Maratona Sonic: SEGA Superstars Tennis (PlayStation 2 / PlayStation 3 / Xbox 360 / Wii / DS / OS X)

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Olá caríssimos leitores, como estão? Espero que bem!

Estavam com saudades da Maratona Sonic? Alguns eu aposto que sim, embora sempre tenha aquela parcela que torce o nariz para a franquia do ouriço azul mais rápido dos games.

Bem, não posso fazer muita coisa. Embora exista sim uma porção de jogos dispensáveis do mascote da SEGA e sua turma, ainda há alguns títulos que são capazes de proporcionar grande diversão.

Neste post vou falar sobre um destes jogos, embora ele não esteja diretamente ligado ao Sonic, mas sim à diversas franquias da SEGA. Ou seja, indiretamente o ouriço está aqui, junto com alguns de seus amigos.

Se tem o personagem, então entra na Maratona sim, por que não entraria? Não, eu não vou jogar nenhum Super Smash Bros., esqueçam isso. Podem me chamar do que quiserem, mas eu não vou mesmo. Não para a seção.

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SEGA Superstars Tennis é um jogo de… bem, tênis! Não, não o calçado, estou falando do esporte. Meio óbvio, não?

Ele foi lançado em Março de 2008 para PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360, Wii e DS. Não só eles, o jogo também foi lançado para Mac OS X. Olha só que loucura. Cadê o Windows que a galera bate no peito com tanto orgulho falando que tem absolutamente todos os jogos do mundo? E eu estou falando de forma oficial, pois emulação não conta aqui.

Este lançamento foi feito antes de outro jogo da empresa que me influenciou a comprá-lo tanto para o DS quanto para o PS3. Estou falando de Virtua Tennis 2009, jogo que eu estava jogando alucinadamente entre os anos de 2010 e 2012, também no console da Sony.

Inclusive foi no PS3 que eu comecei a jogatina de SEGA Superstars Tennis, e é sobre esta versão que vou começar a fazer as minhas considerações neste post.

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Comprei o jogo em 11 de Fevereiro de 2012, junto com outra cópia do próprio Virtua Tennis 2009, já que eu havia vendido a anterior (por estar jogando o Virtua Tennis 4) e acabei me arrependendo. O estranho é que eu nunca resolvi jogá-lo até então, até que resolvi fazer isso em 02 de Fevereiro de 2022. Ou seja, faltando 10 dias para completar 10 anos da compra.

Não dá para entender uma coisa dessas, né? Mas eu tenho algumas justificativas.

Na época eu estava na fúria de ficar caçando troféus, inclusive isso foi um dos motivos pra eu pegar o Virtua Tennis 2009 de novo. Tudo porque eu tinha uma preguiça enorme de tentar os mais difíceis e queria jogos mais tranquilos para ficar pegando os troféus mais de boa e com isso subir o meu nível dentro da PlayStation Network.

Hoje isso soa ridículo pra mim. Não julgando quem ainda faz nos dias atuais, apenas não combina mais com o meu perfil. Hoje em dia eu prefiro tentar os troféus de jogos que pra mim valem a pena tentar. Ou melhor, que vão me fazer viver mais um tempo precioso dentro de um jogo que estou curtindo. Em outras palavras, não caço mais somente pelo fato de serem troféus e aumentarem meu nível na rede do PlayStation, pra minha vida isso não faz mais sentido, não tenho mais esse tempo. De novo, não estou julgando ninguém que faça isso, podem baixar os escudos.

Enfim, o fato é que SEGA Superstars Tennis foi lançado em uma época em que o console da Sony ainda não tinha este sistema de troféus. Somente um de seus rivais da época tinha as famosas Conquistas. Vocês sabem, estou falando do Xbox 360, justamente quem implementou o sistema em primeiro e ajudou a popularizar o conceito. Inclusive a versão do jogo lançada para o console da Microsoft possui as tais Conquistas. Estranho não terem implementado posteriormente no PS3, mas enfim.

