Maratona Sonic: Sonic Rush Adventure (DS)

Como estão, caríssimos leitores?

Em Setembro de 2007 a SEGA lançava no Ocidente mais um jogo da franquia Sonic the Hedgehog para portáteis, a continuação do aclamado Sonic Rush, conhecido como Sonic Rush Adventure.

Em 2016 eu experimentava o jogo pela primeira vez e tinha ido de cabo a rabo, inclusive cheguei a comentar no post do Meme Gamer daquele ano sobre o jogo.

Já no primeiro trimestre de 2021 eu me vi com a missão de incluir um texto sobre o jogo na Maratona Sonic, então resolvi tirar o cartucho da caixinha novamente e botar no meu 3DS que agora já é velho de guerra para relembrar a experiência. E pensar que no começo deste blog o portátil era novinho em folha. Como o tempo passa, não?

Enfim, chegou a hora de falar sobre o tal jogo na seção mais movimentada do blog. Que tal começarmos com dados mais técnicos? Vamos lá!

Como dito, Sonic Rush Adventures foi lançado em 2007 pela própria SEGA, em Setembro no Ocidente e somente em Novembro no Oriente. Ele foi desenvolvido pela Dimps, assim como seu antecessor, Sonic Rush. Os dois foram lançados para DS e são exclusivos do portátil da Nintendo, embora possam ser jogados também no 3DS devido a retrocompatibilidade. Sorte a minha e de muitos outros jogadores que puderam conhecer o jogo posteriormente.

Os dois jogos compartilham, inclusive, os mesmos artistas: Yuji Uekawa e Kazuhiko Yamamoto. Isso torna o visual dos dois jogos bastante similar, se não for praticamente igual. Diga-se de passagem, dois ótimos trabalhos da dupla. Ambos são bem bonitos visualmente falando, posso adiantar para vocês.

Já na parte sonora foram colocados outros compositores: Tomoya Ohtani, Seirou Okamoto e Mariko Nanba. Mesmo sendo outra equipe, eles se esforçaram para propositadamente tornar a trilha sonora de Sonic Rush Adventure com o mesmo estilo do antecessor, adaptando para o tema da aventura (praia, ilha, mar, etc) e adicionando alguns elementos de hip hop, que era um estilo em alta na época.

Akinori Nishiyama, diretor do jogo anterior, foi um dos produtores de Sonic Rush Adventure, junto com outro produtor que também estava no antecessor: Kouichi Sakita. O outro produtor de Sonic Rush já não estava mais no quadro de funcionários da SEGA para estar presente em sua sequência. Trata-se do lendário Yuji Naka, que havia saído para fundar seu próprio studio.

A engine de Sonic Rush foi atualizada e utilizada em Sonic Rush Adventures para acelerar o processo de desenvolvimento. Isso faz com que os dois jogos sejam muito próximos não só em visuais e parte sonora, mas também no gameplay, pensando em mecânicas de jogo, física, etc.

Mais uma vez temos um jogo de ação 2D frenético, totalmente inspirado por correria, em fases enormes e cheias de obstáculos, inimigos e armadilhas para testar a atenção e reflexo do jogador. Muitos loopings, muitas descidas, muitas molas e outros objetos para impulsionar o jogador pra cima. Isso além de outras características, como espécies de “veículos” que podem ser usados ao longo das fases, como carrinho de mina ou asa delta.

De novo temos o Tension Gauge, ou a barra que é usada para executarmos o movimento de boost. Quando mais inimigos derrotamos ou acrobacias fazemos após sermos arremessados por molas e similares, mais a barra enche. Ou seja, é exatamente a mesma mecânica do Sonic Rush.

Aliás, eu vou tentar encurtar algumas coisas que já foram ditas no post sobre Sonic Rush, assim dá pra deixar este post um pouco menos longo e cansativo. Peço desculpas para quem nunca jogou nenhum dos dois jogos e ao mesmo tempo recomendo a leitura do texto sobre Rush. Eu já linkei ele três vezes neste post.

O desenvolvimento de Sonic Rush Adventure contou com algumas ajudas pontuais do Sonic Team, que estava em paralelo focado no desenvolvimento de Sonic Rivals 2.

