RetroReview: GG Shinobi (Game Gear)

Como estão, leitores? Todos bem?

Preparados para mais uma lembrança do querido site dos RetroPlayers?

Colocamos no ar o texto sobre GG Shinobi em 13/07/2016. Curiosamente, escrevi sobre este jogo após escrever sobre a sua continuação. A explicação para isso? Simples, eu joguei ele muito tempo depois de Shinobi II: The Silent Fury.

O post está na íntegra para vocês relembrarem ou conhecerem. Desta vez, inclusive as imagens.

Ótima leitura para todos e nos vemos no próximo post!


Olá, caros amigos dos jogos clássicos, como estão?

Talvez alguns de vocês se lembrem que em Agosto de 2013 eu fiz um post aqui no Retroplayers sobre aquele que considero o melhor jogo lançado para o Game Gear, Shinobi II: The Silent Fury. Lembraram? Vou refrescar a memória de vocês, só clicar aqui.

Lá eu havia prometido um post futuro sobre o primeiro Shinobi lançado para o portátil da SEGA. Lembram disso? Pois é, eu também não. Mas lendo o texto novamente acabei sendo lembrado. Isso porque eu estava buscando informações do segundo jogo que pudessem me ajudar a diferenciar os dois games, acabei caindo em um texto que eu mesmo escrevi. Loucura. Enfim, coincidência ou não, eis o cumprimento da minha promessa: neste texto falarei sobre GG Shinobi ou simplesmente Shinobi, mas vou manter o primeiro nome para não confundirmos com os games lançados para Arcade e Master System.

Há um bom tempo acabei comprando a versão digital de GG Shinobi para o 3DS. Pra vocês terem uma ideia, foi antes mesmo do eShop ficar disponível para o Wii U. E fiz isso porque achei justo jogar algo feito para portátil em uma plataforma da mesma categoria, sem ter que pagar uma grana violenta em um cartucho e ficar preso em uma tomada com o Game Gear ligado, já que as pilhas quase não duram nele. Eu sei, vivo repetindo isso nos meus textos, mas não canso de lembrar vocês porque na minha infância eu sempre estava lá preso em alguma tomada jogando. Não reclamando, claro, só tenho a agradecer por ter tanto o portátil quanto a fonte dele, ajudou bastante.

Não sei dizer porque levei tanto tempo para encarar o game, deixei ele encostado por muito tempo. Talvez a principal razão foi ter focado no que tinha disponível da biblioteca do próprio 3DS. Biblioteca esta que possui inúmeros jogos bem bacanas, diga-se de passagem. De qualquer forma, somente no ano passado resolvi encarar o desafio. Tenho que dizer que me diverti bastante!

Aproveitei horários de almoço para isso, comia o mais depressa que podia e já partia pro jogo. Acabei lembrando de outros tempos, no começo dos anos 2000, quando almoçava rápido também e levava várias surras no Street Fighter Alpha 3 de Game Boy Advance. Era vergonhoso, mas sempre foi muito divertido e aprendi um bocado sobre jogos de luta nesta época.

Deixando as histórias e lembranças de lado por um instante, hora de falar mais sobre o título. Só que antes preciso dizer que é um bocado estranho fazer análise de um jogo depois de sua continuação. Ainda mais quando você considera esta sequência melhor de forma geral. Tentarei ser imparcial, mas a coisa complica ainda mais quando esta sequência é o melhor jogo de uma plataforma na sua opinião. Algumas passagens do texto podem ficar um pouco estranhas, mas vamos em frente! Se acharem que devem, façam observações nos comentários, eu fico agradecido desde já!

Desenvolvido pela e publicado em 1991 pela própria SEGA, GG Shinobi é um side-scroller 2D de ação nos moldes de qualquer jogo da franquia: assumimos o papel de Joe Musashi (e seus aliados coloridos), para descemos a porrada em todo mundo que vem na nossa direção, com direito à batalhas contra chefes, plataformas sacanas e outras dores de cabeça, exatamente do jeito que nós gostamos!

A história segue a simplicidade padrão de jogos da época. Alguns estudantes da Escola de Ninjas Oboro foram enviados para investigar boatos e extinguir uma possível ameaça em Neo City. Porém, passado algum tempo o mestre perdeu qualquer tipo de contato e passou a acreditar que eles foram capturados por esta possível força do mal. Sendo assim, ele resolve mandar seu discípulo mais antigo e mais forte, o incorruptível e insequestrável Joe Musashi, para libertar seus colegas e junto com eles aprontar muitas confusões dar um ponto final nesta história. Acham que é suficiente para iniciarmos uma pancadaria? Creio que sim.

Para aqueles que jogaram e/ou leram o review de Shinobi II: The Silent Fury, a história é praticamente a mesma. O que muda é que neste jogo não existem cristais para serem encontrados nos estágios. Logo, passar toda a fase e derrotar o chefe é suficiente.

