Pecados Gamísticos: Comprei e (AINDA) Não Joguei

Olá caros leitores, como estão?

Continuando a saga dos meus Pecados Gamísticos, desta vez resolvi fazer uma lista um pouco diferente das demais que surgiram por aqui.

Ao invés de listar jogos de consoles ou jogos de determinado gênero, resolvi listar aqueles jogos que eu comprei pensando que um dia jogaria e que até agora estão enfiados no armário ou no HD de algum dos consoles e que eu vivo prometendo para mim mesmo que vou jogar um dia, mas esse dia nunca chega.

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Eu preciso confessar para vocês que a lista completa é bem grande. Mas neste post resolvi encurtar e listar apenas os 11 mais críticos na minha humilde opinião, cada um pelo seu próprio motivo. Vou colocar também algumas menções honrosas pra vocês terem uma ideia do que mais eu acabei não jogando nestes anos todos.

Vale dizer que deixei de lado tudo referente à Sonic que se enquadra nesta categoria, pois eles estão na mira da Maratona Sonic e eventualmente serão jogados, então acredito que não seja nenhum absurdo eu ainda não ter jogado cada um deles. Fora que tudo relacionado à Sonic faz parte da minha coleção pessoal, algo que dei foco há mais ou menos 9 anos e mantenho até hoje.

Inclusive tem outros jogos que pensei em ter mais para colecionar. Coisas que eu fazia quando ainda não tinha um foco bem definido do que colecionaria. Estes jogos eu vou ignorar também.

A lista abaixo está em ordem alfabética e as plataformas listadas (entre parênteses) são as versões que comprei, não necessariamente todas onde o jogo está disponível.

Bom, chega de delongas. Hora de passar vergonha. Vamos lá!


AVGN Adventures (PC / Steam)

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Para representar toda a lista de jogos do Steam eu escolhi o primeiro Angry Video Game Nerd Adventures. Experimentei o game na casa de um amigo e comprei assim que surgiu a primeira promoção que apareceu depois. Tinha certeza absoluta que o jogaria em pouco tempo, mesmo que ele rodasse somente em Windows e eu não tivesse nenhum computador em casa com o sistema operacional da Microsoft.

A compra foi feita na segunda quinzena de Fevereiro de 2016 e até agora ele está lá paradão esperando no “armário virtual”. Nesse meio tempo já saiu uma sequência do jogo e até uma coletânea com os dois e mais alguns extras. A coletânea saiu para consoles e que estou monitorando há tempos para jogar no PlayStation 4 ou Switch. Não adianta, me conheço, eu raramente me lembro do PC para jogar. Ainda bem que peguei em promoção e paguei realmente barato, mas não deixou de ser dinheiro meio que jogado fora.


Devil May Cry HD Collection (PlayStation 3)

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Na edição de 2014 da BGS dei um pulo na loja do PlayStation e tinha uma promoção bacana pra quem comprasse três jogos da linha de Greatest Hits. Não me lembro muito bem como era, mas eu queria muito o Valkyria Chronicles, que eu inclusive joguei em 2015. As outras mídias escolhidas foram duas coletâneas. As duas estão nesta lista.

A primeira delas é Devil May Cry HD Collection, que eu jurei pra mim mesmo que jogaria o mais breve possível. Na época do PlayStation 2 eu não joguei, até tenho uma história curiosa sobre os jogos da série, talvez o grande motivo pelo qual a coletânea entrou na lista deste post.

No dia em que comprei o console eu voltei pra casa com dois amigos que me acompanharam na loja do centro de São Paulo, um deles também tinha o console e comprou o jogo, e resolveu experimentar enquanto eu testava o aparelho. Naquela época eu ainda tinha uma certa birra de jogos 3D que não fossem futebol ou RPG, daí fiquei de cara amarrada enquanto os dois jogavam e se divertiam. Já na geração seguinte eu tinha perdido a birra e eventualmente experimentei Bayonetta, jogo que curti pra caramba. Imaginei que tinha tudo pra curtir os jogos do Dante também e que comprar a coletânea faria com que eu me redimisse dos pecados da geração anterior.