A ausência de troféus me desmotivou muito a tentar qualquer coisa. Lembro que botei o jogo no console, esperei carregar e fui correndo pra ver a lista de troféus, até que vi que nada apareceu. Então fui pesquisar na Internet pra ver se era bug ou se não tinha mesmo, e vi a notícia de que realmente não tinha. Meio que me arrependi da compra.

Quase dez anos depois, comemoro o fato de ter comprado o jogo e ter colocado ele na Maratona, pois foi muito divertido passar alguns dias jogando o esporte tanto da forma mais tradicional quanto em mini games inspirados por diversas franquias famosas da SEGA.

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Talvez por ter crescido jogando Mega Drive eu tenha um certo carinho por jogos de esportes de uma maneira geral. É fato que eles foram essenciais para o começo da popularização do console no mercado norte americano. Eu não gosto de todos jogos eletrônicos de esportes, mas normalmente me arrisco a jogar alguns até os dias de hoje. Talvez o fato de que eu gostava bastante de praticar alguns esportes (na vida real, quando eu ainda podia) também tenha algum tipo de influência. Não tenho aquela frescura mania de alguns jogadores que teimam em afirmar que jogos de esportes “não são videogame de verdade”. Esse negócio separatista é bem tosco, na boa. Principalmente quando é apoiado no termo “de verdade”. Uma das maiores falácias da comunidade.

Bem, em 2022 eu botei o jogo no PS3 e já saí jogando. Primeira coisa que vi foi: desenvolvido pela Sumo Digital. Era meio que esperado, pois era quem cuidava do desenvolvimento dos Virtua Tennis (desde o 2). De fato a mesma engine foi usada para criar um jogo baseado no esporte usando personagens da SEGA. Lembrando que a empresa é responsável pela distribuição não só do Superstars, mas também dos Virtua Tennis, já que ela é a dona da propriedade intelectual.

Logo me deparei com uma abertura toda “engraçadona” contando, inclusive, com sons clássicos dos jogos do Sonic de Mega Drive. Isso me deixou bastante animado.

Abriu um menu com as seguintes opções: Superstars, Match, Tournament, Games e Options.

Fui direto para as Opções, que se subdividiram em Settings e também Records. Dentro do Settings observei que a opção padrão de nível de jogo é Easy, com a opção de mudar para Normal ou Hard. Eu mantive Easy mesmo e que se dane. Ainda estou no Modo Pai. A única coisa que mudei foi o marcador de velocidade de milhas para quilômetros por hora. Milhas é o escambau!

Ainda lá vi algo estranho: os controles apontam para o uso apenas de dois botões, X e Quadrado. Isso mesmo, durante as partidas, o Bolinha e Triângulo não servem para nada. Estranho é que nos Virtua Tennis os tipos de raquetada diferentes são feitos com botões diferentes, usando todos os quatro. Achei esquisito, mas relevei. Talvez quisessem simplificar um pouco as coisas.

Embora dentro do jogo mesmo, na minha opinião, ao invés de simplificar acabou complicando ainda mais, já que temos que fazer uma combinação dos botões para bater de uma forma diferente ou outra (Quadrado e depois X; ou X e depois Quadrado). Claro, também é possível batermos apenas com um botão ou o outro, mas aí o jogo fica mais chato, né? Fica parecendo aquele jogo de comadre nas partidas de tênis de mesa praticadas por quem não sabe jogar (tipo eu). Só soube desses comandos diferentes depois de ler o manual do jogo (que é bem bacana, por sinal).

Outro detalhe importante sobre os controles e que eu também só descobri depois de ler o manual é que a força da raquetada é determinada pela posição do tenista em relação à bola. Antes disso eu ficava segurando o botão loucamente achando que ficava mais forte. Ler o manual é importante, meus caros. Ou era, na época em que eles ainda existiam.