Inicialmente, são quatro fases ao total para livre escolha do jogador. É importante ressaltar que, depois que passamos uma fase, ela fica inativa para escolha quando voltamos à tela de seleção de estágios. Isso mesmo, não temos opção de jogá-la novamente, a não ser que o jogador aperte o botão reset ou acabe levando um Game Over.

Alguns podem até considerar que isto é um ponto a ser observado sobre o game, já que em algumas fases existem itens que aumentam a vida máxima dos ninjas permanentemente. Caso sejam deixados para trás, eles não poderão ser recuperados.

O detalhe é que todos estes itens precisam de alguma habilidade de um ninja de cor específica. Logo, se você “errar” a sequência de escolha de fases, já sabe o resultado. Entretanto, nada disso estraga o jogo, creio que só aumenta o fator replay. Sem falar que estes aumentos de vida máxima não são necessários para finalizar o jogo, só facilitam um pouco as coisas. E aposto que muitos de vocês leitores não vão querer pegar justamente para elevar um pouco o desafio.

Por falar em ninjas coloridos e suas habilidades específicas, eles são os mesmos de Shinobi II (ou pelo menos possuem as mesmas cores) e suas habilidades são quase completamente iguais às presentes na sequência já analisada aqui. Vou listar abaixo quem são eles, quais suas armas, habilidades especiais e técnicas de ninjutsu, lembrando que pra trocar de ninja precisamos chamar o menu pressionando o start:

* Ninja Vermelho (Joe Musashi): utiliza espada como arma, não possui nenhum tipo de habilidade especial e neste jogo sua arte de ninjutsu é o terremoto que destrói pedras e mata os inimigos que estiverem na tela;
* Ninja Verde: ataca com shurikens, pode realizar saltos duplos e usa como técnica especial algo que, bem, não é a coisa mais útil do mundo. Ele explode e derrota tudo que está na tela, mas custa uma vida do jogador e ainda por cima zera o número de ninjutsu . Melhor usar a magia do Joe Musashi se quiser arrebentar com todo mundo que está na tela;
* Ninja Azul: sua arma é a corrente com gancho. Com isto ele pode se pendurar em alguns pontos específicos do cenário e sua magia é o tornado que pode ser controlado em todas as direções e destrói inimigos e alguns objetos ao encostar neles;
* Ninja Amarelo: Ataca com uma espécie de bola de energia que pode ser carregada e resultar em um ataque mais forte (um tanto quanto diferente do shuriken grande que funcionava como bumerangue de Shinobi II). Ele pode andar sobre a água e tem como magia uma barreira que dá invencibilidade até ser atingido três vezes pelos inimigos e armadilhas;
* Ninja Rosa: atira bombas que provocam dano bem alto. Este personagem pode andar de ponta-cabeça (segurando para cima e o botão de pulo em algum teto). Sua arte de ninjutsu é uma explosão de luz que pode congelar todos inimigos na tela (exceto chefes) e iluminar ambientes escuros. Não me perguntem o gênero deste personagem, igual fizeram nos comentários do outro post, eu realmente não sei.

Um dos pontos a observar do jogo é que as artes de ninjutsu só possuem utilidade pra valer na última fase, onde é necessária a utilização das técnicas para que determinados desafios, armadilhas e/ou obstáculos possam ser superados.

Enfim, em cada uma das quatro fases iniciais você salva um dos ninjas coloridos aliados. Vencer o chefe da fase significa quebra de feitiço em cima do ninja de cor específica e ele fica disponível para ser utilizado já na fase seguinte. Vale dizer que trocar de ninja não altera a barra de vida nem a quantidade de magias disponíveis. Guardadas as devidas proporções, funciona como em Mega Man, ou seja, como se estivesse trocando de arma. Outro ponto importante é que as armas possuem diferença de dano aos adversários.

No geral, o primeiro jogo da franquia para o Game Gear é visivelmente mais fácil que o segundo. As fases que podem ser escolhidas não possuem grandes dificuldades, possuem level design um pouco mais simples se compararmos diretamente com a sequência. Ainda assim são interessantes. Talvez o jogador acabe perdendo uma ou outra vida até se acostumar com o que precisa superar, mas rapidamente se adapta. Os chefes também estão longe de serem bichos de sete cabeças. Assim que o jogador percebe e pega o padrão de cada um, a coisa flui naturalmente. E não demora para que possamos perceber o que precisa ser feito.

Em outras palavras, para estas fases e chefes são desafios que em pouco tempo tornam-se superáveis, mas isso não estraga em nada a qualidade do jogo. Tudo combina muito bem com um jogo de plataforma portátil. Não são momentos que vão te fazer berrar de alegria ao superá-los, só que ainda assim GG Shinobi é bem gostoso de jogar.

A última fase já é um tanto trabalhosa. Da mesma forma que em GG Shinobi II, a fase é um pseudo labirinto chato pra caramba trabalhoso em que precisamos decorar quais portas devemos acessar para prosseguir. É muito fácil ficar perdido e entrar em portas que levem a lugares que já passamos antes. Inclusive na rota certa repetimos algumas salas. É capaz que o jogador fique preso uns bons minutos até se acostumar onde precisa entrar e achar o caminho.