Só que no fim das contas não aconteceu, não sei muito bem o motivo. Provavelmente eu nunca priorizei ele no meu backlog, então acabou ficando esquecido até que eu acabei passando para a geração seguinte e deixei o PlayStation 3 de lado. Para vocês terem uma ideia a coletânea está lacrada até hoje.

Pior que vira e mexe eu fico monitorando o bundle digital na PS Store com os três jogos desta mesma coletânea (e mais o quarto jogo) para o PlayStation 4, já ameacei comprar umas três ou quatro vezes e ainda não fiz por causa da velha estratégia de bater o olho na lista de jogos pra jogar, ver o tamanho dela e bater aquela dor na consciência. Tenho certeza que se tivesse comprado ficaria no disco do console pra sempre também.

Que fique claro: não é nada contra os jogos ou a franquia, é só aquela velha história do gamer adulto: muita coisa pra jogar e pouco tempo disponível.


Donkey Kong Country 2 (Super NES)

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Depois que eu ganhei um Super Nintendo eu comecei a pensar em desafogar um pouco o meu backlog dos jogos lançados para o sistema.

Até contei no post que fiz sobre o console que eu jogava ele mais na casa dos amigos, e naturalmente eu não terminava nada jogando em galera. Sendo assim a minha lista de jogos terminados é ridiculamente pequena. Não sei dizer porque eu não joguei tantas coisas de SNES durante a fase de emuladores, talvez por ter focado em RPGs, talvez porque nem todos os jogos rodavam direito no computador que eu tinha há cerca de vinte anos.

Daí certo dia comprei o primeiro Donkey Kong Country, prometi a mim mesmo que jogaria até o fim e realmente o fiz. Na época em que ele foi lançado eu tinha uma certa bronca e acabei ficando afastado por muitos anos, inclusive contei a história no post que fiz em homenagem à experiência fantástica de jogar ele depois desse tempo todo.

No meio da empolgação gastei uma nota preta em um cartucho original de SNES do segundo jogo da série e mais uma vez prometi que encararia o game do começo ao fim. Como podem presumir, algo que nunca aconteceu. Apenas testei o save do jogo e deixei pro futuro.

Aliás, foi justamente esse lance de save que me afastou dele. Para alguém que está com o tempo cada vez mais reduzido, ver que salvar o jogo custa moedas pareceu algo assustador. Eu confesso que não sei como isso funciona direito até hoje, se as banana coins aparecem em abundância e eu não preciso me preocupar e nem nada do tipo, mas talvez esta seja a grande razão pela qual deixei de conhecer o que é considerado por muitos como o melhor Donkey Kong Country. Talvez outro motivo seja o fato de não ter o próprio Donkey Kong. Poxa, justo o personagem mais legal da franquia. Sei que o objetivo é justamente resgatar ele, mas foi o personagem que mais gostei de usar para jogar o antecessor.

No fim ele se tornou um Pecado Gamístico ainda maior do que já era. Por motivos que provavelmente não fazem sentido na cabeça de quem está lendo. Deixo vocês pegarem no meu pé por isso, só peço para que seja feito de forma amigável, pois do jeito que eu ando é capaz de ficar com birra da bronca e sobrar pro jogo. Não me julguem, eu estou escrevendo isso rindo.


DOOM [2016] (PlayStation 4)

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Este aqui a culpa não é bem minha, e é justamente por isso que eu coloquei na lista. Eu quero mais é fazer um desabafo do que qualquer outra coisa.

Eu já declarei aqui no blog que morro de amores por DOOM II: Hell on Earth, por isso tenho um carinho enorme pela franquia mesmo que eu tenha jogado apenas ele e o primeiro jogo até o fim. Tudo bem que o primeiro eu fui terminar mesmo somente em 2021. Não joguei o terceiro jogo porque na época não tinha PC bom o bastante para rodar, depois acabei deixando passar. Também não tinha um Nintendo 64 para jogar o DOOM 64, mas isso eu vou corrigir em breve.

Quando saiu o DOOM de 2016 eu fiquei alucinado. Esperei a primeira promoção surgir pra comprar o jogo. Fiquei feliz da vida quando aconteceu e logo priorizei ele na minha fila. Quando comecei a jogar veio a grande decepção: tive que parar em pouco tempo, pois o game é muito rápido e me ataca fortemente a Motion Sickness.

