BIG: Brazil’s Independent Games Festival 2017

Entre os dias 24/06 e 02/07 aconteceu no Centro Cultural de São Paulo o maior evento de jogos independentes da América Latina, o Brazil’s Independent Games, ou simplesmente BIG.

Logo no segundo dia de evento eu dei uma passada por lá junto com o Marvox do MarvoxBrasil, que até já postou um texto sobre a nossa visita, mas o tio Caduco aqui pra variar está atrasado à beça nos posts e só consegui falar sobre agora, um bom tempo depois. Virou old news. Nem ligo.

O Hyper Emerson do Twosday Code também foi ao BIG e fez textos sobre suas duas visitas, segue links para o primeiro dia e para o segundo. Eu até apareci na primeira imagem do primeiro post, caso alguém queira contemplar minha beleza!

Eu já conhecia o BIG, visitei o evento em 2015, então já tinha uma ideia do que esperar dele. E de fato foi como o esperado, com algumas pequenas mudanças.

Ambas foram experiências bem bacanas, apesar de alguns pontos de atenção.
Em 2015 eu fui em um dia de semana, peguei o lugar vazio, entrei direto e pude experimentar tudo que me interessava ou assistir o pessoal jogando numa boa.

Dessa vez fui em um fim de semana e acabei pegando uma pequena fila para entrar, que mal durou 15 minutos, e meu único estresse foi aguentar a criança hiperativa atrás de mim me acertando o tempo todo simplesmente porque não conseguia ficar parado na fila.

Outros pequenos estresses como lugar cheio e ter que ficar dando passinhos para o lado o tempo todo pra desviar de pessoas passando enquanto assistia o pessoal jogando também aconteceram, mas isso era esperado. Não é uma reclamação, apenas constatação.

De reclamação só em relação aos moleques sem noção que dominaram três dos jogos, Overcooked, Ultimate Chicken Horse e Nidhogg 2. Eles estavam em vários e ficavam alternando controles apenas entre eles. As 3 ou 4 horas que fiquei dentro do evento só vi as mesmas pessoas jogando. Falta de noção das pessoas e talvez um pouco de descaso da organização, mas paciência.

Ainda assim, isso não estragou a minha experiência em particular, já que desses eu só queria mesmo era jogar Overcooked. Depois me interessei pelo Nidhogg 2, mas isso foi dias depois e eu estava discutindo videogame com amigos.

Bem, os jogos estavam rodando em notebooks que eu não sei dizer bem quem forneceu, provavelmente algum parceiro do evento, mas não eram dos próprios desenvolvedores.

Isso eu fiquei sabendo por um deles, que disse que certo efeito na tela não estava acontecendo direito porque a máquina não estava aguentando rodar. Acho que fica como ponto de atenção para os organizadores tentarem equipamentos mais parrudos para as próximas edições pra que os desenvolvedores possam mostrar seus trabalhos da melhor maneira possível. Porque do jeito que as coisas funcionam, não duvido que tenha gente que venha com aquele papinho de que brasileiro não desenvolve jogo com grande poder gráfico e quando tenta “sai essas porcarias” e outras ladainhas similares que eu costumo ler por aí.

Acho que o moço do canto esquerdo não curtiu muito sair na foto! 😦

Tenho mais um ponto de atenção, que foi a falta de controles para todos os jogos. Tá certo que nem todos eles precisam, mas alguns ali precisavam sim e fiquei sabendo que eles faziam uma espécie de rodízio desses controles entre os jogos apresentados. Vamos combinar que é sacanagem, né?

Tudo bem, essas coisas não estragam em nada o evento, que eu repito aqui que é muito bacana. Peço desculpas pelos resmungos, mas esse tipo de coisa precisa ser dita, a ideia e o evento em si são muito bacanas, são ótimas iniciativas e a culpa pode nem ser da organização, mas dos patrocinadores que podem ser poucos ou não investem o quanto ele precisava para se tornar ainda mais interessante e, consequentemente, maior.

Enfim, vou listar quais jogos estavam expostos no BIG para a galera conhecer. Para mais detalhes sobre cada um dos jogos eu vou deixar mais uma vez o link para o post do Marvox e o do segundo dia do Twosday Code, não que eu esteja com preguiça de copiar o post deles descrever tudo, só não quero deixar o texto muito grande. Ah, vou deixar também marcados os que joguei ou assisti as pessoas jogando (estes com asterisco).

64.0
A Lost Room
A Place for the Unwilling
Aaero
An Afternoon Rippling
Beat The Game
Beholder
Celeste *
Death Squared
Detention *
Distortions *
Esquadrão 51
ETHEREAL
Figment *
Four Last Things
Future Unfolding
Guns of Icarus Alliance
In Extremis *
Ishmael
Jump, Step, Step
Keen
Legend of the Skyfish
Leis Para Todos
Lucro S/A *
Milkmaid of the Milky Way
Necrosphere
NEXT JUMP: Shmup Tactics
Nidhogg 2 *
Old Man’s Journey *
Orwell
Overcooked *
Redout *
She Remembered Caterpillars
Starlit Archery Club
SUPERHOT VR
Sweet Meat
Sword Legacy: Omen *
The Deadly Tower of Monsters
The Price of Freedom
Ultimate Chicken Horse *
Underhero
Vignettes
Warlock’s Tower
Wuppo
YANKAI’S PEAK

Entre os que joguei, destaco alguns: em primeiro lugar o Esquadrão 51, que foi o jogo que votei para vencer como melhor jogo. Eu me diverti um bocado jogando ele. Trata-se de um jogo de navinha (ou shoot’em up / shmup se você preferir) com gráficos muito bem feitos e que simulam como se o jogo estivesse sendo transmitido por uma TV dos anos 50, em preto e branco, alguns chiados e aquela coisa toda.