Ainda na fase final, é necessário derrotar todos os quatro chefes novamente, que aparecem ao acessarmos as portas corretas. O engraçado é que não faz muito sentido, já que cada um dos chefes, pelo menos na teoria, era um dos ninjas coloridos aliados enfeitiçado. Será que rolou uma clonagem? Enfim, a esta altura do campeonato o jogador já saberá o padrão de cada um deles e a vitória vem com certa tranquilidade. Já o último chefe vem em duas etapas e é um pouco mais trabalhoso que os demais, mas também depende de aprendizado de padrão. Nada assustador, mas se bobear muito pode levar um Game Over de brinde, como aconteceu comigo na primeira vez em que cheguei nele. No entanto, creio que foi muito mais vacilo meu do que qualquer outra coisa.

Quanto à parte técnica, os gráficos são bem competentes para o Game Gear. São praticamente iguais aos de Shinobi II, ou pelo menos eu fui incapaz de notar grandes mudanças de um para o outro. A animação dos ninjas ao invocar uma magia é um show a parte, especialmente para um console portátil de 8 bits.

Os efeitos sonoros são basicamente os mesmos nas duas versões. A música da última fase também é a mesma. Já as fases iniciais possuem músicas bem bacanas, embora eu particularmente prefiro as presentes em GG Shinobi II. A música de luta contra chefes do jogo é uma versão 8 bits da presente em The Revenge of Shinobi, do Mega Drive. Na minha humilde opinião, ficou bem bacana no portátil e difícil dizer de qual dentre ambas eu eu gosto mais.

E por falar nisso, a trilha sonora do game também são obra do famoso compositor que dispensa quaisquer tipo de apresentações e comentários, Yuzo Koshiro, mas neste caso sem a parceria com Motohiro Kawashima, como ocorreu na sequência já revisada aqui no Retroplayers (ou seria Gamer Caduco).

O esquema de chances para chegar ao fim é segundo o padrão da maioria dos jogos da época. Uma vida inicial, duas extras e mais dois Continues de três vidas cada. Nove vidas por padrão. Mamão com açúcar para este jogo.

Diferentemente de sua sequência e, provavelmente por ser um jogo de curta duração, este título não conta com sistema de Passwords. Se morreu, desligou ou resetou, vai começar tudo de novo. Simples assim.

(Nota: era para ter o RetroScore aqui, mas acabei não encontrando ele).

GG Shinobi é um game que merece ser conhecido pela comunidade de jogadores retrô. Possui jogabilidade fluida, parte gráfica e sonora muito interessantes, além de desafios simples, embora competentes. O jogo é relativamente curto, vale a pena colocar no portfólio de jogos terminados de vocês. Uma excelente opção para fãs de ninjas, da SEGA e/ou de portáteis. Eu que gosto de tudo isso me diverti e recomendo muito!

Para incentivar, vale dizer que a arte do final do jogo é bem bacana!

Espero que tenham gostado do review, não esqueçam de dizer nos comentários se já jogaram e o que acham deste game.

Grande abraço a todos e até o próximo post!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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3 respostas a RetroReview: GG Shinobi (Game Gear)

  1. Nossa. Essa é surpresa. Ter que manter uma sequência de fases para poder pegar itens porque elas ficam inativas… tenso.
    Rapaz esses ninjas coloridos estão parecendo os Changeman… se bem que “andar sobre as águas” é um pouco over, não? Mesmo para um ninja? Kkkkkk
    Me pareceu um jogo bem bonito, que exige mais repetição do que habilidade. Já que os padrões de ataque não são tão difíceis aparentemente. Valeu!

    • Pois é, faltou um pouco de polimento na parte da sequência e tudo mais. Legal que são coisas que foram melhoradas no Shinobi 2: The Silent Fury, os caras devem ter percebido as mancadas. Mas não estraga o jogo no geral, no máximo vai tornar a tarefa mais difícil se vc deixar algo passar.
      Mas vc mesmo percebeu que o jogo é mais repetição, então talvez deixar passar alguma coisa não seja o fim do mundo, ainda mais em um jogo curtinho.
      Agora sobre o ninja com habilidades celestiais eu prefiro não questionar tanto, aquele lance de lógica de videogames nunca fazer sentido e tal, a gente as vezes fecha os olhos em prol da diversão… kkkk
      Valeu Giovani!

  2. Opa! Esse não joguei e vai para minha lista aqui (agora eu tenho uma planilha que anoto jogos para jogar e talvez assim não fique em um LOOP INFINITO de jogos).

    Esse jogo deveria ter sido lançado para o Master System, tenho certeza que iria estourar cabeças na época. O Shinobi 1 era um jogo lendário na minha rua, todos queria jogar, terminar e alugar. Até contei a história dele lá no blog sobre a troca com Super Futebol (você deve lembrar).

    Vou jogar sim Cadu! E como é um joguinho, melhor ainda, afinal temos que ser NINJAS paraj jogar videogame com filhos pequenos hoje em dia.

    Abração.
    Ivo.

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