Nem as táticas que eu uso desde que escrevi o texto sobre o assunto funcionaram com DOOM. Em menos de dez minutos eu já estava com muita tontura, enjôo e até dor de cabeça. Este último sintoma só acontece comigo quando tudo está bem crítico.

Tentei mudar algumas configurações, mas nada funcionou e tive que largar um jogo que eu queria e ainda quero muito jogar. Curti muito o pouco que vi, mas tive que ter bom senso comigo mesmo e devolver ele para o armário. Desde então ele está lá. Vira e mexe eu fico olhando para ele, lamento, resmungo, mas não tem jeito. Vai continuar como pecado até que surja um milagre que me permita jogar.

Uma saída seria jogar no Switch, mas tenho a sensação que a versão do híbrido da Nintendo é meio capada e sei que o preço dela nunca está amigável (assim como acontece com quase toda biblioteca do console). Penso em jogar esta versão pois o primeiro DOOM eu também não conseguia jogar na TV, apesar dos efeitos do Motion Sickness serem bem mais brandos neste caso. Daí peguei a versão do Switch e joguei no modo portátil do começo ao fim sem nenhum problema.

Acho que vou comprar uma TV minúscula e jogar com ela no colo pra ver se resolve. Dá vontade!

Como eu detesto ter Motion Sickness, vocês não fazem ideia.


Octopath Traveller (Switch)

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Quando montei a lista dos pecados de RPG que ainda tenho na vida pensei em incluir Octopath Traveller, mas no fim das contas desisti e só citei ele de passagem. Ao escrever isso eu me dei conta de que eu tinha muitos jogos que tinha comprado e ainda não tinha jogado, ou seja, este game foi o responsável por eu criar esta lista de pecados vergonhosos dos games que eu tenho.

Quando soube da existência do jogo e depois de ver algumas fotos e até vídeos (raramente vejo vídeos) fiquei bastante empolgado querendo comprá-lo. Logo baixei a demo dele, que é basicamente o prólogo da história, basicamente um capítulo gratuito. Adivinhem se joguei ele. Claro que não!

Mesmo assim já comecei a monitorar em todo canto e aqui no Brasil ele estava com aqueles preços impraticáveis desde antes de subir o preço da biblioteca do Switch no geral. Isso quando o encontrava a venda. Não era exclusividade do nosso país, fora do Brasil ele não saía da faixa dos 60 dólares, e vocês sabem bem o valor da moeda americana comparado à nossa.

Certo dia encontrei um usado em loja gringa num valor que valia a pena. O que eu fiz? Comprei. Um mês depois o jogo chegou e o que foi que eu não fiz? Não joguei, claro. Nem o prólogo eu tinha jogado, imagina o jogo.

Nesse meio tempo vi o preço de uma unidade nova baixar o suficiente para custar em promoção um valor abaixo do que paguei no usado. Até hoje isso me dói.

Duro que este jogo é longo pra diacho, como todo RPG deve ser mesmo. Só que isso me afasta dele, ainda mais nesta fase da vida em que me encontro que, dizendo novamente, o tempo para videogame está bem escasso. Imaginem ter que ficar uns dias sem jogar e depois tentar relembrar a história pra ver onde parei e lembrar o que estava fazendo, onde estava indo, etc. Quem joga jogos do gênero sabe bem do que eu estou falando.

Pior que o problema não é só o tempo, mas a energia também. Se eu parar para jogar um jogo desses que tende a ser, digamos, menos movimentado que jogos de outros gêneros, provavelmente vou dar umas cochiladas fortes. A culpa não será do jogo, podem largar as pedras que pensaram em atirar em mim.

Então resolvi deixar ele pro futuro. Pretendo sim jogar ele assim que eu sentir que posso fazer isso. Vai demorar bastante, talvez alguns anos, mas vou dar um jeito de jogar.

Colocar Octopath Traveller nesta lista serviu primeiro para homenagear quem me deu a ideia de fazer ela e segundo pra puxar a minha orelha. Vai servir pra lembrar o Caduco do futuro que este jogo tem que ser jogado pela honra da carteira esburacada do Caduco do passado.


Pier Solar and the Great Architects (Mega Drive)

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Por falar em honrar a carteira esburacada do Caduco do passado, acho que o caso mais dramático da lista é o de Pier Solar.