A aventura começa quando Sonic e Tails partem com o Tornado para investigar um sinal de energia muito forte. Ao se aproximarem do local, eles encontram um furacão enorme e perdem o controle do avião, sendo tragados para dentro do tal furacão. Então eles acordam em uma praia e dão de cara com uma criança guaxinim (com sotaque australiano, diga-se de passagem) que logo se apresenta como Marine. Então ela os leva para sua vila, chamada Windmill Village. Ela então se auto proclama a capitã do time e os três partem em uma aventura.

No meio dos eventos eles encontram ninguém menos que a Blaze the Cat, a segunda protagonista deste jogo e de Sonic Rush. Então ela afirma que desta vez é a dupla de heróis que vai parar em sua dimensão, ao invés do contrário, como no jogo anterior. A partir daí uma porção de outras coisas acontecem, mas vou deixar para vocês acompanharem quando forem jogar.

A aventura se passa em um arquipélago na dimensão onde a Blaze vive, onde a ilha principal chama-se Southern Island e os heróis se hospedam em Windmill Village, como citado acima.

A grande diferença na jogabilidade entre Rush e Rush Adventure são os veículos aquáticos, que usamos para explorar o arquipélago e encontrar cada uma das ilhas onde a aventura se desenrola. Eles são controlados através do touch da tela inferior do DS, inclusive o próprio caminho que vamos fazer com o veículo é traçado no mapa através de comandos touch com a caneta styllus. Estas buscas dão uma leve sensação de exploração, que somada aos mini games dos veículos torna tudo ainda mais divertido.

Os veículos são a waterbike (basicamente um jet ski), hovercraft, barco a vela e submarino. Também há um outro veículo que é habilitado para a missão extra, que abre após coletarmos todas as Chaos e Sol Emeralds. A premissa é a mesma de Sonic Rush.

No meio do arquipélago também podemos encontrar Johnny, um robô humanóide com cabeça de tubarão que chama o Sonic para disputar corridas de waterbike. O prêmio? Uma Chaos Emerald a cada vitória do ouriço. Parece bom, não?

Ainda nas fases existem algumas partes com jogabilidade em 3D. São pontos muito específicos, como na primeira fase onde o Sonic pode deslizar por três trilhos (como se fossem os malditos caninhos) e precisamos mudar (ou pular) quando surge uma armadilha e para pegar mais argolas. Ou um carrinho de mina que podemos escolher o caminho ou pular para evitar obstáculos. Coisas simples, que só tornam a experiência ainda mais divertida.

As fases são compostas por dois Acts e mais uma batalha contra chefe. As batalhas são como em Sonic Rush, com ambiente em 3D mas movimentação em 2D. Alguns chefes também usam as duas telas para desafiar o jogador. Pode-se dizer que o jogo tem bastante criatividade, mesmo sendo uma sequência muito parecida com o antecessor.

Claro que as fases possuem sistema de Ranking. Usa as mesmas notas de Sonic Rush e mais uma vez elas não servem para nada além de mexer com o ego do jogador, seja positiva ou negativamente.

No fim das fases não está a famosa plaquinha para girarmos, mas sim um baú gigante. Dentro deste baú coletamos alguns materiais (Materials), que servem para que o Tails possa construir e atualizar veículos aquáticos. Pensaram que o raposinha tava lá de bobeira esse tempo todo? Claro que não!

Em termos práticos, as atualizações dos veículos servem mais para a waterbike. Sem atualizar fica quase impossível vencer algumas corridas contra o Johnny. Nos demais veículos as atualizações valem mais para algumas missões extras que são desbloqueadas e que possuem um desafio pesado e quase impossível também para quem não fizer os upgrades.

Os veículos possuem uma certa limitação de alcance dentro do mapa do arquipélago, então algumas áreas só podem ser alcançadas quando um determinado veículo é construído. Para que o Tails tenha a ideia de construir cada um deles é necessário atingir um certo ponto da história do jogo. Para construir cada um deles é necessário ter os materiais certos, claro.

Os materiais podem ser encontrados também em algumas mini fases que o jogo possui, que são as Hidden Islands. Enquanto as fases principais normalmente são marcadas no mapa para auxiliar o jogador a encontrá-las, as ilhas escondidas (tradução livre) precisam ser encontradas, assim como os pontos onde o Johnny está escondido para as corridas pelas Chaos Emeralds.