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Bem, fui direto para a primeira opção de menu, que era a Superstars. Na verdade, é Planet Superstars, nome que só é mostrado depois que entramos nele. Este modo abre uma tela com diversas coisas em aberto e outras bloqueadas, sendo que cada uma destas coisas é referente a uma franquia. Eu não tive dúvidas, de cara fui para Sonic the Hedgehog. Dava pra ser diferente? Claro que não!

O modo abre missões relacionadas à franquia escolhida. Alguns são desafios do esporte em si, como partidas únicas ou mesmo torneios, ambos tanto para um jogador como em duplas. Outros são desafios especiais inspirados pela franquia que as vezes até se destoam do esporte.

Vou pegar o Sonic como exemplo. Existem alguns desafios que são para ficarmos coletando argolas na quadra conforme elas vão aparecendo, enquanto desviamos de algumas bolas de espinhos ou energia que são disparadas por robôs que estão do outro lado da quadra. Você tem um certo tempo pra coletar e precisa coletar uma certa quantidade, dependendo da missão com alguns desafios extras, como coletar numa ordem específica.

As partidas de tênis tradicionais, dentro da área do Sonic, são disputadas na quadra inspirada nas fases de florestas tropicais da franquia (como a Green Hill Zone). Na introdução toca Live and Learn, música bem conhecida da franquia (abertura de Sonic Adventure 2). De repente começa a tocar a música de Seaside Hill (de Sonic Heroes) durante a partida. E esta música pode ser trocada por outras que podem ser desbloqueadas dentro do mesmo Planet Superstars ao realizarmos missões. Do Sonic, por exemplo, temos a música da Ocean Palace (também de Sonic Heroes) e até mesmo da Green Hill Zone (a original do Sonic 1 mesmo, não é nenhum remix).

Estes desafios diferentões e partidas (únicas e torneios) se repetem para cada franquia que é relacionada ao jogo. Além de Sonic the Hedgehog, temos neste jogo as seguintes franquias: Golden Axe, Space Channel 5, Curien Mansion (de House of the Dead), Samba de Amigo, Jet Set Radio e Super Monkey Ball. Estas são as opções que já chegam desbloqueadas. Juntam-se à elas as bloqueadas: Puyo Pop Fever, Nights into Dreams, Virtua Squad (de Virtua Cop), OutRun, Space Harrier, ChuChu Rocket, After Burner e, olha que bacana, Alex Kidd! Sim, Alex Kidd! Quem diria, a SEGA se lembrou do velho mascote!

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Os personagens jogáveis fazem parte de todas estas franquias. Da série do ouriço azul temos o próprio Sonic, além de Tails, Amy Rose, Shadow e Dr. Eggman. Das demais estão presentes Nights, Reala, Ulala, Pudding, MeeMee, Amigo, Beat, Gum, Gilius Thunderhead, e, claro, o próprio Alex Kidd. Que da hora! Podemos escolher o velho mascote para tentar uma revanche contra o atual. Mas não, eu não fiz isso. Em todos, absolutamente todos os jogos eu sempre escolhi o próprio ouriço. A Maratona é dele, não do herói de Radaxxian.

Durante as partidas de tênis é possível usarmos uma transformação que garante movimentos especiais temporários aos personagens. Ela é chamada de Superstar State. Por exemplo, o Sonic usa o poder das Chaos Emeralds pra se transformar no Super Sonic, e ele passa a mandar bolinhas com um efeito bem pesado para enganar os adversários. Cada personagem tem o seu estado Superstar, mas como a Maratona aqui é do Sonic, então vou falar somente da dele.

Outra coisa que aprendi com o manual do jogo é que tem uma estrela embaixo do personagem (e eu nem tinha reparado, a princípio) que, quando cheia, permite que o personagem entre neste Superstar State.