Além do jogo muito divertido de jogar e ter um belo desafio, toda ambientação dele é muito bacana. Imaginem aviões da época versus alienígenas? E de fundo você vê todo seu esquadrão também combatendo a ameaça que vem de fora, com comunicação entre os pilotos e tudo mais. Assistam aí um trecho do jogo (com o Marvox jogando).

Gostei bastante do Legend of the Skyfish também, que é um jogo de mapa e fases com visual top down, combates e quebra-cabeças. O jogo é meio cheio de mistérios, difícil de explicar. É bem interessante.

O venezuelano Underhero eu já tinha visto através de imagens antes mesmo de chegar no evento e era o jogo que eu tinha maior expectativa, mesmo sem saber direito o que se trata. Digamos que ele é um jogo de plataforma, mas com combates estilo RPG e que você tentar desviar dos ataques, como Paper Mario ou Super Mario RPG. Ficou uma mistura deles com Wonder Boy e um pouco de Child of Light, é bem estranho dizer isso tudo, mas é por aí. Detalhe que dá para conversar/subornar os inimigos também. No mínimo é um jogo bem curioso.

Aaero foi um jogo que vi de longe as pessoas jogando e parecia totalmente sem sal. Até que eu peguei o controle em mãos e botei o fone no ouvido. Que experiência fantástica! Ele meio que mistura um jogo de nave visto por trás com jogo de ritmo / música. É pra jogar assim mesmo, de fone, no último volume.

Acho que esses são os de maior destaque que joguei.

Já sobre os assistidos eu destaco Detention, que é um jogo point-and-click de terror cheio de exploração e mistérios. Comecei assistindo o Marvox jogar até meio desanimado por não gostar muito do gênero. Porém, em poucos minutos eu já tava ali me intrometendo falando pra ele ir ali, tentar aquilo, ou falar com aquele lá, enfim, eu tava imerso no jogo. Deixamos em um ponto onde as coisas mais tretas pareciam que iam começar a acontecer e encostamos para jogar A Place for the Unwilling (que não me chamou muito a atenção, mas porque não faz meu tipo), ficava meio de lado meio de costas para o Detention. E em algum momento eu assustei com a menina que tava jogando dando um berro. Acho que tem um bom potencial este aqui, algum dia vou tentar jogar pra valer. Recomendo pra quem curte terror.

O pouco que vi de Sword Legacy: Omen me chamou a atenção. Claro, eu adoro RPGs táticos. Só que ele pareceu ser meio lento em progressão, vi em vários momentos o cara que tava jogando meio que movimentando a galera de um lado do mapa e lá longe na outra ponta o computador mexendo os oponentes. Demorou uma vida para se encontrarem. Eu precisaria jogar pra ter mais certeza disso tudo, mas o jogo tem um baita potencial pra me agradar.

Vi pouco do Distortions, que acabou vencendo como melhor jogo brasileiro e como melhor jogo no voto popular. O jogo é uma mega produção ao que me parece e ele é bem consistente e competente na proposta de misturar jogabilidade 2D e 3D, fora o sistema de combate com violino que só vendo ou jogando pra entender, eu sinceramente não sei como explicar. Mas que deu a curiosidade de jogar ele pra valer, isso deu.

Também acompanhei um pouco do In Extremis, shmup que mistura algumas ideias malucas como linguagem de programação e elementos de desenvolvimento de jogos no meio dos inimigos, entre outras coisas. É uma ideia bem maluca. Eu só não joguei porque quando vi o jogo estava com slowdown, provavelmente a máquina deu algum piripaque. Uma pena.

Basicamente foram esses. Não quis me arriscar nos de Realidade Virtual lá por dois motivos. Primeiro meu eterno problema com motion sickness, segundo que tinha até distribuição de senha para jogar, de tanta gente que queria. Aí não tive paciência, pra variar.

A conclusão é que a visita ao BIG 2017 foi muito, mas muito válida mesmo! Foi legal conhecer algumas coisas que eram novidade para mim, foi legal estar em companhia de alguém que entende e se interessa muito pelo assunto de games no geral (VALEU, MARVOX!) e foi bem bacana ver tanta gente se divertindo com jogos feitos por pessoas que sonharam, colocaram seus sonhos em prática e viram eles virando realidade em um evento dedicado.

Ainda sonho em um dia fazer parte disso mostrando um jogo desenvolvido por mim. Quem sabe quando eu deixar de ser preguiçoso e começar, né?

Obrigado a todos pela leitura, programem-se para irmos em galera no BIG 2018!

Grande abraço e até o próximo post!

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Sobre Gamer Caduco

Menino novo, com mais de 30 anos de idade, fanático por games de todas as gerações.
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2 respostas para BIG: Brazil’s Independent Games Festival 2017

  1. aki é rock disse:

    Bem interessante esse evento de games independentes feito aqui em São Paulo achei bem maneiro alguns desses vídeos ai que você comentou e postou o gameplay fiquei interessado no Esquadao 51 e no Legend of the Skyfish que me chamou bastante atenção.

  2. Ah cara…
    Como eu gostaria de poder participar desses eventos, infelizmente não moro em um lugar que possua tais eventos, tão pouco possuo tempo e $$$ para ficar viajando.
    Ainda bem que os amigos gamers que possuem blogs podem nos contar, com qualidade, o que rolam em tais eventos.

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