Na ilha principal ainda existem alguns pontos de acesso, um para cada um dos veículos. Além da própria vila onde mora a Marine. Nestes pontos também podemos conversar com outros NPCs para recebermos missões e algumas informações. Soa como os “Adventure Fields” dos jogos 3D do ouriço, mas neste jogo são áreas minúsculas, o que acaba não gerando nenhum grande impacto para o jogador. Então pode até ser meio chatinho às vezes de precisar falar com alguém para dar sequência na história, mas é algo bem pontual e rápido. Repararam que eu usei “meio” e “chatinho”? Pois é, é a diminuição do diminutivo mesmo. Passa longe de incomodar.

A história do jogo é toda contada em diálogos, em cutscenes um pouco mais estáticas onde assistimos os personagens conversando em modo texto. Em poucos momentos do jogo há cutscenes animadas.

Antes que eu me esqueça, cabe dizer que o vilão da aventura é o pirata robótico Captain Whisker. Ele fica infernizando a vida dos heróis durante toda a aventura.

Embora eu tenha dito isso no post de Sonic Rush, é bom lembrar que ele e Sonic Rush Adventure não são jogos de plataforma, digamos, mais tradicionais do Sonic. Estão mais para jogos inspirados por correria em fases enormes. Algo que começou com Sonic Advance 2 e eu considero como um “terceiro” estilo de Sonic, considerando os jogos de Mega Drive como primeiro e os 3D como segundo. Talvez este seja o “quarto”, já que os jogos de 8 bits da franquia possuem uma pegada bem diferente dos de 16 Bits. O próprio Advance (o primeiro) lembra um pouco estes jogos de Master System e Game Gear.

Então fica aí o aviso: se você tá querendo jogar algo como Sonic de Mega, vai jogar Sonic de Mega. Como já falei aqui no blog, talvez Advance 2, 3, Rush e Rush Adventure talvez não sejam jogos para você. Agora se você está aberto a uma experiência um pouco diferenciada com o ouriço, pode jogar todos eles sem medo, você vai se divertir a beça.

Como eu já havia jogado o jogo em 2016, eu acabei repetindo o mesmo que fiz quando fui jogar Sonic Rush novamente para a Maratona. Revisitei toda a história naquele famoso site de streaming de vídeos que não patrocina o blog (embora exista um canal do blog lá) e joguei novamente todas as fases.

Primeiro de tudo: é bem esquisito jogar de novo alguma coisa sem resetar o save e começar do zero. Mas eu preferi fazer desta forma, afinal de contas, o tempo que o jogo completo leva era longo demais para a Maratona por questões pessoais. Pensando em um jogo de plataforma portátil, o tempo total está totalmente na medida.

Vou relembrar, na íntegra, tudo que falei de Sonic Rush Adventure no post do Meme Gamer de 2016.

Depois de ter encarado Sonic Rush em 2013, fiquei curioso pra saber o que me esperaria na continuação. Fui surpreendido!
Sonic Rush Adventure consegue ser superior ao primeiro título. Blaze the Cat está de volta como personagem jogável, mas aqui ela fica como opção junto com o próprio ouriço no começo de cada fase. Nem preciso dizer quem eu escolhi a maior parte das vezes.
No começo fiquei incomodado com as fases de bônus e para obter esmeraldas, pois usa o touch (jogo de DS, era a grande novidade da plataforma) e eu já falei ali no Power of Illusion que isso dentro de um ônibus correndo e fazendo curvas loucamente não dava muito certo. Depois acabei pegando gosto, pois são bem desafiadores até quando não estamos em movimento.
Detalharei mais quando chegar a vez dele na Maratona Sonic, prometo!

Olha, eu concordo plenamente com o Caduco de 5 anos atrás. De fato Rush Adventure consegue ser melhor que seu antecessor, sendo uma bela continuação para a aventura de Sonic e Blaze.

Aliás, eu estava me esquecendo de dizer que na hora de entrar nas fases podemos escolher com quem vamos jogar. Claro, isso depois de encontrarmos a Blaze na história. Somente as corridas de waterbike contra o Johnny precisamos usar o ouriço exclusivamente; em contrapartida, há as missões específicas para conseguirmos as Sol Emeralds que só temos a opção de controlar a gata (ainda me sinto mal chamando ela assim, soa muito esquisito).