Leiam o manual, meus caros! É importante! Tanto é que eu peguei algumas informações bacanas sobre o próprio modo Planet Superstars, como o fato de ter mais de 100 desafios nos famosos mundos da SEGA e que o modo desbloqueia muita coisa no jogo, como músicas, personagens, quadras, jogos e outros tipos de conteúdo. Praticamente tudo que realmente interessa.

As missões fazem com que o jogo se torne muito divertido, tiram qualquer tipo de monotonia que pudesse surgir em um jogo que fosse totalmente focado em partidas de tênis. Elas são muito criativas de uma maneira geral, e algumas franquias capricharam nos modos, transformando eles em um jogo totalmente diferente do padrão. Algumas franquias passam a sensação que você trocou de jogo, na minha humilde opinião as que mais se destacam são Super Monkey Ball, Virtua Squad e ChuChu Rocket.

Aliás, ChuChu Rocket é uma franquia que eu tive zero contato até então, eu não fazia ideia do que se tratava e enrolei pra começar dentro do jogo de tênis. Quando joguei fiquei tão animado que comecei a procurar vídeos sobre o jogo original e já coloquei o jogo no meu backlog pra brincar um pouco com ele no Dreamcast assim que possível. Parece divertido demais. As missões relacionadas ao jogo no Planet Superstars eu posso afirmar que são muito divertidas, com toda certeza.

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Sei que eu fiquei com a sensação de que passei mais tempo executando os mini games do que jogando partidas do esporte dentro do modo. O legal é que os mini games de algumas franquias simplesmente transformam o jogo, deixam ele muito diferente de tênis de uma forma geral. Até outros esportes são lembrados, como uma espécie de sinuca que acontece durante um dos mini games de Super Monkey Ball. Lembro que Virtua Tennis tinha uns mini games parecidos, inclusive um de sinuca também. Se não me falha a memória.

Dando alguns outros exemplos sobre os mini games fortemente inspirados pelas franquias posso citar o Puyo Pop Fever, onde acertar a bolinha em Puyos faz com que um bloco daquela cor seja removido da tela. Ou mesmo as fases inspiradas em House of the Dead em que atiramos bolinhas com a raquete em zumbis, com direito inclusive a power ups. Algo muito similar são os mini games de Virtua Squad, onde vira praticamente um jogo de tiro como os da franquia referenciada. Ou Space Harrier, que também vira quase o jogo em questão com tiros efetuados pela raquete do personagem escolhido nos inimigos mais que clássicos da franquia. Apesar que um dos mini games dele é de ficar desviando de coisas vindo na direção do personagem, vira quase um jogo estilo Enduro (do Atari 2600).

Praticamente todos eles são extremamente divertidos e funcionam muito bem para quem é fã dos jogos e mesmo para quem não os conhece, apesar que vai acabar não pegando algumas referências. De repente esses mini games podem servir de porta de entrada para estas franquias, muito provavelmente vai acabar despertando a curiosidade do jogador. Tipo aconteceu comigo em relação ao ChuChu Rocket. Achei ele o mais divertido de todos. Preciso jogar o original, definitivamente.

Tem outras pequenas referências, como as músicas de entrada de fase e encerramento que também são inspiradas em cada uma das séries relacionadas. Ou o HUD do jogo (com placares, pontuações, número de tentativas/vidas, etc), que sempre tem a ver com a marca em questão. É tudo muito caprichado.

As quadras são inspiradas pelas franquias já mencionadas, mas nem todas elas possuem quadras temáticas. Algumas franquias dentro do Planet Superstars pegam emprestado quadras de outras para realizar os jogos. Normalmente são as que também não possuem mini games específicos. Dois bons exemplos são Golden Axe e Alex Kidd. Em ambos os casos dentro do modo são passadas apenas missões com partidas únicas e/ou torneios que no fim das contas servem para desbloquearmos os personagens destes jogos (Gilius Thunderhead e o próprio Alex Kidd). Isso pra mim foi um pecado, adoraria ver uma quadra inspirada por Miracle World. Mas entendo.

