Meme Gamer: O Que Você Jogou em 2020? #oqvj2020

Olá meus caros, como estão? Como passaram o período de festas?

Primeiro de tudo, feliz 2021 para todos vocês. Aliás, para todo o planeta. Depois desse 2020 que não foi fácil para ninguém, tudo que eu desejo é que a vida seja diferente de jogos tradicionais e que 2021 não seja a próxima fase. Muito menos o chefão de 2020! Senão imaginem só como será este ano que mal começou e já está todo bagunçado.

Analogias toscas entre vida e videogames a parte, chegou o momento do post mais legal do ano. O do Meme Gamer, que eu faço questão de participar desde que a iniciativa surgiu em 2011. Para quem não conhece, este é a postagem anual onde contamos o que jogamos ao longo do ano que se encerrou.

Sempre friso aqui que curto muito não só participar com um texto meu, mas saber tudo o que a galera de outros blogs, sites e canais que estão participando também jogaram e poder curtir as publicações deles, as opiniões e de repente pescar umas dicas do que jogar nos próximos anos.

No final deste artigo coloquei a lista de pessoas que participaram da brincadeira. Ela é constantemente atualizada conforme os demais participantes vão colocando no ar suas publicações, então fiquem de olho.

Mais uma vez agradeço ao Marvox Brasil por centralizar as informações de quem teve interesse em participar e compartilhar links dos demais participantes. Esta organização toda torna a brincadeira bem mais interessante, fica mais fácil de saber quem visitar e também ajuda na divulgação deste espaço aqui.

Sobre a minha lista, 2020 tinha tudo para ser um ano cheio de jogos, ainda mais por conta da pandemia. Estar trabalhando de casa deveria ter facilitado as coisas. Engraçado que o que ocorreu foi o efeito contrário, muito por causa da pós graduação que fiz ao longo do ano. Algo que, diga-se de passagem, foi legal pra caramba. Só que reduziu drasticamente o tempo que eu utilizaria para jogar, com uma carga alta de aulas e trabalhos. Não reclamo, estudar é bom demais. Apenas estou contando como foi o ano, tentando fazer em dois parágrafos antes de sair debulhando os jogos. Bem, vocês vão perceber que a lista ficou menor que a dos últimos dois ou três anos. Felizmente não ficou pequena, ainda consegui aproveitar um bocado do pouco tempo livre que sobrou, especialmente no fim do ano.

Outra coisa que também influenciou o tamanho da lista menor foi o fato de não utilizar transporte público ao longo do ano, por incrível que pareça. Ficar em movimento dentro do metrô fazia com que eu sempre tirasse o PSP do bolso para jogar alguns jogos retrô que estão no meu backlog infinito. O fato de ter ficado em Home Office quase o ano todo foi excelente, mas fez com que eu “perdesse” este tempo de comutação. O que é até engraçado de falar, já que jogar no metrô era justamente uma forma de aproveitar um tempo que normalmente é perdido. A tal da pandemia definitivamente mudou muito a rotina de muita gente. Bem, não quero entrar muito no detalhe por se tratar de um assunto bastante sério e delicado.

Enfim, chega de delongas, vamos à lista de 2020 do Gamer Caduco.


Lista de links caso queira navegar diretamente para o jogo do seu interesse:

Shovel Knight: King of Cards (Switch)
Shovel Knight: Showdown (Switch)
Sonic Advance (Game Boy Advance)
The Witcher III: The Wild Hunt [DLC: Heart of Stone] (PlayStation 4)
Sonic Advance 2 (Game Boy Advance)
Sonic Pinball Party (Game Boy Advance)
Sonic: Battle (Game Boy Advance)
The Witcher III: The Wild Hunt [DLC: Blood and Wine] (PlayStation 4)
Celeste (Switch)
Overcooked (PlayStation 4)
Dr. Mario (NES)
Super Mario Maker 2 (Switch)
Zero Wing (Mega Drive)
FIFA 20 (PlayStation 4)
Oniken (Switch)
SEGA Genesis Classics (PlayStation 4)
Mario Kart Tour (Android)
Shining Force (Mega Drive)
Erica (PlayStation 4)
Sonic Heroes (Game Cube)
Sonic Advance 3 (Game Boy Advance)
Uchu Mega Fight (PC – Indie – Pico 8)
PAC-MAN Championship Edition 2 (PlayStation 4)
Game Dev Tycoon (Android)
Mega Man Legacy Collection (PlayStation 4)
Dandara: Trials of Fear Edition (PlayStation 4)
Decap Attack (Mega Drive)
Shadow the Hedgehog (Game Cube)
Mega Man: The Wily Wars (Mega Drive)
Odallus: The Dark Call (Switch)
Nier Automata (PlayStation 4)
Dead Cells (Switch)
Neon Drive (PC)
One Finger Death Punch (PC)
Streets of Rage 4 (Switch)
Sonic Riders (Game Cube)


Shovel Knight: King of Cards (Switch)

Gênero: Plataforma 2D
O que é: A última DLC prometida para o incrível Shovel Knight, resultado do sucesso no financiamento coletivo.
Plataformas disponíveis: Switch, Wii U, 3DS, Xbox One, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation 4, PS Vita, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Janeiro

Não adianta. Entra ano, sai ano, eu continuo jogando pelo menos uma vez Shovel Knight. Pode não ser o melhor jogo independente já lançado na opinião da maioria, mas é o meu favorito. Por mais que eu tenha jogado outros que também são incríveis tanto antes quanto depois dele, nenhum outro consegue me conquistar tanto quanto, o jogo é carismático demais e tem uma trilha sonora fantástica. Em 2020 pude finalmente conhecer a última DLC prometida para o jogo, algo que é resultado do grande sucesso da campanha de financiamento coletivo que bateu diversas metas. King of Cards conta a história do King Knight, um dos “vilões” do jogo. Ela é gratuita pra quem comprou o jogo durante o financiamento e para quem comprou (ou quem comprar) a versão completa do jogo, o que contempla quem fez a compra antes deles fazerem toda a separação por episódios. O formato em King of Cards é diferente dos demais, sendo as fases muito mais voltadas para plataforma do que ação, em trechos mais curtos. Mesmo assim, não é nem mais e nem menos interessante do que as demais campanhas do jogo, apenas diferente. Eu achei sensacional, curti muito o mapa diferenciado e as passagens secretas, curti até o jogo de cartas que foi lançado junto e que faz parte da aventura, o Joust. E olha que eu normalmente torço o nariz pra este tipo de coisa. Fica um tanto óbvio e esperado que eu recomende o jogo a todos, porém acredito que quem ainda não jogou Shovel Knight deve começar conhecendo as outras campanhas antes, pra entender melhor a história como um todo. Vale demais a pena. Tem review aqui no blog se quiserem mais informações. Fica aqui apenas a dúvida se vou jogar o jogo do cavaleiro da pá em 2021. Provavelmente sim, ainda não fiz a side quest dos Battletoads no PC/Xone e nem a do Kratos no PS3/4/Vita. Então fica aí a desculpa pra eu poder jogar de novo na vida mais algumas vezes.

Shovel Knight: Showdown (Switch)

Gênero: Luta 2D em Arena (“tipo Super Smash Bros.”)
O que é: Mais uma DLC do Shovel Knight, que também funciona como jogo separado. Uma espécie de Super Smash Bros. com os personagens do jogo original e uma série de desafios que ocorrem em paralelo com as lutas.
Plataformas disponíveis: Switch, Wii U, 3DS, Xbox One, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation 4, PS Vita, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: De Janeiro até Fevereiro

Junto com King of Cards também foi lançado Showdown, que é praticamente o Super Smash Bros. envolvendo os personagens de Shovel Knight. Ele possui campanha solo, que traz uma série de desafios como se fosse um Modo Arcade do jogo, onde temos que vencer cada um deles baseado no que é descrito no começo da batalha, como coletar joias, sobrevivência, entre outros. Tem até desafios que não são exatamente lutas contra outros personagens, mas não vou estragar a surpresa. Na minha humilde opinião o jogo é divertido sim, mas não é o tipo de jogo que me prende. Sendo assim, cansei dele meio que rapidamente. Joguei durante duas ou três semanas, fiz alguns finais e logo larguei. O jogo funciona de forma independente, ou seja, dá para você comprar ele somente (e não as demais campanhas de Shovel Knight) pra jogar se você curtir este tipo de jogo. Quem adquiriu completo ou durante a campanha de financiamento coletivo pode pegar o jogo de graça. Enfim, se este tipo de jogo não for sua praia, pode deixar passar batido. Eu sinceramente não sei se recomendo, prefiro continuar recomendando a campanha principal de Shovel Knight e as demais DLCs. Elas sim são sensacionais e imperdíveis.

Sonic Advance (Game Boy Advance)

Gênero: Plataforma 2D
O que é: Primeiro jogo de uma trilogia sensacional do ouriço lançada para o portátil da Nintendo. Jogo muito próximo dos lançados para plataformas de 8 e 16 Bits.
Plataformas disponíveis: Game Boy Advance, N-Gage, Android (Japão), Wii U (Japão).
Jogado quando: De Janeiro até Fevereiro

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

The Witcher III: The Wild Hunt [DLC: Heart of Stone] (PlayStation 4)

Gênero: Action RPG
O que é: Uma das DLCs de The Witcher III, com uma história bem completa e mais algumas side quests para aumentar o tempo dentro do fantástico universo da saga.
Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows).
Jogado quando: De Dezembro/2019 até Janeiro/2020

Primeira DLC lançada para The Witcher III, que promete pelo menos mais 10 horas de jogo e começa quando o bruxo encontra o misterioso Homem de Vidro para negociar um contrato. Em 2017 eu havia jogado a campanha principal do jogo e no post do Meme Gamer disse que jogaria as DLCs em 2018, no momento em que sentisse saudades. Bem, saudade bateu somente dois anos depois, então resolvi tirar o Complete Edition do armário e comecei pela primeira DLC lançada para o jogo por pura coincidência (não sabia a ordem de lançamento das DLCs até escrever este post). Eu devo ter ficado mais ou menos umas 10 horas jogando mesmo, o que pra mim é tempo suficiente pra considerar como se fosse um jogo inteiro. A história é sensacional, não vou entrar no detalhe pra evitar spoilers, mas ela é bem completa e eu curti cada reviravolta (lembrando que The Witcher é cheio delas). Não é uma DLC exatamente fácil, ou então fui eu que demorei pra pegar o jeito do jogo de novo, acabei morrendo bastante no começo. No final demorei um pouco pra entender o quebra-cabeças da última parte da expansão, o que deixou tudo ainda mais divertido. O desfecho é sensacional. Mesmo tendo jogado há praticamente um ano e tendo a memória ruim, tudo foi tão marcante que consigo me lembrar de alguns detalhes ainda e dá até uma vontade de vivenciar de novo. Se não fosse meu backlog gigantesco, faria isso. Quem jogou The Witcher III, curtiu e tem saudades do jogo, fica aí uma boa dica! Quem não jogou, experimente que vale a pena.

Sonic Advance 2 (Game Boy Advance)

Gênero: Plataforma 2D
O que é: Segundo jogo da fantástica trilogia do ouriço no GBA. Este muito mais voltado à correria desenfreada e mais algumas novidades.
Plataformas disponíveis: Game Boy Advance, Wii U (Japão).
Jogado quando: De Fevereiro até Março

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

Sonic Pinball Party (Game Boy Advance)

Gênero: Pinball
O que é: O primeiro jogo de pinball do ouriço que presta de verdade. O que veio antes eu dispenso.
Plataformas disponíveis: Game Boy Advance.
Jogado quando: Março

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

Sonic: Battle (Game Boy Advance)

Gênero: Luta 2D em Arena (com eixo Z)
O que é: Spin-Off de luta da franquia Sonic the Hedgehog que apresenta um novo personagem, em um estilo de jogo um tanto quanto diferente.
Plataformas disponíveis: Game Boy Advance.
Jogado quando: Março

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

The Witcher III: The Wild Hunt [DLC: Blood and Wine] (PlayStation 4)

Gênero: Action RPG
O que é: A outra DLC de The Witcher III, em uma nova região com uma história bem bacana e várias side quests interessantes.
Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows).
Jogado quando: Início em Janeiro, retomada em Março até Abril

A segunda expansão lançada para The Witcher III é ainda mais completa que a Hearts of Stone. Blood and Wine traz uma região totalmente nova (Toussant) e junto com ela um monte de missões principais e secundárias, o que dá aí brincando mais umas 30 horas de jogo (pelo menos foi o que a CD Projekt Red prometeu no anúncio). Toussant é uma terra não contaminada pela guerra e as pessoas são muito mais festivas, o que traz um clima bem diferente para o jogo. Mesmo assim, o bruxo vai para lá para atender mais um contrato, tentando desvendar mortes misteriosas e uma suposta besta que está aterrorizando o reinado. Eu cheguei a começar a jogar a expansão logo após terminar a primeira, mas larguei e voltei um mês e meio depois, por questões pessoais que me deixaram meio que sem tempo e sem acesso ao PS4. Quando retornei, joguei bastante empolgado, totalmente envolvido com a história que de fato é fantástica, tão incrível quanto a outra DLC. Lembro que a história começa muito parecida com as de RPGs de mesa, então logo de cara eu já fiquei bastante empolgado. Tem tantas side quests legais que eu gastei um baita tempo nelas, só pra ver o desfecho de cada uma. Inclusive algumas me empolguei pelo desafio também, nem todas são fáceis de serem resolvidas, especialmente alguns combates. Não sei dizer se gastei 30 horas, tenho a impressão de que foi menos tempo, mas também tenho a impressão de que fiquei quase o dobro do tempo de Hearts of Stone. Sem falar que não fiz todas as side quests. Posso afirmar com toda certeza que esta é outra baita dica pra quem curtiu The Witcher III, que recomendo a todos que curtem as histórias do Geralt e todo aquele universo sensacional. Deixo mais uma dica: existe mais de um final para esta história. Descobri isso meio sem querer, depois de ter terminado. Por sorte eu consegui o melhor dos finais. A única reclamação que tenho da DLC é que os loadings parecem mais demorados que o da campanha principal, que já são demorados o bastante. Mesmo assim recomendo e muito a expansão pra quem ainda não desvendou Toussant. Mais uma vez as surpresas e reviravoltas fazem valer ainda mais cada segundo de jogatina.