Isso encurtou o jogo pra caramba, e deixou a coisa menos burocrática. Por mais que as fases sejam legais e tal, é meio chato ser obrigado a repetí-las, como em Sonic Rush. Isso já é um baita ponto positivo.

Engraçado que lendo esse relato eu percebo que não lembrava o quanto eu tinha sofrido pra pegar as Chaos Emeralds. As corridas contra o Johnny não são fáceis, e dentro de um ônibus andando feito louco nas ruas esburacadas de São Paulo foi um desafio ainda mais apimentado pra época. O pior é que eu guardo tudo isso com carinho. Pelo menos eu jogava sentado, já que fazia o trajeto de ponto inicial a ponto final tanto na ida quanto na volta do trabalho. Às vezes me custava demorar um pouco mais pra chegar em casa, mas na época isso não era grande problema.

Ah, eu sempre gosto de relembrar outra coisa. Comprei o jogo em Outubro de 2012, praticamente oito meses depois de comprar o Rush. Mas fui jogar muito tempo depois (2016), vai entender. Vale dizer que comprei ele junto com Secret Rings (Wii), Adventure DX (Game Cube) e Rivals (PSP). Todos usados, lembro que a loja americana onde eu costumava comprar (até o dólar ficar impraticável) vivia fazendo promoções do tipo “compre 4 e o mais barato é por nossa conta”. Valia muito a pena. Pena que não fazem mais e o dólar hoje custa caro pra diacho.

Engraçado que dos quatro três são mais ou menos da mesma época. Juro que é uma grande coincidência.

Bom, já dei sinais do que acho do jogo, mas deixa eu ser um pouco mais específico e fazer uma espécie de conclusão.

Correr pelas fases longas e criativas é muito divertido, de verdade. Gosto da forma como precisamos fugir dos obstáculos, não errar os caminhos, os pulos, evitar as armadilhas e usar o boost na hora correta. Este tipo de jogo mais inspirado por reflexo e timing é um estilo que me agrada muito. Entendo quem não gosta, mas entre não gostar e alegar que o jogo é ruim há um abismo enorme.

Uma coisa que eu não gosto mas pode passar completamente batida é a presença do homing attack. Ainda acho este movimento desnecessário em jogos 2D do ouriço. Felizmente tanto em Rush quanto em Rush Adventure este movimento é até meio “escondido”, não é tão simples de executar e em nenhum momento o jogo te pede para aprender e ficar usando isso. As fases não se apoiam nesta mecânica em nenhum momento. Ou seja, é puro “mimimi” meu não gostar que o movimento existe, podem me ignorar.

Achei fantástica a ideia de podermos jogar com o Sonic ou a Blaze nas fases, ao invés de ser obrigado a jogar a campanha de um e depois a do outro. Isso foi uma das melhores evoluções que Rush Adventure trouxe em relação ao seu antecessor. Deixou tudo muito menos burocrático e mais direto.

Eu simplesmente adoro os mini games touch, podem falar o que quiserem. É legal pra caramba explorar o arquipélago e navegar pelo mapa. Alguns veículos são menos divertidos que os outros, mas todos são bacanas. Os Special Stages contra o Johnny também são divertidos demais e bastante desafiadores. Mesmo quando estamos em um ambiente instável para este tipo de coisa, como um ônibus com motorista apressado nas avenidas e ruas esburacadas de São Paulo.

O sistema de touch era uma novidade para a época e um dos carros chefes do DS, então pense bem no que vai dizer antes de apontar a bengala resmungando. Ainda se a mecânica não funcionasse direito eu até apoiaria a reclamação. Fiz isso com Sonic and the Secret Rings, pra quem não sabe. Coisas mal implementadas devem ser detonadas mesmo, sem dó. Repito: não é o caso de Sonic Rush Adventure.

Os gráficos continuam lindos, já falei isso e falo de novo. As fases são bem coloridas, bem feitinhas. Os modelos dos personagens é pelo menos satisfatório, realmente não há do que reclamar aqui.

E a trilha sonora? Ela é espetacular! No meu gosto particular ela é mais interessante que a do antecessor, que eu já curtia também. Muito embora as vezes eu tenho uns momentos de “enjoei” com as duas trilhas, não sei dizer bem o porquê. Poucos jogos me causam isso.