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Acho que fica evidente que o modo Planet Superstars é um amontoado de mini games, algo que muitos podem ver como um jogo para ficar passando o tempo. Talvez seja isso mesmo. Só que são mini games legais pra caramba, então vale a pena investir um tempo se vocês quiserem jogar de uma forma mais descompromissada. As ideias são tão diferentes que deixa a impressão forte de que o jogo no geral é muito criativo e faz de tudo pra ficar o menos repetitivo possível. Pro bem e pro mal, já que dá pra ficar entretido com várias coisas diferentes, mas ao mesmo tempo dá uma sensação de vazio quando você gosta muito de uma das variações dos mini games e ela não tem outros níveis ou alternativas parecidas. Só jogando a mesma missão novamente.

Pra quem tava em casa de férias com Covid foi ótimo. Ainda mais jogando no Easy pensando somente em relaxar, e não em grandes desafios. Pois é, eu também tenho essas fases. Todo mundo tem.

Jogar no Easy acelerou muito as coisas para que eu finalizasse todo Planet Superstars com poucas repetições. Mesmo assim, algo que me deixou um pouco incomodado é que mesmo no nível mais fácil o computador sabe onde o jogador vai jogar a bolinha e corre antes do seu personagem encostar na bola. Tudo bem, se fosse mais fácil que isso o jogo ficaria muito monótono, mas fico imaginando como deve ser jogar no Hard. E só imaginando mesmo, por ora não vejo motivos pra tentar isso. Pra Maratona não aconteceu, lidem com isso.

Ajudou também a conseguir pontuações altas. As pontuações ficam gravadas para cada missão, normalmente traduzidas por um rankeamento. Pois é, acharam que a SEGA deixaria os infames rankeamentos de fora aqui? Claro que não! E estes rankeamentos podem chegar até AAA, sendo que basicamente todas as vitórias garantem pelo menos um A. Se falhar, vai aparecer uma nota inferior a esta. Meio esquisito, já que nestes casos não importa muito, não? Se tudo é falha, por que importaria? SEGA e suas maluquices.

De qualquer forma, digo para vocês não se preocuparem. É bem tranquilo conseguir passar as missões de forma geral. Uma ou outra vai te dar algum tipo de problema e vai te fazer repetir. É coisa de pegar o jeito da missão em si, se aprimorar e passar. Aliás, poucas as missões que você vai precisar repetir vez ou outra. Pelo menos no Easy.

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A única coisa que o manual não me contou é que para ver os créditos do jogo é necessário vencer no modo Tournament (Torneio), e não no Planet Superstars. Aí fui correndo pra lá depois de ficar sabendo durante pesquisas nas “interwebs da vida“.

São basicamente cinco fases em cada torneio, cada uma dentro de uma quadra específica (cada quadra pertence à uma franquia diferente). Se você vencer todas com pelo menos Rank AA, você joga uma partida especial (Special Match) contra o Dr. Eggman. Se vencer, poderá ver a tela de créditos e dizer que terminou o jogo.

Esse lance do Rank AA eu só soube em pesquisas, pois consegui isso de primeira. Claro, além de estar no Easy, passei horas jogando o Planet Superstars e pegando alguns macetes de como derrotar os oponentes sem tomar muitos pontos. Suficiente pra conseguir pelo menos AA sem grandes problemas.

Passando rapidamente pelos outros modos, o Games é basicamente “um conjunto de oito jogos para o jogador escolher inspirados em famosas franquias da SEGA”. Daquela lista mesmo, só estou repetindo as palavras do manual. Entrei pra ver e, bem, é basicamente uma competição pra ver quem faz a maior pontuação em mini games das franquias que jogamos durante o Planet Superstars. Inclusive jogando eles naquele modo é que desbloqueia cada um neste. Ou seja, pra mim não fazia o menor sentido parar para jogar também. Pelo menos até o momento só eu jogo aqui em casa, com quem vou competir pelos high scores?