Celeste (Switch)

Gênero: Plataforma 2D / Puzzle
O que é: Um dos jogos independentes mais aclamados dos últimos anos, com uma mecânica sensacional, bastante desafiador e que surpreende com sua história e a mensagem que quer passar.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Abril

Nos últimos anos eu vi algumas pessoas enchendo muito a bola de Celeste, a ponto de ficar curioso pra pegar o jogo. O meu hype foi suficiente para pegar a versão física lançada pela Limited Run Games. A empresa atrasou um pouco o lançamento porque os produtores estavam prometendo uma DLC gratuita para o jogo, sendo assim ela preferiu esperar este lançamento para colocar já na mídia. Quando Celeste chegou em casa eu logo priorizei ele no meu backlog e comecei assim que possível. Dei de cara com um jogo muito bonito, com trilha sonora bem gostosa de ouvir enquanto superamos desafios bem interessantes, em uma mecânica muito bem construída. Ou seja, é tudo bem feito e divertido. Tem partes que o jogo estressa sim, cheguei a dar alguns rage quits pra retomar algum tempo depois e fazer aquelas comemorações ridículas que a gente faz xingando o jogo quando consegue passar algo difícil. Aliás, o jogo somado ao controle não muito anatômico do Switch me fez ficar com uma dor grande no dedão em diversos momentos. Celeste é muito bom para sessões curtas, quando por exemplo a gente quer passar um trecho de um capítulo apenas ou algo do tipo, depois apertar o botão de stand by do console e voltar mais tarde. Fiz isso inúmeras vezes, ou seja, é ótimo para jogar no console híbrido da Nintendo (mesmo com o lance do controle não tão confortável). Uma coisa que eu não esperava neste jogo era que a história dele fosse tão cativante, então no fim das contas acabei sendo surpreendido de forma muito positiva. A lição que o jogo passa nas entrelinhas é bem bonita. Aquele tipo de coisa que, quando você se dá conta, até arrepia. Celeste se encaixa facilmente na lista dos melhores títulos que joguei em 2020, e olha que as escolhas este ano foram bem fortes, na minha humilde opinião. Acho que vou ter problemas pra montar o Gamer Caduco Awards do ano. Enfim, recomendo para todos, é um jogaço!

Overcooked (PlayStation 4)

Gênero: Simulação de MasterChef
O que é: Jogo cooperativo que deve ser jogado em multiplayer local (2 a 4 pessoas) onde temos que preparar refeições com ingredientes específicos, em um ritmo alucinante e vários desafios pra complicar a vida dos jogadores. Exige certo entrosamento e sincronia.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Linux, Windows).
Jogado quando: Abril

Olha, eu não quero falar que a pandemia trouxe algo de bom nessa vida, mesmo porque é um assunto delicado e tudo mais. Também não quero dizer que ficar preso em casa é bom, porque definitivamente não é. Só que as duas coisas aliadas proporcionou um milagre na minha vida gamística: minha esposa, que detesta videogames com todas as forças, tomou a iniciativa de jogar comigo quando eu falei de Overcooked pra ela. Um dia eu liguei o videogame e por alguma razão mostrei pra ela que aquele jogo eu queria experimentar um dia, mas que não tinha com quem jogar, e que eu ia pedir pra ela jogar comigo. Lembrando que Overcooked não tem modo Single Player e nem Multiplayer Online, apenas Multiplayer Local. Enfim, eu esperei todos os tipos de resposta negativa vindo da minha esposa: irônica, revoltada, ou talvez um “aham, senta lá, Caduco”. Só que, para a minha surpresa, a resposta foi positiva. E alguns dias depois ela mesma disse para a gente jogar. Isto não aconteceu uma vez só, mas sim duas vezes. O melhor de tudo é que ela se divertiu jogando, a ponto de ficar brava que não tinha conseguido todas as estrelas das fases e falar para tentarmos novamente. Por mais que as pessoas dizem que este jogo causa a discórdia e as pessoas costumam brigar jogando ele, a gente não teve nenhum conflito, no máximo ela reclamando que eu dei reset na fase quando percebi que a gente não ia conseguir. Ela preferia ir até o fim mesmo perdendo, se mostrou mais paciente do que eu. Ou seja, ela tava jogando pela diversão também, não só pelo resultado. Eu fiquei boquiaberto e queria muito compartilhar esta experiência fantástica da minha humilde vida gamer com vocês. Claro que isso teve um preço: tive que jogar Buraco com ela (o jogo de cartas). Joguei algumas vezes ao longo desse isolamento social todo, algo que eu nem sabia jogar antes de 2020. Logicamente, perdi todas as partidas. A vida tem dessas coisas. E outra: sei que não falei nada sobre o jogo em si, mas eu tô achando que ele dispensa apresentações. A grosso modo: jogo de preparar receitas em galera com altos desafios que surgem em cada uma das fases, desde buracos até plataformas que se movem, somado a bichos que roubam ingredientes, etc. O lance do jogo exigir uma cooperação torna tudo divertido e até estressante pra quem é competitivo demais. Acho que isso resume bem. Se tiverem com quem jogar, recomendo muito! Diversão pura!

Dr. Mario (NES)

Gênero: Puzzle (“tipo Tetris”)
O que é: Um dos quebra-cabeças mais aclamados de todos os tempos, dispensa quaisquer apresentações.
Plataformas disponíveis: NES, Game Boy, 3DS, Wii U.
Jogado quando: De Março até Maio

Se tem um jogo que vira e mexe eu pego pra usar como passa tempo divertido, este jogo é Dr. Mario. No ano que se passou eu nem sempre estava com disposição e tempo para um jogo mais profundo, então pegar curtas sessões de Dr. Mario entre o fim do expediente do trabalho e o começo de uma aula foi uma ótima solução entre os meses de Março e Maio. Uma coisa que eu não sabia até voltar a jogar é que Dr. Mario tem uma fase final, que é a 24. Nós podemos usar Continue (ou começar a jogar) a partir do 20, ou seja, para chegarmos num possível final é necessário passar por 5 níveis sem perder (derrota em qualquer um deles volta para o 20). Pra mim foi o bastante para estipular uma meta, que era chegar passar a fase 24. Vale frisar que, após vencermos o nível 24, o jogo repete a mesma fase infinitamente. Mesmo assim, considerei que cheguei no fim do jogo quando finalmente venci o nível. Levei dois meses pra conseguir, não foi fácil. Ao mesmo tempo, foi divertidíssimo. Dr. Mario é um clássico absoluto e acredito que eu não precise recomendar pra ninguém, vocês conhecem o jogo e mesmo quem não é fã deste estilo de jogo normalmente respeita por saber da qualidade dele.

Super Mario Maker 2 (Switch)

Gênero: Plataforma 2D / Criador de Fases
O que é: Segundo jogo do criador de fases de Mario oficialmente lançado pela Nintendo, onde os jogadores podem soltar a criatividade e compartilhar com o mundo para que seja jogado. Ou mesmo para aqueles que só querem curtir as ideias malucas dos outros.
Plataformas disponíveis: Switch.
Jogado quando: Maio

Assim que terminei o último nível de Dr. Mario eu soube que a Nintendo estava oferecendo uma semana do serviço online de graça para experimentação. Então eu resolvi experimentar e passei a semana inteira gastando o pouco tempo livre que tinha fazendo fases em Super Mario Maker 2, todas elas inspirada em fases do Sonic the Hedgehog de Master System e Game Gear. Saí publicando tudo e compartilhei os códigos em redes sociais, não sei quem daqui chegou a jogar e o que achou da experiência. Infelizmente eu não sei se as fases continuam no ar, imagino que o fato de ter expirado meu tempo de experimentação do online e o fato de eu não abrir mais o jogo pode ter feito com que a Nintendo tenha removido todas elas. Mesmo assim, caso alguém ainda queira tentar encontrar e experimentar, vou deixar os códigos delas aí embaixo. Ainda pretendo assinar o online e retomar a criação de fases, pois foi algo muito divertido pra mim, diria até que foi relaxante. Mais relaxante que jogar Dr. Mario, porém divertido na mesma proporção. Droga, escrever isso me fez sentir saudades de ficar construindo as fases, vou ter que me controlar pra não fazer a assinatura agora mesmo. Enfim, quem tem Switch e joga online deveria dar uma chance a Super Mario Maker 2, mesmo que não se divirta fazendo as fases. Jogar as que foram criadas pelas outras pessoas também é bastante divertido. Apesar que eu não gosto das fases apelativas, que vão desde as Kaizo da vida quanto umas que são quebra-cabeças que você não pode errar ou perde uma vida. Mas como tem fases pra todos os gostos ali, vou dizer que é um mundo cheio de criatividade. A Nintendo podia aproveitar umas ideias e lançar num jogo oficial, mas acho isso bastante improvável. Enfim, quem quiser jogar as minhas, vejam os código abaixo. Divirtam-se e opinem, por favor. Mesmo se acharem horríveis (sério).

RCJ-H9G-LHG
HCX-QS7-32H
MK0-T5Y-SQF
TL1-X0R-DKF
YS7-S7X-7XG
MTJ-RY9-WGG
T4V-LPJ-MNF
33M-DTK-10H
3YL-YRV-L9G
T2M-9Q2-DBG
FQQ-NL6-1WF
RHJ-XGK-QDG
WMM-54G-V4G
PDH-SLR-MXF
YJH-B94-XVG

Zero Wing (Mega Drive)

Gênero: Shoot’em Up / Shmup / Navinha
O que é: Jogo de navinha da famosa frase “ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US”!
Plataformas disponíveis: Mega Drive, Arcade.
Jogado quando: Junho

Ah, eu tenho que ser sincero: comecei este jogo só por causa daquela famosa cutscene inicial com a tradução toda errada e que virou um sucesso no começo da Internet, muito antes de surgir YouTube se bem me lembro. Não conhece o vídeo? Clique aqui e divirta-se! Só digo uma coisa: a música vai ficar na cabeça. Aliás, por falar em música, comecei o jogo por causa de uma zoeira e acabei descobrindo um jogo muito divertido e que a coisa mais bacana nele é justamente sua trilha sonora. É uma música melhor que a outra, sem exagero. O desafio do jogo é puxado, como acontece em qualquer shmup de respeito, embora eu tenha achado ele um pouco menos difícil que outros jogos, aqueles que eu nunca terminei e acho que nunca vou conseguir terminar (mais ou menos 89% do catálogo de jogos do gênero). Cabe aqui a menção de que eu sou muito ruim em jogos de navinha e que eu costumo ter pouca paciência com eles, mas em Zero Wing eu consegui ir até o fim. Ou quase isso, pois na verdade após atingirmos o final a primeira vez, o jogo volta para o primeiro nível, só que mais difícil. Ao todo são três rodadas de fases para que o final verdadeiro seja exibido. É claro que eu desisti logo depois de terminar a primeira vez e ver lá pela terceira ou quarta fase que a segunda rodada já excede os meus limites. Pra mim terminar a primeira vez foi suficiente, durou dias o bastante e gerou algumas bufadas fortes. Por mais divertido que o jogo seja, por melhor que seja sua trilha sonora, shmups acabam sendo estressantes e cansativos pra mim, então chegar neste primeiro final já foi bom o bastante. Quem é fã do gênero deve conhecer o jogo, e se não conhecer ainda, deveria dar uma chance algum dia.