A música do mapa da ilha me lembra muito as que tocavam em comerciais de picolé nos anos 90. Não estou criticando, só dizendo que me lembra. Queria muito achar esses comerciais, tenho certeza que tem uma ou outra que é bem parecida. Mas também, mar, praia, verão, picolé, waterbike. Tudo a ver, pô! Cadê o meu picolé?

Talvez um ponto a reclamar um pouco é o excesso de diálogos. Mas tem tanta coisa divertida neles, especialmente quando há interações da Marine, que pelo menos eu até acabo relevando. Pensem numa criança completamente pirada com sotaque engraçado.

Gostei também de uma referência meio dupla que acaba rolando no jogo. Uma das fases, a Sky Babylon, é claramente uma referência a Sonic Riders, que também tem uma civilização antiga com nome similar. Além disso, a fase tem o céu verde, que é a cor do céu quando a Blaze volta para a dimensão dela, onde se passa este jogo. Ou seja, provavelmente foi nesta região que ela acabou aparecendo durante a volta.

Ainda sobre a fase, o chefe dela é uma corrida 3D na tela de baixo do portátil com plataformas 2D na tela de cima (precisamos atingir alguns objetos para subirmos a tela). Eu não me lembro de outro jogo 2D e/ou de portátil que tenha um chefe com mecânicas 3D de perseguição, algo que é bastante presente nos jogos 3D da franquia. Não fazendo comparações, mas em Sonic Rush Adventure esta batalha é bem legal de jogar.

A dimensão onde o jogo se passa não possui aquele monte de amiguinhos do Sonic. Isso simplificou bastante as interações e o gameplay. Ótima desculpa para não ter que controlar Knuckles, Shadow, Silver, Amy, Vector, Charmy, Espio, Mario, Luigi, Ristar, Bubsy, Kratos, e sei lá mais quem.

Fora que também não há presença alguma de humanos neste jogo. Que alívio! Bem que os heróis podiam ficar presos nesta dimensão pra sempre, não? Além do mais, a Blaze é um personagem bem mais interessante que todos os que foram citados no parágrafo anterior menos o Luigi, ele é muito da hora.

Na minha humilde opinião, este foi o primeiro jogo onde o personagem usa uma prancha de snowboard na neve de forma divertida e livre de bugs estranhos, ou pelo menos eu não passei por eles. Lembrando que na Ice Cap Zone de Sonic 3 a gente até controla a prancha, mas não tem grandes efeitos práticos. Em Sonic Rush Adventure sim e é bem divertido. Em outros jogos eu prefiro nem comentar.

A batalha extra que libera o final verdadeiro também é bastante divertida. Não vou dar grandes spoilers nem de mecânicas e nem de história. Mas vocês devem imaginar quem são os inimigos.

Todo o jogo pode ser terminado em mais ou menos 5 ou 6 horas, então dá para dizer que ele é bem curtinho e que é um tempo ótimo para um jogo de portátil.

Ah sim, o game tem modo multiplayer. Eu ignorei isso completamente, como sempre. Nem vou falar sobre ele neste texto. Lembrando que a Maratona Sonic não é feita de reviews, então tá tudo certo.

Em suma, no geral o jogo é ótimo! Ótimo mesmo! Qualquer micro mini probleminha minúsculo que ele possa ter é facilmente relevado. Pode não ser um jogo para todos os tipos de público, mas com certeza também não é só para fã e fanboy de Sonic. Provavelmente não vai agradar os “fãs de Sonic só de Mega Drive”, mas todos nós sabemos que este público é enjoado que só.

Um jogo dessa qualidade lançado naquele momento conturbado que a franquia vivia é um grande alívio. Em meio a tantos títulos questionáveis, de repente chegar um que é quase impecável, mesmo que ele seja diferente dos jogos mais clássicos, foi de grande valia.

Por falar nisso, a própria crítica recepcionou o jogo muito bem.

No agregador Metacritic o jogo ficou com uma nota não tão alta: 78. Entretanto, muitos reviewers deram pelo menos 80% da nota total, alguns até 85% e até 90%.

A maioria dos reviews é bem positiva. O GamesRadar frisou que “a série ainda estava viva”, fazendo alusão ao fracasso que foi a tranqueira do Sonic 2006.

Entre os destaques nas análises estão o visual do jogo, sua apresentação e animação fluida, além da boa transição entre 2D e 3D, a trilha sonora considerada cativante e bem produzida e level design bem feito, com fases grandes e não lineares. Eu concordo com absolutamente tudo!

