ninja certo pra seguir o caminho alternativo da fase em questão, onde fica escondido o tal cristal.

Depois de recuperar os quatro primeiros cristais elementais, fica faltando o último, guardado pelo Black Ninja, o último inimigo do game.

Esse esquema dos cristais me confundiu na minha infância. Eu com meu inglês “maravilindo” e sem manual, lia que o cristal de cor X estava escondido na tal da fase e não entendia que raio de cristal era esse. Eu queria era terminar a fase e triturar o chefe dela. Só que o dia que consegui vencer todos os chefes, fiquei sem entender porque as fases continuavam habilitadas pra jogar e o que eu tinha que fazer para progredir no jogo.

Até que fui descobrindo as habilidades especiais de cada um dos ninjas, meio que sem querer e meio que na intuição gamer que todos nós de gerações mais antigas possuímos até hoje. Então resolvi explorar um pouco mais as fases e fui encontrando os cristais, um a um. Foi uma experiência bem bacana e marcante pra mim, todos nós já sentimos isso em um monte de jogos, não é verdade? Uma pena que muito dessa magia foi se perdendo ao longo dos anos.

Talvez este seja um título curto, comparado a muitos outros lançados na época. Mas isso não é exatamente uma característica ruim, já que estamos falando de um jogo lançado para um portátil, ainda mais um em que as pilhas duravam tão pouco. Pensando bem, era mais fácil acabar as pilhas e não dar tempo de terminar o jogo… Ainda bem que eu sempre tava plugado em uma tomada… Quer dizer, eu não, o Game Gear né… Tá bom, vai, vou parar de ficar sacaneando um dos meus portáteis favoritos.

Além da jogabilidade e da exploração como pontos positivos do jogo, tem mais um ponto que precisa ser levantado: a trilha sonora. Ela é composta pelo grande mestre Yuzo Koshiro, em parceria com Motohiro Kawashima. E segue muito bem o padrão de qualidade das músicas compostas pelo primeiro, então nem preciso me prolongar muito, vocês já sabem de que nível estou falando. Bem, só pra relembrar, a dupla compôs no mesmo ano a trilha sonora do Streets of Rage 2. Um ano épico para eles e para nós jogadores que apreciamos uma boa game music.

Cada fase do jogo possui obviamente um chefe, sendo cada um deles um monstro ou algo mecânico invocado pelo ninja do clã inimigo que possui a cor da fase equivalente.

Como já foi dito, cada um dos ninjas possui sua própria arma, habilidade especial e magia, sendo (na ordem Arma, Habilidade e Magia):

Ninja Vermelho (Joe Musashi): Espada, sem habilidade e Teleporte (para o bloco de checkpoint);
Ninja Verde: Shurikens, Salto Duplo e Terremoto que destrói certo tipo de barreiras e dá dano em tudo que está na tela;
Ninja Azul: Corrente com gancho, Pendurar-se e Tornado que pode ser controlado e destrói tudo que encosta;
Ninja Amarelo: Shuriken grande (bumerangue e pode ser atirada pra cima), andar sobre a água e barreira que dá invencibilidade temporária;
Ninja Rosa: Bombas, andar de ponta-cabeça e iluminar a tela (para ambientes escuros) e/ou congelar inimigos (exceto chefes).

Na última fase do game é que o bicho realmente pega. Além de enfrentar novamente todos os chefes do jogo, você se vê frente a frente com os ninjas rivais de mesmas cores dos amigos de Joe Musashi e do próprio, todos eles possuindo as mesmos tipos de armas e habilidades dos ninjas aliados. Sem falar que a fase em si é um pseudo-labirinto bem trabalhoso… é capaz que a fase te prenda nela por pelo menos uns 15 minutos, sem exagero.

Fui rejogar o jogo e tudo isso me deu um belo de um trabalho, então fica a dica pra quem for encarar o jogo pela primeira vez. O último inimigo também complica um pouco as coisas, primeiro você deve enfrentá-lo na forma “humana” para depois enfrentá-lo na forma gigante. E adivinhem? Ambos possuem as habilidades dos inimigos, seja dos ninjas (forma humana), seja dos monstros summonados por eles (versão gigante). Nada que decorar seus movimentos não resolva. Só eu vejo certas semelhanças com Mega Man aqui? Eu espero não estar exagerando.

Tem RetroScore aqui também!

E como é que um jogo que eu falo que é o melhor de uma plataforma não bate os 100% de RetroScore? Bem, o jogo mistura muita ação, uma dose de estratégia e exploração, exige certa paciência do jogador e tem um desafio bastante interessante, ou seja, é recomendadíssimo para qualquer retroaventureiro, mas ainda assim, não acho que ele seja perfeito, embora seja um game surpreendentemente bom. A biblioteca de jogos do portátil não é tão grande assim, e eu também não joguei tantos jogos, pode ser que mais pra frente algum consiga uma nota maior. Quem sabe? Juro que se eu descobrir, contarei pra vocês aqui, amigos retroaventureiros, mas até lá, mesmo não sendo perfeito, Shinobi II: The Silent Fury estará ocupando o posto de melhor game do consolinho comedor de pilhas da SEGA!

Recomendo demais essa aventura portátil de Joe Musashi para todos aqueles que queiram conhecer um pouco mais dos jogos lançados para o bom Game Gear, e espero que vocês gostem do jogo o mesmo tanto que eu sempre gostei.

Grande abraço para todos e até o próximo post.

Mais imagens do jogo:

Fim

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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5 respostas a RetroReview: Shinobi II – The Silent Fury (Game Gear)

  1. aki é rock diz:

    Só joguei o primeiro jogo e acabei gostando bastante o segundo está na minha lista a se jogar vendo as imagens me parece ser bem bacana.

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