FIFA 20 (PlayStation 4)

Gênero: Futebol
O que é: Aquele jogo que você gosta de dizer que não é videogame de verdade por ser de futebol, que sai todo ano e é criticado por isso, criado por aquela empresa que todo mundo odeia porque ela gosta de ganhar dinheiro (como todas as outras e todos os jogadores também).
Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC (Windows).
Jogado quando: De Maio até Junho

Fazia 6 anos que eu não jogava nenhum jogo de futebol. A última tentativa minha foi com PES2014, que não durou muito. E aí em 2020, em plena pandemia, trancado em casa e mesmo assim com pouco tempo pros jogos, acabei sendo convencido por um amigo a pegar FIFA 20. Vale dizer que eu há muito tempo preferia Winning Eleven ou PES, vinha desprezando FIFA sem nenhum peso na consciência. Não era questão de “bandeira” (ou “clubismo”, usando o linguajar do esporte), mas sim o lance de experimentar demos e sempre dar preferência pra franquia da Konami. Entretanto, como a vida me ensinou a ser um cara de mente aberta, resolvi mudar um pouco e mudei de lado. A demo de FIFA me parecia mais interessante desta vez. Querem saber o resultado disso? Curti muito! Primeiro que quebrou uma paranoia. Faz muito tempo que eu tô alucinado fugindo de jogos “infinitos”, fazendo de tudo para terminar a maior quantidade possível de jogos no menor tempo imaginável. Algo que é muito divertido e tudo mais. Porém, chegava algumas horas que tava parecendo mais uma missão do que diversão. Foi muito bom, no pouco tempo que tinha, jogar algo onde a minha única preocupação era garantir os próximos 3 pontos e no máximo aproveitar uma janela de transferências pra contratar uns e vender outros. Ou seja, foi bom jogar um jogo “infinito” (algo que eu considerava como uma “armadilha” pra quem quer aumentar a lista de jogos terminados). Comecei em nível mediano, até perceber que terminei uma temporada invicto e que estava fazendo goleadas elásticas. Só quando a temporada acabou eu aumentei o nível e vi ficar mais competitivo. Tudo era mais divertido porque eu ficava trocando figurinhas com o amigo que também estava jogando, compartilhando com ele as coisas que iam acontecendo e rindo dos bugs e situações forçadas que o jogo vira e mexe apresenta. Era bom aproveitar horários de almoço do trabalho pra comer rapidinho e jogar uma partida, ou uma partida rápida depois do trabalho antes da TV ser dominada. Fiquei tão empolgado que voltei a jogar de madrugada, até depois de um expediente puxado logo seguido pelas aulas da pós graduação. Aproveitei pra fazer de tudo, criar jogadores pra jogar o modo sozinho, criei técnico pra comandar time, joguei toda história do modo Volta até ver os créditos, e por aí vai. Foi a vírgula que eu precisava pra tomar fôlego e voltar pros jogos “termináveis” do backlog. Não só isso, ajudou a me tirar também das decepções que estava tendo com Sonic Heroes. Mesmo quando FIFA também decepcionava, era muito mais cômico do que trágico, ao contrário do que acontecia com o jogo do ouriço e seus amiguinhos irritantes. Só parei de jogar o dia que eu tentei pegar um time da quarta divisão inglesa, o Cambridge United (vejam o símbolo dele para entender o porque da escolha), e fui demitido, sem nenhum aviso, porque renovei o contrato de um goleiro caro (que eu mesmo tinha colocado antes de começar o modo Carreira). Isto ocorreu antes da temporada começar de verdade. Neste dia eu fiquei tão irritado que movi o jogo para a pasta “Jogados” do PS4 e nunca mais abri ele. Aliás, depois eu até deletei ele do disco. Mas valeu a pena toda a experiência. Daqui uns 5 anos (ou mais) eu volto a jogar alguma coisa do gênero.

Oniken (Switch)

Gênero: Ação 2D / Plataforma
O que é: Jogo independente brasileiro de qualidade impecável, inspirado fortemente por Ninja Gaiden.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Junho

Em Setembro de 2019 eu ainda tava na neura de adquirir edições de colecionador. Tá, deixa eu ser sincero, ainda estou nessa, mas com menos intensidade. O fato é que eu acabei comprando duas edições juntas, e uma delas é uma coletânea que vem Oniken e Odallus juntos em um cartuchinho de Switch. A outra eu não vou revelar qual foi porque ainda não joguei. A notícia triste é que o cartuchinho com os jogos brasileiros chegou somente um mês e pouco depois (compra feita em um famoso site chinês que não patrocina o blog) e foi exatamente na época que eu tinha começado a pós, fazendo com que eu tivesse que encaixar os dois jogos na fila interminável. No fim das contas só joguei Oniken na metade de 2020. Hoje enxergo que foi uma grande besteira minha, devia ter colocado este jogo em prioridade. Em primeiro lugar porque ele é excelente, um baita jogo mesmo em diversos aspectos. Ele não chega a ser um Ninja Gaiden, mas a inspiração e as referências são muito claras no jogo, sem falar que são assumidas pelos próprios produtores. Ainda assim, é um jogo bastante original, com ótimas ideias, level design bacana, desafio na medida, parte gráfica e sonora muito boas e totalmente inspiradas pela geração 8 Bits. Outro motivo pelo qual eu deveria ter dado prioridade é o fato dele ser curtinho, mesmo com o desafio que ele proporciona. Um terceiro ponto é que ele é um jogo ótimo para jogar aos poucos. Eu achei que ele seria um jogo totalmente nos moldes do NES, ou seja, de ter que terminar em uma sentada só. Oniken até tem isso (Modo Hardcore, que tem outras características também), mas na época eu tava meio sem paciência pra este tipo de jogo e não quis tentar depois de chegar ao fim do modo normal. O game me surpreendeu bastante, e olha que a minha expectativa não era baixa. Foi uma ótima escolha pra me trazer de volta aos jogos mais desafiadores, depois de uma fase um pouco mais casual e “relaxante”. Ou melhor, para alternar com desafios mais pontuais. Vocês vão entender com o próximo da lista. Fica aqui a minha recomendação de Oniken para todos que curtem um desafio no ponto certo, sem ser irritante e sem ser aqueles jogos que dão sono por não ter desafio algum.

SEGA Genesis Classics (PlayStation 4)

Gênero: Coletânea de jogos retrô maravilhosos do melhor console da existência
O que é: Coletânea com 50 jogos do meu console favorito de todos os tempos, com desafios e outros extras.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: De Abril até Junho

Eu vou ser bem sincero com vocês: eu peguei esta coletânea para platinar. Não me julguem (muito). Por mais que eu evite, vira e mexe eu tenho vontade de pegar uns troféus. Mas faço isso com jogos que me divertem. Engraçado que mesmo assim a coletânea acabou servindo para outros propósitos (só olhar o resto da lista e vão entender). Muito por conta do Modo Challenge, onde encaramos uma série de desafios pré determinados, alguns bem simples, outros mais puxados, com diversos jogos da lista. Aliás, eles foram a base de eu ter me divertido tanto, a maioria deles foi bem divertida de fazer. Tirando os que envolvem alguns jogos do console que eu não consigo gostar de jeito nenhum (como Vectorman e Beyond Oasis). Não vou expressar o meu amor por eles aqui para não ofender ninguém, Internet anda sensível ultimamente. Enfim, eu fiquei monitorando esta coletânea o primeiro trimestre inteiro de 2020 até ver que o preço dela caiu. Comprei imediatamente e passei praticamente quatro meses jogando esporadicamente tentando cada desafio e cada troféu que ela possui. Não há nada nesse mundo como se divertir com jogos de Mega Drive. Nada! Melhor que isso só jogar no console com TV de tubo. Lembrando que é meu gosto pessoal, não tô dizendo que “é a única forma de jogar jogos retrô de verdade”, como alguns adoram fazer. Calma, Internet. Não precisam atirar as famosas pedras do “mas nem todo mundo tem condições por espaço, dinheiro ou ambos”. Ou qualquer coisa similar. Calma aí galera, sou da paz. Menos quando o assunto é Sonic. Se eu recomendo a coletânea? Claro que sim! São jogos de Mega Drive, caramba!

Mario Kart Tour (Android)

Gênero: Corrida de Kart de Mascotes (pra ninguém dizer que Mario Kart não é “corrida de verdade” ou babaquice similar)
O que é: A versão para smartphones e tablets do famoso jogo da Nintendo, dispensa apresentações.
Plataformas disponíveis: Mobile (Android, iOS).
Jogado quando: De Setembro/2019 até Junho/2020

Eu já falei dele no ano passado, então não vou repetir aqui. Não cheguei a pegar as últimas atualizações, como o lance de jogar com a tela na horizontal. Talvez tenha ficado legal e tudo mais, mas eu preferi largar logo e perder o vício de vez. Deu certo. Não sinto saudades. Foi bom enquanto durou. Próximo.

Shining Force (Mega Drive)

Gênero: Tactical RPG
O que é: RPG tático lançado para o console de 16 Bits da SEGA que, embora seja bastante cru e simples, é capaz de divertir por muitas horas.
Plataformas disponíveis: Mega Drive.
Jogado quando: De Junho até Julho

Então, eu preciso contar uma historinha aqui (senão não sou eu). Eu mesmo, que sou fã de Tactical RPGs desde que experimentei Final Fantasy Tactics pela primeira vez, não consigo explicar porque eu nunca tinha experimentado Shining Force. Talvez tenha sim uma explicação. Sempre que via imagens do jogo, julguei ele previamente pensando que ele tinha muitas limitações e que nos dias de hoje ele não seria interessante, teria sofrido os efeitos do tempo. Não naquele papo furado de “envelheceu mal”, mas sim o fato de termos jogos não tão antigos quanto ele que são mais elaborados por terem sido contruído com mais tecnologia e mais algumas ideias que surgiram depois do lançamento de Shining Force. Meu pré julgamento foi péssimo, diga-se de passagem. Este tipo de coisa sempre acontece e não é só comigo. O jogo é divertido pra caramba, mesmo que tenha sim algumas limitações e seja, digamos, bem cru (ou raso) em alguns aspectos. Durante os Challenges do SEGA Genesis Classics eu pude experimentar o jogo, que disponibiliza uma missão para passarmos sem perder personagens. Curti a experiência e, depois de platinar a coletânea, fiquei curioso o suficiente para encarar o título por inteiro. Curti muito a experiência do começo ao fim. Legal que pude reviver uma coisa, que foi o Remote Play do PS4. Por muitas vezes a TV da casa estava ocupada e eu queria jogar, então pegava o notebook e rodava o jogo. Ou mesmo o PS Vita, que estava na gaveta há algum tempo. O único ruim é que a rede do Vita não é muito boa e dava várias falhas de conexão, até em pontos da casa onde o notebook respondia bem. Uma das coisas que estranhei no game foi que fora das batalhas, tudo parece muito RPGs da época, onde nos movimentamos pelo mapa livremente conversando com NPCs, comprando itens, etc. Demorou um pouco, mas me acostumei a isso com o tempo. Aliás, até passei a achar legal, pois muitas batalhas ocorrem no meio do caminho entre uma cidade e outra, e a coisa acontece de uma forma bem natural. Em outras palavras, não parece que teve o chaveamento entre o “modo RPG” e o “modo batalha”, então ficou de uma forma que achei bem interessante. Outra coisa que estranhei mas depois me acostumei foi o fato de não poder executar uma ação e depois andar nas batalhas. O turno do personagem praticamente acaba quando ele toma a ação, sendo que só podemos andar antes de fazer qualquer coisa com o personagem. Não me lembro de ter visto isso em outros jogos. Foi uma das coisas que não curti tanto, mas que acabo relevando porque dá sim para montarmos uma estratégia pensando nisso depois que nos acostumamos com a mecânica. Uma coisa que incomodou e eu não consegui superar até o fim do jogo é a parte dos comandos e menus dentro da “parte RPG”. Toda vez que vamos iniciar um diálogo ou procurar algo, precisamos apertar um botão para abrir o menu, escolher o item de menu que queremos, apertar o botão de novo. É muito burocrático, muito lento. Foi só isso mesmo. Vale dizer que não vi necessidade de ficar fazendo nível pra passar batalhas. Tiveram algumas que foram difíceis, passei alguns perrengues durante a jogatina. Contudo, era questão de mudar a estratégia, não ficar subindo de nível. O que é ótimo! Até cheguei a tentar subir nível antes da antepenúltima batalha, mas não era necessário. Aliás, a sequência final e o final do jogo são bem legais, mesmo que o plot do jogo seja o mais clichê possível e muito previsível. Não que seja um problema. Bem, Shining Force não é tão profundo quanto outros jogos do gênero, mas talvez é justamente a simplicidade dele que o deixa divertido. Quem curte o gênero deveria dar uma chance algum dia, tendo em mente que ele é mais simples do que os jogadores de hoje estão acostumados. Vou tentar encarar o 2 em 2021, vamos ver se consigo.

Erica (PlayStation 4)

Gênero: Filme interativo
O que é: Erica é um filme interativo onde o jogador pode tomar decisões e levar a um de vários finais disponíveis.
Plataformas disponíveis: PlayStation 4.
Jogado quando: Julho

Numa noite qualquer eu resolvi experimentar o tal filme interativo que ficou gratuito para assinantes da PS Plus. A história de Erica é bem legal. Trata-se de um thriller com uma pequena dose de terror. Ou pelo menos foi o que li a respeito, já que não entendo tanto de filmes e ainda acho que Thriller é música do Michael Jackson. É difícil falar qualquer coisa sobre a história sem dar spoilers, então vou falar mais da mecânica dele. Foi liberado um companion app para smartphones para usarmos durante o jogo, o que é legal. Funcionou muito bem, sincronizou rápido com o PS4. O que me deixou incomodado é que eles exageraram na dose de interatividades. Vou pegar um exemplo bobo, tem uma parte que tem um livro e abrir ele precisa ser feito com toques no celular simulando a abertura. Só que isso não acrescenta em nada na história, primeiro porque não tem uma opção de não abrir o livro, é algo obrigatório. E segundo porque também não dá imersão nenhuma imitar a abertura do livro na tela de toque. Então sei lá, parece um negócio dispensável. Fiquei com a impressão que colocaram ali só pra pessoa não ficar viajando enquanto assiste. Ao mesmo tempo tem coisas bacanas, como as decisões que precisam ser feitas em tempo curto, o que é até comum em jogos similares. Dá aquele desespero, é bacana. Terminei o jogo quando estava ficando de madrugada, o que contribuiu para a experiência. O jogo tem 6 finais e eu fiquei satisfeito com o que eu atingi. Não pretendo fazer os outros ou platinar. Não em um primeiro momento, mesmo que no fim das contas a experiência tenha sido bem divertida. Quem pegou de graça e tiver um tempinho aproveite para experimentar. Pode ser mais interessante que alguns filmes que temos disponíveis por aí.