Quando a WaterMelon anunciou a produção do segundo lote do jogo, logo dei um jeito de garantir a minha cópia. Ocorreu numa época em que não tava podendo gastar (é sempre assim), mas dei um jeito e comprei porque eu tinha certeza absoluta que iria jogar ele. Poxa, um jogo novo para o meu tão amado Mega Drive, como não apoiaria a ideia?

Isso foi em Janeiro de 2012, vejam só vocês. Já vai completar dez anos que eu botei este lindo jogo na minha pseudo coleção.

Sabem o que é triste? De lá para cá, se passei trinta minutos jogando ele foi muito. Até porque todas as vezes foram testes e manutenções que parei para fazer com os consoles e jogos que tenho. Aquela ligada básica para ver se está tudo funcionando, sabem?

Vergonhoso, não? Pior que mais próximo da compra eu tinha sim tempo suficiente pra jogar um RPG nem que fosse um pouco por dia, então não tenho desculpa para dizer porque isso não aconteceu. Agora fico me lamentando.

Assim como aconteceu com Octopath Traveller, era para ele estar na lista dos pecados de RPGs, mas depois que tive a ideia deste post fazia mais sentido encaixá-lo nela. Até porque este é o caso mais “gritante” do post na minha humilde opinião. Você pode discordar, claro.

Pra não lamentar mais, vou para o próximo da lista.


Resident Evil 4 (Wii / PlayStation 3)

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Nem todos sabem, mas na época do primeiro PlayStation eu odiava Resident Evil. Tentei jogar o segundo jogo da franquia e aquela movimentação em tanque me irritou tanto que vocês não fazem ideia. A ponto de eu pegar birra até da animação entre as salas da porta abrindo. Acho que até hoje me dá uma coceira de lembrar de uma cena que tanta gente gosta. Eu sei que estão me julgando já, é inevitável.

Naturalmente ignorei os próximos dois jogos, até que me infernizaram para tentar jogar o quarto capítulo. Na época eu não consegui passar nem da primeira cena jogando no PlayStation 2, peguei todo aquele ódio que eu já tinha do segundo jogo e logo desliguei o console e fui fazer outra coisa. Nunca mais encostei no jogo.

Alguns anos mais tarde eu joguei em dupla (online) o Resident Evil 5 com um amigo que conhece toda a série e ele foi me explicando cada detalhe que acontecia. Claro que eu adorei a experiência. Não importa se o jogo é bom ou não, se é melhor ou pior que os demais jogos, se ele parece ou não um Resident Evil “de verdade”, entre qualquer outra frase depreciativa que você possa estar pensando no momento.

A experiência de jogar em dupla falando altas besteiras foi tão legal que até parte do Resident Evil 6 acabou sendo uma boa experiência pra mim. Mais especificamente a história do Leon. As demais são fracas mesmo, mas a diversão em dupla supriu qualquer bronca que eu pudesse pegar do jogo. Exceto a história da Ada Wong, que parece ter sido extraída de uma novela daquela emissora famosa brasileira que não patrocina este blog.

Daí que depois de terminar o 5 e o 6 eu resolvi tentar “carreira solo” e experimentar a versão HD do Resident Evil 4 no PlayStation 3, principalmente porque o mesmo amigo insistiu que é um baita jogo, me contou o quanto ele mudou a indústria e todo tipo de propaganda positiva que vocês possam imaginar. E eu acredito nele, mas na época eu já estava habituado aos controles dos jogos seguintes (em relação aos dois analógicos) e o fato de não poder deixar parecido me fez perder o interesse com pouco tempo de jogo.

Relatei o ocorrido para o mesmo amigo e ele sugeriu que eu tentasse a versão de Wii por ter um sistema de mira baseada no Wiimote e tal, que para mim poderia ser mais interessante já que era justamente isso que me incomodava na versão HD. Foi mais um dos casos que monitorei bastante a venda do jogo até achar em um preço razoável. Inclusive cheguei a pegar um novo por preço bem bacana. Isto foi em 2015, época em que eu ainda estava jogando Wii U, alternado com outras plataformas.