De negativo foram levantados alguns pontos, como chefes confusos ou bagunçados. Também foi dito que o jogo tem algumas perdas de frame rate, embora sejam incomuns. Eu não sei se concordo com estes pontos, mas há outros dois que também foram ditos e eu concordo. O primeiro deles é a pouca inovação em relação a Sonic Rush e o segundo é que o fator replay do jogo não é tão grande. De fato Sonic Rush Adventure se assemelha muito ao seu antecessor, mas isso não é exatamente negativo, na minha opinião. Já o fator replay é baixo mesmo, sou obrigado a concordar. A minha reação de jogar somente as fases não me deixa esconder isso.

No geral todos concordam que o jogo vale muito a pena, que tem boas ideias de design, é rápido, frenético e acima de tudo divertido. Isso é fato mesmo, inquestionável.

Até teve quem comparou o gameplay com os “originais do Mega Drive”. Eu acho um pouco exagerado, enxergo estilos de jogo bastante diferentes.

Pessoal, é isso. Não vou me prolongar ainda mais.

Fica aí a dica de um jogo absolutamente divertido para quem não é muito chato. Se você for apenas chato que nem eu, vai na fé que a diversão é garantida.

Obrigado a todos pela leitura de mais um post.

Até o próximo!

Abraços

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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10 respostas a Maratona Sonic: Sonic Rush Adventure (DS)

  1. Thiago Lopes Rodrigues diz:

    Sonic Rush Adventure, conhecido também como Sonic Country 3, sacaram a referência? ha, ha , ha, sou mesmo muito engraçado.
    Falando sério fico feliz que vc também considere ele melhor que o antecessor, geralmente a turma cita o primeiro e esse fica esquecido lá no canto, talvez pelo uso dos veículos de navegação (que são realmente divertidos, mas um pouco estranhos à franquia).
    Em todo caso, além dos seus apontamentos acrescento, que, para mim, suas fases são mais inspiradas, o special stage são os melhores pós Sonic 2 tanto em criatividade como na sua realização, só perdendo seu posto vários anos depois pro Sonic Mania, seus chefes são mais divertidos, com nível de dificuldade compatível com o jogo (no 1º a dificuldade entre as fases e os chefes era imensa, parecia outro jogo) e também a forma de se coletar as esmeraldas do sol ,que são adquiridas por variadas missões, ao contrário do 1, em que bastava derrotar os chefes .
    Quanto as notas, pra mim, não dá pra levar essa turma a sério, prefiro confiar nas opiniões das pessoas “comuns” mesmo.

    • Adorei a referência, Thiago!!! huahuahuahuahuahua
      Também não entendo pq o Adventure fica de canto, a impressão que passa é que a galera não jogou mesmo, ou por esquecimento ou pode ser o que vc falou mesmo.
      Caramba, vc curtiu mesmo os Special Stages deste jogo, hein? Colocando ele no patamar do Sonic 2 e Mania, que para mim são os melhores também. Concordo que são excelentes, mas preciso pensar um pouco pra dizer se coloco eles num top 3! hehehe
      Sobre as demais adições que comentou, concordo com tudo.
      Prefiro também não levar a “mídia especializada” a sério, mas gosto de ver como foi a recepção sempre. Faço isso mais para comparar com as minhas opiniões e pra saber se eu acabei não destoando muito por culpa de ter jogado muito tempo depois. Muitas vezes a galera solta umas groselhas de quem não teve paciência de jogar o jogo pra valer. Embora eu entenda isso pelo fato de terem uma pilha de coisas pra avaliar e tudo mais, é algo que faz com que a gente às vezes não queira mesmo levar a sério as avaliações. Apesar que hoje em dia é complicado até de levar em consideração a de alguns jogadores, especialmente os que jogam com a cabeça fechada o suficiente pra não aceitar nada diferente do que eles estão esperando; ou então os que estão abertos até demais e baixam o senso crítico num nível que tudo fica cor-de-rosa! rs
      Enfim, hj em dia é tudo mais complicado… kkkk
      Importante é que Sonic Rush Adventure é sim um bom jogo, pra dizer o mínimo.
      Valeu Thiago!