Sonic Heroes (Game Cube)

Gênero: Plataforma 3D / Aventura
O que é: Aquele jogo do Sonic que muita gente não jogou o bastante e adora só por causa disso.
Plataformas disponíveis: Game Cube, PlayStation 2, Xbox, PC (Windows).
Jogado quando: De Maio até Julho

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

Sonic Advance 3 (Game Boy Advance)

Gênero: Plataforma 2D
O que é: O jogo final da fantástica trilogia lançada para o Game Boy Advance, que mistura um pouco dos dois primeiros e possui novas ideias, algumas um pouco inusitadas.
Plataformas disponíveis: Game Boy Advance, Wii U (Japão).
Jogado quando: Julho

Lancei um texto da Maratona Sonic sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

Uchu Mega Fight (PC / Pico-8)

Gênero: Luta 2D
O que é: Jogo independente de luta gratuito lançado para a plataforma virtual Pico-8 que pode ser executado diretamente no seu navegador.
Plataformas disponíveis: PC (Pico-8).
Jogado quando: Agosto

Lá no The Twosday Code já é rotina surgirem posts sobre as edições da SAGE (Sonic Amateur Games Expo), com recomendações de jogos independentes feitos por fãs (sejam eles inspirados por Sonic ou não). E toda vez uma porção deles me chama a atenção, mas eu nunca jogo nada. Principalmente porque não rodava Windows no computador em casa. Só que um dos jogos recomendados em 2020 roda diretamente do navegador. Uchu Mega Fight foi construído para a plataforma virtual chamada Pico-8 que, a grosso modo, simula um sistema de 8 bits, com limitações de hardware e etc. Eu passei um bom tempo jogando e foi bastante divertido, embora o jogo seja bastante simples. Aliás, talvez seja exatamente por isso que ele é divertido. Em uma época onde os jogos de luta parecem ter sido criados pensando apenas em Pro Players e nos amadores que são muito fãs do gênero (e não jogam mais nada), como é bom jogar algo novo que não te força a estudar o suficiente pra fazer uma tese de doutorado só pra conseguir jogar mais ou menos e não ser humilhado por outros jogadores. Como é bom poder jogar de forma casual, sem ficar pensando muito no que deve ou não fazer. Como o jogo é gratuito, não vou dizer muito mais sobre ele, vou apenas recomendar que experimentem se quiserem um jogo de luta muito mais focado na diversão do que no profissionalismo. Link aqui. Divirtam-se! Mas voltem pra ler o resto do post e comentar, por gentileza. Obrigado.

PAC-MAN Championship Edition 2 (PlayStation 4)

Gênero: Labirinto? PAC-MAN? Não sei que gênero é PAC-MAN, sério!
O que é: É PAC-MAN, caramba! Você sabe o que é PAC-MAN! Só imagina isso com diversos desafios bacanas e música eletrônica em sua maioria de muita qualidade. Fones de ouvido potentes são recomendados!
Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, Switch, PC (Windows).
Jogado quando: De Junho até Agosto

Como diria algumas pessoas que só jogam o que é popular: “quem que joga PAC-MAN em pleno 2020?”. Bem, eu jogo. E não foi pouco que eu joguei. Para comemorar os 40 anos do personagem, a Namco resolveu soltar PAC-MAN Championship Edition 2 de forma gratuita em todas as plataformas em que ele foi lançado. Quem pegou o jogo se deu bem, porque ele é divertido a beça. Eu já tinha gostado bastante do primeiro Championship Edition (joguei em 2013), a ponto de pegar todos os troféus dele. Aí achei que seria legal fazer a mesma coisa com o segundo jogo, mas o fato é que isso é muito mais complicado na sequência. Tanto é que, diferentemente do primeiro jogo, ele tem até o desejado troféu de platina. Confesso que não joguei totalmente focado, eu tentava um ou dois desafios em uma noite, depois de alguns dias tentava outros desafios, e por aí vai. Mesmo que tenha feito isso por três meses, não consegui chegar tão longe quanto gostaria, mas avancei bastante. Aposto que um dia eu vou sentir saudades e tentar de novo o que ainda falta, deixa passar o tempo de “cool down”. Sobre o jogo? Cara, é PAC-MAN com música eletrônica de qualidade, cores vibrantes e uma correria louca, ou seja, tudo totalmente alucinante. Não tem muito o que dizer, é divertido pra caramba. Apague as luzes, coloque o fone de ouvido potente em volume alto e sinta-se na balada. Só que sem as pessoas esbarrando em você. No máximo uns fantasmas querendo te devorar. Não recomendo misturar com energético e bebida alcoólica, pode causar insônia. Não que eu tenha feito isso. Não com energético, pelo menos. Enfim, recomendo muito! Experiência alucinadamente divertida!

Game Dev Tycoon (Android)

Gênero: Simulador de empresa
O que é: Jogo que simula uma empresa de criação de jogos, onde podemos nomear os jogos, definir gênero, tipo de público, plataforma, entre outras coisas.
Plataformas disponíveis: Switch, Mobile (Android, iOS), PC (Linux, Windows, Mac OS).
Jogado quando: De Agosto até Setembro

Eu não sei o que foi que me fez lembrar de Game Dev Story, que é um jogo de celulares bem antigo onde você deve gerenciar uma empresa de desenvolvimento de jogos. Daí fui procurar sobre ele e fiquei sabendo de Game Dev Tycoon, que foi inspirado pelo primeiro citado e possui diversas características similares, além de alguns extras. Aproveitei que tinha uns créditos do Google Rewards e peguei o jogo. Definitivamente eu não deveria ter feito isso. Viciei de uma tal maneira que eu não consigo nem explicar pra vocês, passei dias exercitando a minha criatividade e criando nomes bizarros e alguns engraçados (pelo menos eu achava enquanto jogava). Além de nomes de empresas bestas, tipo a Çega, que naturalmente faliu rapidinho. Coincidência? Enfim, podemos escolher o gênero e o tema de cada jogo (por exemplo, RPG e Calabouços, numa combinação nada criativa) e definir seus atributos. Então o jogo é desenvolvido pela equipe, lançado, avaliado pela mídia e comprado (ou não) pelos jogadores. Para muitos pode ser sem graça, para mim foi bastante divertido por várias semanas, mesmo que em curtos períodos de jogatina. Virou o apoio nas vésperas de aula enquanto esperava o professor começar, entre outros momentos parecidos. Depois que consegui chegar no final do jogo com a Não Entendo (péssimo, eu sei), comecei a caçar todas as conquistas do jogo na Play Store e não sosseguei enquanto não peguei todas. Chegou num ponto que ficou faltando apenas algumas, como terminar o Modo Pirata, onde os jogos da empresa podem ser pirateados e isso gera um desafio gigantesco para gerenciar o dinheiro e criar tecnologias anti pirataria para aumentar as receitas. A lição que fica é: não pirateiem os jogos. Pra completar este modo eu acabei deixando duas empresas falir, conseguindo só na terceira tentativa. E então só faltou ganhar 10/10 de todos veículos de imprensa com algum jogo. O que é bizarro, pois eu tinha conseguido o 11/10 (e o restante 10/10) e isto não ativou o tal achievement. Achei meio tosco, mas paciência. Demorei muito pra perceber que é mais fácil conseguir a nota máxima nos estágios iniciais do jogo, pois no endgame (o jogo continua depois que chegamos no fim) todos ficam muito mais exigentes (parece a Internet de hoje em dia), então perdi muitas horas a toa. Ou melhor, não a toa, pois estava me divertindo. Pelo menos até certo ponto, já que em algum momento ele ficou extremamente irritante e eu simplesmente me proibi de jogar ele novamente. Foi bom enquanto durou, talvez eu tenha saudades no futuro. Então todo o ciclo de diversão que termina em irritação se repetirá. De qualquer maneira, foi ótimo jogar mais um game casual e praticamente infinito, justamente em uma época onde eu não tinha tempo pra mais nada. Se recomendo? Bem, precisa gostar deste tipo de jogo. Experimentem a demo para PC antes de arriscarem gastar dinheiro com ele.

Mega Man Legacy Collection (PlayStation 4)

Gênero: Coletânea de jogos (de NES) e mais alguns bons Extras.
O que é: Todo mundo sabe o que é Mega Man, só preciso dizer aqui que é esta coletânea possui os 6 primeiros jogos que foram lançados para o NES e que ainda possui alguns modos extras, como Desafios.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, 3DS, PC (Windows).
Jogado quando: De Agosto até Setembro

Ao longo do ano passado eu estava jogando muito esporadicamente a coletânea, relembrando alguns dos jogos do robozinho azul que eu não tinha terminado no PS4. Daí certo dia vi que o Ivo conseguiu pegar todos os troféus de Mega Man Legacy Collection e fiquei com invejinha. Também queria poder dizer isso. Comecei então a jogar, meio despretensiosamente confesso, e com o tempo fui percebendo que eu era capaz de dar conta dos Challenges do jogo. Era algo que me impedia de tentar. Acabei fazendo vários deles, vários mesmo. De vez em quando alternava a jogatina destes desafios com jogar uma fase ou outra de alguns dos clássicos até terminar todos eles, menos o primeiro e o quinto que eu terminei justamente nesta coletânea, os outros ainda não tinha feito isso. No final eu só não joguei o sexto jogo, pois pretendo gravar a jogatina e postar no Desafio Mega Man 6, estou devendo isso faz tempo já. Foi uma época em que eu estava muito sem tempo, então era totalmente viável jogar uns 15 ou 20 minutos, tentando os desafios ou fases bem pontuais e depois encerrar, pra voltar algum tempo depois (as vezes dias). Acabei desencanando em algum momento porque estava curioso com o próximo jogo da lista, então deixei pra “platinar” a coletânea algum outro dia (as aspas porque a coletânea não tem de fato um troféu de platina). Só quero ver achar paciência pra jogar o 6 de novo, mas eu chego lá.

Dandara: Trials of Fear Edition (PlayStation 4)

Gênero: Uma mistura de Plataforma 2D (talvez), Metroidvania e Puzzle
O que é: Jogo independente criado por brasileiros totalmente inspirado pela história da esposa de Zumbi dos Palmares, com uma mecânica bem diferenciada, história contada nas entrelinhas e deliciosamente desafiador.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, Mobile (Android, iOS), PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Setembro

O duro de fazer a lista de jogos que jogou no ano é que você percebe que comprou mais do que deveria. A versão Trials of Fear de Dandara ficou por um preço realmente baixo na PSN durante um tempo, e este era um jogo que me despertava curiosidade, ainda mais depois que eu li o texto do Tchulanguero sobre ele lá no Vão Jogar! Tinha curiosidade mais por conta da mecânica e dos desafios do que qualquer outra coisa. Acabei sendo surpreendido por um jogo que não tem somente isso, mas também um fator exploração gigantesco. Era algo que eu não esperava e confesso que no começo me incomodou um pouco (porque fiquei muito perdido no começo), mas com o tempo me acostumei e no fim das contas foi uma das coisas que mais curti. Para quem nunca jogou, a personagem principal não se movimenta indo para o lado ou para o outro com os direcionais como em jogos convencionais, mas sim através de lugares onde há sal e “voando” em linha reta até estes pontos, seja no chão ou até mesmo no teto ou nas paredes. Uma mecânica que talvez seja difícil de explicar e se fazer entender por palavras, mas que se torna bem natural quando passamos um pouco de tempo nos adaptando a ela. Depois de jogar Dandara inteiro e gostar bastante da experiência como um todo, percebi alguns pontos não tão interessantes, como um certo desbalanceamento de dificuldade em alguns momentos, em especial o chefe final da expansão Trials of Fear (que levei quase 3 horas para conseguir derrotar). Como falei, também não curti ficar perdido em alguns momentos, já que é muito mais chato ficar zanzando pra lá e pra cá com a mecânica diferenciada do que num jogo mais tradicional, por mais interessante e bacana que a mecânica seja. Tem algo que destrava ao longo da jogatina e ajuda bastante neste ponto, mas demora um bocado pra acontecer e é algo que eu preferia que estivesse disponível desde o começo. Curti o fato da história ser contada nas entrelinhas, o que me faz discordar de pequenos pontos do texto que me convenceu a jogar Dandara. Não me odeie, Tchula, questão de gosto, ainda acho que o texto captura muito bem as ideias do jogo e me representa bastante. Aliás, eu nem comentei, né? Dandara é outro jogo independente brasileiro que encarei em 2020, é de se orgulhar ver que a nossa indústria aos poucos vai crescendo e aparecendo para o mundo. É mais um que recomendo bastante da lista.