Só que por alguma razão eu nunca dei prioridade o jogo. Eventualmente “passou a época” do Wii U, a do Wii também e eu simplesmente esqueci que eu tinha prometido a mim mesmo que daria uma chance a um dos jogos mais aclamados da história dos videogames.

Então, senhor Caduco, venho avisar o senhor que Resident Evil 4 de Wii deveria ganhar alguma prioridade nesse seu backlog infinito. Pare de jogar essas porcarias de Sonic e vá jogar algo que inspirou muitos outros jogos, por favor.


Silent Hill HD Collection (PlayStation 3)

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Lembram que falei de outra coletânea comprada na BGS de 2014 junto com Valkyria Chronicles e Devil May Cry HD Collection? Então, é essa!

Joguei o primeiro Silent Hill na época, fui até a parte onde precisamos entrar na escola se não estou enganado (eu sei, joguei pouco), me perdi e junto acabei perdendo um pouco o interesse, partindo para outro jogo. Com certeza algum RPG. Ou será que foi por causa dos trabalhos da faculdade? Provavelmente ambos.

Por influência de um amigo que é apaixonado pela série, sempre tive curiosidade para tentar pelo menos os dois primeiros jogos dela. Inclusive teve algum dos Spin Offs que eu cheguei a assistir ele jogando numa madrugada qualquer que passei na casa dele e pareceu ser um jogo legal pra caramba. Eu queria ter aquela experiência algum dia.

Daí comprei essa coletânea para começar isso logo. Eu não sabia na época que não tinha o port nem remaster do primeiro jogo, apenas dos dois seguintes. Porém, isto não era um problema, já que eu tenho a versão digital do primeiro no PS3, se não me engano foi um dos jogos gratuitos da PS Plus em algum momento da história.

Pensei em jogar esta versão digital e depois partir para o 2 e 3 na coletânea, mesmo sabendo que tem gente que refuta ela por algumas correções de tradução e outras coisas mais. De qualquer maneira acabei dando prioridade a outros jogos ao longo do tempo e a mídia permaneceu lacrada junto com a de Devil May Cry, uma encostada na outra dentro do armário.

Outra coisa que preciso dizer é que eu não sou o tipo da pessoa que se apega a jogos de terror, sabem? Por alguma razão não tenho este mesmo problema com filmes, mas jogar algo de terror me deixa meio assim. Sabem como é.

Sim, eu sou um medroso, podem rir. Mas considerem que na época em que comprei o jogo estava morando sozinho. Daí piora as coisas, né? Sei que depois não tinha mais desculpas, mas o medinho continua.

Talvez um dia eu deixe esta bobeira de lado e encare pelo menos o primeiro jogo que é um grande clássico, embora muita gente elogie bastante o segundo também. Vamos ver.


Super Metroid (Super Nintendo @ Wii U)

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mencionei por aqui que eu quero jogar Super Metroid e que ele é um dos meus maiores Pecados, principalmente pelo fato de eu adorar o gênero que ele praticamente inventou, o tal do Metroidvania. Cabe dizer que o Symphony of the Night (praticamente o “pai” do tal gênero, se Metroid for a “mãe”) é um dos meus jogos favoritos da vida.

Por que diachos eu nunca joguei Super Metroid? Sei lá, provavelmente porque eu sempre pulo os jogos de SNES e eu não sei dizer muito bem o que me faz ter este comportamento.

E se eu contasse pra vocês que há muito tempo no passado eu peguei as moedas que tinha do Club Nintendo pouco antes dele deixar de existir e investi em uma cópia digital do jogo para o Wii U? As moedas iriam expirar e eu queria gastar com algo que tivesse certeza que fosse jogar.

Mais uma vez foi influência de um amigo (dessa vez é outro), que falou que tinha transformado o Wii U em um “portátil”. Ele deixava ligado na tomada mas não na TV, e jogava Super Metroid no Gamepad deitado na cama. Parecia uma ideia genial. Então resolvi copiar. Vale dizer que foi muito antes do surgimento do Switch.

A diferença é que eu nunca liguei o console próximo da cama. Pior, eu até cheguei a colocar ele na gaveta do móvel de cabeceira de cama, mas ele ficou lá parado mais de um ano (sem exagero), enrolado numa camiseta velha pra não pegar poeira. Vergonhoso.