Online? Nem quero saber. Aliás, em 2022 é bem capaz que isso nem funcione mais. Se for baseado em servidor, o deste jogo já deve ter caído faz tempo. Se for baseado em conexão de usuário com usuário, muito provavelmente ninguém está buscando partidas neste mesmo ano citado. Então vou pular esta parte. Lembrando a todos que os posts da Maratona Sonic não são reviews e que vocês nunca devem esperar que eu vá cobrir tudo que os jogos possuem.

A parte de Records dentro de Opções foi legal de conferir, pois ela te dá um percentual de quanto foi completado em cada parte do jogo. Além de dados estatísticos pra quem gosta. Eu gosto, então fiquei um tempinho ali vendo meus dados depois de terminar o Planet Superstars e o Tournament.

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Dados da minha jogatina

Meus caros, não tem muito mais o que falar sobre um jogo de Tênis, então vou falar de coisas sobre o jogo que podem parecer aleatórias para você leitor, mas que na minha cabeça descabelada eu juro que fazem sentido.

Primeiro o lance de salvar jogo. Gente, como esse troço demora sempre que resolve salvar. Fora que o jogo é verboso, fica mostrando janelinha toda hora avisando que vai salvar, depois some e mostra outra dizendo que salvou. E fica esperando você confirmar com o X. Imaginem que ele resolve salvar cada vez que você joga uma missão do Planet Superstars. Multiplica por mais de 100 vezes entre a demora pra salvar e mais o X pra apertar. Se bem que essa reclamação é um lance do Caduco de 2022, acostumado a jogos que também saem salvando em todo momento, mas que só mostram um ícone. Com aquele alerta chato no começo do jogo falando pra nunca desligar o sistema durante a apresentação do tal ícone. Fiquei mal acostumado.

Aliás, terminar missões também é verboso às vezes. Logo após o jogo pergunta se você tem certeza se quer sair daquela missão que você já concluiu, e muito provavelmente não tem interesse em jogar de novo. Sabem o que é pior? O cursor vem no “não” como padrão. Tem que lembrar de apertar pro lado e escolher “sim”. Será que eram coisas comuns da época e eu não me lembro? De qualquer forma, não tem como não se incomodar com essas bobeiras. Usabilidade é importante em software, a vida profissional me ensinou isso, me tornou chato. Então peço paciência por esses resmungos, meus caros.

Outra coisa que eu achei bem estranha é que os modelos de personagens são carregados e exibidos durante a tela de loading, que normalmente mostra lá “Personagem X vs Personagem Y”, mas enquanto eles não são carregados aparece algo como “Personagem X vs LOADING”. De princípio causa uma estranheza, depois passa a ficar engraçado e, por fim, chega uma hora você já nem liga mais.

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Versus QUEM?

Se o jogo acerta em mostrar os percentuais no modo Records, ele erra feio em não mostrar em nenhum lugar dentro do próprio Planet Superstars quanto falta pra concluir todas missões de cada uma das franquias. Nem mesmo um percentual geral é mostrado, você só consegue essas informações no menu Records. Para usabilidade é algo ruim. E aí vem a minha chatice de novo. Paciência, meus caros, paciência.

Tudo isso que resmunguei acima não estragam em nada a experiência no geral. Nada mesmo. Mas, vocês sabem, eu sou um velho chato, adoro resmungar. E agora que desabafei, afirmo sem nenhuma ressalva que o jogo é ótimo e recomendo sim que experimentem. Pelo menos na versão de PlayStation 3, a que foi abordada até agora.

É importante dizer que não joguei apenas ela, mas a de DS também. Vou tentar dar uma resumida no que encontrei de diferente entre as versões.