Decap Attack (Mega Drive)

Gênero: Plataforma 2D
O que é: Clássico absoluto do Mega Drive que eu nunca tinha terminado, mesmo sendo divertidíssimo e tendo uma trilha sonora espetacular.
Plataformas disponíveis: Mega Drive.
Jogado quando: Setembro

Decap Attack é um dos grandes clássicos do Megão, independentemente se você gosta do jogo ou não. Rimou, foi sem querer. Para quem não conhece, é um jogo de plataforma onde controlamos o bizarro protagonista Chuck D.Head, uma múmia criada pelo Dr. Frank N. Stein e seu assistente Igor. Sua missão é derrotar o demônio Max D. Cap e por fim em seus planos malígnos de dominação mundial. Tudo isso em fases e chefes eletrizantes, cenários totalmente temáticos e uma trilha sonora espetacular, que se encaixa perfeitamente no tema central do game. Eu particularmente adoro o jogo, me traz boas memórias da época em que alugava ele. Especialmente por todas similaridades que ele tem com Psycho Fox de Master System (cabe dizer que foram desenvolvidos pela mesma empresa). Poderia dar muitos detalhes a mais, mas isso aqui não é um review. Engraçado que durante todos estes anos eu ignorei o jogo completamente. Pior que eu até cheguei a comprar um cartucho dele para jogar direto no console, mas por alguma razão eu nunca sentei pra encarar ele pra valer durante todo esse tempo. Nem em emulador, nem nada. Aí a coletânea SEGA Genesis Classics acendeu a minha curiosidade e eu resolvi jogar numa noite qualquer que eu tive um tempo livre e uma leve insônia, só pra ver até onde eu chegaria. Não fui tão longe e não quis usar Continue. Na noite seguinte por alguma razão eu tentei de novo, e no meio da jogatina percebi algo importante: a TV não estava configurada no modo Jogo, e com isto eu estava jogando com um input lag considerável. Não sei quando isso desconfigurou, mas aconteceu. Detalhe que eu joguei Dandara inteiro na configuração errada (talvez por isso tenha demorado tanto no último chefe, ou não). Depois que corrigi isto, consegui ir mais longe do que eu havia chegado quando era criança. Também não tentei dar Continue. Na mesma semana do nada eu acordei às 6 da manhã do sábado e fiquei sem sono algum. Como a esposa ainda estava dormindo, resolvi tentar encarar pra terminar. Deu certo, finalizei o jogo em quase duas horas sem usar Continues porque eu dei uma sorte lascada e acumulei muitas vidas nos Bonus entre as fases (cheguei a ficar com 32 vidas extras). Decap Attack é mais fácil do que se imagina e mais difícil do que parece, pois ele tem algumas características que não sei se são propositais ou não, como o fato das estátuas que você destrói para pegar itens não poderem ser consumidas de novo, mesmo quando perdemos vidas. O mesmo acontece com algumas plataformas que caem ou quebram. Ao mesmo tempo, os inimigos reaparecem quando andamos um pouco na tela e voltamos ao local onde eles nascem. É muita sacanagem. Mas não acho que isso estrague a experiência, é só você entender que as regras do jogo são essas e jogar sabendo que ele funciona desta forma, terminar o jogo é perfeitamente viável depois que aprendemos isso e temos uma ideia de como são as fases dele. O mais importante é a mensagem subliminar que o jogo passa: perder a cabeça nunca é bom, aumenta a dificuldade para enfrentar os problemas e ainda pode te fazer perder a vida. True Story! Experimentem se nunca jogaram, tente chegar até o fim se nunca o fizeram. Decap Attack vale a pena demais, recomendadíssimo. O que vivenciei em 2020 só aumentou meu amor pelo jogo. Se não fosse o backlog infinito, jogaria ele novamente muitas vezes mais. Provavelmente vai acontecer nos próximos anos.

Shadow the Hedgehog (Game Cube)

Gênero: Plataforma 3D / Third Person Shooter
O que é: Aquele jogo bocó do personagem bocó da franquia Sonic the Hedgehog, série de jogos que não é bocó, mas teve uma fase bocó que engloba quando este jogo bocó foi lançado.
Plataformas disponíveis: PlayStation 2, Game Cube, Xbox.
Jogado quando: Setembro

Lancei um texto bocó da Maratona bocó Sonic sobre o jogo bocó. Para poupá-los de um post bocó ainda mais bocó, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre o bocó supremo. Só clicar neste link bocó.

Mega Man: The Wily Wars (Mega Drive)

Gênero: Ação 2D / Plataforma
O que é: Mega Man no Mega Drive? Sim, existe! Envolve um remake dos três primeiros jogos e mais algumas fases totalmente inéditas.
Plataformas disponíveis: Mega Drive.
Jogado quando: Outubro

Lancei um texto da Maratona Sonic do Desafio Mega Man sobre o jogo. Para poupá-los de um post mais gigantesco ainda, recomendo que façam a leitura se quiser saberem mais sobre ele. Só clicar neste link.

Odallus: The Dark Call (Switch)

Gênero: Ação 2D / Plataforma / Metroidvania (bem de leve)
O que é: Outro jogo independente brasileiro, criado pelo mesmo estúdio que criou Oniken (também jogado em 2020), que tem uma forte inspiração em Castlevania, e que mesmo assim consegue ser bastante original.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Outubro

Olha a lista de jogos independentes brasileiros crescendo. Odallus também é da Joymasher, mesma produtora de Oniken, que também joguei em 2020. Contei a história da edição que comprei pro Switch mais pra cima neste post. O jogo é uma linda homenagem a Castlevania, considerando aí a franquia como um todo. Só que mesmo assim ele consegue proporcionar uma experiência bastante original, misturando fases que podem ser acessadas via mapa, caminhos diferentes para finalizar as fases, backtracking, chefes, itens especiais, entre outras coisas. Os desafios de Odallus são bem pontuais, achei que a experiência como um todo é bastante equilibrada. Mesmo que o último chefe seja um tanto quanto difícil nas primeiras tentativas, construíram a última fase de uma maneira que alguns atalhos não são perdidos mesmo quando usamos Continue. O mesmo acontece em algumas fases. Tudo isso é muito inteligente na minha opinião. O curioso é que no começo eu não estava gostando tanto assim do jogo, mas a culpa era totalmente minha, pois a minha expectativa era jogar um Castlevania III ou algo parecido com ele ou com o primeiro jogo da franquia. Basicamente um jogo de fases com um chefe no fim de cada uma. Como falei antes, não é exatamente assim que ele funciona. Tem aí influências do II, do Symphony of the Night e sabe-se lá mais de quais outros jogos que eu provavelmente não percebi por não ter jogado. Quando me acostumei com o game design e a mecânica oferecidos, passei a curtir demais o jogo. Comecei a explorar tudo insanamente, foi uma experiência bem bacana. Lembro do primeiro contato que tive com Odallus. Foi no BiG de 2015, inclusive ele foi um dos finalistas da categoria “Revelação Brasil”. Fiquei um tempão acompanhando um amigo meu jogando ele, mas não quis experimentar. Felizmente 5 anos foram suficientes para apagar a minha memória quase que completamente e eu joguei quase se como nunca o tivesse visto. Gostei muito também da história do jogo e do desfecho dela, mas sem spoilers aqui. A minha impressão final de Odallus ao terminá-lo foi muito boa, bem diferente da que tive no início, gerada por uma expectativa errada. É um baita jogo, com muita personalidade. Recomendo fortemente.

Nier: Automata (PlayStation 4)

Gênero: Ação / Third-Person Shooter / RPG
O que é: Um dos melhores jogos de sua geração. Jogo de ação que mistura de forma fantástica pancadaria e tiroteio, além de elementos de RPG. Tem uma história surpreendente e bem original, personagens bacanas e algumas surpresas que definitivamente não podem ser mencionadas.
Plataformas disponíveis: PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows).
Jogado quando: De Outubro até Novembro

Este foi um jogo que eu enrolei pra conhecer. A primeira vez que ouvi falar, achei que era mais um daqueles jogos pra encantar os nerds que se apaixonam por personagens pelo motivo errado, que foi basicamente o mesmo primeiro pensamento que tive com Bayonetta também. No caso de Nier: Automata, só fui querer dar uma chance a ele depois de escutar um cara falar muito bem dele em um podcast, justamente o cara que sempre achei que tem o perfil de jogadorparecido com o meu. Daí o jogo teve aquela promoção no ano retrasado e eu comprei, deixei ele encostado por mais de um ano. Daí um amigo que eu não conversava há um bom tempo resolveu me chamar e falou que estava jogando, falou o suficiente para atiçar a minha curiosidade. Mesmo assim ainda enrolei um pouco e resolvi começar quando as coisas começavam a dar sinal de que iriam acalmar na vida pessoal. Bem, pra quem não sabe, Nier: Automata é um jogo de Ação que praticamente é uma mistura de gêneros: Shmup (ou navinha), Third Person Shooter, Hack’n Slash e muitos elementos de RPG. Resolvi começar jogando no Hard (peguei o costume de fazer isso de uns tempos para cá). De repente me deparei com algo que parecia impossível: passar o prólogo do jogo neste nível. Morri muito, muito mesmo. O detalhe aí é que o prólogo não tem ponto para salvar, ou seja, começa tudo de novo quando morremos. Não importa se você morreu no chefe depois de jogar meia hora, vai começar tudo de novo, sem choro. Eu, que ainda tava com o tempo limitado, conseguia fazer uma seção de jogo só. Ou seja, morria e me via forçado a desligar o videogame, algo que eu fazia muito frustrado. Quase desisti do jogo ou pelo menos de jogar no Hard, mas persisti e eventualmente passei. O jogo continua difícil (no Hard) depois disso, fiz um esforço lascado pra chegar no primeiro final dele. Mas pelo menos você consegue salvar e não perde tanto progresso quando morre. Os demais finais do jogo eu preferi botar no Normal. Sem muita justificativa aqui, apenas queria curtir o jogo de uma outra forma. No Normal o jogo vira um “passeio no parque” pra quem passou tantas horas jogando um nível acima. Engraçado que, pensando agora, essas muitas horas passaram muito rápido, eu nem as senti. Bem, eu preciso dizer: eu simplesmente amei o jogo em todos os quesitos. É bonito pra caramba graficamente, os personagens são bem marcantes, a história é legal pra caramba, a narrativa dela é excelente e a trilha sonora é um espetáculo a parte. O jogo se passa em um futuro distópico, onde a Terra foi invadida por alienígenas e o que sobrou dos humanos fugiu para a lua em uma base escondida, enviando androides para lidar com os aliens e todo maquinário que eles deixaram por lá para destruir a vida do planeta. É uma história que não tem muitos clichês como muita coisa que a gente vê por aí. Talvez só o lance do protagonista emburrado e o sidekick felizão. O jogo ainda apresenta alguns pontos que nos fazem ficar pensativos. Fora que o jogo é muito bem humorado. O gameplay é bem interessante, mesmo. As missões são legais de fazer, os controles são ótimos e tudo mais que vocês possam imaginar de bom que um jogo de videogame pode oferecer em sua parte jogável. Vale aqui mencionar algumas outras coisas bacanas, como o fato do jogo toda hora te alertar que não ele tem auto save. Só que isto é feito meio que usando a história dele, nas interações com NPCs ou algo do tipo. Algo similar é feito para quem tem Motion Sickness, onde os produtores de alguma forma também encaixam na história isso e ficam alertando que pode acontecer. Inclusive em determinado ponto o jogo te oferece para configurar os controles para que o jogador não sofra disso. Devo confessar que estas configurações atrapalham um pouco a jogabilidade, mas é questão de se reacostumar e o mais importante: funciona perfeitamente. Incrível como eu no começo estava sentindo um pouco dos efeitos e depois de aceitar as configurações dele conforme a sugestão do jogo não senti mais nada de enjoo. E o mini game de hacking do game é muito divertido de jogar, sendo que é praticamente outro tipo de shmup. Fiquei realmente apaixonado por tudo no jogo e fiz tantas observações dele pra escrever neste post que talvez valha a pena até criar um review pra ele ao invés de entupir esta lista de caracteres e espantar os leitores. Nier: Automata é um dos jogos da minha lista do ano que mais recomendo, tanto pra quem curte jogos mais focados em história quanto pra quem curte um bom desafio. Nier: Automata foi capaz de superar todas as minhas expectativas em vários aspectos, e olha que elas não eram baixas. Só continuo sem entender porque uma androide (ou gizoide) precisa andar e lutar de salto alto, mas vamos deixar isso pra lá. Podem colocar na lista de vocês, é um baita jogo!