Acho que isso é suficiente pra justificar a presença do jogo na lista, por mais que o “dinheiro” investido nele seja apenas virtual e fruto de outros jogos que foram comprados com dinheiro de verdade e geraram estas moedas. Pelo menos boa parte destes jogos eu joguei. Eu acho.


The Legend of Zelda: Wind Waker HD (Wii U)

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Outro jogo adquirido de forma digital sem gastar dinheiro de verdade foi a versão HD de The Legend of Zelda: Wind Waker, também para o Wii U.

Não me lembro de tantos detalhes, mas teve uma promoção na época de lançamento do Mario Kart 8 para o console que se ele fosse comprado até determinada data, o comprador teria direito a uma cópia digital de outro jogo, dentre uma lista a seguir: o próprio jogo ambientado em Hyrule, Pikmin 3, Wii Party U e New Super Mario Bros. U.

Por alguma razão eu fui convencido a pegar o Wind Waker HD. O que é um tanto quanto estranho, pois eu nunca dei muita bola pra série The Legend of Zelda como um todo. Muito tempo depois eu experimentei o Breath of the Wild e achei incrível tecnicamente falando, mas não me apeguei tanto ao mundo em si. Meu perfil de jogador não bate muito com este universo.

De qualquer forma, era a melhor das opções na minha cabeça da época. O jogo do encanador eu já tinha, Wii Party U não me chama a atenção, e Pikmin 3 eu nem sabia direito do que se tratava. Se fosse hoje eu optaria por ele, mas não discordo da escolha do Caduco daquela época.

De qualquer forma o jogo está lá no minúsculo HD do Wii U e provavelmente não será jogado tão cedo, considerando o backlog enorme que eu tenho e que ele tem muitos jogos ao meu ver mais prioritários.

Dado curioso: a maioria esmagadora das pessoas que conheço também optaram por este jogo do duende loiro chamado Zelda (eu sei, eu sei, estou zoando).


Wonderful 101 (Wii U)

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Da série: jogos que eu fiquei desesperado pra comprar porque tinha certeza que iria jogar e quando ele chegou eu não joguei.

Outro detalhe? Mais um jogo de Wii U.

Lembro de uma época, em meados de 2015, que eu não encontrava este jogo em lugar nenhum. Ou quando encontrava ele custava uma fortuna. Daí eu fiquei monitorando preço e disponibilidade feito o besta que sou e na primeira promoção que apareceu eu acabei comprando.

Wonderful 101 era um dos jogos aclamados do Wii U e eu queria muito jogá-lo. Lembro que outro que fiquei de olho foi o Captain Toad: Treasure Tracker, mas este nunca apareceu com preço aceitável. Ainda bem! Este eu comprei e joguei no Switch. Se fosse no Wii U ele provavelmente teria ficado pegando poeira no armário também.

Foi o que aconteceu com Wonderful 101. O jogo caiu naquele limbo temporal onde eu achei que o Wii U tinha lenha pra queimar na minha vida e não foi o que aconteceu. O console perdeu prioridade e ele, Super Metroid, Wind Waker HD e Resident Evil 4 ficaram aí no backlog “pra sempre”. Além de outros não mencionados no post, alguns até citados no post sobre os pecados de RPG (Pandora’s Tower, por exemplo).


Este post parece meio que “white people problems”, não? Sem querer ser ofensivo de qualquer forma, só comparando que parece que estou resmungando de barriga cheia. Garanto pra vocês, só parece mesmo. Se eu realmente tivesse nadando no dinheiro eu nem teria este blog e estaria reclamando de lanchas e outras coisas em alguma das redes sociais do momento. De novo, estou brincando, não quero parecer ofensivo.

Enfim, com isso encerro a lista e faço algumas menções honrosas que acredito que serão atendidas com o tempo.


Menções horrorosas honrosas

O Mega Drive tem alguns jogos que eu comprei e jurei que jogaria além do Pier Solar. Entre eles estão: a versão relançada de Turma da Mônica na Terra dos Monstros; Fantasia, que eu até hoje não sei explicar porque prometi a mim mesmo que terminaria diretamente no console algum dia; X-Men, que comprei por um leve trauma de infância, quando peguei emprestado e não pude jogar por causa da trava de região; e o Paprium, que também adquiri, demorei pra receber e agora não tenho ânimo pra jogar, mesmo com toda a história que envolve receber este jogo em casa, que eu prefiro não contar pra não passar nervoso.