  2. Giovani Dactar diz:

    Só pelo fato de ter momentos com duas telas para ação nos chefes e que elas de fato sejam bem aproveitadas já ganha minha simpatia, legal mesmo. A impressão que tive pelo texto é que o Sonic explora mais de um estilo de jogabilidade. Na parte que vc detalha os “estilos de Sonic” achei interessante essa classificação, de fato hoje existem pelo menos esses 3 ou 4 estilos que vc citou. Agora um momento “teoria da conspiração”. Sobre o sotaque australiano da Marine será que o jogo não se passa em uma dimensão paralela porém ligada a nossa? Será que a Southern Island não seria na verdade… a Austrália? É sabido que o continente é uma gigantesca “ilha do hemisfério sul”.
    Ah! E sobre esses carrinhos de mina? Lembrei do Donkey Kong Country! Se tiver fases dentro de cavernas o jogo ganha mais pontos na minha avaliação. Que bom que você citou o Ristar (na verdade você “RIScou” o nome dele). Nossa. Preciso muito jogar essa belezinha. Tipo. Ele é um cosplay de Sonic com DecapAttack! kkkkk muito bom. Mas enfim. Voltando ao tema, eu adoro ver jogos de DS por aqui. Valeu!

    • Ah, eu não duvido dessas teorias de conspiração não, viu? haha
      Os caras são cheios de quererem colocar a Terra no meio da bagunça que é a história de Sonic, vide os Adventure, Shadow the Hedgehog, o desenho Sonic-X e sei lá mais quais títulos ligados à franquia. Coisa que eu não curto, mas enfim.
      Os carrinhos de mina podem até lembrar DKC, mas eu normalmente lembro de Quackshot, pq fez parte da minha infância… rs. E como são trechos curtos em Sonic Rush Adventure, acho que estão mais pro jogo do pato do que pro dos gorilas!
      Sobre o Ristar, sou suspeito. Todas as vezes que eu tento jogar ele, fico de saco cheio no começo. Definitivamente não curto, sei lá pq… kkkkkkkkkk
      Logo menos aparece mais uns jogos de DS aqui, mas tudo ligado à Sonic. Joguei pouca coisa do portátil que não é ligado à franquia.
      Valeu Giovani!

  3. Shadowrod diz:

    Boa análise…mad não sei como não te chamou a atenção o tema dos chefes ou mesmo aquele ameaçador T-Rex…aquilo foi o melhor chefe que já vi em Sonic, e olha que sou fã de sonic dwsde 1991.

    • Bom, vamos lá, vou tentar te explicar.
      Eu acho que o T-Rex, mecanicamente falando, não é tão diferente dos demais chefes de Sonic Rush e Sonic Rush Adventure, talvez por isso acho que não fiquei tão impressionado. Mas tem uma coisa nele sim que eu acho muito louca, que é a movimentação dele durante a batalha, meio que cercando o Sonic, observando, esperando pra dar o bote. Não que eu tenha visto dinossauros na vida, não sou tão velho assim, mas dá um ar meio “realista”… rs. Isso é bem bacana mesmo, de fato impressiona.
      Mas vc me fez parar pra pensar numa coisa: acho que não tenho um chefe favorito na franquia. Vou parar pra pensar melhor nisso, ótimo ponto!
      Valeu Shadowrod!

  4. aki é rock diz:

    Eu joguei esse jogo a algum tempo e achei bem maneiro e divertido não cheguei a fazer o final verdadeiro por achar meio complicado. Mas me diverti bastante jogando ele e vendo as novidades que me oferecia no decorrer da jogatina.

    • Cara, o final verdadeiro é trabalhoso mesmo, te entendo ter largado antes de tentar.
      O que vale mesmo é que vc se divertiu no período que jogou, o resto é só complemento! kkk
      Valeu Rock!

  5. Quando vejo esse Sonic aê… sempre penso que esse era o caminho que a Sega deveria ter seguido pós Sonics de Mega Drive. Algo 2D mais elaborado e cia! Sei lá se é maluquice minha, mas eu vejo assim!

    • E eu concordo com vc!
      Eles deveriam ter abandonado o Sonic 3D faz tempo, mas de alguma forma foi bom eles terem insistido e aprendido.
      Só espero que eles se lembrem de fazer mais jogos nessa pegada, faz tempo que não sai nada assim.
      Valeu Ivo!

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