Dead Cells (Switch)

Gênero: Roguelike (ou Roguelite) / Metroidvania
O que é: Jogo independente de ação que mistura muito bem os gêneros Roguelike (ou Roguelite) e Metroidvania, de forma que traz grande desafio e ao mesmo tempo proporciona bastante exploração pra quem curte.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, Mobile (Android), PC (Linux, Mac OS, Windows).
Jogado quando: Novembro

Assim que terminei Nier, fiquei pensando em algo no Switch que fosse um pouco mais curto. Fiquei muito em dúvida entre jogar Axiom Verge e Dead Cells, pois eu queria encarar um Metroidvania. No fim, acabei optando pelo Dead Cells por nunca ter jogado Super Metroid (não me julguem) e por achar que faz mais sentido jogar Axiom Verge depois de encarar de cabo a rabo o clássico da Nintendo. O que eu não estava esperando era dar de cara com um Roguelike (ou Roguelite, nunca sei qual o mais adequado para cada jogo). Acabei lembrando bastante de Rogue Legacy, guardadas as devidas proporções (cada um deles tem suas particularidades). Sendo assim, acabei me enganando em diversos aspectos: primeiro que o jogo seria curto (não foi); e segundo que seria um Metroidvania clássico “puro” (também não foi). Como é de se esperar em um jogo que mistura o gênero com Roguelike/lite, os mapas são gerados proceduralmente. Porém, a coisa não é tão aleatória, já que a gente sempre tem dentro de uma área as saídas para as mesmas áreas e tudo no fim das contas fica bem parecido, especialmente nas primeiras das áreas. É possível seguir caminhos diferentes para o fim do jogo, mas se morrer com o personagem, os mapas são reiniciados e teremos uma nova aventura pela frente. Outro detalhe que também é característico dos Roguelike/lite é o fato de você perder muita coisa quando morre, como o nível que atingiu durante a jogatina, dinheiro, equipamentos, etc. Inclusive as cells que você tiver no estoque, ou seja, as que não tiver usado pra melhorias ou desbloqueios. As cells são como as “almas” nos jogos da série Souls (ou o sangue em Bloodborne, entre outros similares). Ou seja, usamos elas para as tais melhorias e desbloqueios que comentei, algo que só pode ser feito na troca de uma área para a outra. Inclusive você é obrigado a gastar todas as cells acumuladas nesta passagem de áreas com os NPCs, ou a porta para continuar simplesmente não abre. Então não tem muito como perder se “passar de fase”. Quando comecei o jogo, confesso que não estava me divertindo, mais uma vez por conta da minha expectativa. Demorei pra começar a entender como o jogo funciona e, depois que isso aconteceu, comecei a gostar pra caramba dele. Tenho que dizer, é o tipo de jogo que você precisa estar no clima pra encarar. Se estiver, vai adorar, com toda certeza. Dead Cells tem muita qualidade. O jogo tem uma pegada meio que de beat’em up, considerando que temos que dar vários golpes para derrotar os inimigos na tela. Não sei se está mais para isso ou para um hack’n slash 2D. O que quero dizer é que acaba soando diferente de um Castlevania: Symphony of the Night (e similares que são de combate, e não de tiro). Outra coisa interessante é que também obtemos equipamentos que servem como armadilhas. Podemos usá-las para derrotar os inimigos (inclusive chefes), sempre tendo em mente que existe um tempo de cool down para utilizar novamente. Elas costumam dar bastante dano, se o jogador souber fazer as melhorias corretas tanto delas quanto do próprio personagem. Além disso, a história do jogo é meio que contada nas entrelinhas (algo como acontece em Dandara), a gente vai encontrando áreas e tendo algumas interações que vão explicando um pouco daquele mundo. Se passar batido por tudo, dá pra terminar sem entender o que está acontecendo. Um pouco ruim para quem curte jogos mais focados em história, muito embora a maior parte das interações que ocorrem sejam interessantes e até contam uma certa dose de humor. Aliás, a localização para o português brasileiro ficou excelente, com uso de gírias, linguajar mais natural e tudo mais. Não tem nada de robótico. O jogo é bem bonito graficamente, mas eu não achei a trilha sonora grandes coisas. Pra mim ela pareceu bem genérica e esquecível. Não lembro de uma música sequer enquanto escrevo este post, pra terem uma ideia. Depois de terminar uma vez, ainda podemos continuar e tentar fazer outras coisas dentro do jogo. Mesmo assim, honestamente eu larguei depois de terminar a primeira vez. Não porque não gostei do jogo ou não queria continuar vivendo aquele universo, mas sim porque chegou em casa um certo Streets of Rage 4 que estava ansioso pra começar. Um dia talvez eu volte pra Dead Cells, recomendo ele para quem curte este tipo de jogo. Quem tem menos paciência com lidar com frustrações de perda de setup de personagem e coisas do tipo, recomendo que não experimente. Sério.

Neon Drive (PC)

Gênero: Ritmo
O que é: Jogo de ritmo onde controlamos um veículo e precisamos desviar dos obstáculos no ritmo certo, enquanto curtimos uma trilha sonora espetacular totalmente inspirada pelos anos 80.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Mobile (iOS), PC (Windows, Linux, Mac OS).
Jogado quando: Um pouco em Maio, depois bastante entre Outubro e Novembro.

Gosto bastante de jogos de ritmo. Um amigo que sabe muito bem disso me mostrou Neon Drive certo dia quando estava na casa dele, há bastante tempo já. Desde então fiquei alucinado pra comprar e jogar, botei na wishlist do Steam e assim que ficou em promoção eu comprei. Somente onze meses depois eu fui jogar ele pra valer (longa história envolvendo computador velho). Neon Drive não é um jogo de ritmo comum, primeiro por contar com músicas totalmente inspiradas nas criadas em meados dos anos 80, bem características. Além disso, a jogabilidade dele é bem característica também. Ao invés de vermos setas ou quaisquer outros tipos de ícones para pressionarmos algum botão conforme eles alcançam determinada região da tela (que é o mais comum, tipo os jogos de dança ou os Guitar Hero/Rock Band da vida), em Neon Drive o jogador controla um veículo, normalmente um carro, e tem que desviar dos obstáculos que vão surgindo no ritmo da música que está tocando. Fora a parte musical, é algo meio parecido com aqueles mini games que a gente precisava desviar dos outros carros, sabem? Mas só meio parecido mesmo. Ou seja, só temos a opção de ir para um lado ou para o outro. Só isso mesmo, dois comandos. E mesmo assim o jogo é bem difícil. Existem 10 músicas (cada uma delas é uma fase) e mais 3 níveis para jogá-las: Normal, Difícil e Insano. A diferença entre os dois primeiros é que o jogo tolera uma falha no Normal antes de te jogar de volta para o último checkpoint da fase atingido, recomeçando de onde falhou (o jogo ainda te dá 3 segundos para respirar antes de recomeçar). E o Insano é a mesma fase, só que acelerada. Enfim, peguei ele baratinho para PC e só quando fui escrever este texto eu acabei descobrindo que ele existe para consoles também, e até para iOS. As músicas são muito boas, então recomendo a jogatina de fone para vocês curtirem enquanto passam raiva tentando concluir e fase. Aliás, dá para conhecer as músicas no site do jogo. O único ponto negativo que encontrei é que se for necessário fazer algum tipo de calibragem do ritmo do jogo (por input lag ou algo assim), isto deve ser feito manualmente. Não tem nenhum recurso que auxilia o jogador a chegar no ritmo certo de forma automática (como tinha nos Guitar Hero, por exemplo). Fiquei tão viciado em Neon Drive que no segundo semestre eu jogava um bocado de tempo por dia até conseguir passar pelo menos uma música. No fim eu acabei cansando de tanto jogar, fiquei preso nas últimas fases e nos níveis mais difíceis. Uma delas eu acabei achando um tanto quanto injusta num determinado trecho, acabou que gerou uma frustração que me fez mudar de jogo. Porém, cedo ou tarde vou acabar voltando pra ele, vou esperar bater aquela saudade. Recomendo fortemente para quem gosta de jogos de ritmo e de grandes desafios, e também pra quem gosta de trilhas sonoras inspiradas nos anos 80.

One Finger Death Punch (PC)

Gênero: Ação / Beat’em Up (não naquele formato que você está pensando)
O que é: Porradaria com “bonecos palito” (stick men) no melhor estilo de kung fu de filmes antigos, um contra vários. Tudo isso com apenas dois botões.
Plataformas disponíveis: Xbox 360, Mobile (Android, iOS), PC (Windows)
Jogado quando: A partir de Novembro, continuo jogando.

No mesmo dia que eu experimentei Neon Drive na casa do amigo, também experimentei One Finger Death Punch. Por alguma razão ele achou que eu iria gostar deste jogo, e ele estava absolutamente certo. O pouco que joguei já me fez querer ter este jogo em casa. Não sei quantos de vocês são da época em que animações feitas em Flash eram comuns, muito antes daquele tal site de vídeo se popularizar. Também não sei quantos já viram as animações de stick fighters (se não me engano chamavam XiaoXiao), que basicamente eram como se fossem aqueles antigos filmes de kung fu, mas com bonequinhos desenhados em forma de palito (aquele desenho bem simples, também conhecido como stick man). Bom, One Finger Death Punch é basicamente a transformação destas animações em jogo. Tudo isso funciona com apenas dois botões, o que é incrível. Não, calma aí galera do Nintendinho, não é o que estão pensando e resmungando. São apenas dois botões literalmente, sem direcionais. Um botão para atacar do lado direito, outro do lado esquerdo. Conforme a onda de inimigos vai se aproximando, vamos golpeando eles. Essa é a mecânica base do jogo, mas temos também alguns Power Ups que podemos desbloquear e equipar (no máximo três), para ajudar nas fases. Normalmente os poderes são ativados ao atingirmos uma quantidade de inimigos derrotados. Existem tipos de fases diferentes, onde a mais comum é derrubarmos uma quantidade predefinida de inimigos. Entretanto, tem também fases onde precisamos derrubar uma certa quantidade em um determinado tempo máximo; ou nos defendermos adagas arremessadas usando uma espada; arremessarmos adagas ou bombas nos oponentes; ou então lutas de sabre de luz ou nunchaku. Conforme o jogador vai acertando ou errando, a fase vai ficando mais rápida ou mais lenta, entre outras características. Explicar ele é bem mais difícil do que jogar, eu garanto. O game é divertidíssimo, uma baita opção pra treinar reflexos também. OFDP estava na minha lista há bastante tempo e em certo dia de 2020 ele apareceu custando R$ 1,69. Isso mesmo que você leu, um meia nove um real e sessenta e nove centavos. Muito barato, acabei pegando assim que vi o preço. Só não esperava que eu fosse ficar tão viciado. Logo na primeira noite que eu joguei peguei 33 dos 152 achievements do jogo. Ele praticamente substituiu Neon Drive quando eu me cansei do jogo de ritmo e só parei de jogar ele quando atingi o final do nível Student (equivalente ao nível “Normal”). São muitas fases, muitas fases mesmo. Valeu a pena demais jogar todas elas e assistir a surpresa que prepararam para quando vencemos o chefe final do nível. Vou começar a jogar o nível Master (Hard) em breve, talvez já tenha começado depois de escrever este texto, provavelmente sim. Como é que um jogo tão simples e incomum pode ser tão divertido? Muito melhor que boa parte dos AAA que vemos por aí, de várias gerações, premiados ou não. É bom dizer que já existe o One Finger Death Punch 2 (desde 2019) e que ele foi lançado para mais plataformas. Pretendo jogar ele um dia também. Mesmo assim, recomendo que passem pelo primeiro se tiverem a oportunidade. Pra não dizer que achei o jogo perfeito, teve um ponto que me incomodou um pouco: o mapa de fases. A navegação nele é meio ruim com controle (não testei mouse, só pensei nisso agora). Não dá para ver o mapa todo sem ter que navegar fase por fase. Além disso, não existe um lugar onde possamos ver as estatísticas de quantas fases faltam, quais as notas, entre outros tipos de informações que seriam bem valiosas. Ainda mais porque o mapa tem múltiplos caminhos, e eu paranóico que sou quis fazer todas as fases. Foi bem chato ficar caçando no mapa quais delas eu ainda não tinha jogado (o indicador disso não é tão claro). Mas, na boa? Isso é resmungo de gente chata (eu sei que sou um pouco), não dá pra dizer que é um defeito. E outra, não faz parte do núcleo do game, que são os divertidíssimos combates. Ah, um detalhe curioso: o jogo tem este nome porque pode ser jogado com apenas um dedo. É exatamente isso que é dito durante os curtíssimos loadings do jogo (e inclusive recomendado que seja jogado desta forma). Não tem nada de dedada mortal por parte do protagonista (como vi gente falando por aí) ou qualquer outra coisa maliciosa que alguém possa estar pensando neste momento. Enfim, jogo delicioso e divertido, não canso de dizer que recomendo a todos, ainda mais se voltar a custar menos de dois reais. Aliás, recomendo especialmente pra quem vive reclamando que a indústria dos videogames não tem criatividade e fica reciclando as mesmas ideias. Divirtam-se jogando One Finger Death Punch! Ah, outro jogo para vocês jogarem de fone de ouvido, pois as músicas do jogo são excelentes. São poucas, mas dão um baita clima.

Streets of Rage 4 (Switch)

Gênero: Beat’em Up (este sim é no formato que você está pensando)
O que é: Jogo de porradaria nas ruas com música eletrônica da melhor qualidade.
Plataformas disponíveis: Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC (Windows, Mac OS, Linux).
Jogado quando: A partir de Novembro e vou continuar jogando pra sempre!