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No PlayStation 4 eu comprei Sekiro: Shadows Die Twice em Janeiro de 2021 e está lá parado no armário até agora. Este eu ainda dei um jeito de pedir pra trazerem de fora (longa história), porque aqui no Brasil os preços estavam absurdamente altos (mais caro que lançamentos). Daí o jogo chegou numa época muito corrida onde eu estava também sem forças pra jogar algo desafiador demais. Então decidi deixar ele no backlog até ter condições de encarar este desafio. Estou bem ansioso para jogá-lo, de verdade.

E o Wii U tem mais um jogo (acreditem), o Yoshi’s Woolly World, que eu peguei lacrado numa troca porque achava que ia jogar algum dia. Pior que foi muito tempo depois da fase do limbo do console, queria que servisse de motivação para eu ligar ele de volta. Não aconteceu.

Ah, tem os RPGs da lista de outro post, né? Os três Mass Effect, Ni No Kuni, Paper Mario, Pandora’s Tower, FFXIII, FFXIII-2, Eternal Sonata e Mario & Luigi: Paper Jam.

Aliás, o FFXIII merece um destaque não dado na outra lista. Não pela qualidade do jogo, muita gente critica ele e tudo mais, eu nem vou entrar nesse mérito. O ponto é que eu comprei o jogo no mesmo dia que o PlayStation 3, lá em meados da metade de 2010. Até hoje ele só serviu para na época eu mostrar para as pessoas o quão impressionante eram os gráficos do jogo no poderosíssimo console. Faz tempo, hein?

Para o console ainda comprei outros como Resident Evil Revelations (outro que eu vivo monitorando bundle no PS4 e o meu de PS3 ainda está lacrado), Portal 2 (peguei usado numa troca), Enslaved (que também está lacrado) e Duke Nukem Forever (outro lacrado, embora talvez não seja tão pecado assim, o jogo costuma ser mal falado).

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Acho que estes são os menos críticos que valem ser mencionados. Os demais eu vou deixar pra lá, pra não aumentar ainda mais o post. O PlayStation 3 mesmo tá cheio de coisas no HD dele, muitas que vieram como brindes da PS Plus que eu assino há bastante tempo. Melhor nem listar eles.

E não, eu não vou vender nenhuma edição física dos jogos desta lista. Pelo menos não agora. Ou melhor, não enquanto não jogar. No futuro eu troco por outros que vão alimentar uma nova lista de Pecados Gamísticos com a mesma temática. Aí se tiverem interesse a gente pode conversar.

É isso, meus caros.

E vocês? Quais jogos vocês compraram e deixaram encostados no armário, gaveta ou qualquer outro lugar? Chegaram a vender jogos antes de jogar de fato?

Contem aí as histórias de vocês. Não me deixem passar vergonha sozinho.

Grande abraço a todos e nos falamos no próximo post!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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5 respostas a Pecados Gamísticos: Comprei e (AINDA) Não Joguei

  1. Pingback: Would you Like to run an Idol café? | O início da volta por cima - Arquivos do Woo

  2. aki é rock diz:

    Caraca Caduco é muito jogo kra que você deixou de jogar viu rs.Só jogo bom ai na sua lista de pecados gamísticos dentre joguei alguns.Cheguei a zerar no PlayStation 2 Devil May Cry 1 e 3 , Super Nintendo Super Metroid , Xbox 360 Final Fantasy 13 e Enslaved.
    Caduco eu tenho uma lista de jogos no celular a se jogar de ambas as plataformas que nunca tive oportunidade de jogar e olha que não é pequena mas eu te entendo viu rs.

    • Não duvido que entenda, todo mundo que ama videogames deve passar por isso daí… kkkk.
      Compra jogos, monta listas, fala que vai jogar uma centena de coisas e mal chega num percentual razoável disso! hahaha
      É muito triste… muitos jogos, pouco tempo!
      Valeu Rock e desculpe pela demora da resposta deste aqui também, esses meses foram bem corridos!

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