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Primeiro um dado para o Caduco do futuro, que pode ser interessante para alguns leitores. Comprei a versão portátil do jogo em 02 de Maio de 2013. Praticamente não encostei nesta versão também desde então. Tanto que comprei ele usado e ainda tinha dados do antigo dono, tive que sair excluindo coisas pra começar a jogar do zero.

Algumas “perfumarias” são diferentes, como o logo da SEGA (com o Sonic passando na frente e ficando com uma bolinha de tênis) ou então o menu que conta com opções diferentes (Quick Play, Single Player e Multiplayer). A quantidade de estrelas que representa a força do saque é diferente também (três versus cinco), além de algumas mensagens durante a jogatina, como a mudança de game dentro da partida onde é mostrado “Change Court” na versão de mesa e “Change Position” na versão de portátil.

Tem algumas pequenas diferenças de jogabilidade também, como a sensibilidade dos comandos e o fato do personagem não se manter na mesma posição de saque anterior, como acontece na versão de PS3. Fora que parece que no DS é mais fácil errar algumas jogadas e atirar a bolinha fora da quadra.

Além disso, os gráficos não possuem o mesmo nível de detalhe, mas isso é algo óbvio e esperado. Ah, outra coisa é o fato de que nesta versão o jogo tem duas telas, né? A de baixo costuma mostrar o placar.

Fora tudo isso ainda tem outros detalhes como loading mais rápido (outra coisa óbvia) e o jogo não ficar travando toda hora no menu porque está salvando o progresso. No DS a coisa é mais dinâmica. Ainda bem.

No mais, a essência do game é praticamente a mesma. Até tem uma opção para trocar os comandos de botões para tela de toque, mas eu não tive coragem de experimentar isso. Fiquei contente com os comandos, digamos, mais convencionais.

Um detalhe importante é a ausência do modo Planet Superstars. Quer dizer, ele não existe explicitamente, mas a versão também tem o modo Games e ela é subdividida entre Missions e Score Attack. O Score Attack é o Games tradicional do PS3, enquanto o Missions representa o Planet Superstars. Inclusive passar as missões faz com que as coisas do jogo sejam desbloqueadas também.

O curioso é que no modo Mission não existem missões de partidas ou torneios, apenas os mini games mesmo. Por isso nem todas as franquias aparecem neste menu, como acontece na versão mais poderosa do jogo.

13-SEGA-Superstars-Tennis_-_DS-Gameplay

Nas duas versões o jogo é bem gostoso de jogar. No DS o jogo tem aquela cara de game de portátil pra passar o tempo, também passa a impressão de algo para ser jogado de forma descompromissada.

Acabei não jogando todas missões e desbloqueando tudo como no PS3. Vou deixar isso pro futuro, quando puder ir para os lugares carregando o portátil. Será que este dia vai chegar? Tomara que sim. Essa pandemia não acaba nunca.

Poderia testar as versões de Wii e PS2? Poderia sim, mas não quis. Para a Maratona, acredito que esteja de bom tamanho dar uma olhada numa das versões principais e mais na versão portátil que provavelmente é a mais diferente.

Vou fazer uma conclusão do jogo como um todo, considerando aí as duas versões.

Como falei anteriormente, a presença das missões torna o jogo muito criativo e divertido. Não entendo como ele não fez pelo menos um mínimo sucesso.

Pode ser que seja eu também, né? Ser fã de tanta coisa que a SEGA lançou me torna suspeito demais pra falar essas coisas. Mas poxa, além dos mini games que já mencionei, como não amar poder jogar em uma quadra inspirada pela praia que tem do lado da pista do OutRun? Ainda mais com remixes maravilhosos das clássicas músicas do jogo pra escolher? E com pessoas que reagem ao serem atingidas pela bolinha ou algo assim?