Desde que Streets of Rage 4 foi anunciado eu tava em um hype absurdo. Lembro que nesta época eu vi gente resmungando e vi gente comemorando o anúncio. Acabei comprando a versão física (Classic) da Limited Run Games e somente ela, não peguei a versão digital quando ela foi lançada. Por falar nisso, eu fiquei praticamente uma semana e meia sem abrir grupos de mensageiros de celular que estão relacionados a games quando ocorreu o lançamento, pois sabia que a galera tava alucinada jogando e dando todos os tipos de spoilers possíveis (eu tenho sensibilidade para spoilers que dá pra chamar de “média pra alta”, ou seja, chato pra caramba). Não consegui fugir de todos, infelizmente, mas de boa parte deles pelo menos. Fiquei numa expectativa monstruosa, já que a edição demorou um bocado pra chegar em casa, algo que aconteceu somente na segunda quinzena de Novembro de 2020. Houve demora na produção dos cartuchinhos (e outras mídias físicas), depois demorou um bocado pra ser enviado porque os envios internacionais não estavam sendo feitos (pandemia). O produto ficou estancado mais de um mês pra sair dos Estados Unidos e vir pro Brasil. Fora aquela passada demorada na alfândega que todos nós conhecemos, até que finalmente chegou. Enquanto isso eu já tava extremamente ansioso e a minha expectativa só ia aumentando. Quando finalmente joguei Streets of Rage 4, toda essa espera valeu a pena e toda a expectativa foi mais que superada. Que bom que eu consegui fugir de alguns spoilers, tiveram vários pontos que eu fui surpreendido. Pode ser que eu seja muito suspeito pra dizer isso, mas achei que este jogo beira a perfeição. Tive uma noite de sábado livre e resolvi jogar, bastante cansado, mas mesmo quase capengando não conseguia parar de jogar de tão boa que aquela experiência estava sendo. Joguei com aquele sorriso besta no rosto até não aguentar mais ficar acordado, quando botei o Switch em stand by e fui descansar. Mal sabia eu que tava no finalzinho do jogo. Os caras fizeram um baita trabalho, conseguiram misturar a essência dos anos 90 com uma pegada moderna também, especialmente na parte sonora. Ao invés de ficarem forçando a barra com as músicas eletrônicas moderninhas (leia-se Dubsteps insuportáveis), eles conseguiram equilibrar bastante músicas mais no estilo antigo com músicas mais atuais. Não era para menos, já que o time de compositores é bem forte. Além dos próprios Yuzo Koshiro e Motohiro Kawashima, a trilha sonora teve colaboração de compositores responsáveis ou que também participaram da composição de grandes clássicos como Alone in the Dark, Street Fighter 2, Mega Man III e o primeiro Ninja Gaiden. Entre outros jogos. Sem falar dos DJs e produtores atuais de fazem música de qualidade. O resultado final disso ficou sensacional e a trilha representou a franquia com muitos méritos. Óbvio que a primeira vez que joguei eu fui de Blaze, a verdadeira musa dos videogames. Aliás, como ela ficou imponente neste jogo, eu adorei. Não só ela, mas toda a parte gráfica do jogo ficou espetacular. O Axel e o Adam mais experientes ficaram demais também, eu adorei cada um dos detalhes que deram a eles. E como estamos falando de um beat’em up, devemos considerar acima de tudo isso que foi dito a jogabilidade, certo? Ela ficou espetacular, muito bem feita. O sistema de combos ficou bom demais, e olha que eu nem sou chegado em combos. Mas adorava começar uma sequência e conseguir variar com um golpe especial, uma voadora ou qualquer coisa do tipo, espancando cada meliante pelo caminho. Os chefes ficaram muito bem feitos também, sem falar nas referências que encontramos ao longo da jogatina. Tudo se encaixa perfeitamente neste jogo. A história? Pode-se dizer que ela não tem nada de mais, já que é bem estilo dos beat’em ups dos anos 90. Na minha cabeça isso soa muito mais como um elogio do que qualquer outra coisa. Este é o tipo de jogo que não precisa forçar a barra tentando te fazer chorar pra ganhar prêmio internacional. Aliás, se tem um jogo que merecia muitos prêmios em 2020, este jogo é Streets of Rage 4. Infelizmente os jornaleiros jornalistas não enxergam desta forma. É o meu queridinho de 2020, já deixo claro que ele vai vencer o GCA2020 com toda certeza (na minha lista, claro). Porque merece, mesmo com tantos outros jogos incríveis que pude experimentar ao longo do ano. Mesmo assim vou dar o direito de vocês votarem em quem merece ficar em segundo, não se preocupem. O que senti jogando este jogo foi muito próximo do que aconteceu quando joguei Sonic Mania, a ponto de quase me emocionar ao atingir o final dele (dos dois, na real). Vale dizer que a edição física é ficou linda demais e também valeu demais a pena esperar por ela. Ah, vale dizer que primeiro joguei no Normal (com a Blaze) e depois tentei o Hard (com o Axel). No Normal o jogo já é bem gostoso de jogar, tem uma boa dose de desafio mas não vai te tirar do sério. Já o Hard é ainda melhor, trazendo uma boa carga de desafio o tempo todo, sem parecer um papa fichas apelativo de Arcade dos anos 80/90. Gente, nem preciso dizer, né? Recomendo infinitamente. Quem ama o gênero vai amar este jogo. Só preciso mencionar que este foi outro da lista que eu fiz muitas observações pra fazer este trecho do post do Meme Gamer e dá vontade de transformar tudo isso em um texto dedicado ao game. Ele merece toda dedicatória do mundo. Eu é que não me acho capaz de escrever o texto que ele merece. Enfim…

Sonic Riders (Game Cube)

Gênero: Corrida (de Hoverboards)
O que é: Mais um spin off de corrida da franquia Sonic the Hedgehog, desta vez os personagens usam hoverboards em pistas totalmente malucas.
Plataformas disponíveis: Game Cube, PlayStation 2, Xbox, PC (Windows).
Jogado quando: Dezembro

No finalzinho do ano passado resolvi encarar Sonic Riders no Game Cube. Joguei de todo o modo história, mas não pretendo falar muito sobre o jogo neste texto. Prefiro guardar pro post da Maratona Sonic que já está agendado para a segunda quinzena deste mês de Janeiro. Vou pedir para que aguardem a opinião completa, embora eu possa adiantar que curti a experiência. Duro é dizer se recomendo ou não, pois não é um jogo muito tradicional. Prefiro que vocês leiam o texto que virá em alguns dias e tomem a decisão. Peço desculpas por quaisquer inconvenientes.


Outros jogos

Tiveram outros jogos que eu não pretendo fazer descrição no post, por vários motivos. São eles os quatro mini games da SEGA que foram lançados em comemoração aos 60 anos da empresa, já falei deles em um post separado; também teve Sonic Rush (DS), que além de eu ter feito um post sobre ele para a Maratona Sonic, ele também já apareceu duas vezes em posts do Meme Gamer em anos anteriores (2013 e 2014), então não vi motivo pra colocá-lo na lista mais uma vez.

Por fim, também joguei no fim do ano passado o primeiro capítulo de Unsung Story no PC. Falando rapidamente, é um RPG Tático que entrou em Early Access depois de 6 anos em desenvolvimento e muitos problemas (que resultaram em um quase cancelamento e mudança de estúdio responsável pelo desenvolvimento). Acabei apoiando o projeto no Kickstarter já logo no começo, em Janeiro de 2014. Fiz isso pelo fato de que seu mundo foi idealizado por Yasumi Matsuno, o designer responsável por Vagrant Story e Final Fantasy Tactics. Como o último é o meu jogo favorito de todos os tempos, resolvi dar uma chance. É cedo pra falar sobre o jogo, já que o primeiro capítulo conta com o comecinho da história e uma certa quantidade de batalhas. O pouco que vi, curti. Não era bem o que eu esperava, mas me diverti nos dias que passei explorando o jogo. Agora é esperar ele sair completo pra poder opinar mais. Assim ele pode ganhar um espaço dedicado em algum dos posts futuros do Meme Gamer.


Ufa, acabou! É isso!

A lista foi menor que as dos últimos anos, mas não foi tão pequena quanto imaginei que seria em outro momento. A reta de fim de ano ajudou a dar uma desafogada no backlog.

Aproveitem para conhecer também os jogos jogados pelos demais participantes da brincadeira de ano novo. Só clicar nos links aqui embaixo:

[UPDATE: Quem já publicou está com o ícone ✅ (copiei o Marvox na caruda!).]

[Blog] A TV Vai Estragar! => Eduardo Farnezi
[Blog] Arquivos do Woo => Diogo Batista
[Blog] Arquivos do Woo => Tony Horo
[Blog] Arquivos do Woo => Geovani Sancini
[Blog] Desocupado => Paulo Victor
✅ [Blog] Gamer Caduco => Cadu [você já está aqui]
[Blog] Locadora Resident Ivo => Ivo Ornelas
[Blog] MarvoxBrasil => Marvox
[Blog] RetroSabat => Sabat
[Blog] Vão Jogar! => Tchulanguero
[Blog] Vão Jogar! => SucodelarAngela
[Blog] Vão Jogar! => Somari
[Blog] Videogames com Cerveja => Felipe B. Barbosa
[Canal] Jogatinas Saudáveis => Vigia
[Canal] Universo Retrogamer => Marcão
[Alvanista] João Carlos (UsoppBR)

Mais uma vez desejo a todos um 2021 espetacular, sem pandemia ou outros sustos como este que ainda estamos vivenciando.

Obrigado a todos pela leitura!

Abraços e até o próximo post!

Sobre Gamer Caduco

Apenas mais um cara que nasceu nos anos 80 e que desde que se conhece por gente curte muito videogames, não importa a geração.
Esse post foi publicado em DS, Game Cube, GameBoy Advance, Jogos, Mega Drive, Memes, NES, PC, Playstation 2, Playstation 3, Playstation 4, Steam, Switch, Xbox e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

20 respostas para Meme Gamer: O Que Você Jogou em 2020? #oqvj2020

  1. Pingback: Meme Gamer: O Que Você Jogou em 2020? [10ª Edição] – Blog MarvoxBrasil

  2. Marvox disse:

    Ah não, realmente estamos no fim do mundo. Uma lista do Cadu com menos de 100 jogos? É melhor eu começar a construir meu bunker.
    Cara que demais você deixar suas fases do Mario Maker pra galera curtir, seria legal você falar um pouco delas em um post com imagens pra ver como são as fases. E chegou o momento Joymasher na sua vida hein, muito bom, será que futuramente veremos Blazing Chrome na sua mão? Ansioso por isso. E cara, também gostei muito do Streets of Rage 4 \o/
    Valeu demais por participar e trazer o Gamer Caduco mais uma vez pro Meme, lista excelente mesmo!

    • Gamer Caduco disse:

      Ora ora, como assim lista menor de 100 jogos? Eu nunca cheguei nisso! ahuhuahuahuahuahua
      Na metade já, mas vamos deixar isso de lado.
      Olha, quem me dera chegar no nível do Joymasher, os caras lá são bons demais. Eu sou só um doido tentando me inspirar em fases de outros jogos. De qualquer forma, gostei da ideia de apresentar as fases, vou ver se faço isso a hora que estiver com a conta da Nintendo Online de novo, era pra eu ter assinado este mês, mas sabe como é que é né? hahaha
      Anyway, eu que agradeço mais uma vez por ajudar a gente a organizar a brincadeira e deixar ela mais bacana, unir a comunidade pelo menos uma vez ao ano dá uma bela de uma injeção de ânimo pra continuar escrevendo em tempos onde a galera só quer saber de áudio e (principalmente) vídeo.
      Valeu demais, Marvox!

  3. aki é rock disse:

    Só jogo bom ai Caduco lista boa essa viu bem diversificado,andei também jogando bastante coisa esse ano depois vou postar a minha lista por aqui.

    • Gamer Caduco disse:

      Opa, valeu Rock!
      Tentei diversificar, acho que deu um bom resultado, mas eu queria era mais! hahaha
      Depois posta sua lista sim, eu sempre me surpreendo com ela (especialmente pela quantidade de jogos).
      Valeu mano!

  4. Cara, acredita que nunca joguei Shovel Knight? E o pessoal elogia tanto. Preciso dar uma chance pra ele.
    As DLCs de Deuítcha estão ali faz tempo e nunca finalizei. Boa culpa disse reside em meu PS4 antigo, onde eu tinha meu save, ter pifado. Tive que rejogar do zero, o que me rendeu 230 horas, se não me engano + platina, mas as DLCs permanecem incompletas. Acho (espero) que tenho o save dessa vez, não esperei ser surpreendida por mais um problema técnico, huahua
    Celeste é muito bonitinho (e me resumo a falar isso, porque também nunca joguei). Mais um acrescentado à lista de desejos.
    Overcooked a gente já xinga só de ler o nome, é o Uno dos videogames, sempre acabando com relacionamentos huahua. E, sim, ele tem esse efeito nas esposas, kkkkk
    Erica parece interessante se pegar por um preço ameno. Acho que um dia experimento, gosto bastante de filmes jogos assim.
    E haja Sonic nessa tua lista, huahua!
    Abração!

    • Gamer Caduco disse:

      Olha aí a Çaçina que agora não é mais Çaçina… como seria agora? Masseféquita? Credo, que horrível… melhor deixar pra l;a.
      Como assim “haja Sonic”? huahuahuahua
      Foram só 9 este ano (se contar Shadow), de 36… isso dá… CARACA, 25% DA LISTA!!!!!
      Tá, acho que eu exagerei na dose… kkkkk
      Mas também, eu ainda tô na Maratona Sonic, né? Isso ainda vai levar uns anos aí pelos meus cálculos.
      Dúvida pertinente, algo que não sei se eu perguntei antes: vc não assina a PS Plus? Pq se assinar (ou se assinou enquanto jogava Witcher), provavelmente seus saves foram pra nuvem e vc poderia ter revivido o save no PS4 novo (se tivesse a assinatura em dia). Mas enfim, agora também são águas passadas, se vc já jogou tudo de novo e tal. Trabalheira, mas o jogo vale a pena demais, né?
      As DLCs são boas demais, recomendo partir pra elas quando der saudades do universo do bruxo resmunguento! rs
      Eu acho que vc vai curtir Celeste, recomendo fortemente também.
      Nossa, adorei o “Uno dos videogames”, pq Overcooked parece mesmo ser bem assim. Não sei como a minha esposa e eu não nos estapeamos jogando, acho que a gente tava muito de boa… kkkkk
      E o Erica é outro que eu também acho que vc vai curtir, então manda bala!
      Valeu Sukita!

      • Olha, atualmente eu posso me considerar uma Rocket LeaguER, huahuahua, ô jogo que tou viciada!
        Pô, como Sonic sempre foi um jogo meio meh pra mim (na verdade eu nunca tive a coordenação necessária pra correr nas fases, haha), eu nem sabia que tinha tantos.
        Eu não tenho a PS Plus. Como não curto muito multiplayer, acho caro pagar basicamente pra ter save na nuvem. Mas alguns jogos permitem você copiar o save pra um pendrive ou algo assim e foi o que eu fiz (não lembro onde salvei, huahua). Eu já iniciei umas boas missões das DLC’s, falta só terminar mesmo.
        Assim que tiver uma promo de Celeste, vou pegar. Me recomendaram Candle e eu comprei por 3 realzim na Steam, então bora ver se Celeste em breve me dá uma graça de um bom preço, haha.
        Abraço!

        • Gamer Caduco disse:

          Ahhh, ufa, menos mal que conseguiu recuperar o save em um pendrive, eu achei que tinha sido mais crítico ainda. Dá pra recuperar, só fazer a busca do pendrive sumido (virou meta-game! haha).
          Bom, a dica do Celeste eu dei ao vivaço, mas vim aqui relembrar pra ficar de olho, é um baita jogo.
          Valeu!

  5. Olá, Cadu! Você jogou bastante esse ano de 2020! Muito mais que eu.
    Sonic Advanced me interessou muito. Vou ver se consigo por na lista desse ano. Valeu! Nunca ouvi falar de Celeste. Eu tô debaixo da minha pedra mesmo!!! Só que vou deixar passar já que não tenho consoles modernos.
    Vou jogar Dr Mario, ótima dica! Mas peraí Cadu… nós devemos derrotar vírus? Seria um jogo/reportagem dos tempos atuais? 🙂
    Zero Wing é basicamente: Navinha + Mega Drive = Amor a primeira vista! Vou jogar. Anotadíssimo aqui! Quando este jogo aparecer no meu blog você já sabe de quem é a culpa,certo?
    One Finger Death Punch me bateu uma nostalgia concentrada, Cadu. Putz, que saudades das animações em Flash… cara, como foi bom lembrar disso… era um outra internet naqueles tempos. Era ruim mas era bom de certa forma.
    Ótimo relatório de gameplay. Vou conferir o links dos outros participantes também. Abração!

    • Gamer Caduco disse:

      Então Giovani, eu até joguei razoavelmente bastante coisa, mas comparado ao Cadu de 2019 e 2018, foi pouco viu! hahaha
      Se possível, invista sim tempo no primeiro Sonic Advance. Ele é um baita jogo, ainda mais se curtir os Sonic de Master e de Mega, ele tem ideias dos dois e mais algumas coisas novas.
      Celeste é ótimo, e teoricamente ele roda em PCs com configurações, digamos, “medianas”. Se for seu caso, tenta experimentar. Ou pelo menos veja um pouco do gameplay em vídeo, se achar viável. Tem uma boa dose de desafios pontuais, algo como Super Meat Boy, mas com outro tipo de jogabilidade.
      Adorei a comparação de Dr. Mario com a situação maledetta da pandemia! Eu nem pensei nisso na hora que escrevi, deveria ter feito! haha
      Zero Wing eu recomendo pra todo mundo, mesmo, até quem não se dá bem em jogos de navinha. Meu caso, né?
      O One Finger Death Punch entra na mesma categoria do Celeste, não precisa do PC da NASA pra rodar. De repente te ajuda a matar um pouco a saudade do agora finado Flash Eu também achava legal a época do Flash, das animações, os curtas de humor que a galera fazia (vários sites cresceram muito com isso, lembra?). Acho que as coisas eram mais “especiais”, não sei. Fico com a impressão que hoje perdeu muito da magia pelo excesso de conteúdo, é difícil achar as coisas realmente criativas na Internet nos dias de hj, embora ela seja ótima por outros inúmeros motivos.
      Enfim, coisas que o tempo vai engolindo e a gente nem vê, quando percebe já passou.
      Valeu Giovani!

      • Dicas anotadas com sucesso, Cadu! O tempo vai engolindo as coisas mesmo. A criatividade hoje em dia tem mais um desafio. O desafio de chegar nas pessoas. Por exemplo. As vezes eu encontro canais incríveis no YT com pouquíssimos inscritos. Ou blogs bem originais que nunca tinha visto antes. Muito volume de informações associada a uma filtragem “googloliana” também reforçam esta dificuldade. Mas,claro. Hoje a rede tem vantagens que jamais me faria pensar em voltar a 1999…

        • Gamer Caduco disse:

          Esse desafio de chegar até as pessoas num mar de informações é complicado. Aliás, bem lembrado, é difícil também encontrar aquilo que a gente gosta. Pra chegar nas coisas boas as vezes a gente precisa nadar muito na lama, pra não dizer outra coisa… kkkkk.
          O bom é que tem coisa pra todos os gostos. O ruim é que parece que as coisas que eu gosto não são tão abundantes assim. Eu sei, opinião meio egoísta, mas…
          O triste é que estes canais, blogs e até podcasts que são incríveis tendem a desaparecer por desmotivação da galera em não conseguir público suficiente, principalmente quando se trata de algum assunto de nicho. O jeito é torcer pra um dia rolar uma reviravolta disso.
          Valeu Giovani!

  6. Pingback: Jogatina do Sabat: O que eu joguei em 2020? | RetroSABAT>

  7. Eu joguei uns 30 jogo e achei que tinha jogado muito. Aí eu venho ver a lista do Cadu e tem tipo 3x mais que a minha e ele reclama que jogou pouco….
    Vá se lascar, meu amigo!
    Bom, comentando rápido pq ainda tenho uma porrada de sites pra visitar:
    Nier Automata eu até cheguei a comentar com vc que havia começado no hard e morri no prólogo e você disse EU TB kkkkkkk resolvi recomeçar no normal, e larguei momentaneamente apenas pq preciso focar em 1 game apenas, no máximo 2, para poder curtir direito o que ele tem a oferecer, e no caso, eu estava jogando 4 ao mesmo tempo!
    A coletânea no Mega você me encorajou a comprar! eu também estava namorando ela e vi essa promoção, chegou a 70 reais né? Quase comprei, vou ficar de olho pra pegar, eu tinha esperança que ela caísse pra 50 =P não caiu, perdi (foto do Vegeta olhando pra cima na chuva).
    Quem é o cara que não gosta de filminho interativo mimimi last of us mas terminou The Witcher 3 + DLCs e Erika? Heim? Hum?
    Preciso jogar os 2 games da Joymnasher, nem Oniken eu joguei ainda! E pra esse ano, fora esses dois ainda vou colocar Axion verge no backlog XD preciso continuar a detonar uns indies, coitado do meu Steam!
    Streets of rage 4 eu não curti tanto quanto vc não. Adorei a trilha, a jogabilidade e os gráficos também, mas pra mim, faltou um algo mais que sempre vinha nos games anteriores. E o chefe final é bem zuado… fiquei esperando o Mr X levantar da tumba ali todo cibernético pra gritar um HAHAHAHAHA MALÉFICO ali pra revelar que ele estava por trás de tudo, mas não rolou…
    Celeste também tá no meu backlog, e olha, esse jogo de carro aí me chamou a atenção, vou atrás.
    E nossa, que saudade de Decapattack hauahuhauhua muito bom XD
    É isso aí mano, bora 2021 que a jogatina precisa começar!

    • Gamer Caduco disse:

      Caraca Sabat, faz as contas aí mano. Joguei 36 jogos. De onde vc tirou que joguei 3x mais que 30 da sua lista? huahuahuahuahuaa
      Compare com as listas de 2018 e 2019 e vc vai ver que tinha pelo menos 50% a mais aí fácil na quantidade… kkk
      Nier Automata foi isso mesmo, inclusive a gente morreu EXATAMENTE DA MESMA FORMA. Ainda acho que é algo comum! huahuahua… mas tenta sim em algum momento pq vale a pena, e pode ir de Hard que é só questão de ter paciência, nem que vc tente apenas uma vez por dia, sei lá. Eu fiz isso pra conseguir avançar naquele bendito do prólogo difícil pá caraca! huahuahua
      A promoção da coletânea do Mega foi um pouco menos, 59 e uns quebrados. Pro tanto de maravilha que tem, vale a pena. Só deixar duas pizzas de lado, ainda ajuda na dieta, olha só! kkkk… mas eu também esperei ficar mais barato que isso, também queria na casa dos 50 e meio que cansei de esperar. Eu queria ela no Switch também, pq, bem, não dá pra levar o PS4 pro banheiro pra cama e tal… rs. Mas lá é ainda mais caro.
      Ué, The Witcher não é filminho no hard, pô! huauhahua! E fora que a história principal e as side quests são surpreendentes, tem reviravoltas, diferentemente do jogo que vc citou (pelo menos o primeiro, pq o segundo não joguei). Já Erica é filminho mesmo, mas não se vende como jogo e tem só duas horinhas né? huahuahuauha
      Eu também demorei com Oniken e Odallus, mas vou te falar que vc vai curtir os dois, viu? E Axiom Verge provavelmente também. Eu preciso jogar saporra também.
      Sabe que vc falando do Mr. X saindo da tumba me faz pensar que os desenvolvedores perderam a chance de colocar algum necromante maluco gritando RISE FROM YOUR GRAVE e fazendo uma puta referência à SEGA além de tudo que este jogo já tem. Que vacilo. Tá bom, não considero mais SoR4 nota 10, agora é 9.99! Mas falando sério, eu achei que foi uma baita referência ao passado sem deixar de ser um jogo também moderno, esse equilíbrio que os caras atingiram é sensacional. Uma pena que o público de hj em dia quer jogar novela ou FPS, então paciência, né? kkkkkk
      Celeste é foda, demorou pra jogar. Neon Drive é bem peculiar, mas eu adorei e recomendo e dane-se! Esse é culpa do TH.
      E nem preciso falar de Decap Attack pra vc, vc sabe o quão bom esse troço é. Isso sim é que dá saudades, jogos malucos como ele.
      Valeu Sabat, bora jogar em 2021! Lista de no mínimo 70 jogos hein! Larga esse Zelda genérico aí pô! haha

  8. Pingback: Meme Gamer: O Que Você Jogou em 2020 | A Tv Vai Estragar!

  9. aki é rock disse:

    Esta é a minha lista de jogos de 2020 Caduco vamos lá:

    WonderSwan Color – Mega Man Battle Network,Final Fantasy,Rum-Dim Return to Earth

    Game Boy – Rockman World,Taz Mania, Mickey Mouse 2,Double Dragon,Mickey Mouse 4,Aero Star,Rockman World 2

    Game Boy Color – Quest Rpg Brian´s Journey,Spider Man,Power Spike Pro Volleyball,Suzuki Alstare Extreme Racing

    Game Gear – Magic Knight Rayearth,Defender of Oasis,Tail´s Adventure,Ninku,Yu yu Hakusho 2

    Neo Geo Pocket Color – Rock Man Battle Fighters,Neo Turf Master

    Sega CD – Sega Classic 4-1,Bloodshot (Battle Frenzy)

    PC Engine CD – Valis 4,Ane-San

    PlayStation – Capcom Generations 2 Arthur Chronicles,Alundra

    Nintendo 64 – Banjo Kazooie,Sin Punishmnent

    Nintendo DS – Final Fantasy Crystal Chronicles Ring of Fate,Prince of Persia the Fallen King,Dragon Ball Kai Ultimate Butouden

    PlayStation Portable – Brandish the Dark Revenant,Crisis Core Final Fantasy 7

    Neo Geo – Blazing Star,Cyber Lip,Mutation Nation

    Mame – Aliens,Aliens vs Predador

    PlayStation 3 – Tales of Symphonia,Uncharted 2 Among Thieves,Dragon Age 2,God of War Origins,Soul Calibur 5

    Xbox360 – Batman Arkham City,Prototype 2

    Celular – Swordigo,City Fighters,Asdivine Dio,Callys Cave 3,Ninja Arashi,Apple Knight

  10. Pingback: Votação: Gamer Caduco Awards 2020 | Gamer Caduco

  11. helisonbsb disse:

    preocupações!!!! Jogar vídeo game ajuda a vc a esquecer um pouco desses problemas atuais que paira sobre nós atualmente!!!! Joguei alguns jogos de PS1, NDS, atari, snes, gba e alguns jogos atuais!!!! lista boa essa de vcs…eu não joguei quase nada delas!!!! Oniken, Celeste e até o clássico Shining Force que ainda está no save a um tempão foram os meus preferidos dos jogos citados acima…lista dukralho!!!! Tenho muitos jogos no Save desde 2007, então já viu que minha lista já vem da década passada!!!! É tudo questão de ter tempo de jogar…eu já não tenho tanto tempo para jogar, essa é a verdade!!!! valeu!!!!

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