Ou então com a outra quadra que fica dentro do porta aviões do After Burner, com sombra de avião passando e o escambau. E os caras da aeronáutica ali assistindo. Como que faz para não amar? Só essas pequenas coisas já me alegraram o bastante, ainda mais dentro de um jogo que é bastante competente em mecânicas, mini games divertidos e tudo mais.

14-SEGA-Superstars-Tennis_-_OutRun-AfterBurner

O jogo teve análises com resultados mistos, tudo dependendo da plataforma e do especialista da mídia. As notas médias ficaram entre 60% e 75% do valor total. Naquele agregador de notas lá que eu desprezo, a versão com melhor nota média é a do Wii (71%), seguida por PS2 (70%), depois X360 e PS3 (67%) e, por fim, DS (65%).

Legal, joguei as piores versões, segundo a mídia especializada. Nem ligo. Entretanto, isso me faz pensar que talvez seja interessante um dia tentar conhecer as outras duas versões. Se isso vai aparecer na Maratona Sonic ou não é outro papo.

Alguns críticos reclamaram da falta de alguns detalhes no gráfico (acho que estavam procurando pulga pra se coçar, na boa) e também da falta de suporte melhor para jogatinas online (entendo, mas não faz falta pra mim, então ignoro). Tiveram outras coisas, mas eu me recuso a mencionar e comentar.

Entre as críticas positivas estão o gameplay agradável, a jogabilidade multiplayer e principalmente todo “fan service” envolvido nele.

É, definitivamente é jogo quase que obrigatório pra quem é fã da SEGA, na boa. Por muitas vezes fiquei me questionando como não joguei ele antes. Que o Caduco do passado peça perdão pelo vacilo. Ainda mais que foram só quatro horinhas de jogatina na versão do PS3. Super curtinho. E com direito a tela de créditos. Só alegria!

Sei que ele me deu nostalgia enorme não só destes jogos, mas também da época em que jogava tanto o Virtua Tennis 2009 quanto o 4, seu sucessor. Saudades mesmo dessa época. Foi bem no comecinho do blog, eu estava totalmente entusiasmado com jogos de novo, cheio de vitalidade e com muito mais tempo disponível quando comparado aos dias de hoje. Tempo bom que não volta mais. Não que eu esteja reclamando do atual, já que os dias de hoje também possuem um certo charme. É só a saudade mesmo.

Enfim, é isso, meus caros.

E vocês, já jogaram SEGA Superstars Tennis? Quais versões? O que acharam? Contem aí nos comentários!

Eu vou ficando por aqui. Como sempre agradecendo pela leitura!

Abraços a todos e até o próximo post!

15-SEGA-Superstars-Tennis_-_Thanks-for-Playing

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
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6 respostas a Maratona Sonic: SEGA Superstars Tennis (PlayStation 2 / PlayStation 3 / Xbox 360 / Wii / DS / OS X)

  1. Thiago Lopes Rodrigues diz:

    Outro jogo do azulão “não plataforma” que deixei passar, pela sua análise, pretendo ir atrás.

  2. Não vai jogar Smash mas jogue, sei lá, um dos Puyo Puyos recentes que tem o Sonic lol

    Nunca joguei o Sega Superstars Tennis, mas é bom ler que ele tem jogabilidade competente e que há um modo que aplica diversos minigames ao esporte. Só não entendi porque a zona de The House of the Dead é a única cujo nome é o local e não o título do jogo.

    E sim, vá jogar Chu Chu Rocket que é bão. Mesmo no GBA era um excelente jogo com muitos puzzles e que funcionava no multiplayer com um só cartucho.

    • Puyo Puyo Tetris 2? Tá no meu backlog desde que joguei o 1 e quando soube que colocaram o Sonic como DLC! kkkkkk
      Sei lá o motivo do nome do House of the Dead, sinceramente não encontrei nada que justificasse.
      E vou jogar sim Chu Chu Rocket, nem sabia que tinha pra GBA… vou dar chance pra ele também!
      Valeu Hyper Emerson!

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